Mulher é picada até a morte por seu galo

Cientistas da Universidade de Adelaide (Austrália) relataram um estranho caso de uma mulher australiana de 76 anos que sangrou até a morte depois de ser repetidamente bicada por seu galo.

Ela estava coletando ovos em seu galinheiro quando um galo se tornou agressivo e começou a bicar sua perna esquerda. O problema é que ele atingiu uma grande veia varicosa.

Ao fazer a autópsia do corpo, os médicos notaram duas lacerações e concluíram que a mulher morreu de “exsanguinação” devido ao sangramento de uma de suas varizes.

Os agravamentos

Varizes são veias inchadas e torcidas logo abaixo da pele. A condição é muito comum e pode ocorrer quando as válvulas dentro das veias ficam fracas ou danificadas.

Geralmente não são prejudiciais, mas, em casos raros, podem causar complicações, incluindo sangramentos difíceis de parar – especialmente no caso de condições de saúde subjacentes. Vale notar que a australiana tinha alguns problemas de saúde, incluindo pressão alta e diabetes tipo 2.

Outro estudo de caso de 2012 publicado na revista científica BMC Research Notes relatou a morte de uma mulher de 66 anos na Grécia de sangramento devido a uma variz rompida. Os pesquisadores notaram que problemas cardíacos aumentam a probabilidade de fatalidade nestes casos.

Segundo um dos autores do novo estudo, Roger Byard, professor de patologia da Universidade de Adelaide, ataques de galos são “muito raros”, mas este caso “demonstra que mesmo animais domésticos relativamente pequenos podem causar lesões letais em indivíduos se houver vulnerabilidades vasculares específicas presentes”.

Um artigo sobre o caso foi publicado na revista científica Forensic Science, Medicine, and Pathology. fonte:via[LiveScience]

Nova espécie de baleia é descoberta ao longo da costa de Hokkaido, no Japão

Cientistas de uma equipe internacional acabaram de confirmar uma nova espécie de baleia: a Berardius minimus, já conhecida pelos pescadores japoneses de Hokkaido como “Kurotsuchikujira”.

Em português, seu nome ficaria tipo “baleia-bicuda-preta-de-baird”, uma vez que é parente da Berardius bairdii ou baleia-bicuda-de-baird.

A equipe responsável pela nova classificação incluiu pesquisadores do Museu Nacional de Natureza e Ciência do Japão, da Universidade de Hokkaido, da Universidade de Iwate e do Museu Nacional de História Natural dos Estados Unidos.

Baleia-bicuda-preta

Baleias-bicudas são difíceis de estudar porque preferem águas profundas e têm capacidade de mergulhar por muito tempo. No entanto, o grupo de pesquisa “Stranding Network Hokkaido”, da Universidade de Hokkaido, conseguiu coletar seis dessas baleias ao longo da costa do mar de Okhotsk para estudá-las.

Ao notar que possuíam várias características distinguíveis da Berardius bairdii, como proporção corporal e cor, os pesquisadores assumiram que se tratava de uma nova espécie.

“Só de olhar para elas, podemos dizer que têm um tamanho de corpo notavelmente menor, bico mais curto e cor mais escura em comparação com as espécies conhecidas de Berardius“, resumiu Tadasu K. Yamada, do Museu Nacional de Natureza e Ciência.

A nova espécie é a menor conhecida do gênero (6,2 a 6,9 metros versus 10 metros da B. bairdii, por exemplo), por isso foi nomeada B. minimus.

Os cientistas também estudaram a morfologia, a osteologia e a filogenia molecular dos espécimes. Medições cranianas detalhadas e análises de DNA enfatizaram ainda mais a diferença da nova espécie em relação às demais Berardius.

Próximos passos

Apesar de terem feito progresso, os cientistas ainda precisam estudar melhor a espécie, pois há uma série de questões desconhecidas sobre a B. minimus.

“Ainda não sabemos como são as fêmeas adultas, e ainda existem muitas questões relacionadas à distribuição da espécie, por exemplo. Esperamos continuar expandindo o que sabemos sobre a B. minimus“, concluiu Takashi F. Matsuishi, da Universidade de Hokkaido.

Um artigo descrevendo a nova espécie foi publicado na revista científica Scientific Reports.fonte:via [Phys]