De novo? Restauração amadora vira novo escândalo mundial

Já dá pra dizer que a restauração de esculturas históricas é uma prática das mais arriscadas. Depois de tentativas frustradas como a do quadro Ecce Homo, foi a vez da imagem de ninguém menos do que São Jorge ser seriamente danificada por uma restauração amadora.

A escultura está sob tutela da Igreja de San Miguel de Estella, em Navarra, na Espanha e mostra o santo católico com uma armadura e lutando contra um dragão. O problema é que este retrato clássico foi deformado por um pároco, que com a intenção de ajustar um ‘espaço que estava sujo’, acabou tirando toda a pigmentação original da obra de, preparem-se, 500 anos de idade.

“Não sabemos a gravidade do dano, mas a impressão é de que se eliminou uma policromia antiga e de que o dano é irreversível”, explicou à BBC Brasil Fernando Carrera, presidente da Associação Profissional de Conservadores-Restauradores da Espanha (Acre).

Especula-se que os danos à obra de São Jorge podem ser mais graves do que os causados ao Ecco Homo em função da relevância da escultura. Lembrando que o Ecco Homo foi repintado por uma idosa, também da Espanha.

“O que não queremos, porém, é que a história vire motivo de festa, piada e gozação, como foi com o Ecce Homo”, finaliza Carrera.

Fotos: foto 1: Artus Restauración Patrimonio/ foto 2: Centro de Estudios Borjanos/fonte:via

Alguém descascou 30 anos de grafite, e aqui está o que encontrou

Na cidade de Nijmegen, na Holanda, um espaço vem sendo palco da arte urbana desde os anos 70. É o Doornroosje, um centro de encontro hippie dos anos 70, que também ficou conhecido por ser um dos primeiros lugares na Holanda onde a maconha era fumada abertamente. Já naquela época a construção viria a receber as primeiras pinturas em sua parede – e o graffiti foi sendo refeito diversas vezes com o passar dos anos.

Recentemente, o fotógrafo Paul de Graaf clicou algumas lascas descascadas da parede, que retratam estes mais de 30 anos de história. As camadas de tinta sobrepostas são arte pura e mostram que o espaço serviu como um palco para o graffiti durante todo este tempo.

As paredes da construção são pintadas de cima a baixo, como dá para ver na foto acima. Paul compartilhou as fotografias das lascas de tinta através do Imgur em um tópico que chamou a atenção na rede.

Os registros são uma incrível peça de arte!

Na foto abaixo, Paul mostra o local exato de onde as lascas de tinta foram retiradas.

O fotógrafo usou até mesmo uma banana para dar uma dimensão do tamanho do pedaço da parede que foi descascado.

Todas as fotos © Paul de Graaf

Fonte: [BoredPanda][via][via]

 

 

Sobreviventes pedem justiça no caso do “Contador de Auschwitz”

 

“Não posso perdoá-lo”: assim o sobrevivente de Auschwitz Max Eisen resume suas impressões do primeiro dia do julgamento de Oskar Gröning na pequena cidade de Lüneburg, na Baixa Saxônia. O morador de Toronto, de 86 anos, é um dos mais de 60 autores da ação coletiva contra o ex-sargento da SS, hoje com 93 anos.

Na audiência de terça-feira (21/04), Gröning reconheceu pelo menos sua responsabilidade moral no genocídio perpetrado no campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau: “Eu reconheço essa culpa moral aqui, diante das vítimas, com arrependimento e humildade. Sobre a culpa jurídica, os senhores devem decidir.”

Atividades comprometedoras

No período em que trabalhou no campo, de 1942 a 1944, ele admite ter testemunhado uma execução por gás. Entre suas tarefas constava recolher o dinheiro das malas dos detentos chegados ao campo e entregá-lo à organização paramilitar SS, em Berlim – atividade que lhe valeu a alcunha “Contador de Auschwitz” na imprensa alemã.

Malas em Auschwitz: esperança de seguir viagem

Outra atribuição de Gröning era retirar, da rampa aonde chegavam os trens, as bagagens dos designados à câmara de gás. Na visão do Ministério Público, ele ajudou, desse modo, a apagar os vestígios da matança em massa de judeus – por exemplo, os vindos da Hungria no início de 1944. Por isso, é agora acusado de cumplicidade em pelo menos 300 mil casos.

Após um dia longo, Gröning foi um dos primeiros a deixar a sala do tribunal, aparentando fragilidade ao ser levado pelos cuidadores até o automóvel. “Foi muito cansativo para ele”, comenta seu advogado, Hans Holtermann.

“Mas eu acho que ele ficou aliviado de poder falar sobre os seus atos”, diz o jurista, que declinou de opinar se considera o nonagenário suficientemente saudável para participar de todas as 27 audiências programadas.

Ignorância questionada

Gröning “mentiu à beça” no primeiro dia do processo, criticou Max Eisen. “Ele meio que deu a impressão de não estar realmente sabendo. O fato é que [Gröning e seus assistentes] ficavam lá na rampa e não havia como não saberem, já que todo o pessoal da SS morava nas mesmas barracas”, afirmou o sobrevivente.

Eisen tampouco aceita a alegação do idoso de que “estava confuso ao chegar a Auschwitz”. “Eu tinha 15 anos quando cheguei lá, e não estava confuso”, rebateu.

Os avós, a mãe e os três irmãos de Eisen foram para a câmara de gás assim que desembarcaram no campo de extermínio, hoje território polonês. Ele, seu pai e o tio foram selecionados para os trabalhos forçados. Eisen se diz enojado por o réu ter se esquivado de responder ao juiz se, com o seu trabalho na época, ele contribuíra para o extermínio dos judeus.

Max Eisen: “Eu tinha 15 anos quando cheguei a Auschwitz, e não estava confuso”

Culpa real versus “culpa moral”

“Ele tenta lidar com a própria culpa”, relativiza Eva Korr, outra ex-detenta de Auschwitz, vinda dos Estados Unidos para o julgamento na Baixa Saxônia. “Ele poderia ter se escondido nas sombras, como milhares de outros nazistas. Poucos tiveram a coragem de ir a público.”

Assim como parte dos autores do processo, o representante jurídico de 31 deles, Thomas Walther, se revela decepcionado com o depoimento de Oskar Gröning: para os seus clientes, a mera admissão de “culpa moral” soa como um deboche do que realmente aconteceu.

“É preciso entender que os meus clientes têm estado convencidos, pelos últimos 70 anos, da culpa real de um crime extremamente profundo”, afirmou o jurista. “Falar em ‘culpa moral’ diante do assassinato dos seus pais: como é que você se sentiria?”

Tensão no julgamento do “Contador de Auschwitz”

 

Processo começa com debate histórico acalorado do lado de fora do tribunal na pequena cidade de Lüneburg. Enquanto sobreviventes enfatizam importância do julgamento, antifascistas e neonazistas se confrontam.

Houve confusão na longa fila diante do prédio em Lüneburg onde, às 9h30 desta terça-feira (21/04), se iniciou aquele que pode ser o último processo relativo ao Holocausto. O réu é Oskar Groning, de 93 anos, apelidado pela imprensa alemã o “Contador de Auschwitz”.

O espaço na sala do tribunal, para apenas 60 espectadores, foi ocupado por cerca de 40 participantes de um grupo antifascista local, que já haviam chegado às 6h00 da manhã. Sua intenção principal foi assegurar assentos para os parentes dos coautores da ação coletiva, 65 sobreviventes do campo de extermínio Auschwitz-Birkenau.

Contudo, a segunda meta era garantir que “essa gente” não entrasse, revela Henryk Kuzbik, um dos ativistas, apontando para um grupo de dez neonazistas, que só conseguiram lugar no meio da fila. “Seria insuportável para os familiares ter essa gente aqui. E queríamos mostrar que não há só nazistas.”

O líder informal dos extremistas, Thomas Wulff, que diz pertencer a um “movimento nacionalista”, aproveita a ocasião para travar um acalorado debate sobre a história da Alemanha e o Holocausto com os jornalistas presentes.

“Isso é um julgamento atrasado de vingança pelos Aliados. Não há defesa neste país”, acusa. Segundo ele, Gröning “foi uma vítima da sua época, e agora é uma vítima do sistema judiciário alemão”. Wulff acrescenta que ele próprio foi condenado a pena condicional de um ano e meio “por fazer perguntas”.

Neonazismo se faz presente

Muitos alemães vieram até o Tribunal Regional de Lüneburg para demonstrar sua solidariedade com as vítimas do genocídio perpetrado pelo regime de Adolf Hitler. “É muito importante que esse julgamento esteja acontecendo agora”, observa Meline Dumrese, uma das fundadoras da organização que pleiteou a construção do Memorial do Holocausto em Berlim, em 2005.

Os neonazistas foram acompanhados por Ursula Haverbeck, viúva de um pastor que foi membro da liderança do Partido Nacional-Socialista. Já tendo sido multada várias vezes por negar o Holocausto, ela aparece num vídeo, postado na segunda-feira no YouTube, condenando o processo e convocando outros opositores a assisti-lo.

Além disso, Haverbeck distribuiu um panfleto intitulado “Assassinato em massa no campo de concentração de Auschwitz?”, onde questiona os dados históricos sobre o Holocausto e propõe estimativas mais baixas para o número de judeus executados – um ato considerado ilegal na Alemanha.

Oskar Gröning pretendia combater falsa argumentação de negadores do Holocausto

Negação do Holocausto

Na aglomeração na pequena cidade de Lüneburg, na Baixa Saxônia, Kuzbik e seus companheiros entoam brevemente “Fora nazistas!” e ostentam uma bandeira de Israel. Wulff rebate com “Israel foi fundado por terroristas”. A polícia inicialmente mantém separados os dois grupos, mas acaba ordenando que os extremistas de direita deixem o local.

A ironia desse incidente é que Gröning está sendo julgado por ter ido a público na década de 80, justamente com o fim de rebater os negadores do Holocausto. Ele foi um dos poucos ex-servidores do regime nazista a tomar tal atitude.

Seu testemunho sobre as próprias ações – tanto para os promotores como em extensas entrevistas dadas em 2005 à revista Der Spiegel e outros veículos – forneceram provas substanciais contra diversos antigos oficiais nazistas. Entretanto, essas mesmas informações estão sendo agora empregadas na ação contra ele.

Importância para os sobreviventes

Numa coletiva de imprensa nesta segunda-feira, a húngara Eva Pusztai-Fahidi, sobrevivente do campo de Auschwitz e coautora do processo, explicou o que a iniciativa jurídica representa para ela, pessoalmente:

“Nos 70 anos desde que saí de Auschwitz-Birkenau, uma das coisas mais importantes que me aconteceram foi esse julgamento. É muito importante eu poder vivenciar o julgamento de um homem da SS que serviu em Auschwitz. A questão não é a punição, mas sim o veredicto.”

Para outra sobrevivente, Hedy Bohm, “o importante é que o julgamento esteja acontecendo”. “Meu testemunho vai ser dar um pouco uma voz a meus pais e à minha família, que não estão aqui”, comentou.

Apesar de terem sido banidos do tribunal no primeiro dia do processo, os neonazistas estão sendo esperados também nos dias subsequentes. “Mas nós também vamos estar aqui”, promete Kuzbik. “Vamos estar aqui a cada dia do julgamento.”

Estão programadas 27 audiências em Lüneburg, sendo o veredicto previsto para o fim de julho.

“Contador de Auschwitz” pede perdão

Oskar Gröning, de 93 anos, se declarou cúmplice moral pela morte de milhares de judeus no campo de concentração durante a Segunda Guerra.

Engraçado que ele ainda continua vivo e ainda tem o cinismo de pedir perdão as pessoas que morreram poderia ter feito a mesma coisa que ele fez  com aqueles judeus,mais infelizmente as coisas não sai do nosso jeito,recomendo a leitura da próxima matéria.

A arte e os horrores de Auschwitz

Os artistas esquecidos

Enquanto a chamada “arte degenerada” dos artistas perseguidos pelo nazismo desperta atenção, quase ninguém conhece o trabalho dos artistas que estavam em campos de concentração. Pintores como Waldemar Nowakowski (foto) estão quase esquecidos. Por isso a importância do livro e da exposição “A morte não tem a última palavra”, a ser aberta no prédio do Bundestag em Berlim, a partir de 27 de janeiro.

 

Em Auschwitz, apelos para que o Holocausto não seja esquecido

Cerimônia pelos 70 anos da libertação do campo de concentração é marcada por pouca política e por pedidos dos sobreviventes, em sua maioria já octogenários, para que gerações seguintes não esqueçam os horrores da guerra.

Sobreviventes chegam para celebração dos 70 anos

Na localidade de Oswiecim, no sul da Polônia, cerca de 200 sobreviventes de Auschwitz e familiares reuniram-se com líderes mundiais e autoridades judaicas, na tarde desta terça-feira (27/01), para celebrar os 70 anos da libertação do campo de concentração pelas tropas soviéticas.

A cerimônia se realizou na grande tenda branca erguida sobre o edifício de tijolos na entrada de Auschwitz II-Birkenau, parte do complexo hoje transformado em museu. Em meio a campos cobertos de neve, os trilhos de trens – que traziam judeus, ciganos, homossexuais, oposicionistas políticos e outros condenados de todas as partes do continente – estavam iluminados em tons dourados.

À sombra da guerra na Ucrânia e do recrudescimento do antissemitismo na Europa, essa pode ter sido uma das últimas oportunidades ver reunido um número representativo de remanescentes do Holocausto: os mais jovens entre eles já são septuagenários. No 60º aniversário da libertação de Auschwitz, em 2005, compareceram 1.500 sobreviventes.

“Quantas eternidades se pode suportar?”

David Wisnia, ex-detento de Auschwitz de 88 anos, foi convidado para entoar uma prece memorial em hebraico. Quando criança, ele cantava no coro da Grande Sinagoga de Varsóvia, demolida pelos nazistas em 1943.

Steven Spielberg na cerimônia em Oświęcim

“É algo quase impossível de a mente humana compreender”, contou sobre o Holocausto, “Rogo a Deus que sejamos capazes de aprender algo com isso, enquanto seres humanos.”

Outro sobrevivente de origem polonesa, Roman Kent, apelou, entre lágrimas: “Não queremos que o nosso passado se torne o futuro de nossos filhos!”

No campo, narrou o nonagenário, as incessantes humilhações e atos de violência transformavam os minutos em dias, os dias em meses, os meses em eternidades: “E quantas eternidades um ser humano pode suportar em uma vida?”

Autodeterminação nacional, ontem e hoje

Participaram da homenagem dirigentes de Alemanha, França, República Tcheca, entre muitos outros. O presidente da Polônia, Bronislaw Komorowski, foi o único político a tomar a palavra.

Ele descreveu Auschwitz como o lugar onde a civilização humana foi destruída, onde os nazistas instalaram uma bárbara indústria da morte. Dessa memória cresce o dever de confrontar, hoje, todas as formas de violência e racismo, advertiu.

Patriotas russos protestam contra ministro polonês: “Schetyna, pergunte aos avós sobre os eventos de 1945”

Durante a Segunda Guerra Mundial, foram assassinadas no campo de extermínio Auschwitz II-Birkenau mais de 1,1 milhão de pessoas, a maioria judeus. Quase 40% dos prisioneiros registrados eram de nacionalidade polonesa.

Komorowski ressaltou o fato de terem sido soldados da União Soviética a libertar o campo de extermínio em 27 de janeiro de 1945, expressando sua gratidão e reconhecimento àqueles que tudo fizeram para salvar os últimos prisioneiros, quase mortos pela fome, doenças e maus tratos.

Porém, o chefe de Estado não se referiu exclusivamente ao passado: “Lembremos ao que leva a violação das leis internacionais sobre autodeterminação das nações.” Para os presentes, uma inconfundível alusão ao conflito em curso na vizinha Ucrânia, com a participação da potência regional Rússia.

Paralelamente, uma declaração do ministro polonês do Exterior, Grzegorz Schetyna, abalou as bases da história aceita, servindo para provocar muitos patriotas russos e acirrar o conflito em torno do conflito: segundo Schetyna, em vez do Exército Vermelho, teriam sido tropas ucranianas a libertar Auschwitz-Birkenau em 1945.

Combate intensificado à discriminação na Europa

Para o presidente francês, François Hollande, a ocasião foi especialmente significativa, menos de três semanas após os ataques de terroristas islâmicos que mataram 17 pessoas em Paris, entre os quais quatro frequentadores judeus de um mercado kosher.

Presidente François Hollande (centro-direita) e representantes judaicos no Memorial do Shoá em Paris

Antes, no Memorial do Shoá (Holocausto) em Paris, o chefe de Estado socialista se dirigiu à comunidade judaica do país, a maior da Europa, com 550 mil membros. “Vocês, franceses de fé judaica, o seu lugar é aqui, no nosso lar: a França é o seu país”, assegurou.

Segundo um estudo divulgado nesta terça-feira, os atos de violência antissemita na França aumentaram 130% em 2014, em relação ao ano anterior. Hollande anunciou para fevereiro a apresentação de um programa nacional de combate ao antissemitismo e ao racismo. Estão previstas tanto a manutenção de um nível elevado de segurança, quanto medidas severas contra a desinformação e a propaganda na internet.

Auschwitz na identidade alemã

A cerimônia no sul da Polônia contou com a presença de figuras como o cineasta americano Steven Spielberg (A lista de Schindler), com projeção internacional na preservação da história e da causa judaicas.

Ronald Lauder, presidente do World Jewish Congress, instou os políticos e homens de Estado presentes a combaterem com mais decisão a onda de discriminação e perseguição que volta a eclodir: “Setenta anos depois da libertação de Auschwitz, sopra uma nova tempestade de antissemitismo sobre a Europa.”

Horas antes, o presidente da Alemanha, Joachim Gauck afirmou que “não há identidade alemã sem Auschwitz”, durante uma sessão solene do Parlamento em Berlim, com a presença de diversos sobreviventes.

O político insistiu que os crimes do nazismo não sejam esquecidos: a lembrança do Holocausto faz parte da história nacional, e obriga todos os cidadãos a “protegerem e preservarem aquilo que é humano”.

Roman Kent, sobrevivente polonês, apela em nome do futuro

Putin, ausência marcante

Uma ausência que se fez notar em Oswiecim foi a do presidente russo, Vladimir Putin, cujo país foi representado por Serguei Ivanov, chefe de gabinete da presidência. O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, por sua vez, esteve presente.

Medidas controversas do Kremlin – como a anexação da península da Crimeia, em março último, e o apoio documentado aos separatistas pró-Moscou no leste e sudeste da Ucrânia, com pessoal e munição – têm contribuído para que o estado das relações Rússia-Ocidente seja o pior desde o fim da Guerra Fria. A Polônia conta entre os críticos mais ferrenhos da política russa para a Ucrânia.

Em resposta à indignação de certas personalidades russas, por Putin não ter sido convidado, o Memorial de Auschwitz-Birkenau, organizador do evento, argumentou que não houve solicitações específicas aos chefes de Estado ou de governo, estando livre para comparecer quem quisesse.

Fontes internas indicam, contudo, que o governo polonês realmente preferiu não encorajar a participação do chefe do Kremlin na cerimônia, por estar consciente das consequências políticas de sua presença.

“Seria difícil imaginar como se receberia o presidente da Rússia nesta situação”, admitiu o ministro da Justiça da Polônia, Cezary Grabarcyk, à rádio polonesa ZET. Apesar de dados confirmados por entidades como a Otan e das sanções internacionais em vigor, Putin segue negando qualquer interferência na crise ucraniana.