Grupo de estudantes cria incríveis desenhos em lousas da escola – que os professores depois apagam

Um grupo de estudantes intitulado Illusdreamer, da escola Senegal High School, em Hong Kong, vem demonstrando um incrível talento para o desenho em giz. Usando as próprias lousas da escola como base, o grupo cria imensos e espetacularmente detalhados desenhos, quase sempre usando seus personagens favoritos de desenhos animados e quadrinhos.

É incrível acompanhar, na conta do grupo no Instagram, o processo de feitura e o resultado final dos desenhos sobre as lousas. Trata-se, porém, de uma arte temporária, que traz toda uma camada de sofrimento envolvido.

É impossível, afinal, não arregalar os olhos e sentir uma dor física diante da imagem dos professores tendo que apagar os desenhos para que as aulas possam começar.

 

© fotos: Instagram/Illusdreamer/fonte:[via]

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Mapa raro dá mais pistas de como funcionava a civilização asteca

Você conhece a história: em 1492, Cristóvão Colombro ‘descobriu’ a América, dando início ao processo de colonização europeia em nosso continente. A região do México era então dominada pelo Império Asteca, que, em 1521 se rendeu aos espanhóis.

Pouco se sabe sobre o início do processo de transição, quando ainda havia muitos nativos ocupando a região, mas já sob o poder do reino espanhol. Agora, um mapa datado de algum ano entre 1570 e 1595, que pode dar pistas sobre o assunto, foi disponibilizado na internet.

O arquivo passou a fazer parte do acervo da Biblioteca do Congresso dos EUA, e pode ser visto online aqui. Há menos de 100 documentos como esse, e poucos podem ser acessados pelo público dessa forma.

O mapa mostra como era a posse de terras e a genealogia de uma família que habitava a região central do México, cobrindo uma área que começa ao norte da Cidade do México e se estende por mais de 160 km, chegando até onde hoje fica Puebla.

A família é identificada como De Leon, tendo como origem um comandante chamado de Lorde-11 Quetzalecatzin, que governou a área até mais ou menos 1480. Ele é representado pela figura sentada num trono vestino roupa vermelha.

O mapa está escrito em náuatle, o idioma utilizado pelos astecas, e demonstra que a influência espanhola atuou para rebatizar os descendentes da família de Quetzalecatzin, justamente para De Leon. Alguns líderes indígenas foram rebatizados com nomes cristãos e ainda ganharam um título de nobreza: “don Alonso” e “don Matheo”, por exemplo.

O mapa deixa claro que as culturas asteca e hispânica estavam se mesclando, pois há símbolos para rios e estradas utilizados em outros materiais cartográficos dos indígenas, ao mesmo tempo em que se vê as localizações de igrejas e lugares batizados com nomes em espanhol.

Os desenhos no mapa são exemplo das técnicas artísticas dominadas pelos astecas, assim como suas cores: foram usados pigmentos e tinturas naturais, como Maya Azul, uma combinação de folhas da planta Índigo e argila, e Carmim, feita a partir de um inseto que vivia em cactos.

Para ver o mapa em detalhes, basta acessar sua página dentro do site da Biblioteca do Congresso dos EUA.

Com informações de John Hessler no blog da Biblioteca do Congresso dos EUA.

 

Fotos: Reprodução/Biblioteca do Congresso dos EUA/fonte:via

Este mochileiro já conheceu 125 países, com um detalhe: ele é cego e surdo

Viajar o mundo sozinho é uma empreitada para poucos, que, para além da questão financeira, exige disposição e um tanto de coragem para, em troca, poder desfrutar do banquete de sensações para os sentidos que o mundo nos oferece. Tendo já visitado 125 países, o inglês Tony Giles não deixa dúvidas que dispõe desses dois atributos, tanto disposição quanto coragem, de sobra – com um agravante nada discreto: ele é surdo e cego.


Tony em Marrakesh

Hoje com 39 anos, Tony perdeu a visão quando tinha 10 anos. Foi aprendendo a se comunicar com seu professor especial, na adolescência, que ele decidiu se tornar um viajante solitário. Conhecer todos os países do mundo era “o maior desafio que poderia haver para uma pessoa cega”, e foi por isso que ele aceitou a tarefa, que teve início em Nova Orleans, nos EUA, no ano 2000. Desde então, ele já esteve não só em todos os estados americanos, como em basicamente todos os cantos do mundo.

 
Em um santuário de elefantes no Sri Lanka


Sobre o Rio Nilo, no Egito

E, como toda boa aventura, mil reviravoltas, contratempos e até um grande amor atravessaram as viagens de Tony – que assistiu um golpe de estado em Mali, foi preso na fronteira da Etiópia, publicou dois livros e conheceu sua esposa Tatiana, grega e também cega, durante uma de suas viagens. Para visitar tantos países, ele já viajou por todo tipo de transporte – avião, trem, carro, ônibus, até um jumento no Senegal.


Tony em Madrid

Em Gana


Nas montanhas do Canadá

Agora Tony está em casa para as festas de fim de ano – e para planejar sua próxima viagem, depois de recentemente conhecer a Jordânia de camelo. Depois de 125 países visitados, sem enxergar nem ouvir, o mundo é ainda um lugar imenso para o viajante, que, movido por sua curiosidade e sentimentos, desconhece limites.


Com sua namorada em Budapeste


Em Belém

Com um músico de rua em Amsterdã

Saltando de Bungee jump na Inglaterra

 

© fotos: Tony Giles/SWNS/fonte:via

Múmia de 3.500 anos é encontrada em um túmulo esquecido no Egito

Um túmulo egípcio descoberto na década de 1990 foi finalmente cuidadosamente escavado, revelando uma múmia enterrada com vários tesouros cerca de 3.500 anos atrás.

Na verdade, os arqueólogos analisaram dois túmulos na necrópole de Dra’ Abu el-Naga’ em Luxor, perto do Vale dos Reis. Somente um continha uma múmia.As tumbas datam da décima quinta dinastia (1549-1292 aC) e provavelmente pertenciam a importantes funcionários dos governos da época.

Kampp 161 e 150

Descobertos e numerados pela egipotologista alemã Friederike Kampp-Seyfried na década de 1990, Kampp 161 e Kampp 150 nunca tinham sido abertos. Agora, uma expedição oficial do Ministério das Antiguidades decidiu escavar os túmulos.

As tumbas não estão longe de outro lugar de repouso descoberto na mesma necrópole – o túmulo de Userhat, um juiz que viveu 3.000 anos atrás.

Período

Os bens e decorações das tumbas oferecem pistas sobre quando os corpos foram enterrados.

Kampp 161, com base nas pinturas da parede, gravuras e inscrições encontradas no seu interior, remonta ao final do reinado dos faraós Amenófis II e seu filho Tutmés IV, por volta de 1400 aC.

 

A arte retrata a cena de um homem dedicando flores e oferendas para o falecido e sua esposa, bem como uma cena que representa quatro filas de convidados. Os arqueólogos também encontraram máscaras funerárias, pernas de cadeira e partes de caixões.

Em Kampp 150, uma múmia envolvida em linho foi encontrada, bem como bens preciosos. Esse túmulo foi datado em torno do reinado do faraó Tutmés I por conta de um desenho do rei feito no teto de uma das câmaras do túmulo. O reinado começou em torno de 1506 aC, tornando esta sepultura cerca de um século mais antiga que o Kampp 161.

Quem foi a múmia?

Existem algumas pistas sobre quem poderia ter sido a múmia enterrada dentro de Kampp 150. O nome “Djehuty Mes” foi encontrado gravado em uma das paredes na entrada do túmulo.

Mas os nomes de um escriba chamado Maati e sua esposa Mehi também foram encontrados em 50 cones funerários – objetos misteriosos presentes em muitas tumbas egípcias – em uma das câmaras.

Em uma seção separada do túmulo, os arqueólogos também descobriram o lugar de descanso de uma mulher chamada Isis Nefret, possivelmente a mãe do dono da tumba. Isis Nefret foi enterrada com uma série de “ushabti” (um tipo de estatueta funerária egípcia) que a retratam na forma de Osíris.

A sepultura principal incluía 100 cones funerários, uma série de máscaras funerárias de madeira, uma coleção de 450 estátuas, uma pequena caixa em forma de caixão que provavelmente continha uma ushabti e vasos de argila.

Com base no que sabemos até agora e nos bens encontrados, é provável que a múmia fosse um alto funcionário na corte do faraó no momento de sua morte.

fonte;via:[ScienceAlert, MentalFloss]

Fotógrafo retrata a cultura do surf e do skate em imagens poéticas

O fotógrafo e diretor de arte francês Sebastien Zanella acaba de publicar seu primeiro livro, Wave Melancolia, uma obra com temática completamente coerente com duas de suas grandes paixões: o surfe e o skate.

Originalmente do sul da França, ele reuniu no livro momentos de grande melancolia, um sentimento autêntico que ele descreve como “um estado de suspense a partir do qual observamos o mundo à distância”. Sua abordagem artística poética e narrativa deixa o espectador livre para classificar suas emoções.

Para fotografar as imagens do livro ele viajou por dois anos com a família por lugares como Indonésia, Havaí, Tahiti, Austrália, Estados Unidos, costa atlântica europeia, América Latina, Central, Marrocos e dezenas de outros países.

Veja algumas fotos:

 

Imagens: Reprodução/fonte:via

Conheça Kihnu, a vila na Estônia totalmente comandada por mulheres

A ilha de Kihnu, na Estônia, é praticamente um paisagem sem homens durante a maior parte do ano. Localizada a cerca de 11 quilômetros da costa do país, a área tem apenas 400 habitantes e é comandada pelas mulheres.

Enquanto a população masculina do vilarejo passa meses distante da cidade para pescar, a mulherada resolve todo o necessário. Elas trabalham no campo, governam a região e criam os filhos.

De acordo com o Oddity Central, a líder da comunidade é Mare Matas, também responsável pela presidência da Fundação Cultural Kihnu. Ao veículo, Mare contou que as mulheres do vilarejo ainda usam vestimentas tradicionais no dia a dia e cantam e dançam músicas que chegam a ter mais de dois mil anos.

Um dos traços culturais do pequeno povoado, o casamento em Kihnu foi reconhecido pela Unesco como Patrimônio Imaterial da Humanidade em 2013. Além disso, o Museu Kihnu foi renovado como uma forma de preservar a história local para as futuras gerações, que vêm abandonando a ilha por falta de oportunidades.

Embora os jovens estejam deixando a área, muitos turistas europeus se interessam por visitar a vila e conhecer de perto suas tradições. Para chegar até lá, é possível tomar um avião ou ferry saindo de Pärnu, no sudoeste da Estônia.

 

Créditos: Foto 1 via Olev Mihkelmaa; Fotos 2, 3, 5 via KalervoK; Foto 4 via Laima Gūtmane /fonte:via

Nigéria abaixo de zero: 1ª equipe olímpica de bobsled da África é formada por mulheres

Há algumas barreiras que parecem impossíveis de serem ultrapassadas – até que alguém o faz. Quem diria que a equipe feminina de bobsled (uma espécie de corrida de trenó hiperveloz, aquela do filme Jamaica Abaixo de Zero) da Nigéria poderia se classificar para a Olimpíada de Inverno?

Mas aconteceu – pela primeira vez não só do país, mas de todo o continente africano, incluindo equipes de ambos os sexos. As responsáveis pela façanha são Seun Adigun, Ngozi Onwumere e Akuoma Omeoga, todas profissionais do atletismo que vivem nos EUA e decidiram se dedicar a uma nova modalidade.

Elas começaram a praticar mesmo sem neve, e com um trenó de madeira feito à mão por Seun Adigun. Menos de dois anos depois, completaram a quinta corrida oficial, o que garante a vaga nos Jogos de PyeongChang, na Coreia do Sul.

A jornada só foi possível graças a uma campanha de arrecadação de fundos: foram doados 75 mil dólares, sendo 50 mil vindos de um único doador anônimo. Foi com esse dinheiro que a equipe conseguiu pagar equipamentos, viagens e treinamentos no gelo, além das inscrições em competições. Agora, o plano é usar parte do valor para bancar a viagem até a Coreia do Sul.

Fotos: Reprodução /fonte:via

Biblioteca é projetada com inspiração nos mares para representar oceano de conhecimento

Os moradores e visitantes da cidade chinesa de Tianjin já podem mergulhar em um oceano de conhecimento. A oportunidade é uma visita à Biblioteca de Tianjin Binhai, que faz parte do projeto de um centro cultural no distrito ao lado de outros quatro edifícios desenhados por renomados arquitetos internacionais.

A construção chama a atenção por sua inspiração nos mares, com ondas de livros que emergem do piso ao topo do edifício. No coração da biblioteca, um auditório em formato de um olho esférico serve como centro e parece guiar a maneira como as estantes são dispostas dentro do espaço. Além de abrigar 1,2 milhão de livros, as estantes também servem como cadeiras e degraus para acessar os cinco níveis da construção.

O projeto foi desenhado pelos arquitetos da MVRDV em parceria com o Instituto de Design e Planejamento Urbano de Tianjin. Graças à sua estrutura inovadora, as imagens da biblioteca se tornaram virais nas redes sociais chinesas, onde foram compartilhadas milhares de vezes.

Com 33.700 m², o centro cultural já se tornou uma das principais atrações da cidade desde sua abertura, em outubro deste ano. Apesar disso, a imponente construção foi erguida em apenas três anos, um tempo recorde para um projeto desta proporção. Mesmo com tanta rapidez, as imagens da biblioteca são inspiradoras e prometem levar você a um verdadeiro mergulho no conhecimento.

Com informações de Arch Daily e MVRDV

Todas as fotos © Ossip Van Duivenbode /fonte:via

Fotógrafo faz lindo registro de vendedores de flores em Calcutá

As flores são uma parte extremamente importante da cultura indiana e, obviamente, são usadas em tudo, desde rituais de templos até festivais e festas. O mercado de flores de Malik Ghat, em Calcutá, é o maior desse tipo na Índia. Localizado ao lado do rio Hooghly, o local atrai mais de 2 mil vendedores por dia, que atentam atrair compradores em meio a cenas frenéticas.

Quando o fotógrafo Ken Hermann esteve no país passou pelo mercado e ficou fascinado com o lugar, especialmente com os vendedores de flores que chamaram demais sua atenção. ‘Eu realmente gostei da maneira como eles carregavam as flores lá, às vezes parecia que eles estavam vestindo grandes vestidos de flores. Eu gostei de todos aqueles homens fortes e masculinos que manipulam as flores com tanto cuidado como se fossem – e realmente são – suas coisas mais preciosas’, contou ao Bored Panda.

Então ele pediu a vários destes vendedores para que posassem para suas lentes segurando suas flores e, sem querer, juntou um lindo material que explora o equilíbrio frágil entre as pessoas e seu meio ambiente.

A maioria das pessoas não se importou em tirar fotos, desde que não demorasse muito. Todos são muito ocupados vendendo suas flores e o foco é não perder negócio enquanto as fotos eram tiradas’, disse. ‘Embora alguns vendedores de flores sejam pobres, eles são muito orgulhosos do que fazem e gosto muito disso e espero que as pessoas consigam ver isso’.

Imagens: Ken Hermann /fonte:via

Conheça as ruínas que inspiraram Bram Stoker na criação de Drácula

Se hoje os vampiros são personagens corriqueiros no imaginário de terror de tal forma que livros, séries de TV e filmes de sucesso são constantemente criados e recriados ao redor de tal sombria figura, é possível creditar tal mitologia, entre muitos nomes, em especial ao escritor irlandês Bram Stoker. Em maio de 1897, Stoker lançou o livro que popularizaria o mito do vampiro, tornando-se sucesso imediato e praticamente um sinônimo do medo em forma de caninos proeminentes: o romance Drácula.

A inspiração para o personagem, como se sabe, veio do conde romeno Vlad Dracula, ou Vlad, o empalador, que reinou na região da Valáquia ao longo do século XV, e que era conhecido por sua crueldade inclemente com seus inimigos. Foi durante uma visita à assustadora Abadia de Whitby, no norte da Inglaterra, em 1890, que Bram Stoker tomou conhecimento da história de Vlad, pesquisou seus feitos na biblioteca local, e realizou as primeiras anotações do que se tornaria seu mais importante romance.

O próprio clima do local ajudou à imaginação de Stoker a criar um dos mais lendários e assustadores personagens de toda a literatura. A lenda sobre o fantasma de uma mulher que teria sido emparedada viva na Abadia – e que seria vista até hoje, pálida, vagando pelos escombros entre os morcegos que lá vivem – ilustra um pouco o clima em que Stoker encontrou a inspiração definitiva para sua obra-prima.

A abadia foi construída no século VII, e tornou-se um dos mais importantes e visitados pontos turísticos da Inglaterra. Foi entre esses escombros que Drácula nasceu.

© fotos: divulgação/fonte:via