Bauhaus: icônica escola de design abre quartos para hospedagem na Alemanha

A mais antiga e importante escola de design e arquitetura do mundo agora passará a receber e hospedar viajantes em seus quartos. Fundada em 1919 e estabelecida em 1926 na cidade de Dessau, na Alemanha, onde permanece até hoje, a Escola Bauhaus foi eleita Patrimônio Cultural da Humanidade, e é uma das mais influentes instituições de ensino do século XX. É em um dos pilares do modernismo não só no design, mas também na arquitetura e nas artes plásticas que agora se pode ficar hospedado.

Desde sua fundação que os estudantes podiam não só trabalhar como viver no conjunto de 28 estúdio de 20 metros quadrados junto da escola. O prédio histórico foi reformado em 2006 a fim de justamente reconstruir e manter o estilo original, com quartos bem iluminados, geométricos e funcionais. Há em cada andar uma pequena cozinha a ser compartilhada, e na Bauhaus funciona também um museu, um centro cultural e educativo, oferecendo programação intensa com workshops, cursos e residências artísticas.

A escola foi fundada em 1919 por Walter Gropius ainda na República de Weimar, e em 1933 foi fechada por conta das perseguições do governo nazista na Alemanha. As acomodações custam entre 40 e 65 euros por dia, em variação de acordo com o dia da semana e a categoria, e as reservas podem ser feitas por um formulário online.

© fotos: reprodução/fonte:via

Este homem quer transformar um navio de cruzeiro em lar para sem-teto

Apenas no Brasil, 33 milhões de pessoas não têm onde morar. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) revela que entre 2016 e 2017, subiu em 1,4% o número de invasões no país.

Nos Estados Unidos e Europa o cenário não é diferente e acaba se agravando pela postura anti-imigratória de governantes como Donald Trump, que insistem na aplicação de medidas discriminatórias para evitar o desembarque de famílias em situação de vulnerabilidade social.

No caminho contrário, Kenneth Capron está determinado em pensar métodos eficazes para auxiliar a vida dos sem-teto. Durante fala no conselho da cidade de Portland, nos Estados Unidos, o rapaz revelou a existência de um projeto que pretende transformar em lar um navio de cruzeiro abandonado.

“Estamos de olho nas pessoas sem-teto, com baixo poder aquisitivo e imigrantes que precisam de uma casa. Eles necessitam de oportunidades de emprego e treinamento. Por isso, pretendemos oferecer tudo isso dentro do navio”, ressaltou.

Assim que conseguiu permissão de representantes da prefeitura do município, Capron viabilizou a injeção de 250 mil dólares feita pela Fundação Robert Wood para estimular os estudos que transformarão o navio em casa.

Por hora, o navio de cruzeiro não é visto como uma solução definitiva, entretanto seu valor se dá pelo fato de poder proporcionar abrigo para os que precisam com urgência. Portland registra um déficit habitacional de 1 mil unidades e o navio pode oferecer pelo menos 800 apartamentos e serviços de apoio social.

“Não sei se esta é a ideia mais louca ou mais brilhante que já ouvi. Porém, o que mais me atrai é o aspecto criativo para conseguir uma saída para este problema crônico”.

Foto: Reprodução/fonte:via

Inovações e tragédias constituem a história desta casa erguida sobre uma cascata

Para algumas pessoas, não basta apenas ter uma vista para uma cascata, é preciso viver sobre ela.

Foi essa a ousada ideia que levou o arquiteto americano Frank Lloyd Wright a erguer uma residência que foi responsável por alçar sua carreira.

A construção da Fallingwater começou nos anos 30, quando o arquiteto passava a ser visto como antiquado diante de seus contemporâneos – entre os quais, destacam-se Bauhaus, Le Corbusier e Mies van der Rohe.

Na mesma época, o empresário Edgar J. Kaufmann solicitou a Wright uma casa com vista para a cascata Bear Run, nos Esrados Unidos. O arquiteto, no entanto, foi taxativo e insistiu que a casa deveria ser feita sobre a cascata e não de frente para ela.

Assim surgia a casa mais incrustada na natureza que alguém poderia imaginar. Parte da rocha sobre a qual a residência se eleva ocupa a sala de estar. Após o término do projeto, em 1938, foi destaque na revista Time, que a considerou a mais bela obra do arquiteto.

Infelizmente, nem tudo é perfeito na história do imóvel…

Liliane Kaufmann, esposa de Edgar, se suicidou na Casa da Cascata em 1952. O marido faleceu apenas três anos depois, deixando o imóvel ao filho do casal, Edgar Jr., aprendiz de Wright nos anos 30.

Hoje, a Fallingwater não serve mais como residência, mas como um centro de visitantes, com café e uma loja de souvenirs, abertos ao público desde em 1981. As estradas para o espaço custam US$ 10 e é possível realizar visitas guidas no local, que podem ser reservadas a partir de US$ 12.

Fotos: Domínio Público/fonte:via

Designer se especializa em arquitetura interplanetária para casas em outros planetas

Já não é de hoje que o homem está em busca de vida em outros planetas, seja para uma possível mudança caso a vida na Terra se torne impossível, ou mera curiosidade. Se algumas pessoas nem sequer conseguem imaginar como seria a vida em outro planeta, o arquiteto iraniano Nader Khalili passou a vida se dedicando a fazer construções em contexto de emergência, desenvolvendo uma arquitetura completamente diferente de tudo que você já viu até hoje.

Um dos seus mais icônicos modelos de casa são as ‘SuperAdobe’, construídas a partir de um sistema revolucionário que utiliza poucas ferramentas e materiais como sacos de terra e de areia como sustentação. Nader morreu em 2008, mas entre todo o seu legado deixou uma organização sem fins lucrativos, o Instituto de Arquitetura da Califórnia (CalEarth), que até hoje dedica-se a construir este tipo de habitação.

A Super Adobe, não somente passou por difíceis testes de terremoto, como provou ser a melhor candidata caso a humanidade decida mudar para Marte, por exemplo, chegando até chegou a ser apresentada no simpósio 1984 da NASA, Bases Lunares e Atividades Espaciais do Século XXI.

Inspiradas na arquitetura tradicional dos desertos iranianos, com estas casas até podemos imaginar como seria viver em outro planeta. Porém, no início de seu trabalho, o que inspirou o arquiteto a desenvolver este tipo de construção foi sua infância pobre e a necessidade de se pensar em uma moradia mais acessível, rápida e barata.

Com casas Super Adobe espalhadas no mundo inteiro – inclusive no Brasil,  é possível até alugar uma através do Airbnb, na Califórnia. Interessou?

Fotos: CalEarth /fonte:via

É do Brasil: Escola na Amazônia disputa prêmio internacional de arquitetura

Um dos mais prestigiados prêmios de arquitetura do mundo, o Riba International Prize anunciou seus quatro finalistas para sua edição de 2018 – e entre eles está um prédio brasileiro. Mas não é qualquer prédio esperto em um centro urbano: trata-se de uma incrível escola na Amazônia, feita quase toda em madeira, no coração da floresta.

A escola atende à população local, e foi feita quase que inteiramente com madeira local reaproveitada, integrando o edifício ao cenário natural, promovendo a sustentabilidade econômica e ambiental. Dormitórios, salas, varandas e espaços comuns foram projetados tendo os próprios alunos como colaboradores, a fim de inclui-los como parte da escola desde o projeto original.

A escola da Fazenda Canuanã já existe há 44 anos, na Zona Rural de Formoso do Araguaia, a 320 km de Palmas, no Tocantis, mas o novo prédio transformou o local em um alojamento conhecido como Moradias Infantis.

No início do ano o prédio, projetado pelo arquiteto Marcelo Rosenbaum junto do escritório Aleph Zero Arquitetura, recebeu o prêmio de Melhor Edifício de Arquitetura Educacional do Mundo da Building of The Year Foto, e agora concorre a mais um prêmio. Seja qual for o resultado, para além da estonteante beleza e da preocupação com a região, oferecer um prédio funcional e de qualidade para que crianças possam estudar e até mesmo viver é a maior das conquistas. O resultado será anunciado ainda esse ano.

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Esta cabana foi especialmente pensada para te ajudar a desconectar

Quer se desconectar da vida moderna e se conectar com a natureza? Então você precisa conhecer esta cabana localizada em Adelaide, na Austrália.

A cerca de 1 hora de distância da cidade, a CABN é uma acomodação sustentável para quem busca um retiro em meio à natureza. Mais especificamente, em uma área de 180 acres repleta de paisagens naturais.

O espaço foi inspirado em conceitos de minimalismo e no movimento de tiny houses. Com interior em madeira e paredes de vidro, tudo contribui para o relaxamento.

Apesar de estarem afastadas das comodidades modernas, as cabanas não deixam o conforto de lado e os hóspedes podem descansar em uma espaçosa cama king-size. O espaço conta ainda com banheiro seco e chuveiro, para ninguém se contagiar demais com o clima e ficar com cheirinho de natureza…

A cozinha da cabine também conta com o equipamento básico para preparar algumas refeições no local. O retiro, no entanto, tem um preço: 190 dólares australianos por noite por casal.

A estadia mínima é de duas noites, tempo suficiente para se desconectar da vida moderna. Para saber mais ou reservar o espaço, clica aqui.

Fotos: Reprodução /fonte via

Por dentro do apartamento-ateliê vintage e psicodélico dos artistas Rafael Silveira e Flávia Itiberê

Difícil competir com artistas no que diz respeito à criatividade. Com talento praticamente nato, a dupla Flávia Itiberê e Rafael Silveira dorme e trabalha sob o mesmo teto em Curitiba há nove anos. Ao longo do tempo, o apartamento que começou minimalista foi se transformando num baú de memórias e peças artísticas.

Foi através de amigos em comum que a artista têxtil conheceu o artista plástico, a 11 anos atrás. “Sempre íamos nos mesmos circuitos, shows e bares de rock da cidade. Aí sempre acabávamos nos encontrando e desde então temos muitas afinidades”.

A primeira afinidade a ser notada é a arte, é claro. Os dois possuem mentes borbulhantes para trabalhos manuais que dialogam entre si, seja por linhas ou tintas. Os bordados dela são de cair o queixo, enquanto a pintura e ilustração surrealista dele traz um frescor divertido para a cultura pop.

Fotos: reprodução/fonte:via