Guardião da mata há 30 anos resgata sementes nativas

Há 30 anos, José Cícero da Silva, hoje com 50, se dedica a resgatar sementes nativas da Mata Atlântica na comunidade de São Manuel, Tamandaré, no litoral sul de Pernambuco.

Criado na mata desde os 12 anos, ele via o padrasto trabalhando como machadeiro e foi aprendendo o ofício. Hoje, José Cícero – ou Saberé, como é conhecido – é mateiro, responsável por coletar sementes que serão germinadas no viveiro do Polo Automotivo Jeep, em Goiana (PE).

O ofício começa às 4h da manhã, antes do sol nascer. As sementes colhidas por ele garantem que a biodiversidade da região seja preservada.

Quando o programa da Jeep teve início, em 2014, cerca de 174 espécies de plantas foram catalogadas. Hoje, com a ajuda de mateiros como Saberé, esse número já subiu para 295. Dentre estas, 27 espécies eram de plantas em extinção, que estão sendo recuperadas graças ao viveiro.

Após a coleta, as sementes são tratadas e, então germinadas no viveiro, que espera atingir a marca de 208 mil mudas plantadas até 2024, resultando em 304 hectares de área verde. O programa visa resgatar o bioma da Mata Atlântica, um dos mais ameaçados do país.

Fotos: reprodução/fonte:via

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A árvore que é literalmente dona de si e a importância de sua condição jurídica surreal

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Na cidade de Athens, na Georgia (EUA), uma árvore é completamente dona de si – e ela provavelmente tem mais posses do que você.

A história dela começa por volta de 1800, quando William H. Jackson decidiu honrar a árvore que foi testemunha de muitas de suas aventuras de infância.

Dessa forma, ele colocou uma placa próximo à planta, onde pode ser lido: “Em consideração ao grande amor que carrego por esta árvore e pelo grande desejo que tenho por sua proteção, por todos os tempos, transmito a ela toda a possessão de si mesma e de toda a terra a oito pés da árvore por todos os lados”.

Embora a escritura das terras não tenha sido encontrada, a população da cidade reconheceu como legítimos os direitos do carvalho-branco sobre si e sobre a terra em que está plantado.

Porém, o destino tinha outros planos para ele… A árvore adoeceu e foi derrubada durante uma tempestade em 1942, mas sua história não terminou: alguém plantou uma das bolotas do carvalho e uma nova planta cresceu a partir daí.

Chamado desde então de “O filho da árvore que é dona de si”, o novo carvalho herdou também o patrimônio da família – os oito pés (cerca de 2,4 m) ao seu redor em todas as direções e, mais importante, o reconhecimento de ser seu único dono. Como legalmente ainda não é possível que uma árvore tenha propriedades em seu nome, a cidade e seus habitantes são os verdadeiros responsáveis em dar continuidade a este legado.

Fotos: Domínio Público/fonte:via

A árvore mais larga do mundo mais parece uma floresta inteira

/fonte:via

Quem se depara com a Grande Baniana pode achar que está diante de uma floresta, mas trata-se de somente uma árvore.

Localizada no Jardim Botânico de Acharya Jagadish Chandra Bose, em Haora, na Índia, a árvore se espalha por mais de 14 mil metros quadrados. Segundo o Oddity Central, o espaço ocupado por ela é maior do que uma construção média do Wal-Mart.

Acredita-se que a Grande Baniana tenha pelo menos 250 anos. As primeiras referências que se tem sobre a árvore datam do século 19 e foram encontradas em um diário de viagens.

E por que ela se parece tanto com uma floresta? Não é apenas por seu tamanho, mas também pelas enormes raízes que se levantam do chão como se fossem troncos de outras árvores.

São as próprias raízes que sustentam a planta, que teve seu caule removido após ser infectado por um fungo em 1925. Essa não foi a única intempérie à qual a árvore sobreviveu: ela também já aguentou dois ciclones ocorridos em 1864 e 1867. Mesmo assim, sua resistência não foi abalada e ela continua crescendo – mais de 2 acres foram ocupados pela Grande Baniana nos últimos 30 anos.

Treze pessoas são responsáveis pelos cuidados com a árvore, considerada a mais larga do mundo. Os curiosos podem visitá-la durante um passeio pelo Jardim Botânico, que fica a uma curta distância do centro da cidade de Kolkata, na Índia.

Nós já estamos pesquisando as passagens, e vocês?

Créditos das fotos sob as imagens/fonte:via

Homem planta uma árvore por dia por 40 anos em ilha remota, e agora ela é irreconhecível

No nordeste da Índia fica a maior ilha fluvial do mundo, Majuli. Ela está em risco de desaparecer completamente, mas seu estado poderia ser ainda pior não fosse a comovente e corajosa história de Jadav Payeng, um ativista ambiental local.

Majuli

Nos últimos 70 anos, as terras de Majuli encolheram por mais da metade. Os cientistas advertem que ela pode submergir totalmente nos próximos 20 anos.

A ilha está sob constante ameaça devido à extensa erosão do solo em suas margens. A razão para tal erosão é provavelmente a construção de grandes aterros nas cidades costeiras ao rio Brahmaputra.

O rio inunda na temporada de monções. Os aterros protegem as cidades indianas em seu curso, mas acabam redirecionando a fúria devastadora do Brahmaputra para a ilhota.

Desde 1991, mais de 35 aldeias já foram destruídas. Enquanto as autoridades governamentais ainda estão tentando descobrir como salvar Majuli, Payeng já vem fazendo sua parte há 39 anos.

Um pequeno homem capaz de uma grande mudança

Em 1979, Payeng, então com 16 anos, encontrou um grande número de cobras mortas devido ao calor excessivo depois que as inundações as levaram para um banco de areia sem árvores.

Desde então, o indiano fez de sua missão de vida salvar Majuli da erosão através da plantação de árvores. Trabalhando incansavelmente todos os dias, ele já plantou 550 hectares de floresta, um território maior do que o Central Park em Nova York (que tem 340 hectares).

Essa floresta é agora o lar de tigres-de-bengala e rinocerontes-indianos, e até recebe a visita de um rebanho de mais de cem elefantes regularmente.

Para saber mais sobre a fantástica luta de Payeng, você pode assistir ao documentário curta-metragem abaixo, “Forest Man of India” (em tradução livre, “Homem da Floresta da Índia”), em inglês: 

Com 12 anos, ele já tinha plantado 1 milhão de árvores. E sua meta agora é plantar mais 1 trilhão

Se alguém pode falar sobre a força da juventude fazendo do mundo um lugar melhor – e mais verde -, esse alguém é o alemão Felix Finkbeiner. Desde os 9 anos que Felix faz parte de um verdadeiro exército de “embaixadores do clima” que plantam árvores e militam pela salvação do planeta e contra as mudanças climáticas provocadas pela ação humana. Quando ainda era uma criança ele ajudou a fundar a Plant For The Planet, um movimento global jovem que recruta garotos e garotas pelo mundo para plantar e conscientizar – mas agora, dentro da ONU, ele quer muito mais.

O movimento possui cerca de 100 mil jovens entre 9 e 12 anos, e somente Felix plantou cerca de 1 milhão de árvores até completar 12 anos. Hoje, com 20, ele comanda o que era chamado de Billion Tree Program, um programa da ONU que originalmente visava plantar um bilhão de árvores e que, pelas mãos do jovem alemão, se transformou numa campanha por um trilhão de árvores plantadas nos próximos 30 anos – o programa passou a se chamar Trillion Trees.

Para se ter uma ideia da dimensão dos planos de Felix, hoje no mundo existem estimadas 3 trilhões de árvores vivas. Em um cálculo médio, para alcançar sua meta será preciso plantar o equivalente a 150 árvores por pessoa no planeta.

Felix, ainda criança, à época em que fundou sua organização

“Pare de falar e comece a plantar” é o seu mote, lembrando que há muito o que pode ser feito para melhorar a situação na Terra, mas que todos podem pessoalmente ajudar.

Seu programa conta com a parceria de organizações como World Wildlife Fund e a Wildlife Conservation Society para conseguir alcançar suas ambiciosas metas. Felix é a prova viva que não há idade para se salvar o planeta – basta, ao invés de falar, começar a plantar.

© fotos: reprodução/fonte:via

Esta árvore mágica produz 40 tipos diferentes de frutas

San Van Aken é um artista estadunidense que cria obras de arte vivas. Ele cresceu em uma cidade pequena no estado da Pensilvânia, e estudou artes no ensino superior. Anos depois, porém, sua infância na fazenda passou a fazer parte importante de seu trabalho artístico. Aken conta que seu trabalho “sempre foi inspirado pela natureza e pela nossa relação com a natureza”.

Ele ficou famoso em 2008 por criar a exposição “Eden”, com plantas malucas formadas por vários enxertos de diversas espécies. Mais tarde, ele criou a Árvore das 40 Frutas, que é tão incrível quanto seu nome sugere.

O artista já criou 16 dessas árvores que envolvem 40 enxertos, e as espalhou por museus, centros comunitários e as vendeu para colecionadores particulares nos EUA todo, em estados como Massachusetts, New York, New Jersey, Arkansas e Califórnia.

Usando uma técnica que ele chama de “escultura através do enxerto”, Aken cria árvores que contêm galhos de pessegueiros, cerejeiras, ameixeiras, nectarinas e amêndoas. Algumas dessas plantas vêm de árvores raríssimas de mais de 150 anos de um antigo pomar.

Aken conta que em 2008 ficou sabendo sobre um pomar no estado de Nova York que seria fechado por falta de investimentos. Este único pomar tinha um grande número de espécies raras, antigas e nativas da região, espécies que hoje praticamente não existem mais por causa da pressão da agricultura comercial. Algumas das árvores que seriam perdidas tinham entre 150 e 200 anos.

Para preservar essas valiosas árvores, Aken comprou o pomar e passou a estudar quando cada planta dava frutos. Depois de fazer uma linha do tempo, ele escolheu plantas que produziriam frutos em épocas diferentes e começou a planejar sua árvore mágica.

Para isso, ele escolheu uma árvore forte para ser o porta-enxerto, a base para as outras plantas. Depois de uma espera de dois anos para a base crescer, ele começou a adicionar lentamente enxertos das novas plantas. Essa árvore maluca passou o inverno inteiro se recuperando e na primavera teve a ponta dos enxertos podadas para incentivar a planta a crescer mais rápido.

Depois de cerca de cinco anos e vários enxertos, a Árvore dos 40 Frutos estava completa.

Durante a maior parte do tempo ela parece uma árvore comum, mas na primavera cada galho dá flores de uma cor diferente. Há flores brancas, roxas e de diferentes tons de rosa.

O artista conta que as pessoas que compraram uma dessas árvores estão muito felizes com o resultado. “Elas me contam que ela dá a variedade perfeita de frutos. Então ao invés de ter uma variedade que produz mais do que você sabe que pode comer, ela dá uma quantidade boa de cada uma das 40 variedades. Já que essas frutas ficam maduras em épocas diferentes, entre julho e outubro, você não fica inundado por frutas”.

A árvore é sem dúvidas muito eficiente e bonita, e o melhor de tudo é que preserva um pouco das espécies que estão praticamente extintas dos Estados Unidos.

fonte:via[Science Alert, Epicurious]

Cerejeira feita com 800 mil peças de Lego entra para o Guinness

Toda criança sabe que é possível construir “qualquer coisa” com Lego, não é mesmo?

Os japoneses levaram essa ideia ao extremo e decidiram construir uma enorme cerejeira com 800 mil peças do brinquedo. A criação fez parte das comemorações do primeiro ano do parque Legoland Japan, celebrado em março deste ano, em Nagoya.

Com cerca de 3 toneladas, 4,4 metros de altura, 5,4 metros de comprimento e 4,9 metros de largura, a escultura entrou para o Guinness como “a maior cerejeira de Lego” do mundo – como se alguém tivesse se dado ao trabalho de construir outra.

O projeto foi desenhado originalmente na República Tcheca e transportado para o Japão, onde sua montagem foi concluída. Ao todo, foram mais de seis mil horas de trabalho para que a escultura (que inclui até mesmo lanternas feitas de Lego) ficasse pronta.

Um vídeo divulgado pela Guinness World Records mostra detalhes da montagem da incrível estrutura. Dá o play!

Agora ninguém mais poderá reclamar que a época das cerejeiras é curta demais – afinal, ao menos uma delas estará florida o ano inteiro esperando pelos turistas. 

Fotos: Divulgação/fonte:via