Filmagens raras mostram uma cachalote-anão soltando uma tinta para fugir do ataque de uma foca

As imagens abaixo são muito raras: elas mostram uma baleia pouquíssimo avistada, a cachalote-anã (Kogia sima), em águas raras liberando uma tinta escura para tentar fugir de um ataque agressivo de uma foca.

O vídeo foi feito na Cidade do Cabo, na África do Sul. Essas baleias, do tamanho de golfinhos, normalmente habitam águas profundas.

Logo, sua presença ali provavelmente já sinalizava problemas.

A tinta

As cachalotes-anãs são animais tímidos que passam pouquíssimo tempo na superfície, além de nunca se aproximarem de barcos. Como resultado, os cientistas conhecem muito pouco sobre elas.

Modelo de museu de uma cachalote-anã

Eles já sabiam, no entanto, que esses animais eram capazes de utilizar a tática da tinta, parecida com a defesa de lulas, para escapar de predadores.

Se cachalotes-anãs se sentem ameaçadas, podem liberar mais de 11 litros de um líquido marrom escuro a partir de seu intestino.

“Esse comportamento de ‘tinta’ já foi documentado antes, mas foi observado muito raramente, e provavelmente nunca foi visto e gravado em águas rasas como essas”, explicou a especialista em cetáceos Karlina Merkens, da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, ao portal ScienceAlert.

Final trágico

Infelizmente, o incidente não terminou bem para a baleia. De acordo com veículos de informação locais, a cachalote-anão estava muito ferida e fraca quando autoridades chegaram para tentar ajudá-la.

Segundo Merkens, a ecolocalização do animal provavelmente lhe atrapalhou em águas rasas. Os ecos saindo dos diversos objetos no porto podem ter confundido a baleia, que provavelmente nunca havia estado em um ambiente parecido.

“Acrescente aquele ambiente ‘barulhento’ a ser atacado por um animal agressivo de aproximadamente o mesmo tamanho que o seu e também a possibilidade de uma doença que a levou a ficar em águas rasas, e é muito razoável supor que esse animal estava altamente estressado e desorientado por simplesmente não poder navegar com segurança nessas circunstâncias”, esclareceu.

Uma pena. [ScienceAlert]

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