Com 73 mil anos, desenho encontrado na África do Sul, pode ser o mais antigo da história

A descoberta feita por arqueólogos do que pode ser o desenho mais antigo da história reafirma a constatação de que a África é o berço da humanidade. De acordo com a revista Nature, um grupo de pesquisadores encontraram em um sítio arqueológico da África do Sul rabiscos feitos há pelo menos 73 mil anos.

A peça possui padrões vermelhos com traços cruzados e estava depositada na Caverna de Blombos, cerca de 300 km distante da Cidade do Cabo. Os autores acreditam que o desenho demonstra a capacidade dos primeiros Homo Sapiens da região de fazerem desenhos em superfícies diversas. Para isso eram utilizadas diferentes técnicas.

A Caverna de Blombos chama a atenção de arqueólogos há décadas. Em 1991, o local foi alvo das primeiras escavações e desde então revelou inúmeras evidências do pioneirismo cultural da humanidade, como artefatos primitivos com 70 e 100 mil anos de história. São contas de conha, peças gravadas em tons de ocre e até ferramentas fabricadas a partir de uma forma cimentada de areia fina e cascalho.

O feito foi realizado por Christopher Henshilwood, pesquisador membro da Universidade de Bergen, na Noruega. Até então, os desenhos rupestres mais antigos vinham do sítios de Chauvet, na França, El Castillo, Espanha, Apollo 11, na Namíbia e Maros, que fica Indonésia. Todos eram 30 mil anos mais jovens do que a pedra encontrada na África do Sul.

O Brasil também possuía um dos registros mais antigos da humanidade. O Museu Nacional, completamente destruído por um incêndio no Rio de Janeiro, abrigava o crânio de Luzia – a humana mais antiga a ter vivido no Brasil.

Com características similares aos habitantes do continente africano, ela morou no país sul-americano entre 11 e 12 mil anos. A ossada foi encontrada na década de 1970, em uma gruta no sítio arqueológico de Lapa Vermelha, na região de Lagoa Santa, em Minas Gerais.

Foto: Reprodução /fonte via

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Em decisão histórica Nigéria oficializa a proibição da mutilação genital feminina

A mutilação genital feminina na Nigéria é um tema que está em voga há algum tempo. De um lado estão os defensores a manutenção de tradições. Do outro mulheres e pessoas que acreditam na importância de cessar práticas machistas.

Em meio ao cenário de debate, o presidente Goodluck Jonathan aprovou criminalização da mutilação genital feminina na Nigéria. Considerado o último ato de seu mandato, já que Jonathan foi derrotado no pleito eleitoral por Muhammadu Buhari, a lei federal representa uma mudança de postura do país da África Ocidental.

A medida, que também prevê punição aos homens que abandonarem suas mulheres e filhos, vai contribuir para a diminuição deste hábito mutilatório. De acordo com levantamento feito por entidades de defesa dos direitos humanos, a mutilação feminina atingiu 25% das mulheres nigerianas entre 15 e 49 anos. A ONU revelou em 2014 que o ato gera infertilidade, perda do prazer sexual, além de oferecer risco de morte causado por possíveis infecções.

Cercada por um debate que envolve tradição, mas também direito ao próprio corpo, a proibição da mutilação feminina traduz uma mudança oriunda do desenvolvimento social. Não se trata de um fim aos costumes tradicionais, mas de uma adequação aos tempos modernos.

“É crucial que continuemos com os esforços de mudanças de visões culturais que permitem a violência contra a mulher. Só assim esta prática agressiva terá um fim”, declarou ao The Guardian Stella Mukasa, diretora do núcleo de Gênero, Violência e Direitos do Centro de Pesquisas da Mulher.

Foto: Pixabay/fonte:via

Você conhece o Lobo-da-terra, o parente da hiena que é uma simpatia?

O Lobo-da-terra (Proteles cristatus) é o primo da hiena mais charmoso da África. Ele também é conhecido como urso-formigueiro ou urso-formigueiro-africano, e ao contrário das hienas, que são carnívoras, o proteles se alimenta principalmente de cupim.


Ele vive na região sul e leste do continente africano, e habita tocas feitas por outros animais. Este animal não é muito conhecido porque é tímido e fica mais ativo durante a noite, apesar de durante o inverno inverter o período de atividade para economizar a energia que seria necessária para regular a temperatura em ambiente desprotegido.

Um único Lobo-da-terra consegue comer até 300 mil cupins por noite com sua língua longa e grudenta. Este mamífero tem uma estratégia muito inteligente para não acabar com o alimento de uma só vez: ele nunca consome a colônia de cupim inteira, permitindo que os insetos reconstruam a colônia e se reproduzam, para que ele possa voltar depois para outro lanchinho.

Quando adulto, ele tem o tamanho parecido com o de uma raposa, e é criatura monogâmica, mantendo o mesmo parceiro durante a vida toda. Seu nome científico, Proteles cristatus, faz referência à pelagem em formato de crista ou moicano que cresce nas costas no animal.

Fonte:[Bored Panda, New World Encyclopedia]

Africanos se unem para criar muro de árvores 8 mil km de comprimento e 15 km de largura

Enquanto alguns poderosos se elegem prometendo construir muros para separar povos e países (e nem de fato se mostram capazes de cumprir sua horrenda e inviável promessa) outros países decidem botar a mão na massa, e construir por uma boa causa um outro tipo de muro: um muro de árvores.

Onze países africanos se reuniram para construir uma enorme barreira verde, cruzando o continente de leste a oeste, a fim de amenizar os efeitos das mudanças climáticas.

O processo de plantio teve início em 2007, e a ideia é que o muro atinja 8 mil quilômetros de cumprimento e 15 quilômetros de largura – só no Senegal já são 11 milhões de árvores plantadas.

Faltam anos ainda para o muro realmente ficar pronto, mas uma parceria entre o Banco Mundial, a ONU e os Jardins Botânicos do Reino Unido começaram uma campanha pela arrecadação de fundos para que o plantio seja completado. O custo de toda a barreira é de cerca de 8 bilhões de dólares. Sudão, Niger, Mali e Mauritânia são alguns dos outros países envolvidos.

 

Lideranças locais, no entanto, garantem que, passados 10 anos do início do plantio, as diferenças já são sensíveis, e alguns processos de desertificação já começaram a ser revertidos. E mais: oportunidades de emprego, e até mesmo de vida, passaram a circular ao redor da muralha verde. Com a sombra e a umidade, há menor necessidade de água, e mais vida onde antes era seco – e eis um muro que não só realmente traz melhorias efetivas a todos, como, ao invés de separar, reúne as pessoas.

© fotos: divulgação/fonte:via

Fotógrafo usa sua arte para mudar a percepção que as pessoas têm da África

O que vem à sua cabeça ao pensar sobre a África? Provavelmente imagens de pessoas lutando contra a miséria e a fome estejam entre as primeiras a se formar. Estamos tão acostumados a pensar no continente como um lugar que precisa de ajuda para se desenvolver que dificilmente nos ocorre que estamos justamente falando de um continente, formado por países diferentes e com várias realidades distintas.

Tentar mostrar que a vida na África pode ser muito mais parecida como a em outros lugares do mundo do que se costuma pensar é um dos objetivos do jovem fotógrafo Yannis Davy Guibinga, nascido no Gabão, mas que atualmente mora no Canadá, para onde se mudou para estudar comunicação digital.

Em uma palestra do TEDx sobre o papel que a fotografia exerce sobre a maneira como o mundo enxerga a África, Yannis diz que as imagens da época colonial retratavam os africanos, suas famílias e suas vidas como se fossem “inferiores ou primitivas”. “Se fotos podem mentir sobre a África, então elas também podem ser capazes de revelar a verdade”, contou ao Feature Shoot.

“As primeiras fotografias de africanos foram tiradas por europeus que seguiam uma agenda imperialista e colonialista, retratando-os como selvagens sem educação que viviam em comunidades subdesenvolvidas. O impacto dessas imagens foi tão grande que suas mensagens ainda são consideradas fatos por muita gente ao redor do mundo, que ainda pensam na África como um lugar sem desenvolvimento, com uma necessidade desesperadora de ser guiado”, reflete.

Nos seus retratos, Yannis tenta representar questões socioculturais específicas do contexto africano, ou celebrar a beleza de certos elementos culturais ou comunidades. “Acredito que narrativas visuais que capturem as perspectivas e experiências de diferentes tipos de africanos vão contribuir para mudar o modo como o resto do mundo pensa sobre a África. E também como os africanos pensam sobre si mesmos”, conclui o fotógrafo.

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Fotos: Yannis Guibinga/fonte:via

POVO BANTU

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Povos Bantu é usado como um rótulo geral para os 300-600 grupos étnicos na África que falam línguas Bantu.  Eles habitam uma área geográfica que se estende a leste e para o sul da África Central em todo o Africano Great Lakes região até a África do Sul.  Bantu é um importante ramo do Niger-Congo família língua falada pela maioria das populações em África. Há cerca de 650 línguas Bantu pelo critério de inteligibilidade mútua,  embora a distinção entre língua e dialeto sempre é claro, e Ethnologue conta 535 línguas.

Cerca de 3000 anos atrás, alto-falantes do grupo de língua proto-bantu começou uma série milenar das migrações para o leste a partir da sua terra natal, entre a África Ocidental e África Central na fronteira do leste da Nigéria e Camarões. Esta expansão Bantu introduzido pela primeira vez os povos Bantu para as regiões central, sul, sudeste e África, que haviam sido anteriormente ausente do. Os migrantes proto-bantu no processo assimilado e / ou deslocadas um número de habitantes anteriores que veio em frente, incluindo Khoisan populações no Sul e afro-asiáticas grupos no sudeste.

Grupos individuais Bantu hoje incluem muitas vezes milhões de pessoas. Entre estes estão o Luba da República Democrática do Congo, com mais de 13,5 milhões de pessoas; o Zulu da África do Sul, com mais de 10 milhões de pessoas; eo Kikuyu do Quênia, com mais de 6 milhões de pessoas. Embora apenas cerca de cinco milhões de pessoas falam o Bantu língua suaíli como língua materna, é usado como uma língua franca por mais de 140 milhões de pessoas em todo o Sudeste da África.  Swahili também serve como um dos oficiais línguas do Africano União.

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Etimologia

A palavra bantu, e suas variações, significa “povo” ou “humanos”. A raiz de Proto-Bantu é reconstruído como * -ntu. Versões da palavra bantu (ou seja, a raiz mais a classe 2 classe substantivo prefixo * ba-) ocorrem em todas as línguas Bantu: por exemplo, como em Watu Swahili; bantu in Kikongo ; batu in Lingala ; bato in Duala ; abanto in Gusii ; andũ in Kikuyu ; abantu in Zulu , Xhosa , Runyakitara ,  and Ganda ; wandru in Ngazidjia Comorian ; abantru in Mpondo ; bãtfu in Phuthi ; bantfu in Swati ; banu in Lala ; vanhu in Shona and Tsonga ; batho in Sesotho ; vandu in alguns Luhya dialetos; vhathu em Venda; e mbaityo em Tiv

Origens e expansão

Compreensão acadêmica atual coloca o ancestral pátria proto-Bantu na África Ocidental, perto da atual fronteira sudoeste da Nigéria e Camarões c. 4.000 anos atrás (2000 aC), e que diz respeito às línguas bantu como um ramo do Niger-Congo família linguística.  Essa visão representa uma resolução de debates na década de 1960 na competição com teorias avançadas por Joseph Greenberg e Malcolm Guthrie, em favor de refinamentos da teoria de Greenberg. Com base em comparações de largura, incluindo línguas não banto, Greenberg argumentava que Proto-Bantu, o ancestral hipotética das línguas bantu, teve fortes afinidades ancestrais com um grupo de línguas faladas no sudeste da Nigéria. Ele propôs que as línguas Bantu se espalhou leste e sul de lá, para centros secundários de mais de dispersão, ao longo de centenas de anos.

Usando um método comparativo diferente focado mais exclusivamente nas relações entre línguas bantu, Guthrie discutiu para um único ponto de dispersão Central Africano espalhando a uma taxa praticamente igual em todas as direções. Pesquisas posteriores sobre estrangeirismos para adaptações na agricultura e pecuária e na família de língua de Niger-Congo rendeu mais ampla que a tese insustentável. Na década de 1990, Jan Vansina proposto uma modificação das idéias de Greenberg, em que as dispersões de centros secundários e terciários se assemelhavam idéia nó central de Guthrie, mas a partir de um número de centros regionais, em vez de apenas um, criando grupos linguísticos.

Não está claro exatamente quando a propagação da Bantu-falantes começaram a partir de sua área central como c hipótese. 5.000 anos atrás (3000 aC). Por 3.500 anos atrás (1500 aC), no oeste, comunidades de língua bantu tinham alcançado a grande floresta tropical Central Africano, e por 2.500 anos (500 aC) grupos pioneiros haviam surgido nas savanas ao sul, no que hoje são o República Democrática do Congo, Angola e Zâmbia. Outra corrente de migração, movendo a leste, por 3.000 anos atrás (1000 aC) foi a criação de um novo grande centro populacional perto dos Grandes Lagos da África Oriental, onde um ambiente rico apoiou uma densa população. Movimentos por pequenos grupos ao sudeste da região dos Grandes Lagos eram mais rápida, com assentamentos iniciais muito dispersos perto dos rios e costa perto, devido às condições de exploração comparativamente duras em áreas mais longe da água. Grupos pioneiros haviam chegado moderno KwaZulu-Natal na África do Sul por 300 AD ao longo da costa, e do moderno Província do Norte (englobadas dentro da antiga província do Transvaal) por AD 500.

Antes da expansão da agricultura e pecuária povos, inclusive daqueles que falam línguas Bantu, África ao sul do equador foi povoada por neolítico caça e forrageamento povos. Alguns deles eram ancestral proto Khoisan povos -Falando, cujos modernos caçadores-forager e descendentes lingüísticos, o Khoekhoe e San, ocupar as regiões áridas ao redor do Kalahari deserto. Os hadza e Sandawe populações na Tanzânia compreender o outro moderno remanescente de caçadores-forager na África desses povos Khoisan-falantes de proto.

Durante um período de muitos séculos, a maioria dos caça-forrageamento povos foram deslocados e absorvido pelas comunidades de entrada de língua Bantu, bem como por Ubangian, Nilotic, e língua-falantes Sudanic na África Oriental Central e do Norte. A expansão Bantu foi uma longa série de migrações físicas, a difusão da língua e conhecimento para fora e dentro de populações vizinhas, e uma criação de novos grupos sociais envolvendo inter-casamento entre as comunidades e pequenos grupos que se deslocam para as comunidades e os pequenos grupos que se deslocam para novo áreas.

Depois de seus movimentos de sua pátria original na África Ocidental, Bantus também encontrou na África Oriental povos afro-asiática (principalmente Cushitic) e Nilo-saariana (principalmente nilótica e Sudanic) ancestral de origem. Como terminologia gado em uso entre os poucos modernas Bantu pastoris grupos sugere, os migrantes Bantu iria adquirir gado de seus novos vizinhos Cushitic. Evidência lingüística também indica que Bantus provável emprestado o costume de ordenha do gado diretamente de povos Cushitic na área.  interações posteriores entre Bantu e povos Cushitic resultou em grupos Bantu com mistura étnica Cushitic significativa, como o Tutsi dos Grandes Lagos africanos região; e influências Cultural e linguística, como os Herero pastores do sul da África.

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Na seção costeira da África Oriental, outra comunidade mista Bantu desenvolvido através do contato com muçulmanos árabes e persas comerciantes. A cultura Swahili que surgiram a partir dessas trocas evidencia muitas influências árabes e islâmicos não vistos na cultura tradicional Bantu, assim como os muitos afro-árabes membros dos Bantu povo suaíli. Com a sua comunidade discurso original centrado nas partes costeiras de Zanzibar, Quênia e Tanzânia – um litoral referida como a Costa suaíli – a língua Bantu suaíli contém muitos árabes palavras-empréstimo. Como resultado dessas interações

Entre os séculos 14 e 15, os estados de língua Bantu começaram a surgir na região dos Grandes Lagos na savana sul da floresta tropical Africano Central. No rio Zambeze, as Monomatapa reis construiu a famosa Grande Zimbabwe complexo, uma civilização cujas origens e filiações étnicas são incertas. A partir do século 16 em diante, os processos de formação do Estado entre os povos Bantu aumentaram em frequência. Esta foi provavelmente devido a população mais densa (que levou a divisões mais especializadas de trabalho, incluindo o poder militar, ao mesmo tempo que a emigração mais difícil); ao aumento da interação entre Bantu-speaking comunidades com chinês, europeu, da Indonésia, e árabes comerciantes nas costas; à evolução tecnológica na actividade económica; e novas técnicas no ritualização político-espiritual da realeza como a fonte de força e saúde nacional.

 

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O uso do termo “Bantu” na África do Sul

Na década de 1920, os sul relativamente liberais africanos, missionários e da pequena intelectualidade negra começou a usar o termo “Bantu” na preferência termos de “nativos” e mais depreciativos (como “kaffir”) para se referir coletivamente para Bantu-speaking sul-africanos . Após a Segunda Guerra Mundial, os do Partido Nacional governos adotaram oficialmente que o uso, enquanto o crescente movimento nacionalista Africano e seus aliados liberais virou-se para o termo “Africano”, em vez, de modo que “Bantu” tornou-se identificado com as políticas do apartheid. Na década de 1970 esta tão desacreditado “bantu” como uma designação etno-racial que o governo do apartheid mudou para o termo “preto” em suas categorizações raciais oficiais, restringindo-a a Bantu-speaking africanos, mais ou menos na mesma época em que o Movimento da Consciência Negra liderado por Steve Biko e outros estavam definindo “Black” para significar tudo racialmente oprimidos sul-africanos (negros, mestiços e índios).

Exemplos de usos do Sul Africano de “Bantu” incluem:

  1. Um dos políticos dos últimos tempos da África do Sul, General Harrington Bantubonke Holomisa (Bantubonke é um substantivo composto que significa “todo o povo”), é conhecido como Bantu Holomisa.
  2. Os governos do apartheid sul-Africano originalmente deu o nome de “bantustões” para as onze áreas de reserva rurais destinados, uma independência ersatz espúria para negar africanos cidadania Sul Africano. “Bantustão” refletiu inicialmente uma analogia com as várias “-stans” étnicos da Europa Ocidental e Ásia Central. Novamente associação com o apartheid desacreditado o termo, e que o governo Sul-Africano deslocado para os politicamente atraente, mas historicamente enganosas termo “pátrias étnicas”. Enquanto isso, o movimento anti-apartheid insistia em chamar os bantustões áreas, para conduzir para casa a sua ilegitimidade política.
  3. O substantivo abstrato ubuntu, a humanidade ou humanidade, é derivado regularmente a partir do Nguni substantivo tronco -ntu em isiXhosa, isiZulu, e sindebele. Em siSwati a haste é -ntfu eo substantivo é buntfu.
  4. Nas línguas Sotho-Tswana do sul da África, Batho é o termo cognato para Nguni Abantu, ilustrando que esses cognatos não precisa realmente parecido com a raiz -ntu exatamente. O início Africano Congresso Nacional da África do Sul tinha um jornal chamado Abantu-Batho a partir de 1912-1933, que levou colunas em Inglês, isiZulu, Sesotho, e isiXhosa.

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2. O profundo sentido de Deus

A ideia de Deus perpassa todas as religiões. Também as africanas. Muitos povos africanos têm a noção de um Deus criador, que, em seguida à criação, se afastou, intervindo, porém, no mundo através de entidades espirituais ou de heróis civilizadores, isto é, humanos de grandes poderes. Esse herói é também o ancestral. Por isso, até hoje é muito forte o culto e a devoção aos antepassados. Os antepassados são pessoas dotadas de poderes espirituais que exercem a função de mediadores entre os humanos e Deus. No catolicismo, equivaleria à devoção aos Santos.

3. O sagrado e o profano

No universo Bantu não há separação entre o sagrado e o profano. Tudo é sagrado: a natureza, a vida e a morte. A doença não é vista como algo físico, corpóreo, mas como a consequência de um malefício espiritual praticado por alguém. É o que chamamos de feitiço e que pode ser controlado pelo Kimbandeiro ou terapeuta tradicional. O feitiço existiu em todos os povos da antiguidade e ainda existe em muitas culturas. Entre os Bantu é chamado de Kindoki ou Wanga. O feitiço ou força maléfica pode ser transmitido de diversas maneiras através de restos de comida, de objetos pessoais, como um fio de cabelo ou uma peça de roupa. Há casos em que, vindo uma pessoa a falecer, a última pessoa que a tenha visitado é acusada de provocar aquela morte. Para combater o feitiço há rezas fortes e rituais, muitas vezes, com perdas de vidas humanas.

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4. A natureza como lugar sagrado

Nas sociedades tradicionais a natureza é sempre vista com olhar religioso. Olha-se tudo, e em tudo vê-se Deus. A religião Bantu é manifestamente animista. Por isso, não encontramos templos de adoração. A religião Bantu dispensa templos, porque Deus está em tudo e em todos.

Por considerarem os rios igualmente morada dos espíritos, os Bantu evitam urinar em suas águas, bem como falar muito alto em suas margens, ou seja, os rios possuem uma força mística e espiritual superior à humana. Por isso, todo Rio tem um nome, e cada pessoa, individual ou coletivamente, vive em sintonia espiritual com determinados rios.

Muitas são as entidades que protegem a mata e os animais, sendo chamados, genericamente, de “donos da mata”. Esta função também é exercida pelo Filho do soba, ou pelos donos dos animais. E ainda: cada espécie tem sua própria entidade protetora. Estas são guardiãs das referidas espécies. Elas punem os que faltam com o respeito à natureza, bem como os caçadores que matam fêmeas com filhotes ou aqueles que caçam sem necessidade. Esses são severamente punidos pelas autoridades responsáveis.

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Diferentemente de povos de outros continentes, as religiões dos povos africanos se apresentam muito próximas da natureza e muito despojadas, do ponto de vista material. “São muito mais religiões da palavra, da experiência onírica [do sonho], do transe. Nesse sentido, são muito mais místicas e muito menos materialistas”.

 

5. Cultura da partilha e do acolhimento

Onde come um, comem dois.

A generosidade é uma das marcas da cultura Bantu. Para seus povos não há propriedade particular. As terras, as florestas e outros elementos da natureza são propriedade de todos. Por isso, quando um viajante, ao longo do caminho, tem fome, sente-se livre para se servir de qualquer fruta ou cereal de qualquer fazenda ou quinta, desde que deixe casca no lugar, a fim de que o proprietário, ao chegar, perceba que por ali passou um irmão que estava com fome.

Os europeus, ao chegarem às terras angolanas, ficaram muito surpresos com essa mentalidade e com esse costume. “Não existe entre eles propriedade particular, nem conhecem dinheiro. Seu tesouro é pena de pássaros, as lavras, a família. Quem as tem, é rico e quem tem cristais para [enfeitar] os lábios, é dos mais ricos.”

Na maior parte das aldeias não havia, e ainda não há, disparidade social entre pobres e ricos. Por isso, sua existência tão marcante no mundo ocidental choca os africanos.

Para evitar acumulação de propriedade, alguns povos criaram rituais em que se realiza a redistribuição dos bens acumulados ao logo do tempo. O ritual é realizado a cada dois ou três anos. Prepara-se uma grande quantidade de comida, sendo que uma parte é oferecida aos adultos, numa tigela de barro. A senha é esta: quem provar a comida e cuspir um pouco no chão sinaliza que aceita participar desse ritual. Nesse momento as pessoas que acompanham o cerimonial têm direito de levar o que desejarem da casa da pessoa que aceitou o ritual. “Há ao mesmo tempo desprendimento e audácia, que podem causar admiração e medo”.

Outro aspecto da generosidade é o acolhimento. Nas comunidades bantu a família não é restrita ao pai e à mãe como em nossa sociedade atual , mas é alargada, ou seja, ela inclui os avós, os tios maternos e paternos. Se vier a faltar um dos membros do casal — o pai ou a mãe, devido à morte ou por qualquer outro mal –, a criança não fica desamparada, pois é acolhida por outra pessoa da família, como o tio ou o avô. Isso explica porque nas comunidades originais africanas não há criança abandonada ou menor carente.

 

6. Um culto festivo

Ao contrário da cultura ocidental, onde a oração geralmente é um ato pessoal e, muitas vezes, silencioso, nas culturas africanas o culto é marcadamente coletivo, com cantos e danças. A dança sempre é ritual e religiosa. Assim, os rituais são sempre festivos, com abundância de comida e bebida. Pode-se até medir a vitalidade de uma aldeia pela frequência de suas festas. A falta de festas ou de celebrações é sinal de que a comunidade está em crise, por falta de rezadores e líderes, por desestruturação, por certas desgraças, por pobreza, ou mesmo por falta de comida.

7. Povos tolerantes e sem proselitismo

Os africanos são povos de religiões sem dogmas, sem constituições e instituição. O importante para eles não é um código escrito e imutável, mas sim, as tradições orais, baseadas em mitos e nas falas dos mais velhos. As referências mais importantes são a tradição do grupo étnico e a inspiração divina. São elas que orientam a conduta pessoal e comunitária. Os povos Bantu são tolerantes.

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VIA:wikipedia