Estudo mostra que definitivamente que a mudança climática está deixando ursos polares famintos

 

É possível que você tenha visto o chocante vídeo divulgado no último mês de dezembro pela ONG Sea Legacy e pela National Geographic que mostra um urso polar que não passa de pele e osso lutando para erguer a cabeça. O vídeo causou uma grande discussão sobre os reais impactos do aquecimento global nos animais do Ártico. Agora novas informações sobre o tema foram publicadas na revista Science.

O estudo confirma que o derretimento do gelo dificulta a caça às focas, principal alimento dos ursos, e que a probabilidade de que eles morram de fome em breve é alta.

 

A principal novidade trazida pelo estudo é que ursos polares gastam muito mais calorias diariamente do que inicialmente pensado. Eles queimam 12.325 calorias por dia, 60% a mais do que estudos anteriores estimavam. Eles passam 35% do tempo descansando, mas mesmo assim queimam toda esta energia. Os ursos passaram 28% do tempo andando e apenas 0,3% do tempo nadando.

Nove ursos selvagens fêmeas foram acompanhados por dois anos, entre 2014 e 2016, no Mar de Beaufort (norte do Alaska). Cada animal recebeu um GPS com câmera para que os pesquisadores soubessem o que, exatamente, cada urso estava vendo e fazendo. Eles também receberam sensores para que fosse determinado quanto tempo por dia eles passam ativos ou descansando.

O equilíbrio energético foi determinado com base nas observações de vídeo e exames de sangue, massa do corpo e composição do corpo. A conclusão é que cada urso polar fêmea solitária precisa ingerir uma foca adulta, ou três sub-adultas, ou 19 recém-nascidas a cada 10 a 12 dias para manter o equilíbrio de energia.

Com base nas imagens registradas pelas câmeras dos animais, os pesquisadores observaram que os ursos passam 90% do tempo da caça esperando pelas focas que emergem da água em busca de ar. Os ursos que conseguiram comer focas ganharam peso, enquanto os ursos que não comeram ou que passaram o tempo vasculhando por restos de alimento passaram fome.

“Nosso estudo revela que ursos polares dependem das focas”, diz o autor principal, Anthony Pagano, biólogo do U.S. Geological Survey. Os ursos esperam por horas até que as focas saiam da água e as atingem na cabeça com um golpe com as patas da frente para que fiquem atordoadas. Então as puxam pelo pescoço para o gelo e as matam. “Os ursos são muito melhores em fazer isso do que qualquer outro método de caça”.

Os ursos não são nada bons em caminhar, pois perdem muita energia. Ao mesmo tempo, eles conseguem recuperar esta energia rapidamente, já que um urso de 500kg consegue comer 100kg de carne de foca em apenas um dia. Isso seria o mesmo que uma pessoa de 50kg comer 10kg de comida em uma refeição.

 

Quanto mais longe os ursos têm que caminhar para caçar, mais peso eles perdem. Depois de perder as reservas de gordura, eles perdem o músculo, o que dificulta ainda mais perseguir presas para comer.

Pior ainda, eles perdem ainda mais energia ao nadar, apesar de conseguirem fazer isto por uma longa distância. “Conforme o gelo derrete mais e mais cedo, os ursos são forçados a nadar mais e mais, para alcançar as populações de foca”, diz um dos autores, Blaine Griffe, biólogo da universidade Brigham Young (EUA). Uma das focas observada por ele nadou 685km em nove dias, e perdeu 22% da massa corpórea, além de ter perdido um filhote que ainda mamava.

Duas vezes durante todo o estudo, os animais foram capturados para ter o sangue e urina coletados, além de passar por outros exames. Eles eram analisados de perto por 8 a 11 dias. Neste período, quatro ursos perderam 10% da massa do copo, com média de 1% ao dia. Isso é 4 vezes a perda de energia que ursos que estão sem comer absolutamente nada longe do litoral gastam por dia.

Um dos ursos perdeu 19kg, incluindo massa magra, em 10 dias. Este urso em particular até perdeu uma chance muito fácil de capturar uma foca que passava ao seu lado.

Mais da metade dos animais deste estudo perderam massa corporal. Outros estudos mostram que de 1983 até 2000, mais e mais animais estão passando fome na primavera, muito antes do verão, época em que o gelo derrete e a caça de focas fica mais difícil.

As mudanças climáticas estão afetando o Ártico muito mais rapidamente que qualquer outra região, e o gelo sobre o mar está diminuindo 14% por década. Mesmo durante o inverno de 2018, satélites mostram que há quase 2 mil quilômetros quadrados a menos de gelo do que a média entre os anos de 1981 a 2010. Ao final da primavera, em maio, o gelo já está quebradiço e demora muito mais tempo para se formar em setembro.

Caso os resultados do estudo sejam validados pela comunidade científica, ele é a prova de que a perda de gelo sobre o mar tem um impacto sobre os ursos polares muito maior do que se acreditava.

Segundo estimativas, existem entre 20 mil a 30 mil ursos polares em 19 grupos espalhados pelos Estados Unidos, Canadá, Groenlândia, Noruega e Rússia. Quatro dessas populações já estão diminuindo, entre elas o grupo do Mar de Beaufort, que já diminuiu em 40% nos últimos 10 anos. Cinco grupos estão estáveis e simplesmente não há informações sobre os outros para saber o que está acontecendo com eles.

Confira mais informações no vídeo da revista Science abaixo:

 
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Onda de frio atinge África e cobre o deserto do Saara com neve

Uma das maiores antonomásias de calor escaldante é o Deserto do Saara, por isso não faz qualquer sentido imaginar neve ali. A gora, com este tempo louco, faz sentido sim. O fato ocorreu na pequena cidade de Ain Sefra, na Argélia. Foi a terceira vez em 40 anos em que essa parte do deserto saariano ficou coberta de branco. Uma estranha tempestade de inverno provocou uma forte queda de neve que deixou o deserto do Saara coberto de gelo.

O fotógrafo Karim Bouchetata, que fazia um trabalho no local, conseguiu registrar as incríveis imagens.

– “Ficamos realmente surpresos quando acordamos e nos deparamos com a areai coberta de neve. Muito louco! Permaneceu todo o dia de domingo e começou a derreter só as 5 da tarde”, relatou.

A neve começou a cair nas primeiras horas do domingo e rapidamente assentou-se na areia. A cidade conhecida como “Portão ao Deserto” viveu um episódio similar em 2016, quando uma forte queda de neve, depois do Natal, provocou caos nas rotas de acesso.Em janeiro de 2017, as dunas voltaram a ficar tingidas de branco. Os garotos aproveitaram para fazer bonecos de neve. Mas antes disso, a última vez que Ain Sefra viu neve foi em fevereiro de 1979.

Há um explicação para o fenômeno: Ain Sefra encontra-se a quase mil metros acima do nível do mar e está rodeada pelas montanhas do Atlas. Lógico, apesar de sua altitude, é extremamente raro ver neve na cidade. Em janeiro, as temperaturas costumam oscilar entre 8 e 18 graus Celsius.

Esta é a terceira nevasca registrada no norte do Saara nos últimos 40 anos. A última ocorreu em dezembro de 2016.De acordo com as estimativas, nas próximas horas as áreas afetadas pela onda de frio podem continuar cobertas por 10 ou 15 centímetros de neve.

Fotos: Robinson Photography / Fonte: Mail Online.

Aquecimento global está tornando 99% das tartarugas fêmeas

Tartarugas verdes não se tornam machos ou fêmeas por determinação dos cromossomos, como acontece com os mamíferos. O que determina o sexo do embrião é a exposição do ovo a temperaturas mais altas ou mais baixas. Filhotes formados abaixo de 23,9 ºC são machos, e acima desta temperatura são fêmeas.

Um artigo publicado na revista Current Biology alerta que com o aumento de temperatura na Austrália, poucos filhotes de tartaruga verde estão nascendo machos. Em poucas décadas, tartarugas verdes terão problemas de desequilíbrio entre população de machos e fêmeas.

“A diferença entre ter 100% das tartarugas machos para 100% fêmeas é muito estreita. O que determina esta diferença é poucos graus”, aponta o biólogo marinho Machael Jensen, co-autor do trabalho.

Em sua pesquisa, ele estudou a população de tartarugas da ilha Raine, local em que 200 mil fêmeas retornam todos os anos para botar seus ovos. Este é um dos maiores pontos de reunião da espécie no mundo todo.

A espécie é muito importante em seu ecossitema. As tartarugas mantêm a grama marinha aparada da mesma forma que ovelhas ou gado fariam em um pasto em terra firme. As mordias dos répteis ajudam a manter as plantas saudáveis. Os locais em que as tartarugas se alimentam ficam imaculados, segundo Jensen.

No estudo, os pesquisadores precisaram recolher amostras do plasma dos animais, já que não é possível determinar o sexo deles visualmente. No passado, pesquisadores costumavam abrir jovens tartarugas para inspecionar as gônadas, mas isso, obviamente, causava danos para a saúde dos animais. Já cirurgia por laparoscopia seria impraticável na grande escala do estudo.

Por isso, uma nova técnica foi desenvolvida para analisar o sexo do animal a partir dos hormônios. O plasma dos animais foi examinado em um laboratório na Califórnia. “Não podemos usar testes genéticos porque o gênero deles não é determinado pelos cromossomos sexuais como nos humanos”.

O resultado foi que 99% das tartarugas jovens são fêmeas, e 87% das tartarugas mais velhas também são fêmeas. Para cada macho jovem, há 116 fêmeas.

 

Isso provavelmente vai representar um aumento do número de filhotes em breve, já que há mais fêmeas para serem fertizadas por machos, mas essa proporção exageradamente femina pode trazer problemas no futuro.

Este tipo de tartaruga vive entre 60 a 70 anos. “Há machos atualmente, e eles vão existir por algumas décadas, mas em algum momento eles vão morrer. Eu prevejo que em pouco tempo a população da região vai comecar a notar uma redução na fertilidade nesta praia, se é que isso já não está acontecendo”, afirma David Owens ao Science Alert, professor da College of Chaleston (EUA) que não participou da pesquisa.

A boa notícia é que é possível controlar a temperatura e sexo dos filhotes ao jogar água na areia onde os ovos estão e cobrir as areas de ninhos para fazer sombra. O governo australiano já está monitorando esses animais.

fonte:[via][Science Alert, Current Biology]

Tudo o que sabemos sobre o urso polar faminto que desesperou a internet

O vídeo do National Geographic que mostra um urso polar consideravelmente magro e com aparência abatida viralizou em todo o mundo e provocou uma reflexão sobre os impactos causados pelo homem no meio ambiente.

As imagens foram feitas na Sea Legacy, na Ilha de Baffin, a maior do Ártico do Canadá e quinta maior do mundo. Uma série de ursos polares vivem na região, mas nenhum outro foi avistado nessas condições.

O urso está faminto. O formato dos ossos expostos abaixo da pele deixam isso claro. O animal circula pelo local buscando por qualquer vestígio de alimento. Todas as características formam um indicativo de que ele está nesta condição já há um bom tempo.

Sem um exame profundo, é quase impossível dizer se o mamífero possui algum tipo de doença. É de conhecimento dos cientistas que analisam a região que ursos polares são vítimas de alguns parasitas, mas a espécie não é assim tão propensa a contrair doenças graves.

Paul Nicklen, responsável por registrar o animal, disse que não notou nenhuma ferida ou cicatriz aparente em seu corpo. Quando há briga, os ursos costumam se machucar bastante, sendo raro um integrante da espécie com mais idade não possuir qualquer marca de ferimento.

“O urso está claramente muito desnutrido”, disse Steven Amstrup, cientista e líder da Polar Bears International. “É claro que ele possui sintomas de muita fome”.

As imagens do urso polar foram feitas em agosto. Por conta de dificuldades climáticas, a permanência dos profissionais na ilha não durou muito tempo e eles deixaram o local no mesmo dia em que encontraram o mamífero. Não se sabe o que aconteceu com ele, mas Nicklen acredita que ele tenha morrido um ou dois dias após o registro.

A população de ursos polares está ameaçada? 

No geral, ursos polares ao redor do mundo não estão em perigo iminente. Nicklen contou que, durante um estudo na região ártica da Rússia, avistou alguns que eram tão gordos que mal conseguiam andar. Os cientistas acreditam que o país seja o local onde se concentra o maior grupo de ursos polares no mundo.

Para eles, as populações de ursos polares que mais correm risco estão nas regiões onde as geadas ocorrem por temporada, como é o caso da Ilha de Baffin, onde o urso faminto foi encontrado. Um estudo da Nat Geo constatou que eles perdem até 2 kg por dia esperando a chegada do gelo.

Como o aquecimento do planeta afeta os ursos polares? 

Os ursos polares estão entre os maiores ursos do mundo, podendo pesar até 1.600 kg. Isso significa que eles precisam se muita comida para sobreviver.

Eles se alimentam, basicamente, de frutos do mar, e podem consumir centenas de quilos de carne em uma refeição. Ao contrário de outras espécies do mamífero, que podem se alimentar de plantas e vegetais, o polar é carnívoro e precisa do alimento para sobreviver.

Menos neve no Ártico significa que os animais possuem maior dificuldade de construir uma moradia adequada, como é o caso do que tem acontecido no Canadá.

A região oeste da Hudson Bay, no Canadá, é uma das mais requisitadas por estudiosos de ursos polares. Embora as pesquisas tenham sido inconclusivas sobre se o efeito regional causado no clima é culpa da ação do homem, outros estudos alertam para a possibilidade da população de ursos polares no local ser extinta em 30 anos, isso caso as condições climáticas não melhorem.

 

Fotos: Nat Geo/Reprodução/fonte:via

Homem se arrisca no incêndio devastador da Califórnia para salvar coelho preso pelas chamas

O incêndio devastador que assusta os moradores do Condado de Ventura, no litoral da Califórnia, já forçou mais de 200 mil pessoas a deixarem suas casas e buscarem abrigo em outros lugares.

Mas nem todo mundo tem a habilidade de fugir do desastre, como é o caso dos coelhos selvagens que vivem em grande número na região.

Para a sorte de um deles, um morador local se preocupou em não permitir que os animais fossem deixados para morrer e resgatou um colega peludo que estava na estrada próximo de La Conchita.

A ação do morador foi filmada por uma pessoa que estava por perto. Ele vai atrás do coelho, que se assusta e acaba correndo em direção ao fogo.

O rapaz se desespera e logo percebe que não tem jeito, se quiser salvar o bichinho, terá que enfrentar as chamas.

E é exatamente o que ele faz.

O homem rejeitou os pedidos de entrevista e disse que prefere se manter anônimo, o que fez com que os californianos se tornassem ainda mais fãs do ato dele. Afinal, nem todo herói quer mídia.

Veja no vídeo o momento da ação:

 

Um dos maiores icebergs da história acaba de se desprender; entenda as consequências

A imagem pode conter: céu

Um gigantesco bloco de gelo de 5,8 mil quilômetros e trilhões de toneladas se desprendeu de um segmento da Antártida e agora está à deriva no Mar de Weddell, criando assim um dos maiores icebergs que se tem notícia. O ocorrido se deu nos últimos dias, e altera significativamente o mapa do continente gelado, reduzindo a plataforma de gelo Larsen C, da onde o bloco se desprendeu, em 10 por cento.

Essa ruptura não possui necessariamente conexão com efeitos de mudanças climáticas no planeta, visto que o ciclo natural da Antártida inclui tal processo (anualmente blocos se separam e depois a plataforma se refaz, reiniciando o ciclo). Nem o novo iceberg alterará o nível dos mares, garantem os cientistas – o problema pode estar no efeito da ruptura sobre a plataforma Larsen C.

Nos últimos anos, outras duas plataformas – A Larsen A e B – desapareceram por conta de instabilidades em suas estruturas geradas por grandes rompimentos, como o ocorrido recentemente. Esse processo sim, aconteceu devido ao recuo das plataformas provocado pelo aquecimento global. Se ocorrer com a Larsen C, tal fenômeno, ainda que leve décadas para se concluir, pode atingir as camadas de gelo sobre a terra – e essas, derretidas, podem sim impactar no nível dos mares.

Monitorar as atividades no complexo sistema natural da Antártida não é simples, e é por isso que o ocorrido está atraindo tanta atenção da comunidade científica. O degelo dos blocos sobre a terra no continente podem vir a elevar o nível dos mares em até 6 metros. Enquanto alguns poderosos e empresários seguem teatralmente questionando ou pouco se importando com os efeitos da ação humana sobre o planeta, a natureza nos oferece, dia após dia, os resultados concretos de tais excessos – cabe a nós escuta-la ou não.

© fotos: divulgação/fonte:via

Antártica está ficando verdejante: aquecimento global volta relógio geológico

Pesquisadores britânicos encontraram áreas com musgo em rápido crescimento na península Antártica, o que fornece evidências impressionantes de mudanças climáticas nas partes mais frias e remotas do planeta.

Em meio ao aquecimento dos últimos 50 anos, os cientistas descobriram duas espécies diferentes de musgos se desenvolvendo a um ritmo veloz: antes, cresciam menos de um milímetro por ano, mas agora crescem mais de 3 milímetros por ano, em média.

“As pessoas pensam na Antártica como um lugar cheio de gelo, com bastante razão, mas nosso trabalho mostra que partes dela são verdes e provavelmente se tornarão mais verdes”, disse Matthew Amesbury, pesquisador da Universidade de Exeter, no Reino Unido, e principal autor do novo estudo. “Mesmo estes ecossistemas relativamente remotos, que as pessoas podem pensar que são relativamente intocados pelos humanos, estão mostrando os efeitos da mudança climática induzida pelo homem”.

O estudo foi publicado na revista científica Current Biology, por cientistas da Universidade de Exeter, da Universidade de Cambridge, da British Antarctic Survey e da Universidade de Durham.

 

Tendência crescente

Menos de 1% da atual Antártica possui plantas. Mas, em partes da península, os musgos estão crescendo cada vez mais em terrenos que se descongelam parcialmente no verão.Os musgos da superfície se acumulam em uma camada fina, que congela novamente no inverno. Conforme camadas são construídas em cima de outras camadas, os musgos mais velhos diminuem abaixo do solo congelado, onde são notavelmente bem preservados devido às temperaturas.

Isso faz deles um registro das mudanças ao longo do tempo. Amostras de solo de uma área de 640 km ao longo da parte norte da península revelam alterações dramáticas nos padrões de crescimento, que remontam 150 anos.A Antártica tem sido um local de aquecimento rápido, com mais dias por ano onde as temperaturas sobem acima do congelamento conforme o tempo passa. A consequência disso é um aumento de quatro a cinco vezes na quantidade de musgo.

De paisagem congelada a florestal

As fotos tiradas pelos autores durante a pesquisa capturam algumas paisagens verdejantes, como esta:

“Esse é outro indicador de que a Antártica está movendo para trás no tempo geológico – o que faz sentido, considerando que os níveis atmosféricos de CO2 já subiram a números que o planeta não via desde o Plioceno, há 3 milhões de anos, quando o lençol de gelo antártico era menor, e os níveis do mar mais altos”, disse Rob DeConto, glaciologista da Universidade de Massachusetts, que não esteva envolvido no estudo, mas que o revisou.DeConto crê que, se as emissões de gases de efeito estufa continuarem como estão, a Antártica voltará ainda mais longe no tempo geológico, talvez se tornando florestal algum dia, como foi durante os climas do Cretáceo e do Eoceno.

Os autores do estudo concordam que as mudanças observadas atualmente são provavelmente apenas o começo. “Essas mudanças, combinadas com o aumento das áreas de terra livre de gelo a partir do recuo da geleira, levarão a uma alteração do funcionamento biológico, aparência e paisagem da península antártica em grande escala durante o resto do século XXI e além”, escreveram.

Ártico

O crescimento de musgo antártico ainda é modesto em comparação com o que está acontecendo no Ártico, onde uma tendência de grande escala já foi capturada por satélite.No Ártico, há agora tanto crescimento de plantas que alguns cientistas esperam que, pelo menos parcialmente, isso compensará a perda de carbono do descongelamento do permafrost por baixo dessas plantas.Esses dias estão provavelmente ainda muito longe para a Antártica.

Fonte: [ScienceAlert]

Em pesquisa, cientistas afirmam que temos 10 anos para salvar o planeta do aquecimento global

Se uma década parece um longo período de tempo, para a ciência, 10 anos passam tão rápido quanto um instante. E, enquanto ainda debatemos lentamente os efeitos da emissão de gases poluentes, do aquecimento global e outros males provocados pela ação do homem (fatos comprovados, que ameaçam nosso planeta enquanto farsantes gananciosos fingem se tratar de tema “polêmico”), foi esse o tempo que um time internacional de pesquisadores deu para podermos salvar a Terra dos efeitos das mudanças climáticas: 10 anos. Ou seja, é pra já – literalmente.

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A afirmação dos cientistas diz respeito ao Acordo de Paris, firmado 2015 e assinado e abril de 2017, entre 195 países, para reduzir o aquecimento global. Se realmente o mundo quiser cumprir as metas apontadas no acordo, segundo a pesquisa, os próximos dez anos serão determinantes para manter o aquecimento abaixo de 1,5 graus – marca considerada segura.

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E duas maneiras são apontadas: diminuindo drasticamente a emissão de gás carbônico pela ação humana, e restaurando florestas, oceanos, e ambientes naturais capazes absorver dióxido de carbono da atmosfera. Ou seja, cuidando do planeta.

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As recomendações são que se reduza o uso de combustível fóssil dos 95% de consumo atuais para 25%, e que a destruição das florestas seja reduzida em 42% até o ano de 2100. O uso de energias renováveis é parte determinante desse plano, que corre em urgência, feito uma bomba-relógio em que os ponteiros andam velozes – atada ao planeta.

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© fotos: divulgação/Getty Images fonte: via