Com maior ciclovia suspensa do mundo, China se abre para desenvolvimento sustentável

Por muito tempo, a China colocou o crescimento econômico à frente do meio ambiente. Com isso, o país asiático se transformou em um dos grandes responsáveis pelo aumento nos índices de poluição no planeta.

Mas, a partir de 2014 tudo mudou e desde então, a China corre atrás do prejuízo e tenta se equilibrar em uma filosofia que contempla o desenvolvimento sustentável. “Vamos declarar guerra à poluição, assim como declaramos guerra à pobreza”, declarou o primeiro-ministro Li Keqiang.

Em fevereiro, a cidade de Xiamen inaugurou a primeira ciclovia elevada da China. Com oito quilômetros de extensão, a construção se tornou a maior ciclovia elevada do mundo.

O processo foi impulsionado pelo governo municipal de Xiamen, que pretende oferecer aos cidadãos opções saudáveis de deslocamento, que contribuem para a diminuição dos congestionamentos e a melhoria do ar.

Abraçando conceitos que estimulam a integração entre bicicletas e transporte público, a ciclovia apresenta 13 conexões ao longo do trajeto. Com isso, os moradores de Xiamen podem desembarcar em três centros financeiros e cinco bairros residenciais.

Importante ressaltar que 11 destes centros de intermodalidade estão no trajeto dos ônibus BRT. As outras duas se encontram com o metrô. Espera-se que 3,5 milhões de pessoas utilizem a ciclovia entre às 6h30 e 22h30.

O projeto foi desenvolvido pelo escritório dinamarquês Dissing + Weitling, responsável também pela passarela Bicycle Snake, inaugurada em 2014, em Copenhague. A ideia, segundo os designers, é propor “uma visão que inspira as pessoas a priorizarem as alternativas sustentáveis, como a bicicleta, em vez do automóvel.”

Fotos: Reprodução/fonte:via

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Este homem quer transformar um navio de cruzeiro em lar para sem-teto

Apenas no Brasil, 33 milhões de pessoas não têm onde morar. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) revela que entre 2016 e 2017, subiu em 1,4% o número de invasões no país.

Nos Estados Unidos e Europa o cenário não é diferente e acaba se agravando pela postura anti-imigratória de governantes como Donald Trump, que insistem na aplicação de medidas discriminatórias para evitar o desembarque de famílias em situação de vulnerabilidade social.

No caminho contrário, Kenneth Capron está determinado em pensar métodos eficazes para auxiliar a vida dos sem-teto. Durante fala no conselho da cidade de Portland, nos Estados Unidos, o rapaz revelou a existência de um projeto que pretende transformar em lar um navio de cruzeiro abandonado.

“Estamos de olho nas pessoas sem-teto, com baixo poder aquisitivo e imigrantes que precisam de uma casa. Eles necessitam de oportunidades de emprego e treinamento. Por isso, pretendemos oferecer tudo isso dentro do navio”, ressaltou.

Assim que conseguiu permissão de representantes da prefeitura do município, Capron viabilizou a injeção de 250 mil dólares feita pela Fundação Robert Wood para estimular os estudos que transformarão o navio em casa.

Por hora, o navio de cruzeiro não é visto como uma solução definitiva, entretanto seu valor se dá pelo fato de poder proporcionar abrigo para os que precisam com urgência. Portland registra um déficit habitacional de 1 mil unidades e o navio pode oferecer pelo menos 800 apartamentos e serviços de apoio social.

“Não sei se esta é a ideia mais louca ou mais brilhante que já ouvi. Porém, o que mais me atrai é o aspecto criativo para conseguir uma saída para este problema crônico”.

Foto: Reprodução/fonte:via

Inovações e tragédias constituem a história desta casa erguida sobre uma cascata

Para algumas pessoas, não basta apenas ter uma vista para uma cascata, é preciso viver sobre ela.

Foi essa a ousada ideia que levou o arquiteto americano Frank Lloyd Wright a erguer uma residência que foi responsável por alçar sua carreira.

A construção da Fallingwater começou nos anos 30, quando o arquiteto passava a ser visto como antiquado diante de seus contemporâneos – entre os quais, destacam-se Bauhaus, Le Corbusier e Mies van der Rohe.

Na mesma época, o empresário Edgar J. Kaufmann solicitou a Wright uma casa com vista para a cascata Bear Run, nos Esrados Unidos. O arquiteto, no entanto, foi taxativo e insistiu que a casa deveria ser feita sobre a cascata e não de frente para ela.

Assim surgia a casa mais incrustada na natureza que alguém poderia imaginar. Parte da rocha sobre a qual a residência se eleva ocupa a sala de estar. Após o término do projeto, em 1938, foi destaque na revista Time, que a considerou a mais bela obra do arquiteto.

Infelizmente, nem tudo é perfeito na história do imóvel…

Liliane Kaufmann, esposa de Edgar, se suicidou na Casa da Cascata em 1952. O marido faleceu apenas três anos depois, deixando o imóvel ao filho do casal, Edgar Jr., aprendiz de Wright nos anos 30.

Hoje, a Fallingwater não serve mais como residência, mas como um centro de visitantes, com café e uma loja de souvenirs, abertos ao público desde em 1981. As estradas para o espaço custam US$ 10 e é possível realizar visitas guidas no local, que podem ser reservadas a partir de US$ 12.

Fotos: Domínio Público/fonte:via

Usando tutoriais do Youtube, casal construiu uma casa de dois andares sem experiência prévia

Foram três anos, do primeiro tijolo até os últimos retoques no acabamento, mas o casal Evandro Balmant e Ane Caroline Balmant conseguiram construir, a partir de consultas a tutoriais no YouTube, a própria casa, gastando 50% menos do que seria necessário contratando pessoas para fazer o serviço.

Os dois vivem em Almirante Tamandaré, na região metropolitana de Curitiba (PR), e estão morando na casa recém-construída, um sobrado de 200 metros quadrados – e ainda é preciso finalizar o andar superior.

Evandro, que é analista de sistemas, contou também com o auxílio de uma tia, técnica em edificações, e uma prima, arquiteta, para tirar o projeto do papel. O motivo da empreitada foi o orçamento curto que o casal possuía para comprar ou construir a própria casa.

Foram muitas manhãs antes do expediente e finais de semana que o casal dedicou a bater massa, empilhar tijolos e tudo mais que fosse necessário. Eles estão morando na casa há um ano e meio e, conforme o dinheiro possibilita, vão terminando de fazer o andar superior, onde ficará a suíte do casal.

O projeto custou, até agora, 150 mil reais, metade do que eles haviam orçado com arquitetos e construtoras. O pai de Evandro e um pedreiro também deram uma forcinha para que alguns detalhes pontuais não fossem prejudicados pela empreitada individual do analista de TI.

Créditos das fotos: Denis Ferreira Netto/Tribuna do Paraná

Com informações da Tribuna do Paraná /fonte:via

MacRebur: empresa que constrói estradas com plástico retirado dos oceanos

Você provavelmente nunca refletiu sobre o assunto, mas o asfalto e o plástico são feitos do mesmo material.

Sim, o petróleo é a base de ambos. Portanto, não seria genial se usássemos todo o plástico que está poluindo nossas cidades e oceanos para criar estradas ao invés de extrair mais petróleo com essa finalidade?

A boa notícia é que já tem gente fazendo isso!

A empresa MacRebur, criada pelos britânicos Toby, Nick e Gordon, está usando resíduos plásticos para criar um novo tipo de asfalto.

O material ganhou os nomes de MR6, MR8 e MR10 e os compostos devem ser misturados à planta junto com o betume. Após 18 meses de testes, a tecnologia está pronta para ser utilizada e garante estradas 60% mais resistentes do que aquelas feitas com asfalto convencional.

Um outro benefício também deve incentivar o uso desta matéria-prima: o preço. Afinal, lixo é um material que temos em abundância pelo mundo (infelizmente) e, com isso, acaba sendo bastante econômico utilizá-lo em iniciativas como essa. Cada tonelada de asfalto utiliza de três a dez quilos de resíduos plásticos.

O vídeo abaixo, em inglês, fala sobre o surgimento da ideia:

https://player.vimeo.com/video/214836976

MacRebur website from Clay10 Creative on Vimeo./fonte:via

Bulgária cria biblioteca ‘portátil’, aberta e de madeira para ser instalada na rua

As pessoas estão cada vez menos lendo livros, seja pela altíssima oferta de informações que a internet  oferece, falta de tempo ou até mesmo, de incentivo. A questão ainda é mais evidente quando eles são impressos, já que muita gente hoje em dia prefere ler em tablets ou smartphones, mas se depender da cidade de Varna – na Bulgária, a realidade não precisa ser exatamente esta.

Uma equipe de arquitetos e designers desenvolveu uma biblioteca de rua simplesmente incrível, com um design moderno e prático, facilitando o acesso para os leitores, que podem até se sentar e, de vez em quando, assistir a um show, já que o local também possui um pequeno palco para apresentações de artistas de rua.

O formato é vazado e semicircular, feito para entrar a quantidade perfeita de luz, proporcionando um ambiente agradável e convidativo à leitura. A estrutura é portátil e tem capacidade para até 1500 exemplares, que serão muito bem aproveitados pela sortuda população da cidade.

Apelidada de ‘Rapana’, a equipe chegou a testar mais de 20 variações antes de decidir por este modelo, que se assemelha a um caracol marinho, já que a cidade está próxima ao mar e é conhecida por ser a capital marítima da Bulgária.

Quem não gostaria de ter a sua disposição uma biblioteca dessa?

Fotos: Rapana Library  /fonte via

É do Brasil: Escola na Amazônia disputa prêmio internacional de arquitetura

Um dos mais prestigiados prêmios de arquitetura do mundo, o Riba International Prize anunciou seus quatro finalistas para sua edição de 2018 – e entre eles está um prédio brasileiro. Mas não é qualquer prédio esperto em um centro urbano: trata-se de uma incrível escola na Amazônia, feita quase toda em madeira, no coração da floresta.

A escola atende à população local, e foi feita quase que inteiramente com madeira local reaproveitada, integrando o edifício ao cenário natural, promovendo a sustentabilidade econômica e ambiental. Dormitórios, salas, varandas e espaços comuns foram projetados tendo os próprios alunos como colaboradores, a fim de inclui-los como parte da escola desde o projeto original.

A escola da Fazenda Canuanã já existe há 44 anos, na Zona Rural de Formoso do Araguaia, a 320 km de Palmas, no Tocantis, mas o novo prédio transformou o local em um alojamento conhecido como Moradias Infantis.

No início do ano o prédio, projetado pelo arquiteto Marcelo Rosenbaum junto do escritório Aleph Zero Arquitetura, recebeu o prêmio de Melhor Edifício de Arquitetura Educacional do Mundo da Building of The Year Foto, e agora concorre a mais um prêmio. Seja qual for o resultado, para além da estonteante beleza e da preocupação com a região, oferecer um prédio funcional e de qualidade para que crianças possam estudar e até mesmo viver é a maior das conquistas. O resultado será anunciado ainda esse ano.

© fotos: reprodução /fonte via