Pesquisa fotográfica de Jessica Wynne sobre quadros-negros preenchidos por matemáticos de universidades de todo o mundo

Se você ama arte e matemática, vai se apaixonar pela série fotográfica “Do Not Erase” (em tradução literal, “Não Apague”) de Jessica Wynne, que mostra as coisas mais doidas e inspiradas que matemáticos de universidades de todo o mundo escreveram em seus quadros-negros.

A ideia veio de uma afinidade que Wynne, fotógrafa e professora do Instituto Tecnológico de Moda (EUA), sente com os matemáticos.

“Sua imaginação os guia e, de maneira semelhante a um artista, eles têm maior aspiração de criar, descobrir e encontrar a verdade”, contou ao portal The Colossal.

Eternizando o efêmero

As imagens capturam os processos mentais e esforços físicos de profissionais em um meio que, de acordo com a arista, tem sido grandemente abandonado.

Wynne passou os últimos meses de sua vida documentando números, símbolos e modelos desenhados por matemáticos em suas lousas como uma maneira de eternizar sua “beleza, mistério e prazer em criar um documento permanente que é ao mesmo tempo efêmero”.

O objetivo é que as pessoas apreciem a estética envolvida no trabalho dos matemáticos, “simultaneamente ao fato de que o trabalho no quadro representa algo muito mais profundo, além da superfície”.

A série será publicada em livro pela Princeton University Press em 2020, mas você pode conferir algumas amostras abaixo:

Amie Wilkinson, da Universidade de Chicago, no Instituto Henri Poincaré, em Paris (França)

Shuai Wang, Universidade de Columbia (EUA)

David Gabai, Universidade de Princeton (EUA)

André Neves, então no Instituto para Estudos Avançados da Universidade de Princeton (EUA)

Sahar Khan, Universidade de Columbia (EUA)

David Damanik, Universidade Rice (EUA)

Instituto de Estudos Científicos Avançados, nos arredores de Paris (França)

Noga Alon, Universidade de Princeton (EUA)

Alex Zhongyi Zhang, Universidade de Columbia (EUA)

Tadashi Tokieda, Universidade de Stanford (EUA)

fonte:via

Embalagem natural: descobrimos como humanos pré-históricos conservavam comida

Pesquisadores da Universidade Tel Aviv (Israel) em colaboração com estudiosos da Espanha encontraram evidência de armazenamento e consumo tardio de medula óssea animal em uma caverna perto de Tel Aviv.

Este sítio arqueológico tem sido palco de descobertas importantes sobre o período Paleolítico (400 mil anos atrás). A caverna onde as evidências foram encontradas é chamada Qesem.

O estudo foi publicado em outubro na revista Science Advances e tem Ruth Blasco como pesquisadora principal.

Outro pesquisador que participou do trabalho foi Ran Barkal. Ele explica que a medula é uma fonte importante de nutrientes e era item importante da dieta pré-histórica.

A medula ainda é apreciada atualmente

“Até agora, evidências apontavam para o consumo imediato da medula seguindo a obtenção remoção dos tecidos moles. Em nosso artigo, apresentamos evidência de armazenamento e consumo tardio da medula na caverna Qesem”, diz ele.

Segundo o trabalho, os humanos retiravam das carcaças de animais pedaços selecionados para serem guardados na caverna. A presa mais comum era veado, e as pernas e cabeça eram levados para a caverna enquanto o resto da carcaça era limpa no local do abate. Os humanos retiravam a carne e a gordura para consumo imediato, e deixavam os restos para trás.

Pesquisadores encontraram marcas bastante características de que o osso era aberto semanas depois do abate do animal

“Descobrimos que os ossos das pernas, especificamente os metapodiais, exibiam marcas de corte únicas nos veios, que não são característicos das marcas deixadas ao arrancar a pele fresca”, diz outro pesquisador, Jordi Rosell.

Com esta informação, os pesquisadores simularam diferentes cortes em pernas de veados, até conseguirem marcas semelhantes nos ossos. Quando retiravam a pele seca, os humanos precisavam fazer muito mais esforço do que para retirar uma pele fresca, por isso as marcas eram diferentes.

As marcas de corte foram encontradas em 78% dos 80 mil fragmentos de ossos encontrados no sítio.

A combinação de análises arqueológicas e experimentos permitiu que eles determinassem que as medulas haviam sido consumidas nove semanas depois do abate da presa.

“Os ossos eram usados como ‘latas’ que preservavam a medula óssea por um longo período até que fosse hora de retirar a pele seca, quebrar o osso e comer a medula”, diz Barkai.

Esta é a evidência mais antiga que os humanos vivendo naquele período conseguiam pensar sobre o futuro e antecipar necessidades.

“Mostramos pela primeira vez em nosso trabalho que entre 400 mil e 200 mil anos atrás, os humanos pré-históricos da caverna Qesem eram sofisticados o suficiente, inteligentes o suficiente e talentosos o suficiente para preservar ossos específicos de animais em condições especiais, e, quando necessário, remover a pele, quebrar os ossos e comer a medula”, explica outro pesquisador que participou do estudo, Avi Gopher.

“Esse tipo de comportamento permitiu aos humanos se desenvolver e entrar em uma existência socioeconômica muito mais sofisticada”, diz ele. fonte:via[Science Daily, BBC]