Família inspiradora constrói casa biossustentável com as próprias mãos em apenas 3 meses

No Mato Grosso, uma família inteira vem ressignificando a questão de moradia sustentável através de princípios da permacultura e, construiu sua casa com as próprias mãos. A casa inteira foi feita usando materiais recicláveis e possui um sistema conhecido como círculo de bananeira, do qual a água é reutilizada em pias e chuveiros e, ainda por cima, beneficia a plantação de bananas.

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A casa, localizada em Cáceres, a 220 km de Cuiabá, possui dois quartos, sala, banheiro, cozinha e sala de jantar. O aprendizado da permacultura, que não está limitada apenas ao design sustentável, mas sobretudo, à engenharia ecológica, começou há 10 anos, quando a família conheceu um grupo de argentinos e franceses. Desde então, se apaixonaram por este modelo ecológico e já construíram algumas casas através dele.

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A primeira de todas, a Casa de Cupim, uma referência a um cupinzeiro que existia no local, hoje serve como local de separação do material industrial, que é incinerado. Os materiais orgânicos são todos devidamente separados e enviados para ser feita uma compostagem.

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As vantagens deste tipo de construção são inúmeras. Além do custo baixíssimo, já que praticamente todos os materiais são recicláveis, ela ajuda a construir um mundo melhor, com princípios ecológicos que deixarão um legado importantíssimo na sociedade, beneficia a agricultura local, une a comunidade e, abraça a educação e a economia circular. Todos os ensinamentos que vêm sendo adquiridos há uma década são passados para a comunidade local, através de cursos e palestras.

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Fotos: Luana Santana / Centro América FM/fonte:via

Moradores de vilarejo afastado constroem estrada entre falésia com as próprias mãos

Quem vive em grandes centros urbanos nem imagina que ainda existem pessoas que são obrigadas a atravessar 8 vilarejos ou, se aventurar no meio de um penhasco para chegar na cidade mais próxima. Era essa a realidade dos moradores de Shenlongwan, uma vila isolada na província de Shanxi – norte da China. Insatisfeitos com a dificuldade de chegar à civilização, eles decidiram construir uma estrada com as próprias mãos, em 1985.

Com 1526 metros de comprimento, ela é uma verdadeira maravilha da engenharia, construída de maneira rudimentar, porém milagrosa. A estrada, que passa entre as falésias, levou 15 anos para ficar pronta, após muito esforço da comunidade, que não contou com a ajuda do governo. Agora, no entanto, ela vem atraindo milhares de turistas para a região.

Desde a inauguração, em 2000, a região tornou-se um um importante polo de turismo da província. Somente no ano passado, mais de 300 mil turistas sedentos por passar pela estrada mágica, viajaram para Shenlongwan, que há poucos anos era apenas uma vila remota e sem recursos do norte da China. Hoje, a vila saiu da pobreza graças à estrada, que já injetou mais de U$ 7 milhões na economia do local.

Fotos: News.cn /fonte:via

Com maior ciclovia suspensa do mundo, China se abre para desenvolvimento sustentável

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Por muito tempo, a China colocou o crescimento econômico à frente do meio ambiente. Com isso, o país asiático se transformou em um dos grandes responsáveis pelo aumento nos índices de poluição no planeta.

Mas, a partir de 2014 tudo mudou e desde então, a China corre atrás do prejuízo e tenta se equilibrar em uma filosofia que contempla o desenvolvimento sustentável. “Vamos declarar guerra à poluição, assim como declaramos guerra à pobreza”, declarou o primeiro-ministro Li Keqiang.

Em fevereiro, a cidade de Xiamen inaugurou a primeira ciclovia elevada da China. Com oito quilômetros de extensão, a construção se tornou a maior ciclovia elevada do mundo.

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O processo foi impulsionado pelo governo municipal de Xiamen, que pretende oferecer aos cidadãos opções saudáveis de deslocamento, que contribuem para a diminuição dos congestionamentos e a melhoria do ar.

Abraçando conceitos que estimulam a integração entre bicicletas e transporte público, a ciclovia apresenta 13 conexões ao longo do trajeto. Com isso, os moradores de Xiamen podem desembarcar em três centros financeiros e cinco bairros residenciais.

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Importante ressaltar que 11 destes centros de intermodalidade estão no trajeto dos ônibus BRT. As outras duas se encontram com o metrô. Espera-se que 3,5 milhões de pessoas utilizem a ciclovia entre às 6h30 e 22h30.

O projeto foi desenvolvido pelo escritório dinamarquês Dissing + Weitling, responsável também pela passarela Bicycle Snake, inaugurada em 2014, em Copenhague. A ideia, segundo os designers, é propor “uma visão que inspira as pessoas a priorizarem as alternativas sustentáveis, como a bicicleta, em vez do automóvel.”

Fotos: Reprodução/fonte:via

Este homem quer transformar um navio de cruzeiro em lar para sem-teto

Apenas no Brasil, 33 milhões de pessoas não têm onde morar. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) revela que entre 2016 e 2017, subiu em 1,4% o número de invasões no país.

Nos Estados Unidos e Europa o cenário não é diferente e acaba se agravando pela postura anti-imigratória de governantes como Donald Trump, que insistem na aplicação de medidas discriminatórias para evitar o desembarque de famílias em situação de vulnerabilidade social.

No caminho contrário, Kenneth Capron está determinado em pensar métodos eficazes para auxiliar a vida dos sem-teto. Durante fala no conselho da cidade de Portland, nos Estados Unidos, o rapaz revelou a existência de um projeto que pretende transformar em lar um navio de cruzeiro abandonado.

“Estamos de olho nas pessoas sem-teto, com baixo poder aquisitivo e imigrantes que precisam de uma casa. Eles necessitam de oportunidades de emprego e treinamento. Por isso, pretendemos oferecer tudo isso dentro do navio”, ressaltou.

Assim que conseguiu permissão de representantes da prefeitura do município, Capron viabilizou a injeção de 250 mil dólares feita pela Fundação Robert Wood para estimular os estudos que transformarão o navio em casa.

Por hora, o navio de cruzeiro não é visto como uma solução definitiva, entretanto seu valor se dá pelo fato de poder proporcionar abrigo para os que precisam com urgência. Portland registra um déficit habitacional de 1 mil unidades e o navio pode oferecer pelo menos 800 apartamentos e serviços de apoio social.

“Não sei se esta é a ideia mais louca ou mais brilhante que já ouvi. Porém, o que mais me atrai é o aspecto criativo para conseguir uma saída para este problema crônico”.

Foto: Reprodução/fonte:via

Inovações e tragédias constituem a história desta casa erguida sobre uma cascata

Para algumas pessoas, não basta apenas ter uma vista para uma cascata, é preciso viver sobre ela.

Foi essa a ousada ideia que levou o arquiteto americano Frank Lloyd Wright a erguer uma residência que foi responsável por alçar sua carreira.

A construção da Fallingwater começou nos anos 30, quando o arquiteto passava a ser visto como antiquado diante de seus contemporâneos – entre os quais, destacam-se Bauhaus, Le Corbusier e Mies van der Rohe.

Na mesma época, o empresário Edgar J. Kaufmann solicitou a Wright uma casa com vista para a cascata Bear Run, nos Esrados Unidos. O arquiteto, no entanto, foi taxativo e insistiu que a casa deveria ser feita sobre a cascata e não de frente para ela.

Assim surgia a casa mais incrustada na natureza que alguém poderia imaginar. Parte da rocha sobre a qual a residência se eleva ocupa a sala de estar. Após o término do projeto, em 1938, foi destaque na revista Time, que a considerou a mais bela obra do arquiteto.

Infelizmente, nem tudo é perfeito na história do imóvel…

Liliane Kaufmann, esposa de Edgar, se suicidou na Casa da Cascata em 1952. O marido faleceu apenas três anos depois, deixando o imóvel ao filho do casal, Edgar Jr., aprendiz de Wright nos anos 30.

Hoje, a Fallingwater não serve mais como residência, mas como um centro de visitantes, com café e uma loja de souvenirs, abertos ao público desde em 1981. As estradas para o espaço custam US$ 10 e é possível realizar visitas guidas no local, que podem ser reservadas a partir de US$ 12.

Fotos: Domínio Público/fonte:via

Usando tutoriais do Youtube, casal construiu uma casa de dois andares sem experiência prévia

Foram três anos, do primeiro tijolo até os últimos retoques no acabamento, mas o casal Evandro Balmant e Ane Caroline Balmant conseguiram construir, a partir de consultas a tutoriais no YouTube, a própria casa, gastando 50% menos do que seria necessário contratando pessoas para fazer o serviço.

Os dois vivem em Almirante Tamandaré, na região metropolitana de Curitiba (PR), e estão morando na casa recém-construída, um sobrado de 200 metros quadrados – e ainda é preciso finalizar o andar superior.

Evandro, que é analista de sistemas, contou também com o auxílio de uma tia, técnica em edificações, e uma prima, arquiteta, para tirar o projeto do papel. O motivo da empreitada foi o orçamento curto que o casal possuía para comprar ou construir a própria casa.

Foram muitas manhãs antes do expediente e finais de semana que o casal dedicou a bater massa, empilhar tijolos e tudo mais que fosse necessário. Eles estão morando na casa há um ano e meio e, conforme o dinheiro possibilita, vão terminando de fazer o andar superior, onde ficará a suíte do casal.

O projeto custou, até agora, 150 mil reais, metade do que eles haviam orçado com arquitetos e construtoras. O pai de Evandro e um pedreiro também deram uma forcinha para que alguns detalhes pontuais não fossem prejudicados pela empreitada individual do analista de TI.

Créditos das fotos: Denis Ferreira Netto/Tribuna do Paraná

Com informações da Tribuna do Paraná /fonte:via

MacRebur: empresa que constrói estradas com plástico retirado dos oceanos

Você provavelmente nunca refletiu sobre o assunto, mas o asfalto e o plástico são feitos do mesmo material.

Sim, o petróleo é a base de ambos. Portanto, não seria genial se usássemos todo o plástico que está poluindo nossas cidades e oceanos para criar estradas ao invés de extrair mais petróleo com essa finalidade?

A boa notícia é que já tem gente fazendo isso!

A empresa MacRebur, criada pelos britânicos Toby, Nick e Gordon, está usando resíduos plásticos para criar um novo tipo de asfalto.

O material ganhou os nomes de MR6, MR8 e MR10 e os compostos devem ser misturados à planta junto com o betume. Após 18 meses de testes, a tecnologia está pronta para ser utilizada e garante estradas 60% mais resistentes do que aquelas feitas com asfalto convencional.

Um outro benefício também deve incentivar o uso desta matéria-prima: o preço. Afinal, lixo é um material que temos em abundância pelo mundo (infelizmente) e, com isso, acaba sendo bastante econômico utilizá-lo em iniciativas como essa. Cada tonelada de asfalto utiliza de três a dez quilos de resíduos plásticos.

O vídeo abaixo, em inglês, fala sobre o surgimento da ideia:

https://player.vimeo.com/video/214836976

MacRebur website from Clay10 Creative on Vimeo./fonte:via