Veja um pulmão humano conectado a um porco em plena recuperação para ser transplantado em um humano

Estágios de recuperação de pulmões humanos ligados a porcos
Estágios de recuperação de pulmões humanos ligados a porcos. Crédito: Ahmed Hozain e John O’Neill/Columbia Engineering

O grande problema das terríveis doenças pulmonares terminais é o fato de haver muito mais doentes do que de pulmões disponíveis para transplante. Isso não ocorre apenas pelo fato do número de doadores ser baixo, mas sim porque os pulmões de muitos doadores não podem ser utilizados por estarem danificados.

Mas esta nova técnica, ainda em fase experimental, aparentemente restaura pulmões danificados ao compartilhar o sistema circulatório de um porco vivo. Os mecanismos de reparo do corpo do animal são direcionados para restabelecer a saúde nos pulmões dos doadores.

Porcos recuperando pulmões humanos

Segundo o engenheiro biomédico John O’Neill e o médico Ahmed Hozain, ambos da Universidade de Columbia, EUA, o sistema do porco fornece mecanismos de restauração biológica que permitem recuperar pulmões que antes eram inviáveis para transplante, de acordo com o Science Alert.

O mesmo princípio já é utilizado e chama-se perfusão pulmonar ex vivo (PPEV) que consiste em colocar o pulmão em um equipamento estéril ligado a um respirador artificial, filtros e bombas com temperatura controlada. O que circula não é sangue, mas é bombeado um líquido com oxigênio e nutrientes.

Tempo precioso para recuperação

A PPEV é útil para salvar vidas e repara um pouco os órgãos danificados de doadores antes de transplantá-los aos pacientes. O período é curto, apenas oito horas, o que limita o auto-reparo do órgão.

E tempo precioso foi o que a equipe de cientistas conseguiu com a nova técnica em porcos vivos e anos de investigação.

São três anos desde que John O’Neill iniciou a plataforma de circulação cruzada xenogênica. Esse último terno significa “entre espécies”. Em 2019 sua equipe realizou uma pesquisa que consistiu restaurar pulmões danificados ao anexá-los a porcos.

Neste ano o tempo em que os pulmões ficaram em recuperação passou para quatro dias.

Como funciona a nova técnica

Em um novo artigo publicado na revista científica Nature Medicine os cientistas discorrem sobre como a técnica foi utilizada com sucesso para reparar cinco pulmões danificados de doadores humanos ligando-os a porcos, incluindo um pulmão extremamente comprometido que não se recuperou através de PPEV.

Segundo os pesquisadores esta é uma importante e rigorosa validação do novo método: ter recuperado um pulmão que não era viável mesmo depois de passar pela EVLP, o que mostra grande potencial de utilidade clínica, segundo Gordana Vunjak-Novakovic, membro da equipe de pesquisadores.

Esquema técnico da plataforma de circulação cruzada xenogênica
Esquema técnico da plataforma de circulação cruzada xenogênica. Crédito: Ahmed E. Hozain et al./Nature

Conectando os pulmões aos porcos

A equipe recebeu pulmões de seis doadores que haviam sido rejeitados como inviáveis para transplante. Os pesquisadores conectaram cinco deles às jugulares de porcos anestesiados que tinham sido medicados com imunossupressores, o que impediu que seus sistemas imunes atacassem os pulmões. O pulmão restante foi ligado da mesma maneira a um porco que não recebeu os imunossupressores.

Monitoramento

Os pulmões foram detalhadamente monitorados por 24 horas enquanto passavam pela circulação cruzada xenogênica.

O coração de controle rapidamente acumulou fluidos e a circulação cessou, os níveis de inflamação e imunes dispararam, se formaram coágulos sanguíneos e a função respiratória despencou. Esses são os sinais de rejeição hiperaguda.

A configuração do experimento. O porco é o número 8 da imagem
A configuração do experimento. O porco é o número 8 da imagem. Crédito: Ahmed E. Hozain et al./Nature

A impressionante recuperação

Os pulmões do experimento, pelo contrário, tiveram uma evidente recuperação com avanços notáveis em viabilidade celular, função respiratória e resposta inflamatória.

O pulmão que havia falhado na PPEV teve uma recuperação impressionante. Ele havia passado quase 23 horas no gelo, além de cinco horas improdutivas na PPEV ainda assim o pulmão direito foi aceito para transplante enquanto o esquerdo foi descartado por inúmeros centros de transplante pois estava muito danificado.

Os pulmões se revigoraram em apenas 24 horas enquanto eram vascularizados pelo sangue dos porcos. Não se recuperaram completamente, mas foram muito além do que se imaginava possível. Isso indica que, se a nova técnica for utilizada em conjunto com a PPEV pode viabilizar muitos pulmões que seriam descartados como inviáveis.

Mas a técnica ainda tem que avançar já que o compartilhamento do sangue dos porcos, por exemplo, poderia trazer doenças.

O enorme potencial

Modificações no mesmo circuito de circulação cruzada xenogênico trazem potencial de recuperar rins, coração, fígado e até mesmo membros humanos, de acordo com o artigo.

“Por fim, prevemos que a circulação cruzada xenogênica possa ser utilizada como uma plataforma de pesquisa translacional para aumentar a pesquisa sobre transplantes e como uma tecnologia biomédica para ajudar a resolver a falta de órgãos, permitindo a recuperação de órgãos doadores anteriormente inviáveis”.

Ahmed Hozain e John O’Neill et al. fonte:via Science Alert

Ilusão de ótica: ninguém concorda de qual zebra é esta cabeça


A polêmica foto/ilusão de ótica em que suas zebras compartilham uma única cara. Crédito Sarosh Lodhi

Sarosh Lodhi é um fotógrafo de vida selvagem indiano que fez uma viagem ao Quênia em 2019. Ele visitou a reserva de caça Maasai Mara, conhecida por ser uma importante área de conservação natural da África. Lá ele tirou uma foto muito curiosa de duas zebras que parecem ter uma única cabeça, uma ilusão de ótica acidental que está confundindo todo mundo.

A reserva Maasai Mara é conhecida por abrigar inúmeros leopardos, felinos, elefantes, guepardos… O destino perfeito para um fotógrafo de natureza.

A sua foto das zebras ficou viral. E as discussões sobre ele continuam ocorrendo.

Sobre a reserva de caça Maasai Mara

A reserva Maasai Mara foi instituída em 1961 para ser um paraíso da vida natural. Ocupava 520 km². Mas ainda nesse mesmo ano ela ganhou um anexo e hoje totaliza 1.821 km² e foi transformada em uma reserva de caça. Mas 158km² foram devolvidos a comunidade local em 1974.

As fotos de Lodhi da vida na reserva são belíssimas.

Afinal, de qual zebra é a cara?

Foram dois anos dentro de uma floresta fazer estas fotos de panteras negras e valeu cada momento

foto de pantera negra te olhando fixamente

Shaaz Jung é um fotógrafo da vida selvagem e cinegrafista que sempre foi fascinado pelas belíssimas panteras negras desde o primeiro momento que viu uma.

A sua paixão se transformou no objetivo de iluminar estas belíssimas criaturas das trevas.

Para chegar ao seu propósito, Shaaz explorou durante dois anos a Floresta Kabini, na Índia e retornou com as fotos mais espetaculares já feitas deste majestoso animal.

Mais detalhes em shaazjung.com | Instagram | Facebook (h/t mymodernmet)

foto pantera negra agarrada no tronco de uma árvore inclinada
Crédito: shaazjung
foto de pantera negra com parte do rosto oculto
Crédito: shaazjung
foto de pantera negra te olhando fixamente
Crédito: shaazjung

A vida de Shaaz na floresta

Ele esteve na floresta até janeiro de 2020, segundo afirmou em entrevista ao Bored Panda. Ele e sua equipe conseguiram uma autorização do governo da Índia para filmar um documentário sobre panteras negras para a National Geographic.

Cada dia era uma jornada ao desconhecido, de acordo com o diretor de fotografia. Foi um dos projetos que mais o desafiaram.

foto pantera negra andando na floresta
Crédito: shaazjung
foto pantera negra tetando se esconder
Crédito: shaazjung
foto de pantera negra no tronco de uma árvore
Crédito: shaazjung

Foram grandes ensinamentos sobre a arte da paciência, “uma jornada incrível”, afirmou Shaaz ao Bored Panda.

Passar o tempo na selva, para ele, era como uma grande quebra-cabeças que ele deveria montar para descobrir o seu segredo, sua grande imagem. E ao fazê-lo recebeu de presente os momentos mais admiráveis para capturar com sua câmera.

Porque as panteras são negras e tão raras

Panteras negras são leopardos com melanismo, ou seja, uma mutação especial que lhes confere excesso de melanina, o pigmento da cor. E só existia uma pantera negra em toda a floresta de Kabini, segundo Shaaz. Portanto o documentário foi complexo de realizar e exclusivamente dedicado ao felino.

pantera negra descansando
Crédito: shaazjung
foto de pantera negra andando
Crédito: shaazjung
foto pantera negra relaxada no galho
Crédito: shaazjung
foto de pantera negra bebendo água
Crédito: shaazjung
foto de pantera negra olhando para sua alma
Crédito: shaazjung
foto pantera negra com fundo preto
Crédito: shaazjung
foto de pantera negra deitada na floresta
Crédito: shaazjung
foto de close up de pantera negra
Crédito: shaazjung
foto de pantera negra e um rebanho de cervos assustados
Crédito: shaazjung
pantera negra sozinha na floresta
Crédito: shaazjung
pantera negra e folhas marrons
Crédito: shaazjung
pantera negra e leopardo pintado
Crédito: shaazjung

É por isso que os cientistas sabem que o coronavírus é natural

diagrama estruturas viral do sars-cov-2 coronavirus covid-19

Uma teoria da conspiração que dificulta o controle da pandemia é a noção de que o coronavírus foi criado em laboratório, seja pelo Bill Gates, pela China e quem sabe por mais quem. No entanto a grande maioria dos pesquisadores estudiosos do vírus consente: o vírus é uma evolução natural e pulou para humanos através de um animal, possivelmente um morcego.

Como temos certeza que o coronavírus (SARS-CoV-2) não foi criado em laboratório, mas teve origem animal? A resposta está no histórico evolutivo do vírus e no conhecimento ecológico destes morcegos.

Quão comuns são as doenças vindas dos animais

Estimativas indicam que 75% das novas doenças e 60% das infecções conhecidas tiveram sua origem em animais. SARS-CoV-2 é apenas o mais recente de sete tipos de coronavírus já observados em humanos e todos vieram de animais, sejam eles ratos, bichos de estimação ou morcegos.

O Ebola, raiva, cepas de influenza A e outras três doenças virais conhecidas tiveram origem em morcegos.

Os sinais de modificações artificiais no vírus

O genoma do SARS-CoV-2 foi sequenciado e compartilhado de maneira aberta milhares de vezes entre cientistas pelo mundo. Se ele tivesse sido engenhado ou modificado por humanos artificialmente teriam sido observados sinais no genoma.

Essas modificações mostrariam traços de uma sequencia viral que já existe como a parte principal do novo vírus e elementos genéticos obviamente incluídos ou deletados.

Não há nenhum indício dessas modificações e é extremamente pouco provável que qualquer método utilizado para criar geneticamente o vírus não deixe sua marca registrada genética, como trechos conhecidos exatos de DNA.

O “espinho” de proteína

O código genético do SARS-CoV-2 é parecido com o de outros coronavírus em morcegos, pangolins e outros com a marca registrada genética similar. As diferenças entre eles exibem características de evolução natural nesse tipo de vírus. Isso é evidência de que o novo coronavírus é uma mutação de um vírus anterior encontrado na natureza, sua evolução.

Uma das novas diferenças do novo coronavírus em relação a outras variedades é o seu “espinho” de proteína ACE2. Isso permite que ele se conecte a outra proteína em células humanas com facilidade, as infectando.

Mas outros coronavírus similares tem aspectos parecidos, o que evidencia que essa foi uma evolução natural e não manipulada em laboratório.

É assim que funciona a seleção natural entre os vírus e os morcegos: uma corrida em que o vírus evolui para se esquivar da imunidade do morcego; e o morcego que evolui para rechaçar o vírus. O vírus evolui em inúmeras variedades e a maior parte delas não sobrevive ao sistema imune do animal, mas algumas se sobressaem e serão transmitidas a outros morcegos.

O coronavírus pode ter sido criado em um laboratório de Wuhan?

Alguns pesquisadores sugerem que o SARS-CoV-2 poderia ter sua origem em um vírus de morcegos conhecido como RaTG13, identificado por cientistas do Instituto Wuhan de Virologia. Há 96% de similaridade nos genomas dos vírus.

96% pode parecer muito, mas em realidade os torna muito diferentes. Isso indica apenas que eles tem um ancestral em comum. Para colocar as coisas em perspectiva, nós compartilhamos 98% do nosso genoma com chimpanzés e bonobos porque temos um ancestral em comum com estes animais. Portanto o SARS-CoV-2 não veio do RaGT13, eles são apenas primos distantes.

Um infeliz acidente apoiado pela lei dos grandes números

O SARS-CoV-2, na realidade, possivelmente é a evolução de uma variedade de coronavírus que não era capaz de sobreviver por longos períodos em morcegos ou permanece em níveis baixos no animal.

Por coincidência evoluiu espinhos de proteína muito compatíveis com células humanas e chegou até nós possivelmente por um animal intermediário, encontrando um campo fértil para a proliferação. Talvez tenhamos sido infectados com um variedade que não prejudica humanos, mas ele evoluiu ao passo que era transmitido entre nós.

Variedades genéticas recombinadas

Uma das maneiras de surgirem novos coronavírus é a recombinação, que consiste na mistura de material genético de genomas diferentes. Foram encontrados indícios desse processo no surgimento do SARS-CoV-2.

Desde o começo da pandemia o SARS-CoV-2 parece ter passado por uma evolução em duas linhagens diferentes, se adaptando para invadir células humanas de maneira mais eficaz. É possível que o processo tenha ocorrido através de varredura seletiva, um processo natural. Nesse processo as mutações favoráveis contribuem que o vírus infecte mais hospedeiros, portanto, sendo a variedade mais comum naqueles contaminados. Nesse processo as variações genéticas diminuem nos genomas, pois apenas as mais contagiosas prevalecem.

O mesmo funcionamento pode ser culpado pela pequena variação descoberta nos inúmeros genomas de SARs-CoV-2 que tem sido sequenciados. Isso aponta para o fato de que um ancestral do SARS-CoV-2 de ter ficado por um longo tempo entre populações de morcegos. Depois alcançou as mutações que o levaram a vingar em outros animais até chegar nos humanos.

Origem difícil de rastrear

Há cerca de 1,4 mil espécies de morcegos. Isso é quase 1/5 de todas as espécies mamíferos do planeta. Eles estão por todos os lados e muitos migram por distâncias consideráveis. Por isso é difícil descobrir de qual grupo de morcegos teria se originado o SARS-CoV-2.

Há indícios de que o Covid-19 tenha surgido inicialmente fora em Wuhan, na China e não no mercado aberto de animais frescos que fica na cidade. Mas isso não significa que há uma conspiração.

É possível que humanos contaminados estiveram no mercado abarrotado de gente aumentando a possibilidade de contágio.

Também é possível que um cientista que estude os coronavírus em morcegos de Wuhan, inadvertidamente, tenha contraído a infecção e contaminado o resto da população. Isso também é uma contaminação natural.

A única certeza é que precisamos empregar o rigor da ciência no estudo da natureza para compreender a origem natural de doenças de zoonóticas, como a que estamos vivendo. Isso é fundamental porque nosso aumento do contato com a natureza, junto com as aglomerações de pessoas nas cidades, aumentam o risco de novas doenças fatais para humanos com origens animais.

O SARS-CoV-2 não foi o único vírus que veio até nós pelos animais e certamente haverá outros. fonte via [The Conversation]

Geólogo afirma que um novo oceano está surgindo na África


A fenda tectônica na Etiópia que se transformará em um novo oceano na África
A fenda de 56 km de comprimento surgiu em 2005. Crédito: University of Rochester

Entre cinco e dez milhões de anos a África se dividirá em dois continentes por causa do afastamento das suas placas tectônicas e isso vai gerar um novo oceano.

Na região de Afar, na Etiópia, as placas tectônicas da Somália, Núbia e Arábia tem se afastado gradualmente, de acordo com reportagem da NBC News, formando lentamente uma enorme fenda que se transformará em um novo oceano.

Fenda: o afastamento das placas tectônicas Etiópia criará um novo oceano na África
O afastamento das placas tectônicas gerou uma fenda no solo. Crédito: University of Rochester

“Podemos ver que a crosta oceânica está começando a se formar, porque é distintamente diferente da crosta continental em sua composição e densidade.”

Christopher Moore, estudante de Ph.D. da Universidade de Leeds, à NBC.

Singular oportunidade

Faz tempo que os cientistas desconfiam que as placas estejam em processo de separação, mas avanços na tecnologia de GPS tem colaborado para compreendermos especificamente o que tem acontecido por baixo da superfície.

Este novo oceano na África será uma oportunidade única para o entendimento de como se dá a ruptura tectônica, reporta a NBC. Apesar de sabermos que as placas tectônicas estão constantemente se movimentando não sabemos exatamente quais forças empurram as três em direções opostas.

Devagar e sempre

Uma das possíveis explicações é que gigantescas rochas superquentes borbulham sob o manto no ponto exato em que as placas se tocam. Mas é uma hipótese que não pode ser confirmada.

Com a monitoração por GPS será possível observar a taxa de movimento de cerca de cinco milímetros por ano, afirma Ken Macdonald, o geofísico marinho da Universidade de Santa Barbara a NBC. “À medida que obtemos mais e mais medidas de GPS, podemos uma idéia muito melhor do que está acontecendo”.

Nasa desmente imagem de ‘osso humano’ em Marte

Conspiradores atacados pelo fantasma da pareidolia aprontaram mais uma: viram a foto acima e trataram de mostrar como a prova definitiva de vida em Marte. Segundo eles, um ossos humano aparece na foto. Mas a Nasa deu um banho de água fria nos cidadãos

Conspiradores atacados pelo fantasma da pareidolia aprontaram mais uma: viram a foto acima e trataram de mostrar como a prova definitiva de vida em Marte. Segundo eles, um ossos humano aparece na foto. Mas a Nasa deu um banho de água fria nos cidadãos

Na foto, vemos o que de fato parece um fêmur humano na foto
Na foto, vemos o que de fato parece um fêmur humano na foto
Foto: NASA/JPL-Caltech/MSSS
A imagem foi tirada pela incansável rover Curiosity, em 2014, e agora ressurge como 'prova de que seres humanos' já estiveram no planeta vermelho. Mas a Nasa aponta que deve se tratar da ação de da erosão em uma rochaLEIA MAIS: Menor parque nacional dos Estados Unidos tem apenas 33 árvores
A imagem foi tirada pela incansável rover Curiosity, em 2014, e agora ressurge como “prova de que seres humanos” já estiveram no planeta vermelho. Mas a Nasa aponta que deve se tratar da ação de da erosão em uma rocha
'Não há ossos aí! Se alguma vez existisse vida em Marte, os cientistas esperam que sejam pequenas formas de vida simples chamadas micróbios. Marte provavelmente nunca teve oxigênio suficiente em sua atmosfera e em outros lugares para suportar organismos mais complexos. Assim, fósseis grandes não são prováveis', afirmou a Nasa em um post no blog da instituiçãoNão foi dessa vez, conspiradores. Em outro grande momento da Curiosity, uma luz branca inexplicável foi registrada. Será esse um mistério genuíno? Leia a seguir essa história!
“Não há ossos aí! Se alguma vez existisse vida em Marte, os cientistas esperam que sejam pequenas formas de vida simples chamadas micróbios. Marte provavelmente nunca teve oxigênio suficiente em sua atmosfera e em outros lugares para suportar organismos mais complexos. Assim, fósseis grandes não são prováveis”, afirmou a Nasa em um post no blog da instituição
A sonda da Nasa Curiosity registrou uma luz branca inexplicável sobre a superfície de Marte
A sonda da Nasa Curiosity registrou uma luz branca inexplicável sobre a superfície de Marte
De acordo com o site de notícias da Fox News, a foto foi clicada no dia 16 de junho desse anoVEJA ISSO: Gamer obcecado por Taylor Swift se afoga ao procurar cantora em praia
De acordo com o site de notícias da Fox News, a foto foi clicada no dia 16 de junho desse ano

Fonte via

Arqueólogos descobrem o maior e mais antigo monumento maia de que temos conhecimento

Cientistas de uma equipe internacional descobriram um monumento maia enorme escondido sob a vegetação em Tabasco, no México.

O local, chamado de Aguada Fenix, tem 3.000 anos e foi encontrado graças à tecnologia de laser LiDAR (abreviação da expressão em inglês “Light Detection And Ranging”), que remove digitalmente a vegetação de paisagens para revelar o que está sob elas.

LiDAR

Os maias construíram enormes cidades-estados por todo o México, Guatemala e Belize, mas somente agora os pesquisadores estão começando a entender a extensão dessa civilização, uma vez que suas características ficaram muitas vezes escondidas sob outras paisagens, além de serem muito grandes para serem observadas do solo.

Imagem 3D de Aguada Fénix feita com o Lidar

O terreno recém-descoberto tem 1,4 quilômetros de comprimento e 10 a 15 metros de altura, com passagens elevadas que se conectam a grupos de terrenos menores próximos.

“Uma construção horizontal nessa escala é difícil de reconhecer do nível do solo. É uma área desenvolvida, não é selva; pessoas moram lá, mas esse local ainda não era conhecido por ser tão plano e enorme. Parece uma paisagem natural. Mas, com o LiDAR, aparece como uma forma muito bem planejada”, explicou um dos autores do novo estudo, Takeshi Inomata, arqueólogo da Universidade do Arizona (EUA).

A descoberta

Primeiro, a equipe determinou a existência de algum tipo de plataforma na região graças a imagens de baixa resolução feitas com o LiDAR pelo governo mexicano.

Mais tarde, imagens de resolução mais alta foram capturadas, bem como escavações foram realizadas no sítio arqueológico.

Baseado nessas escavações, os pesquisadores pensam que o local serviu como um centro cerimonial para os maias.

Maior e mais antigo monumento maia conhecido

A pesquisa revelou 21 outras plataformas monumentais nas proximidades, reunidas em grupos de terrenos menores ao redor de Aguada Fenix. Esta última é, no entanto, a maior e mais antiga estrutura maia já descoberta por arqueólogos.

De acordo com os pesquisadores, foram necessários entre 3,2 e 4,3 milhões de metros cúbicos de argila e solo para construir a plataforma, além de pelo menos 10 milhões de pessoas-dia de mão-de-obra. Esse é um volume maior do que o utilizado posteriormente para a construção das famosas pirâmides maias do chamado Período Clássico da civilização.

O monumento também é antigo o suficiente para sugerir que os maias tinham capacidade de organização para realizar grandes projetos de construção muito antes do que os arqueólogos imaginavam.

1000 aC ou 350 aC?

A datação por radiocarbono de fragmentos de carvão misturados com as camadas da plataforma indica que o Aguada Fenix começou a ser levantado por volta de 1000 aC, ou antes.

Isso foi surpreendente, porque os pesquisadores pensavam que os maias estavam apenas começando a formar pequenas vilas nessa época. Estimava-se que, apenas séculos mais tarde, no ano de 350 aC aproximadamente, essas vilas se uniram para formar as grandes cidades-estados do Período Clássico, ou seja, centros políticos, econômicos e cerimoniais enormes governados por uma elite.

Aguada Fenix conta uma história um pouco diferente. As escavações apontam que pessoas viviam na área antes da construção da plataforma cerimonial se iniciar, uma vez que os pesquisadores encontraram cerâmica, ossos e conchas nos alicerces sob a plataforma, datada entre 1250 e 1050 aC.

Por volta de 1000 aC, a primeira fase da construção parece ter começado. Durante os próximos 200 anos, a colocação de múltiplas camadas (no padrão de um tabuleiro de damas) continuou até a plataforma obter sua altura final. A edificação do local parou por volta de 800 aC e, cerca de 750 aC, ele parece ter sido abandonado.

Há evidências de que pequenos grupos retornaram à plataforma algumas vezes nos próximos séculos, mas nada como o seu auge.

De uma comunidade sem hierarquia até uma civilização sob o comando de elites

Aguada Fenix fica na extremidade oeste de uma área conhecida como planícies maias, uma região muito próxima da terra natal do povo olmeca.

Os olmecas construíram plataformas de terra muito similares à de Aguada, séculos antes da ascensão da civilização maia. Aguada, inclusive, tem a mesma idade de vários grandes terrenos olmecas, com a diferença de que, enquanto estes possuíam esculturas enormes de governantes, Aguada Fenix não tem nenhuma.

Por esse motivo, os pesquisadores pensam que, naquela época, os maias talvez ainda não tivessem a hierarquia política e social instaurada no Período Clássico. Ao menos entre 1000 e 800 aC, as comunidades olmecas eram muito mais hierárquicas do que as maias.

Além disso, Inomata e seus colegas não encontraram evidências de casas ou qualquer tipo de espaço para residência nas plataformas conectadas, de forma que creem que o povo de Aguada Fenix poderia ter tido um estilo de vida móvel naquele período – e, ainda assim, se reuniram para construir juntos uma enorme plataforma monumental.

Se estas hipóteses estiverem corretas, podem significar que os maias organizaram seus primeiros e maiores projetos em comunidade, ou seja, por vontade coletiva e não sob o mando de governantes ou elites. “Sob condições sociais que mudavam rapidamente, muitos habitantes da região podem ter participado ativamente da criação de novos locais de reunião sem coerção das elites poderosas”, escreveram os pesquisadores no artigo sobre a descoberta, publicado na prestigiosa revista científica Nature. fonte via [ArsTechnica]