Lambidas de cachorros no rosto podem causar doenças?

A ciência já provou que o amor que sentimos por nossos catíoros é exatamente o mesmo que temos pelos nossos filhos, mas será que algumas pessoas exageram ao tratá-los como verdadeiros humanos, permitindo que eles durmam em suas camas, compartilhem sua comida e lambam o seu rosto? De acordo com Manuel Sánchez Angulo – Professor de Microbiologia da Universidade Miguel Hernández de Elche, sim.

Existem outras maneiras de demonstrarmos carinho e afeição pelos nossos cães, que não seja com lambidas no rosto, já que eles não possuem consciência do que tocam com seus focinhos. Os cachorros costumam lamber o chão, outros cães e até mesmo fezes e, isso pode nos transmitir bactérias, vírus, fungos e parasitas que podem causar doenças.

Isso não quer dizer que precisamos parar de brincar com nossos animais, porém devemos manter certos padrões de higiene: “Que as lambidas nunca toquem na boca, nos olhos, no nariz ou em uma ferida”, explica Ignacio López-Goñi – autor do livro ‘Microbiota: los Microbios de tu Organismo’.

O estudo mostra que, se o animal e o humano estiverem saudáveis, as lambidas não representam perigo à saúde, porém, é essencial que a família todas as vacinas em dia, principalmente as contra raiva e leptospirose com seus diferentes sorotipos, o parvovírus, a cinomose e a hepatite.

Quando chegamos em casa e somos recebidos com festa e intensa demonstração de amor (que raramente recebemos dos humanos), não resistimos, certo? Mas não custa nada deixar seu cachorro longe das fezes de outros cães e lavar as mãos e o rosto depois de uns beijinhos, não é mesmo?

Fotos: Unsplash/fonte:via

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Brasil consegue acordo que garante proteção de baleias contra caça comercial

O quarto dia da 67ª reunião da Comissão Baleeira Internacional foi recheado de tensões. Apesar do acirramento dos ânimos, é possível considerar a aprovação da Declaração de Florianópolis uma vitória para os defensores da manutenção da proibição da caça as baleias.

Com 67% dos votos, o acordo reafirma o banimento da caça comercial de baleias em águas internacionais. A declaração foi proposta pelo Brasil e contou com 40 votos favoráveis e 27 contrários. Seguiram ao lado do Brasil, Argentina, Colômbia, México, Chile, Costa Rica, Panamá e Peru. Os pró-caça Rússia e Japão, bateram o pé. Mas, pelo menos por enquanto, ficaram em desvantagem.

A Declaração de Florianópolis propõe a valorização das baleias e da própria comissão. O trato afasta a noção perpetuada ao longo do século passado de que caçar baleias poderia ser considerada uma atividade econômica como a pesca. Assim, segue em vigor o tratado assinado em 1986, permitindo apenas a caça para fins científicos e a caça aborígene – praticada por povos tradicionais em determinadas regiões.

O texto da Declaração de Florianópolis foi enfático ao defender a preservação das baleias. Entre os principais pontos está o entendimento de que a “caça comercial não é mais uma atividade econômica necessária e a caça com fins científicos não é mais uma alternativa válida para responder às questões científicas, dada a existência de abundantes métodos de pesquisa não letais.”

Ainda existem riscos de uma manobra dos países pró-caça. O comissário Deven Joseph, de Antígua e Barbuda, não aceitou a resolução proposta pelo país anfitrião, “uma resolução não vinculadora, irresponsável, anormal, inconsistente, enganosa e completamente errada. Eles podem pegar essa organização e enviá-la para o abismo para onde as baleias vão quando morrem!”, bradou durante a reunião.

A CBI confirmou ter debatido a proposta do Japão, que pretende criar um sistema que equilibre caça e preservação, que seria controlada por um Comitê Baleeiro Sustentável.

“A ciência é clara: há certas espécies de baleias cuja população é saudável o suficiente para ser colhida de forma sustentável”, declarou o comissário interino do Japão, Hideki Moronuki. O titular, Joji Morishita, é presidente da CBI. Islândia e Noruega simplesmente ignoraram a moratória.

A notícia foi recebida com alegria e alívio pelas entidades de defesa dos animais. Ao longo da semana, ONGs como o Greenpeace exerceram grande pressão nas redondezas do Costão do Santinho, onde é realizado o encontro da CIB.

Contudo, os ativistas se dizem atentos, especialmente com o forte lobby liderado pelo Japão. O Greenpeace manifestou pesar e confirmou que irá tentar de tudo para garantir a criação de um santuário de baleias na costa brasileira.

“Estamos começando a entender a importância das baleias no ecossistema, incluindo sua participação na ciclagem de nutrientes, e a valorizá-las pelo papel que desempenham ao longo de suas longas vidas, por exemplo capturando carbono e exportando-o para o fundo do oceano e sustentando a fauna de águas profundas”, escreveu no site do Greenpeace a bióloga da Universidade Leandra Gonçalves, representante do órgão na Comissão Baleeira Internacional.

O já citado Japão é um dos maiores interessados em autorizar a caça as baleias. O país asiático é acusado de oferecer dinheiro e cargos em troca de votos. Desde o final da Segunda Guerra Mundial, comer carne de baleia se tornou comum no país, entretanto nos últimos anos o número de consumidores caiu consideravelmente. Atualmente, menos 4% da população ingere carne de baleia de vez em quando.

Embora o uso do arpão esteja proibido há mais de 30 anos, Japão, Islândia e Rússia continuam caçando baleias nos oceanos e se escondendo atrás de supostos pesquisas científicas para vender sua carne. 

Fotos: Reprodução /fonte via

A arte da liberdade: As imagens ganhadoras do prêmio Fotografias de Pássaros 2018 são pura inspiração

Se fotografar animais na natureza já não é uma tarefa fácil, imagina então os pássaros, seres conhecidos pela liberdade de passarem boa parte da vida voando? Por isso, o coletivo Nature Photographers Ltd, encontrou uma maneira de valorizar os fotógrafos que se arriscam na tentativa de capturar estas lindas imagens e, criou o prêmio Fotografias de Pássaros, há 3 anos.

A competição possui 7 categorias e 3 prêmios especiais: ‘Fotógrafo de Aves do Ano’, ‘Fotógrafo jovem de Aves do Ano’ e ‘Melhor Portfólio’ e, nada mais é do que uma maneira de homenagear a própria natureza e a tecnologia, que nos permite congelar o voo dos pássaros.

O coletivo também reverte parte do lucro das inscrições para a fundação “The British Trust for Ornithology”, um instituto de pesquisa independente que busca preservar a vida e os espaços selvagens. Os organizadores dizem que a cada ano o concurso conta com mais inscrições e, as fotografias estão cada vez melhores.

Neste ano, o ganhador do principal prêmio, ‘Fotógrafo de Aves do Ano’, foi o peruano Pedro Jarque Krebs, que levou 5 mil libras para casa por ter capturado o exato momento em que flamingos estão lutando.

As outras fotos ganhadoras são, respectivamente de: Petr Bambousek – da República Checa, que levou o prêmio de ‘Melhor Portfólio’ e, Johan Carlberg – da Suécia, que venceu na categoria ‘Fotógrafo jovem de Aves do Ano‘.

Tirar estas fotografias exige técnica, paciência e concentração, porém, nada disso é problema para estes fotógrafos apaixonados, que nos presenteiam com essas imagens de tirar o fôlego!

Foto 1, 2, 5: Petr Bambousek

Foto 3: Saverio Gatto

Foto 4: Pedro Jarque Krebs

Foto 6: Johan Carlberg

Foto 7: Alan Price

Foto 8: Ivan Sjögren

Foto 9: Martin Grace

Foto 10: Richard Shucksmith

Foto 11: Thomas Chadwick /fonte via

 
 

Fotos que exprimem a beleza a partir da estética geométrica e surrealista

A beleza está nos olhos de quem a vê e, é exatamente isso que a fotógrafa Evelyn Bencicova, baseada na Eslováquia quer nos mostrar. Com apenas 26 anos ela possui uma capacidade única de misturar realidade com ficção, criando um todo um universo particular em suas fotografias.

A jovem começou a tirar fotos depois de uma cirurgia ocular que ela precisou fazer em decorrência de um grava acidente. Apesar de possuir um estilo muito característico e inovador, ela ainda não se considera fotógrafa e diz que usa sua arte como meio de expressão.

Cores, formas geométricas e alguns efeitos fazem parte da realidade de Evelyn, que ao site Cultura Inquieta, afirmou que desde criança sempre gostou de transformar as coisas a partir de sua alta criatividade.

Com uma estética conceitual, que une o clássico com o surreal, suas fotos são altamente hipnóticas e, um verdadeiro convite à imaginação!

Apesar da fotógrafa realizar diversos trabalhos para marcas de moda e publicidade, ela não abre mão se seu estilo que segundo ela, “reflete exatamente como eu sou”.

Fotos: Evelyn Bencicova  /fonte via

Maior mutirão de limpeza da história faz com que tartarugas retornem à praia após 20 anos

Ninguém gosta de praia suja, nem mesmo a vida marinha.

Entre os animais mais ameaçados por essa poluição estão as tartarugas, muitas vezes pescadas por engano em redes buscando por camarões ou prejudicadas devido à grande quantidade de plástico nos mares. Se a vida não estava fácil para estes animais, a ação de um ambientalista está mudando esse cenário e trouxe de volta as tartarugas à praia de Versova, em Mumbai (Índia).

O maior mutirão de limpeza do mundo foi organizado pelo advogado Afroz Shah. Durante 85 semanas, ele foi responsável por remover 5 milhões de quilos de plástico da praia, com a ajuda de diversos voluntários.

Em pouco mais de um ano, a costa da praia que parecia um verdadeiro lixão a céu aberto se transformou em uma bela praia. A mudança não foi sentida apenas pelos humanos: após 20 anos, tartarugas voltaram ao local para fazer seus ninhos.

Segundo o jornal The Guardian, pelo menos 80 filhotes de tartarugas foram vistos a caminho do mar em Versova. Um grupo de voluntários, incluindo o próprio Afroz, protegeu a ninhada para que elas não fossem vítimas de outros  animais durante esse percurso.

Os impactos que um mutirão de limpeza pode ter em um ambiente natural são inúmeros, Melhor do que ficar apenas observando, uma boa alternativa é organizar o seu próprio mutirão. Entre os dias 16 e 24 de setembro, a ONU Meio Ambiente promove a Semana Mares Limpos. Para auxiliar pessoas interessadas em organizar o seu próprio mutirão, a organização lançou uma cartilha disponível gratuitamente online.

Entre as indicações, estão o uso de materiais retornáveis na coleta ao invés de sacolas plásticas, bem como o contato direto com cooperativas de catadores de lixo, buscando garantir que os resíduos recolhidos receberão o tratamento adequado. Afinal, não adianta recolher o lixo da praia se ele não tiver a destinação correta, né?

Clica aqui para acessar o conteúdo na íntegra.

Vídeo feito por cão com a GoPro do dono permite ver o mundo de outra perspectiva

Que cachorro não adora brincar e correr por aí?

Aposto que os tutores destes animais amariam ser uma mosquinha para ver o mundo através dos olhos dos peludos. E a família de Bonnie definitivamente conseguiu alcançar esse objetivo.

Carmen Michelle é uma das tutoras do bichano e decidiu fazer uma brincadeira: deixar o animal levar sua GoPro para um passeio.

A câmera foi posicionada apontando para o rosto de Bonnie, que deixa transparecer um olhar travesso enquanto corre com o objeto na boca.

Publicado pela primeira vez no Instagram em 2016, o vídeo conquistou a internet depois de ser compartilhado através do Reddit. O título resume bem o que os tutores do animal pensavam no momento que ofereceram a câmera para a brincadeira: essa é a única razão pela qual eles têm uma GoPro.

E tem motivo melhor do que esse?

Fotos: /fonte via Reprodução Instagram

Aranha-da-areia: a aranha que se enterra no deserto

As aranhas-da-areia possuem esse nome por um bom motivo: costumam se enterrar na areia.

Esses animais de seis olhos também são conhecidos por outra razão, ainda mais sombria: seu veneno poderoso. Suas picadas causam necrose e sangramento, levando a feridas graves ou até mesmo fatais.

Algumas espécies vivem na América do Sul, mas as mais mortais se estabeleceram principalmente na Namíbia e Cabo Setentrional, felizmente em desertos pouco habitados.

A arte de enterrar-se

Existem diversos vídeos dessas aranhas realizando a façanha de enterrar-se, como a Hexophthalma hahni abaixo:

Aparentemente, os animais se escondem para atacar presas que chegam perto em uma emboscada. Se perturbados, percorrem uma distância curta para se enterrar novamente.

Goro García Moreno filmou uma Sicarius terrosus quase desaparecendo totalmente na areia:

Por fim, mais uma Sicarius terrosus se enterra nesse vídeo do DJ’s Nature Planet:

Embora as aranhas pareçam grandes nesses vídeos, vale notar que elas têm um comprimento corporal de apenas 15 milímetros, com uma extensão de pernas de cerca de 50 milímetros.

fonte via[TheKidsShouldSeeThis, Ciencianautas]