Pesquisadores descobrem mundo oceânico perdido com cadeias vulcânicas de 3 km que orientam rotas de baleias

Quando pensamos que a ciência já mapeou cada cantinho desse mundo, vem uma nova descoberta para nos mostrar que ainda há muito o que explorar.

Pesquisadores que mapeavam uma área na Tasmânia acabam de descobrir uma cadeia de montes submarinos, alguns dos quais chegam a medir até 3 km de altura.

A descoberta foi realizada durante um mapeamento detalhado do relevo oceânico realizado por um navio de pesquisa da CSIRO, durante uma viagem exploratória de 25 dias liderada por cientistas da Australian National University (ANU).

Montes submarinos são montanhas existentes no fundo do oceano, que não chegam até a sua superfície. Normalmente, este tipo de relevo é resultante de uma atividade vulcânica ocorrida há muitos anos.

Segundo depoimento dos pesquisadores ao Daily Mail, estas áreas também funcionam como verdadeiros paraísos para a vida marinha, oferecendo pontos de parada vitais para animais migratórios. As baleias, por exemplo, podem usar estes locais para orientar suas rotas pelos oceanos.

Foto em destaque: CC BY 3.0 Whit Welles

Fotos no corpo do texto: CSIRO fonte:via

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Material genético de duas mães geram filhotes de ratos saudáveis

Utilizando células-tronco e técnicas de edição de genes, cientistas chineses foram capazes de criar ratos com pais do mesmo sexo – tanto com duas mães quanto com dois pais. Os animais com dois pais sobreviveram apenas dois dias, mas aqueles com duas mães cresceram saudáveis e foram capazes de chegar até a idade adulta e ter filhotes próprios.

O trabalho, apresentado em 11 de outubro na revista Cell Stem Cell, analisa o que torna tão difícil para os animais do mesmo sexo produzir descendentes e sugere que algumas dessas barreiras podem ser superadas com as técnicas utilizadas no estudo.

A partenogênese, a reprodução de um óvulo não fertilizado, não é uma maneira incomum de reprodução entre animais. Alguns peixes, insetos e répteis fazem isso. Mas não mamíferos. Na nossa espécie, pais dos dois sexos biológicos são necessários para conceber uma prole, e o óvulo precisa ser fertilizado por um espermatozoide. Os cientistas têm tentado descobrir por que isso acontece há muito tempo.

Segundo Qi Zhou, um dos autores do estudo, o interesse principal dos pesquisadores era justamente esse: entender por que os mamíferos só conseguem se reproduzir através de relações sexuais. “Fizemos várias descobertas no passado combinando reprodução e regeneração, então tentamos descobrir se ratos normais, com duas mães fêmeas ou até com dois pais machos, poderiam ser produzidos usando células-tronco embrionárias haplóides com deleções de genes”, explica ele ao site Phys.org.

Em entrevista ao portal Popular Science, o geneticista Richard Behringer, da Universidade do Texas, nos EUA, diz que a vantagem de ter informações genéticas de dois genitores é ter mais diversidade. “Você está misturando na variação e na reconfiguração”.

Bloqueio

Durante a reprodução entre mamíferos, certos genes maternos ou paternos são bloqueados durante o desenvolvimento da linha germinativa por um mecanismo chamado imprinting genômico. Por isso, os descendentes que não recebem material genético tanto da mãe quanto do pai podem apresentar anormalidades no desenvolvimento ou podem não sobreviver. No passado, pesquisadores já haviam conseguido produzir animais com pais do mesmo sexo eliminando esses genes de óvulos imaturos. No entanto, estes animais ainda assim tinham características defeituosas, e o método em si é muito pouco prático e difícil de usar, diz Zhou ao Phys.org.

Para produzir seus ratos saudáveis, Zhou e seus colegas utilizaram células-tronco embrionárias haplóides (CES), que contêm metade do número normal de cromossomos e DNA de apenas um dos pais. Os pesquisadores criaram os ratos com duas mães retirando três regiões do genoma de CES haplóides contendo o DNA de uma das mães e as injetando nos óvulos de outra fêmea. Eles produziram 29 ratos vivos de 210 embriões. Os ratos cresceram normais até a idade adulta.

Uma vantagem do uso de CES haplóides é que, mesmo antes de os genes problemáticos serem eliminados, eles contêm menos da programação de impressão que causa a expressão de genes específicos maternos ou paternos. Baoyang Hu, um dos co-autores do estudo, conta que os pesquisadores descobriram no estudo que as CES haplóides são mais semelhantes às células germinativas primordiais, os precursores de óvulos e espermatozóides. “A impressão genômica encontrada em gametas foi ‘apagada’”, explica.

Avanços

Doze camundongos vivos com dois pais machos também foram criados, usando um procedimento semelhante, porém mais complicado. CES haplóides contendo apenas o DNA de um genitor masculino foram modificadas para excluir sete regiões-chave impressas. Os CES haplóides editados foram então injetados – juntamente com espermatozóides de outro camundongo macho – em uma célula-ovo que teve seu núcleo e, portanto, seu material genético feminino, removido. Isso criou um embrião contendo apenas DNA genômico dos dois pais machos. Esses embriões foram transferidos juntamente com material placentário para ratas que serviram como mães de aluguel.

Esses filhotes sobreviveram 48 horas após o nascimento, mas os pesquisadores planejam melhorar o processo para que os camundongos bipaternos vivam até a idade adulta. Resultados semelhantes foram alcançados em 2011, mas usando um método que dependia de uma intermediária feminina produzida a partir das células-tronco do primeiro pai para acasalar com o segundo pai.

Segundo os pesquisadores, há obstáculos para usar esses métodos em outros mamíferos, incluindo a necessidade de identificar genes problemáticos impressos que são únicos para cada espécie e preocupações com os descendentes que não sobrevivem ou que experimentam anormalidades graves. Eles esperam, no entanto, explorar essas técnicas em outros animais no futuro.

Para Behringer, o novo estudo mostra quão delicado é o equilíbrio das contribuições do genoma masculino e feminino na reprodução de mamíferos. É um equilíbrio que os cientistas ainda estão sentindo como manipular, mas esse entendimento pode ter implicações para coisas como clonagem e criação de animais e talvez, algum dia, possa permitir que casais do mesmo sexo tenham filhos biológicos usando o material genético de ambos os pais ou mães. Os processos atuais não poderiam ser usados para seres humanos. “Mas tenho certeza de que há tecnologias chegando e pequenas reviravoltas que tornarão isso possível”, diz Behringer.

fonte:via[Popular Science, Phys.org]

Essas camas de gato com ares espaciais vão deixar seu bichano lunático

Não é como se gatos precisassem de muito para relaxar e dormir tranquilamente: pode ser em caixas, na prateleira, em cima do notebook… Mas, mesmo assim, nós adoramos vê-los descansando em caminhas feitas especialmente para os bichanos.

A empresa chinesa My Zoo sabe disso e criou uma linha de incríveis camas inspiradas em naves espaciais. São três modelos, todos à base de madeira, que fazem qualquer gatinho parecer o mais fofo dos astronautas.

Os modelos Alfa e Beta foram pensados para ficar no chão, enquanto o modelo Gama é projetado para ser colocado na parede e fazer os gatos descansarem ‘no espaço’.

Os preços não são lá muito convidativos: a partir de 135 dólares, que hoje equivalem a mais de 500 reais. Isso sem falar no frete, já que os produtos são vendidos pela Amazon. O jeito é curtir as imagens e torcer para que alguém traga a ideia para o Brasil.

Gama

Alfa

Beta

Fotos: reprodução/fonte:via

Este cão achou um sósia a caminho do mercado e convenceu sua dona a adotá-lo também

De repente, você está passeando com seu cachorro e encontra um outro igualzinho a ele.

O que fazer nessa situação? 

Para Bethany Coleman, a resposta era apenas uma: adotar o sósia canino.

Foi essa a decisão da tutora quando passeava com o cãozinho Rogue.

Os dois iam apenas ao mercado e não passava pela cabeça de Bethany adotar outro cachorro, mas tudo mudou quando encontraram Beast.

Os cães parecem até gêmeos de tão parecidos. Os dois são SRDs, mistos de Cairn terrier com alguma outra raça.

Embora já convivesse com Rogue e mais dois gatos, Bethany se viu assinando os papéis de adoção de Beast. A coincidência era grande demais para que ela deixasse passsar.

Ao Bored Panda, a tutora contou que os dois demoraram um pouco para se habituar à companhia do sósia, mas tudo correu bem e hoje eles são melhores amigos. A duplinha divide até mesmo uma conta no Instagram, onde são compartilhadas suas aventuras.

As fotos dessa amizade vão deixar o seu dia mais feliz! Vem ver!

Fotos: Reprodução

Antes e depois: Gatos exemplificam como a tecnologia mudou nossas vidas

Não foi apenas a vida dos humanos que virou de cabeça para baixo com a chegada e o avanço das tecnologias.

Quem diria que os gatinhos também sentiriam esses efeitos?

É o que mostra essa série de imagens fofas compiladas que retratam a vida dos gatinhos antes e depois da profusão de tecnologia em nossas vidas.

Vem morrer de amores com essas imagens.

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Créditos das fotos sob as imagens/fonte:via

Tragédia: Agrotóxico da Monsanto está exterminando as abelhas, aponta estudo

A Monsanto é uma ameaça ao meio ambiente. O Roundup, vendido pela empresa norte-americana de agrotóxicos, é responsável pelo extermínio das abelhas. Um estudo feito pela Universidade do Texas, aponta que o glifosato presente no produto está afetando o microbioma intestinal das abelhas, as deixando vulneráveis à infecções.

Os pesquisadores dizem que o agrotóxico mais usado do mundo possui um princípio ativo chamado N-(fosfonometil)glicina, que contribui para a morte das abelhas. A artigo publicado no Proceedings of National Academy of Sciences explica que, assim como em seres humanos, a saúde das abelhas depende de um ecossistema de bactérias que vivem em seu trato digestivo.

O problema é que o glifosato inibe o desenvolvimento destas bactérias, causando um desequilíbrio que reduz a capacidade do inseto de combater infecções. O princípio ativo do Roundup age ao ser absorvido pela folha das chamadas plantas de crescimento rápido, o popular mato, impossibilitando a existência destas enzimas.

“Diretrizes atuais consideram que as abelhas não são prejudicadas pelo herbicida. Nosso estudo mostra que isso não é verdade”, explica Erick Motta – estudante de pós-graduação que liderou a pesquisa, ao lado da professora Nancy Moran.

O resultado foi possível por meio da realização de testes que expuseram as abelhas a níveis encontrados em plantações e jardins. Três dias depois de serem liberadas, os pesquisadores notaram uma redução da microbiota intestinal saudável nas abelhas.

Para se ter ideia dos efeitos, das oito espécies dominantes de bactérias saudáveis, quatro foram consideradas menos abundantes. O grupo mais atingido foi o da Snodgrassella alvi.

“Estudos em humanos, abelhas e outros animais mostraram que o microbioma intestinal é uma comunidade estável que resiste à infecção por invasores oportunistas. Se você interromper a comunidade normal e estável, estará mais suscetível a essa invasão de patógenos”, conta Nancy Moran.

O estudo integra uma longa lista de acusações contra a Monsanto. Há poucos meses, a companhia especializada em agrotóxicos foi condenada na Justiça dos Estados Unidos a pagar 290 milhões de dólares a um jardineiro com câncer terminal. A decisão foi considerada história e representa uma ameaça ao modo de operação de uma das empresas mais controversas do mundo.

Fotos: Creative Commons/fonte:via

Tartaruga ganha cadeira de rodas de Lego pra se movimentar

Em julho, uma tartaruga foi encontrada com várias fraturas no casco. Depois de ser submetidas a cirurgias, o animal selvagem ganhou uma cadeira de rodas feita de blocos de Lego.

A ideia foi do veterinário Garrett Fraess, que na falta de cadeiras de rodas produzidas especialmente para tartarugas, resolveu improvisar.

Entusiasta do Lego, o profissional de saúde conta que a cadeira permitirá que o animal ande enquanto se recupera.

Neste momento, a tartaruga está em recuperação no zoológico de Maryland, nos Estados Unidos. Sua história correu o mundo e mostra que existem sim muitas possibilidades para ajudar. A previsão é que a tartaruginha ande por aí com sua cadeira de rodas de Lego durante seis meses.

Foto: Sinclair Miller/Zoológico de Maryland/Reprodução/fonte:via