Essas são as mais impiedosas fotos da natureza de 2019

O “Wildlife Photographer of the Year” é um concurso organizado pelo Museu de História Natural de Londres e um dos mais prestigiados prêmios internacionais de fotografia da natureza.

Em seu 55º ano, os juízes da competição já anunciaram alguns dos finalistas de 2019, entre mais de 50.000 submissões feitas por fotógrafos profissionais e amadores de todo o mundo. Os vencedores serão anunciados no próximo 15 de outubro.

Como você poderá ver nas imagens abaixo, o concurso este ano revelará não somente toda a beleza que a natureza inspira, mas também sua ferocidade e intensidade, representada por ataques animais inacreditáveis. Também não deixará de tocar no impacto que nós, humanos, temos sobre ela, como a fotografia de uma tartaruga sufocada por uma cadeira de praia abandonada.

“Nunca houve um momento mais importante para o público em todo o mundo experienciar o trabalho em nossa exposição inspiradora e impactante. A fotografia tem uma capacidade única de despertar conversas, debates e até ação. Esperamos que a exposição deste ano permita que as pessoas pensem de maneira diferente sobre o nosso planeta e nosso papel crítico no futuro”, disse Tim Littlewood, diretor de ciências do museu e membro do painel de jurados, em um comunicado à imprensa.

Confira alguns dos mais interessantes cliques na parada pelo grande prêmio de 2019:

“If Penguins Could Fly”

Fotografia: Eduardo Del Álamo (Espanha)

Um pinguim-gentoo tenta escapar do ataque de uma foca-leopardo. Segundo o fotógrafo, a foca “brincou” com o pinguim por cerca de 15 minutos antes de finalmente acabar com seu tormento.

“Lucky Break”

Fotografia: Jason Bantle (Canadá)

Um guaxinim olha seus arredores a partir de um buraco no para-brisa quebrado de um Ford Pinto em uma fazenda deserta em Saskatchewan, no Canadá. Jason explica haviam cinco filhotes brincando no banco de trás do veículo.

“Beach Waste”

Fotografia: Matthew Ware (EUA)

Tartaruga marinha morta ainda presa à cadeira de praia que a sufocou. A imagem foi feita no Refúgio Nacional de Vida Selvagem Bon Secour no Alabama, EUA.

“Touching Trust”

Fotografia: Thomas P. Peschak (Alemanha/África do Sul)

Baleia-cinzenta se aproxima de mãos humanas estendidas de um barco turístico nas águas de Baja California, no México.

“Last Gasp”

Fotografia: Adrian Hirschi (Suíça)

Infelizmente, essa imagem não conta uma bela história. Feita no Zimbábue, o hipopótamo macho em primeiro plano está machucando o recém-nascido de uma mãe que assiste ao fundo. De acordo com Adrian, embora o infanticídio entre os hipopótamos seja raro, pode resultar do estresse causado por superpopulação das águas de descanso, ou os machos podem assassinar jovens que não são seus para aumentar suas chances reprodutivas. Hipopótamos são agressivamente territoriais, o que você já deve ter ouvido falar caso tenha chegado (mais ou menos) perto de um.

“Circle of Life”

Fotografia: Alex Mustard (Reino Unido)

Cardume de peixes atuns-patudos no Mar Vermelho, na costa da Península do Sinai no Egito.

“Cool Drink”

Fotografia: Diana Rebman (EUA)

Um chapim-rabilongo bebe água a partir de uma formação de gelo na ilha japonesa de Hokkaido.

“The Climbing Dead”

Fotografia: Frank Deschandol

Essa imagem foi feita durante uma excursão na floresta amazônica peruana. O inseto, conhecido como gorgulho, possui tal aparência bizarra porque está efetivamente “morto” e carrega um parasita chamado de “fungo zumbi”. É o fungo que controla seus músculos e o obriga a subir pelo caule até a altura desejada para crescer mais corpos frutíferos, liberar pequenos esporos e infectar novas presas. Existem diversos fungos zumbis que parasitam outros insetos.

“Jelly Baby”

Fotografia: Fabien Michenet (França)

Um peixe-macaco jovem se abriga dentro de uma pequena água-viva. A imagem foi feita no Taiti, na Polinésia Francesa.

“The Wall of Shame”

Fotografia: Jo-Anne McArthur (Canadá)

Essa é mais uma imagem que conta uma história triste de impacto humano: segundo a fotógrafa Jo-Anne McArthur, essas peles de cascavel presas a uma parede são espécies de “troféus” para os participantes de um festival anual realizado em Sweetwater, no Texas (EUA), no qual milhares de cobras são capturadas, incendiadas, maltratadas, decapitadas como entretenimento e depois esfoladas. Embora a prática tenha sido banida em muitos estados americanos, seus defensores dizem que o festival é necessário para controlar a população de cobras venenosas. Já os críticos afirmam que a prática é ecologicamente prejudicial, insustentável e desumana. Jo-Anne submeteu essa fotografia em particular porque achou “inquietante” o fato de que muitas das impressões digitais ensanguentadas pertenciam a crianças.

“Big Cat and Dog Spat”

Fotografia: Peter Haygarth (Reino Unido)

Uma chita tenta fugir (e consegue) de um grupo de cães selvagens na Reserva de Caça Privada Zimanga, na África do Sul.

“Canopy Hangout”

Fotografia: Carlos Pérez Naval (Espanha)

Uma preguiça levando a vida numa boa no Parque Nacional Soberanía do Panamá.

“Sleeping like a Weddell”

Fotografia: Ralf Schneider

Uma foca-de-weddell dormindo em Larsen Harbour, na Geórgia do Sul, território britânico ultramarino situado no Oceano Atlântico. fonte:via[Gizmodo]

Proibir completamente o uso e venda de sacolas plásticas funciona? Veja resultados no Quênia

De acordo com o governo do Quênia, desde que sacolas plásticas se tornaram ilegais na nação, 80% da população parou de utilizá-las.

Infelizmente, no entanto, algumas das alternativas que tomaram seu lugar também têm sido consideradas ruins para o meio ambiente.

Lado positivo

Dezenas de milhões de sacolas plásticas eram distribuídas por ano no Quênia, entupindo sistemas de drenagem, contribuindo para enchentes e prejudicando os animais (segundo um estudo da Agência Nacional de Gestão Ambiental do país africano, 50% do gado continha plástico em seus estômagos).

Finalmente, o governo decidiu proibir a fabricação, venda e distribuição de sacolas plásticas dois anos atrás. A multa para quem fabrica sacolas chega a 40 mil dólares (cerca de 165 mil reais) e pode levar até quatro anos de prisão. A multa para quem utiliza uma dessas sacolas é de até US$ 500 (cerca de R$ 2.060).

Ano passado, 18 pessoas que se declararam culpadas em um tribunal na cidade costeira de Mombasa foram multadas em US$ 300 (R$ 1.237) ou sentenciadas a oito meses de prisão por usarem sacolas plásticas. Alguns réus primários receberam apenas advertências. A pior punição aplicada até agora foi a um fabricante sentenciado a um ano de prisão sem opção de ser multado.

De fato, desde então, menos sacolas plásticas passaram a ser vistas poluindo as ruas, bem como menos plástico foi encontrado no gado em abatedouros.

Lado negativo

Enquanto supermercados e grandes lojas não estão mais distribuindo sacolas plásticas, pequenos comerciantes simplesmente começaram a utilizar uma sacola menor feita de plástico transparente.

Além disso, há sinais de que tais sacolas plásticas têm sido contrabandeadas de países vizinhos, como Uganda e Somália.

“Existe uma alta probabilidade de produtos ilícitos entrarem no mercado queniano devido às nossas fronteiras porosas e à decisão política específica sobre sacolas plásticas que não foi adotada em nível regional. O comércio ilícito é um grande desafio no país”, disse a Associação de Fabricantes do Quênia.

Por fim, a principal opção dos fabricantes passou a ser uma sacola de polipropileno, teoricamente mais fácil de reciclar que o polietileno, o plástico mais amplamente utilizado na produção de sacolas. O problema é que os fabricantes logo começaram a reduzir a qualidade desse tipo de produto, aumentando o teor de polietileno e sua capacidade de reciclagem.

“O uso único desses sacos acabará por levar a pesadas consequências ambientais, devido às práticas de descarte ruins atualmente sendo experimentadas no país, juntamente com a falta de infraestrutura necessária para gerenciar de forma sustentável essas sacolas”, explicou a Agência Nacional de Gestão Ambiental.

Desafios

O governo queniano tentou proibiu sacos de polipropileno em março deste ano até que um padrão de qualidade fosse introduzido, mas fabricantes e comerciantes conseguiram reverter o banimento.

Enquanto existem reclamações de que a proibição das sacolas plásticas levou à perda de empregos, investimentos e mercados, à medida que fabricantes fecharam seus negócios ou se mudaram para outros países, a Associação de Fabricantes do Quênia disse que a lei também trouxe novas oportunidades de negócios.

“As poucas empresas de manufatura de sacolas plásticas diversificaram suas operações para produzir sacolas baseadas em tecido, papel, entre outros”, esclareceu Grace Mbogo, diretor de comunicações da Associação. “No entanto, a capacidade de produção permanece baixa devido à oferta limitada de matérias-primas no mercado interno”.fonte:via [BBC]