Ocean Cleanup faz história ao coletar sua primeira leva de plástico da ilha gigante de lixo do Pacífico

A organização não governamental Ocean Cleanup coletou com sucesso uma primeira leva de plástico de uma grande ilha de lixo no meio do Oceano Pacífico.

A empresa, sediada na Holanda e destinada a limpar os oceanos, foi fundada em 2012 e vinha conduzido testes de seu sistema “System 001/B” há um ano.

O projeto utiliza as forças naturais do oceano para concentrar e capturar passivamente o plástico acumulado no Pacífico. O próximo passo, uma vez que o programa estiver totalmente operacional, será retornar esse plástico à terra para reciclagem.

Grande ilha de lixo

O “Great Pacific Garbage Patch” (em português, “Grande Porção” ou “Grande Depósito de Lixo do Pacífico”) é uma ilha gigante de lixo situada no meio do Oceano Pacífico entre a Califórnia e o Havaí. Os resíduos, uma vez lançados ao mar, acabam presos ali por correntes.

Descoberto nos anos 1990, em 2008 já se estimou que o tamanho de tal depósito de lixo chegava a 680 mil quilômetros quadrados, o equivalente aos territórios de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo juntos.

Os cientistas calcularam que levaria milhares de anos para conseguirmos limpar todo esse plástico do oceano, mas Boyan Slat, fundador do Ocean Cleanup, apresentou um projeto que pretendia fazer o mesmo em menos de dez.

Através de financiamento coletivo e investidores, Slat conseguiu reunir milhões de dólares para tornar seu sonho realidade, o que finalmente começou a acontecer.

Avanços

O System 001/B foi lançado de Vancouver, no Canadá, em junho deste ano. Essa já é a segunda tentativa da organização de aplicar seu projeto de limpeza ao Pacífico.

Desta vez, a equipe de Slat obteve sucesso. Não somente o sistema conseguiu coletar grandes pedaços visíveis de plástico residual, bem como redes gigantes associadas a pesca comercial e microplásticos de apenas um milímetro de comprimento.

“Depois de iniciar essa jornada há sete anos, este primeiro ano de testes no ambiente imperdoável do alto mar indica fortemente que nossa visão é viável e que o início de nossa missão de livrar o oceano do lixo plástico, que se acumula há décadas, está ao nosso alcance”, anunciou Slat.

Claro que ainda há muito trabalho pela frente. O Ocean Cleanup agora quer aproveitar a experiência bem-sucedida do System 001/B para lançar um novo e melhorado sistema, o System 002, capaz de reter o plástico coletado por períodos maiores de tempo. Essa próxima fase da missão depende de mais testes e iteração do design, no entanto. fonte:via[GoodNewsNetwork]

Cientistas ficaram impressionados com o que aconteceu ao pintar vacas com listras de zebras

Tomoki Kojima, da Divisão de Criação de Animais do Centro de Pesquisa Agrícola de Aichi (Japão), teve uma ideia incrível: pintar vacas com listras de zebras.

“Por que isso é uma ideia incrível?”, tenho certeza que você está se perguntando.

Porque vacas são picadas o tempo todo por mosquitos insuportáveis, mas, quando estão camufladas de zebra, são 50% menos mordidas.

De onde veio essa ideia?

“Cerca de 5 anos atrás, assisti a um programa de TV japonês que introduzia a função das listras de zebra. Eu não sabia disso. Depois de assistir ao programa, procurei e li artigos sobre a função das listras de zebra e [decidi que] gostaria de aplicar a função às vacas”, contou Kojima ao The Bored Panda.

As principais teorias sobre a função das listras das zebras é que elas ajudam os animais a se esconder de moscas e outras pragas; que servem como camuflagem para os animais se esconderem de alguns predadores; que funcionam como um sistema de refrigeração natural para manter as zebras refrescadas no calor africano.

Metodologia

Kojima e sua equipe testaram a hipótese em seis vacas pretas japonesas, pintando listras pretas e brancas, apenas listras pretas ou deixando o pelo escuro natural da vaca e comparando os resultados de picadas.

Segundo o pesquisador, as descobertas indicam que a tinta é uma forma barata, mais eficiente e melhor para o meio ambiente do que os pesticidas tóxicos usados normalmente para manter as pestes longe dos animais.

“Como pesquisador de criação de animais, espero que o método seja usado pelos agricultores e leve a contribuir para melhorar sua produtividade”, afirmou Kojima ao The Bored Panda.

O próximo passo da pesquisa é desenvolver técnicas mais eficazes para tornar mais fácil de pintar a superfície do corpo das vacas em um padrão branco e preto, garantindo a persistência de listras no gado durante a temporada de picadas de moscas – 3 a 4 meses, segundo o cientista.

Um artigo sobre o estudo foi publicado na revista científica PLOS ONE. fonte:via[TheBoredPanda]