15 op√ß√Ķes de passeios alternativos em SP para celebrar os 463 anos da cidade

ca√≥tica, a cinza (n√©, D√≥ria?), a linda, a metr√≥pole que √© igual cora√ß√£o de m√£e e sempre tem espa√ßo para mais um. No dia 25 de janeiro, que tal renovar suas esperan√ßas e seu olhar sob a capital paulista? Vamos te mostrar 10 op√ß√Ķes de passeios alternativos para fazer por estas bandas, que se transformam a cada mil√©simo de segundo.

1. Templo Quan-Inn do Brasil 

A 10km do aut√≥dromo de Interlagos est√° um templo budista que, embora exista h√° 30 anos, ainda pouco conhecido pelos paulistanos, que costumam lotar o templo Zu-Lai, especialmente no Ano Novo Chin√™s. Mantido apenas com doa√ß√Ķes, a constru√ß√£o tem tra√ßos asi√°ticos marcantes, cheia de ornamentos e cores em seus altares. S√£o tr√™s templos, que se dividem entre budista e tao√≠sta, que s√£o abertos para visitas apenas aos domingos. Pela falta de verba, foram suspensas as sess√Ķes gratuitas de acupuntura. Ainda assim, vale a visita. S√≥ lembre-se: √© um lugar sagrado, portanto, se aprecia o sil√™ncio e o respeito acima de tudo.

Endere√ßo: R. Rio S√£o Nicolau, 328-672 ‚Äď Graja√ļ

Templo Quan-Inn

Templo em SP

2. Casar√£o do Vinil

Se voc√™ mora em S√£o Paulo e ainda n√£o conhece a Mooca, meu‚Ķmude de cidade! A regi√£o que traduz muito do que o paulistano √© hoje resguarda consigo muitos lugares incr√≠veis, um deles √© o casar√£o que conta com um acervo gigantesco de LP‚Äôs, exigindo tempo para uma boa garimpada, al√©m de uma exposi√ß√£o de compactos, discos de 78 rota√ß√Ķes, livros e gibis que preservam hist√≥rias da m√ļsica.

Endere√ßo: Rua dos Trilhos, 1212 ‚Äď Mooca

Casarao do Vinil

3. Aldeias indígenas

Quando eu digo que S√£o Paulo √© um mundo, acredite, √© porque tem de tudo mesmo! N√£o que isso seja absurdo, mas √© um tanto surpreendente de se imaginar aldeias por aqui. No extremo sul da cidade est√£o duas √°reas de prote√ß√£o ambiental, em plena Mata Atl√Ęntica: a Capivari-Monos e a Boror√©-Col√īnia, de onde brotam as nascentes das represas a Billings e Guarapiranga. Ali est√£o os √≠ndios guaranis que mostram seu artesanato, cultura e, por meio de agendamento, a comida t√≠pica. A √°rea preservada conta ainda com cachoeiras, mananciais, animais selvagens e uma cratera de 35 milh√Ķes de anos feita por um meteorito.

Endereço: Região de Parelheiros

Aldeias Indigenas em SP

Foto: Divulgação/São Paulo Turismo/Felipe Spina

4. Espaço Cultural Seu Gumercindo

Uma simp√°tica casinha amarela promove a arte nas suas mais variadas formas. Designado como espa√ßo cultural livre e de viv√™ncia, colaborativo, atelier e galeria de arte, re√ļne muitos graffitis, seja nos muros ou em telas. A Vila Mariana, ali√°s, merece mais a aten√ß√£o do paulistano, t√£o focado na irm√£, Madalena. Fica a dica!

Endere√ßo: Rua Santa Cruz, 1876 ‚Äď Vila Mariana

Seu Gumercindo

5. Vila Itororó

Pr√≥ximo a Av. 23 de Maio, a Vila ‚ÄúSurreal‚ÄĚ, como √© conhecida, foi reaberta ao p√ļblico durante seu per√≠odo de obras, que dar√£o como fruto um novo centro cultural. A vila foi constru√≠da entre 1922 e 1929, havendo 37 edifica√ß√Ķes e um palacete. H√° muitas rel√≠quias arquitet√īnicas restantes para se ver e se encantar, em visitas pelo canteiro, acompanhadas por arquitetos. Acompanhe a agenda pelo Facebook.

Endere√ßo: entrada pela Rua Pedroso, 238 ‚Äď Bela Vista

Itororo-SP

6. A Balsa

No centro da cidade est√° um espa√ßo mega charmoso e que, vez ou outra, abre para festinhas descoladas e outros eventos. Em pleno Vale do Anhangaba√ļ, costuma abrigar boa m√ļsica, gente bonita e um clima agrad√°vel de onde se h√° vista para os arredores no terra√ßo. Fique de olho na agenda pelo Facebook.

Endere√ßo: Rua Cap. Salom√£o, 26 ‚Äď Centro

balsa

7. Central Caos

O que era um famigerado bar e loja de antiguidades na Rua Augusta acabou migrando para o bairro Santa Cecília em 2016. O novo empreendimento dos sócios Tibira Martins e Kadu Paz, abriga uma loja, um ateliê e um bar, com programação que inclui shows, feiras esporádicas, workshops. O acervo do agora inclui móveis, carros antigos, lambretas e afins.

Endere√ßo: Rua General J√ļlio Marcondes Salgado, 321 ‚Äď Santa Cec√≠lia

Central Caos

8. Pedra Grande ‚Äď Parque da Cantareira

O sil√™ncio em S√£o Paulo parece assim, um sonho de t√£o raro. Para fugir das buzinas n√£o √© preciso sair da cidade. A apenas 10 km da Pra√ßa da S√©, na zona norte da cidade, fica o n√ļcleo Pedra Grande do Parque da Cantareira. Neste pedacinho de mata atl√Ęntica no meio da metr√≥pole, a dica √© conhecer o mirante da Pedra Grande, da onde se tem uma vista panor√Ęmica da capital paulista. Funciona aos s√°bados, domingos e feriados, das 8h √†s 17h.

Endere√ßo: R. do Horto, 1799 ‚Äď Parque da Cantareira

Pedra Grande

9. Parque Cidade de Toronto

Criado em 1987 pelas prefeituras da cidade de São Paulo e de Toronto, no Canadá, o parque tem um pé no país norte americano. Ocupando 109 m², tem bicicletário, aparelhos de ginástica, pista de cooper, playground canadense, quadras, brejos e um lago.

Endere√ßo: Avenida Cardeal Motta, 84 ‚Äď Pirituba

Cidade de Toronto

10. Museu da L√Ęmpada

Aberto para visitas agendadas, o Museu da L√Ęmpada fica no bairro Jabaquara e parar entrar √© necess√°rio 1kg de alimento n√£o perec√≠vel. O acervo conta com exposi√ß√Ķes permanentes dos inventores da l√Ęmpada, al√©m de contar com uma r√©plica do laborat√≥rio de Thomas Edison e suas inven√ß√Ķes. Al√©m disso, tamb√©m tem uma sala dedicada √† hist√≥ria do Fogo ao LED, com diversos objetos de ilumina√ß√£o e outra que fala sobre sustentabilidade.

Endere√ßo: Avenida Jo√£o Pedro Cardoso, 574 ‚Äď Jabaquara

museu-da-lampada-novidades

11. Casa  Mestre Ananias

A cultura afro-brasileira pulsa no bairro do Bixiga atrav√©s da preserva√ß√£o do legado de Mestre Ananias. No espa√ßo de viv√™ncia e capoeira tradicional (Capoeira Angola) fundado por ele, o do samba de roda atrai os olhares de moradores e curiosos. Al√©m disso, funciona como p√≥lo educacional de manuten√ß√£o e difus√£o dessas tradi√ß√Ķes baianas desenvolvidas na cidade de S√£o Paulo, obras do patrim√īnio cultural imaterial nacional e da humanidade.

Endere√ßo: Rua Conselheiro Ramalho, 939 ‚Äď Bela Vista

Casa Mestre Ananias

12. Edifício Matarazzo

Figurinha conhecida e muito emblem√°tica para os paulistanos, o Edif√≠cio Matarazzo √© a sede da Prefeitura e agora abre para visita√ß√£o gratuita. Mediante agendamento pr√©vio, o p√ļblico pode conhecer as instala√ß√Ķes do pr√©dio de 1930, com a vantagem de chegar at√© o jardim suspenso, onde vivem ‚Äď pasmem ‚Äď mais de 400 esp√©cies vegetais e algumas carpas num pequeno lago.

Endere√ßo: Alameda Casa Branca, 35 ‚Äď Cerqueira C√©sar

Edificio Matarazzo

Foto: José Cordeiro/ SPTuris

13. Al Janiah

Em novo endere√ßo, o espa√ßo cultural e pol√≠tico √°rabe tem uma programa√ß√£o animada de m√ļsica e gastronomia, onde se prova sabores diferentes como o shawarma (semelhante a um kebab) e o churrasco √°rabe. A casa tamb√©m √© sede de eventos de outras na√ß√Ķes como o Congo, promovendo festas e bandas de origem congolesa.

Endere√ßo: Rui Barbosa, 269 ‚Äď Bixiga

al janiah

14. Centro Cultural Correios 

Com entrada gratuita, o imponente pr√©dio hist√≥rico na regi√£o central tem 15 mil m¬≤ e ainda assim parece t√≠mido, mantendo-se como um ‚Äúlugar secreto‚ÄĚ na capital. A constru√ß√£o de 1919 ganhou um centro cultural em 2013, que promove atividades culturais nos campos das artes visuais, humanidades e m√ļsica. Os visitantes podem entrar de ter√ßa a domingo, das 11h √†s 17h.

Endere√ßo: Avenida S√£o Jo√£o, s/n¬ļ ‚Äď Vale do Anhangaba√ļ

Centro Cultural Correios

15. Casa de Portugal ‚Äď facebook

Sabia que o bairro mais oriental de S√£o Paulo tem uma ‚Äúintrusa‚ÄĚ lusitana? A Casa de Portugal foi fundada em 1935 como Institui√ß√£o Associativa e Cultural da Comunidade Luso-Brasileira. A ONG sedia apresenta√ß√Ķes musicais e eventos fechados, al√©m de contar com uma biblioteca de 12.900 volumes portugueses e exposi√ß√Ķes espor√°dicas, ambos abertos ao p√ļblico em geral.

Endere√ßo: Av. Liberdade, 602 ‚Äď Liberdade

Casa de Portugal em SP

*Por vir: anota a√≠ na agenda que dia 28 de janeiro tem espa√ßo cultural novo na cidade! √Č a ¬†Galeria Barro Bronx, ateli√™ art√≠stico e museu a c√©u aberto na Cidade Tiradentes.

Barro Bronx

Todas as fotos: reprodução

Artista que criou ic√īnico p√īster de esperan√ßa por Obama lan√ßa novas imagens: protestando contra Trump

Nenhum texto alternativo automático disponível.

H√° oito anos, o artista Shepard Fairey criou uma ic√īnica imagem do ent√£o novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. O p√īster em azul e vermelho junto √† palavra Hope (‚Äėesperan√ßa‚Äô, em ingl√™s) acabou se tornando o s√≠mbolo do governo do democrata, primeiro afro-americano a assumir o cargo.

Agora, com a mudan√ßa da lideran√ßa na presid√™ncia dos Estados Unidos, o artista criou novas imagens. No entanto, ao inv√©s de homenagear Donald Trump como fez com Obama, Fairey criou cartazes que mostram mulheres de diferentes etnicidades. Uma mo√ßa latina aparece junto √† frase, ‚ÄúLutamos pela dignidade‚Äú, a mu√ßulmana acompanha a frase ‚ÄúO povo √© maior que o medo‚ÄĚ e a negra: ‚ÄúProtegemos uns aos outros‚ÄĚ.

As cria√ß√Ķes de Fairey fazem parte do movimento ‚ÄúWe the People‚ÄĚ (N√≥s, o povo‚ÄĚ), iniciativa da ONG Amplifier Foundation e devem ser utilizadas em manifesta√ß√Ķes contra ‚Äú√≥dio, medo e racismo‚ÄĚ.

Os cartazes representam as minorias existentes nos EUA que devem protestar contra a posse do republicano que acontece nesta sexta-feira (20). No sábado (21), dia seguinte à posse, está prevista a Marcha das Mulheres que vem sendo organizada desde a eleição de Trump e acontecerá em Washington e em várias outras cidades americanas.

As imagens de Fairey e dos artistas Ernesto Yerena e Jessica Sabogal estão disponíveis para download gratuito no site da ONG.

WeHope2

“Nós os invisíveis“

01

‚ÄúN√≥s as pessoas / Nos protegemos‚ÄĚ

02

‚ÄúN√≥s as pessoas / Somos melhores do que o medo‚ÄĚ

03

‚ÄúN√≥s as pessoas / Defendemos a Dignidade‚ÄĚ

WeHope1

‚ÄúN√≥s os resilientes / J√° passamos por isso‚ÄĚ

Todas as fotos © Shepard Fairey

FOTOGRAFIAS DOS QUADROS DE Pablo Picasso

picassoccbb2

picassoccbb6

picassoccbb5

picassoccbb4

picassoccbb3

picassoccbb

picasso-parisi

Todas as fotos: Reprodução

Atriz fecha sess√£o pra fam√≠lias de baixa renda assistirem filme sobre negras que revolucionaram a NASA

A imagem pode conter: 6 pessoas

O filme ‚ÄúEstrelas Al√©m do Tempo‚ÄĚ conta a hist√≥ria de tr√™s mulheres negras que foram o verdadeiro c√©rebro tr√°s de um dos maiores feitos dos EUA: o lan√ßamento do astronauta John Glenn (que faleceu em 8 de dez de 2016) em √≥rbita ao redor da Terra e seu retorno em seguran√ßa em 1962. Foram elas: a matem√°tica Katherine Johnson vivida por Taraji P. Henson e as amigas, a engenheira Mary Jackson, interpretada por Janelle Monae, e a matem√°tica Dorothy Vaughan, que tem Octavia Spencer no papel.

Acontecia o auge da Guerra Fria protagonizada por Estados Unidos e União Soviética e também a corrida espacial, disputa entre os dois países pela supremacia na exploração e tecnologia espacial. Naquela época, negros e mulheres eram tratados como funcionários de segunda classe na agência espacial americana e o trio de cientistas enfrentou e superou preconceitos de gênero e raça.

giphy

Consciente sobre a import√Ęncia da representatividade e de seu papel social, no √ļltimo final de semana a atriz Octavia Spencer fechou uma sess√£o inteira do filme especialmente para fam√≠lias de baixa renda.

Em seu Instagram ela escreveu:

‚ÄúSe voc√™ conhece uma fam√≠lia que gostaria de assistir nosso filme, mas n√£o pode pagar, os traga‚ÄĚ, escreveu. ‚ÄúMinha m√£e n√£o poderia pagar pra levar meus irm√£os e eu, ent√£o estou homenageando a ela e a todas as m√£es solteiras neste #mlkweekend. Minha m√£e nos ensinou a ver as pessoas como pessoas. Todas elas como pessoas. Nos ensinou a entender nosso lugar no mundo. E nosso lugar no mundo √©: se voc√™ quer ser um l√≠der, seja! Voc√™ pode!‚ÄĚ, concluiu.

hiddenfigures4

A hashtag #mlkweekend é referente ao Martin Luther King Weekend, feriado em homenagem ao líder do movimento dos direitos civis dos negros nos EUA.

O filme √© uma adapta√ß√£o do livro Hidden Figures: The Story of the African-American Women Who Helped Win The Space Race e tem data marcada de estreia no Brasil em 2 de fevereiro. Nos Estados Unidos, onde entrou em cartaz em 25 de dezembro, o longa est√° liderando as bilheterias e est√° muito bem cotado para receber indica√ß√Ķes para o Oscar de Melhor Filme e Melhor Atriz Coadjuvante (Octavia Spencer).

Assista ao trailer do filme:

01

02

03

Todas as fotos: Divulgação

Atriz usa comida que sobrou da festa do Oscar para alimentar 800 pessoas

Se tudo na premia√ß√£o do Oscar busca o luxo, o card√°pio da festa n√£o poderia ficar atr√°s: de tacos de inhame a costelas, passando por funis de parmes√£o, salm√£o defumado e Goug√©re apimentados com trufas. O que n√£o combina com a eleg√Ęncia proposta pelo card√°pio e pela festa √© o desperd√≠cio de comida, t√£o habitual nesse tipo de evento quanto na pr√≥pria cultura ocidental.

 Oscarfood5

Para resolver a quest√£o dos quilos de comidas costumeiramente desperdi√ßadas em grandes festas, h√° seis anos que algumas institui√ß√Ķes de caridade, como a Chefs to End Hunger (Chefs para acabar com a fome) e Copia, trabalham junto √† academia para transformar a abund√Ęncia, os excessos e a extravag√Ęncia da luxuosa comemora√ß√£o do Oscar em uma a√ß√£o social.

694999267AP00007_89th_Annua

Assim, toda a comida que seria jogada fora é distribuída por diversos abrigos da região de Los Angeles.

Oscarfood1

Esse ano a ação foi capitaneada pela atriz e ativista Freida Pinto. Em um post no Instagram, a atriz confirmou que ao menos 800 pessoas puderam se alimentar com os excessos de comida produzidos para o Oscar.

Oscarfood7

Oscarfood6

Em um pa√≠s com milh√Ķes de pessoas passando fome ‚Äď e diante de um cen√°rio mundial de desperd√≠cio e mis√©ria -, os EUA desperdi√ßam anualmente 40% da comida produzida no pa√≠s. Assim, o luxo exacerbado nas festas pode ser de gosto duvidoso, mas evitar o desperd√≠cio de comida, isso sim √© bom gosto ‚Äď e sem d√ļvida merece uma estatueta.

Oscarfood4

Oscarfood2

fotos © divulgação

Viagem ao passado: essa s√©rie de fotos mostra como era a China nos anos 80

A imagem pode conter: c√©u, √īnibus e atividades ao ar livre

O fot√≥grafo Alex Ng viajou pela China nos anos 80¬†com a c√Ęmera empunhada nas m√£os, registrando todas as belezas dessa cultura e costumes que pouco dominava. Os slides permaneceram em caixas at√© o come√ßo da d√©cada passada, quando foram digitalizados e o inspiraram a fazer uma exposi√ß√£o sobre seu trabalho da juventude.

CHina 10

CHina 9

China 8

China 7

China 6

China 5

China 4

China 3

China 2

China 1

D√° uma olhada nas fotos, publicadas no site Bored Panda:

Todas as fotos © Alex Ng

Pimentinha brasileira mostra poder de eliminar bact√©rias resistentes a antibi√≥ticos

 

 

Segundo um novo estudo da Universidade Emory, nos EUA, os frutinhos da aroeira-vermelha, tamb√©m chamada de aroeira-pimenteira, cont√™m um extrato com o poder de neutralizar bact√©rias resistentes a antibi√≥ticos.A planta nativa brasileira √© usada por curandeiros tradicionais da Amaz√īnia h√° centenas de anos para tratar infec√ß√Ķes da pele e dos tecidos moles.

‚ÄúN√≥s separamos os ingredientes qu√≠micos das bagas e sistematicamente os testamos contra bact√©rias causadoras de doen√ßas para descobrir o mecanismo medicinal desta planta‚ÄĚ, disse a pesquisadora Cassandra Quave ao portal Phys.org.

Como funciona

Os pesquisadores mostraram que uma composi√ß√£o refinada, rica em flavona, extra√≠da das bagas inibe a forma√ß√£o de les√Ķes cut√Ęneas em ratos infectados com Staphylococcus auereus resistente √† meticilina (MRSA).O composto n√£o mata as bact√©rias, mas reprime um gene que permite que as suas c√©lulas se comuniquem umas com as outras. Bloquear essa comunica√ß√£o impede que as c√©lulas realizem a√ß√Ķes coletivas.

‚ÄúIsso essencialmente desarma as bact√©rias MRSA, impedindo que excretem as toxinas que elas usam como armas para danificar tecidos‚ÄĚ, explica Quave. ‚ÄúO sistema imunol√≥gico normal, em seguida, tem uma melhor chance de se curar‚ÄĚ.

A descoberta pode ajudar a criar novas formas de tratar e prevenir infec√ß√Ķes resistentes a antibi√≥ticos, um problema crescente. De acordo com a Organiza√ß√£o das Na√ß√Ķes Unidas, as infec√ß√Ķes resistentes aos antibi√≥ticos s√£o uma ‚Äúamea√ßa fundamental‚ÄĚ para a sa√ļde e seguran√ßa global, e h√° estimativas de que causam pelo menos 700 mil mortes por ano em todo o mundo, com potencial para crescer para 10 milh√Ķes de mortes anualmente at√© 2050.

Próximos passos

Os pesquisadores também descobriram que o extrato não prejudica os tecidos e a pele dos ratos, nem as bactérias normais e saudáveis encontradas neles.

 

‚ÄúEm alguns casos, voc√™ precisa entrar pesadamente com antibi√≥ticos para tratar um paciente. Por√©m, h√° situa√ß√Ķes em que o uso de um m√©todo antivirulento pode ser igualmente eficaz enquanto tamb√©m ajuda a restaurar o equil√≠brio na sa√ļde de um paciente‚ÄĚ, argumenta Quave.

O fruto, que parece uma pimentinha, n√£o √© uma planta ex√≥tica e rara encontrada apenas em um canto remoto da vasta floresta. Embora seja original da Amaz√īnia, prospera em climas subtropicais e √© abundante em grande parte da Fl√≥rida e outros estados americanos, por exemplo.

O pr√≥ximo passo da pesquisa s√£o ensaios pr√©-cl√≠nicos para testar os benef√≠cios medicinais do extrato. ‚ÄúSe forem bem sucedidos, vamos fazer um pedido para prosseguir com ensaios cl√≠nicos‚ÄĚ, afirmou Quave.

Os dados do estudo foram publicados na revista Scientific Reports. [MedicalXpress]

Taj Mahal

O Taj Mahal¬† √© um mausol√©u situado em Agra, na √ćndia, sendo o mais conhecido dos monumentos do pa√≠s. Encontra-se classificado pela UNESCO como Patrim√īnio da Humanidade. Foi recentemente anunciado como uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo em uma celebra√ß√£o em Lisboa no dia 7 de Julho de 2007.

A obra foi feita entre 1632 e 1653 com a for√ßa de cerca de 20 mil homens, trazidos de v√°rias cidades do Oriente, para trabalhar no suntuoso monumento de m√°rmore branco que o imperador Shah Jahan mandou construir em mem√≥ria de sua esposa favorita, Aryumand Banu Begam, a quem chamava de Mumtaz Mahal (“A joia do pal√°cio”). Ela morreu ap√≥s dar √† luz o 14¬ļ filho, tendo o Taj Mahal sido constru√≠do sobre seu t√ļmulo, junto ao rio Yamuna.

https://i1.wp.com/viagensinspiradoras.com.br/wp-content/uploads/2014/07/An-eternal-love-story.jpg

Mumtaz Mahal and Shah Jahan

Assim, o Taj Mahal √© tamb√©m conhecido como a maior prova de amor do mundo, contendo inscri√ß√Ķes retiradas do Cor√£o. √Č incrustado com pedras semipreciosas, tais como o l√°pis-laz√ļli entre outras. A sua c√ļpula √© costurada com fios de ouro. O edif√≠cio √© flanqueado por duas mesquitas e cercado por quatro minaretes.

Sup√Ķe-se que o imperador pretendesse fazer uma r√©plica do Taj Mahal original na outra margem do rio, em m√°rmore preto, mas acabou morto antes do in√≠cio das obras por um de seus filhos.

Origem e inspiração

O imperador Shah Jahan foi um prolífero mecenas, com recursos praticamente ilimitados. Sob a sua tutela construíram-se os palácios e jardins de Shalimar em Lahore, também em honra da sua esposa.

https://i1.wp.com/image0-rubylane.s3.amazonaws.com/shops/707339/RL757.7L.jpg

Shah Jahan

Mumtaz Mahal deu ao seu esposo 14 filhos, mas faleceu no √ļltimo parto e o imperador, desolado, iniciou quase de seguida a constru√ß√£o do Taj como oferta p√≥stuma. Todos os pormenores do edif√≠cio mostram a sua natureza rom√Ęntica e o conjunto promove uma est√©tica espl√™ndida. Aproveitando uma visita realizada em 1663, o explorador franc√™s Fran√ßois Bernier realizou o seguinte retrato do Taj Mahal e dos motivos do imperador que levaram √† sua edifica√ß√£o:

Cquote1.svg […] Completarei esta carta com uma descri√ß√£o dos maravilhosos mausol√©us que outorgam total superioridade a Agra sobre Deli. Um destes foi erigido por Jehan-guyre em honra do seu pai Ekbar, e Shah Jahan construiu outro de extraordin√°ria e celebrada beleza, em mem√≥ria da sua esposa Tage Mehale, de quem de diz que o seu esposo estava t√£o apaixonado que lhe foi fiel toda a sua vida e, ap√≥s a sua morte, ficou t√£o afectado que n√£o tardou em segui-la para a morte.

Síntese histórica

A pouco tempo do t√©rmino da obra em 1657, Shah Jahan adoeceu gravemente e o seu filho Shah Shuja declarou-se imperador em Bengala, enquanto Murad, com o apoio do seu irm√£o Aurangzeb, fazia o mesmo em Gujarat. Quando Shah Jahan, ca√≠do doente no seu leito, se rendeu aos ataques dos seus filhos, Aurangzeb permitiu-lhe continuar a viver exilado no forte de Agra. A lenda conta que passou o resto dos seus dias observando pela janela o Taj Mahal e, depois da sua morte em 1666, Aurangzeb sepultou-o no mausol√©u lado a lado com a esposa, gerando a √ļnica ruptura da perfeita simetria do conjunto.

Ficheiro:Taj mahal agra india 1942 american soldiers.jpg

Soldados estado-unidenses em 1942, em frente do Taj Mahal, cuja c√ļpula se encontra coberta pelo gigantesco andaime que a protegeria de eventuais ataques das for√ßas a√©reas alem√£s e japonesas.

Em finais do s√©culo XIX v√°rios sectores do Taj Mahal estavam muito deteriorados por falta de manuten√ß√£o e durante a √©poca da rebeli√£o hindu, em 1857, foi arrestado por soldados brit√Ęnicos e oficiais do governo, que lhes arrancavam as pedras embutidas nas paredes e o l√°pis-laz√ļli dos seus muros. Em 1908 completou-se a restaura√ß√£o ordenada pelo vice-rei brit√Ęnico, Lord Curzon, que tamb√©m incluiu o grande candelabro da c√Ęmara interior segundo o modelo de um similar que se encontrava numa mesquita no Cairo. Curzon ordenou a remodela√ß√£o dos jardins ao estilo ingl√™s que ainda hoje se conservam.

Durante o s√©culo XX melhorou o cuidado com o monumento. Em 1942 o governo construiu um andaime gigantesco cobrindo a c√ļpula, prevendo um ataque a√©reo da Luftwaffe e, posteriormente, da for√ßa a√©rea japonesa. Esta protec√ß√£o voltou a erguer-se durante as guerras indo-paquistanesas, de 1965 a 1971. As amea√ßas mais recentes prov√™m da polui√ß√£o ambiental nas ribeiras do rio Yamuna e da chuva √°cida causada pela refinaria de Mathura. Ambos os problemas s√£o objecto de v√°rios recursos ante a Corte Suprema da Justi√ßa da √ćndia.

Em 1993, foi eleito como Patrim√≥nio Mundial da Humanidade pela UNESCO, e √© hoje um importante destino tur√≠stico. Recentemente, alguns sectores sunitas reclamaram para si a propriedade do edif√≠cio, baseando-se de que se trata do mausol√©u de uma mulher desposada por um membro deste culto isl√Ęmico. O governo indiano rejeitou a reclama√ß√£o considerando-a mal-fundamentada, j√° que o Taj Mahal √© propriedade de toda a na√ß√£o indiana.

Desenho

Elementos formais

 Os elementos formais e decorativos são empregues repetida e consistentemente por todo o complexo, unificando o vocabulário estético. As principais características do mausoléu refletem-se no resto da construção:
 
  1. Finial: remate ornamentado das c√ļpulas usado nos pagode asi√°ticos igualmente.
  2. Decora√ß√Ķes de l√≥tus: esquemas cujo motivo √© a flor de l√≥tus, esculpidos nas c√ļpulas.
  3. Amrud: C√ļpula em forma de cebola, t√≠pica na arquitectura isl√Ęmica e que, mais tarde, seria usada na R√ļssia.
  4. Tambor: base cil√≠ndrica da c√ļpula, que serve de apoio e transi√ß√£o formal sobre o resto do edif√≠cio.
  5. Guldasta: agulha decorativa fixa no rebordo das balaustradas.
  6. Chattri: galeria de colunas e c√ļpula, utilizado principalmente em monumentos de carisma comemorativo.
  7. Cenefas: painéis esculpidos sobre as arcadas.
  8. Caligrafia: escritura estilizada de versos do Cor√£o sobre as arcadas principais
  9. Arcadas ou portais: também denominados pishtaq (palavra persa para os portais).
  10. Dados: painéis decorativos sobrepostos às parede da fachada frontal do edifício. 

O Taj Mahal incorpora e amplia as tradi√ß√Ķes id√≠licas do Isl√£o, da P√©rsia, da √ćndia e da arquitectura mogol antiga.

O desenho geral do projecto inspirou-se numa s√©rie de edif√≠cios mog√≥is, entre os quais a tumba de Itmad-Ud-Daulah e a Jama Masjid, em Deli. Sob o mecenato de Shah Jahan, a arquitectura mogol alcan√ßou novos n√≠veis de refinamento. Antes do Taj Mahal era habitual edificar com pedra vermelha, mas o imperador promoveu o uso de m√°rmore branco com incrusta√ß√Ķes de pedras semipreciosas.

Os artesãos indianos, especialmente escultores e decoradores, percorriam os países asiáticos durante esta época e o seu trabalho era particularmente apreciado pelos construtores de mausoléus. A arquitectura palaciana mogol, aplicada noutros edifícios indianos (como o palácio Man Sing, em Galore), foi a grande fonte inspiradora dos chattris que se vêem no Taj Mahal.

Influências

O Taj Mahal incorpora e amplia as tradi√ß√Ķes id√≠licas do Isl√£o, da P√©rsia, da √ćndia e da arquitectura mogol antiga.O desenho geral do projecto inspirou-se numa s√©rie de edif√≠cios mog√≥is, entre os quais a tumba de Itmad-Ud-Daulah e a Jama Masjid, em Deli. Sob o mecenato de Shah Jahan, a arquitectura mogol alcan√ßou novos n√≠veis de refinamento. Antes do Taj Mahal era habitual edificar com pedra vermelha, mas o imperador promoveu o uso de m√°rmore branco com incrusta√ß√Ķes de pedras semipreciosas.

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/db/Tajplan.png

Os artesãos indianos, especialmente escultores e decoradores, percorriam os países asiáticos durante esta época e o seu trabalho era particularmente apreciado pelos construtores de mausoléus. A arquitectura palaciana mogol, aplicada noutros edifícios indianos (como o palácio Man Sing, em Galore), foi a grande fonte inspiradora dos chattris que se vêem no Taj Mahal.

Simetria

O conjunto do Taj Mahal, com a sua fachada principal perpendicular a uma ribeira do Yamuna, foi construído com os seguintes elementos arquitectónicos:

  1. Portal de acesso
  2. Tumbas secund√°rias
  3. P√°tios
  4. P√°tio (esplanada) de acesso principal
  5. Darwaza ou forte de acesso
  6. Jabaz
  7. Mesquita
  8. Mausoléu
  9. Minaretes

No centro, os amplos jardins divididos em quadrados, organizam-se mediante a cruz formada pelos canais. A superfície da água reflete os edifícios, produzindo um efeito adicional de simetria.

Os jardins

O complexo encontra-se rodeado de um grande chahar bagh que mede 320 x 300 metros e inclui canteiros de flores, caminhos elevados, avenidas de árvores, fontes, cursos de água, e pilares que reflectem a imagem dos edifícios na água.

Cada secção do jardim é dividida por caminhos em 16 canteiros de flores, com um tanque central de mármore a meio caminho entre a entrada e o mausoléu, que devolve a imagem reflectida do edifício.

O chahar bagh foi introduzido na √ćndia por Babur, o primeiro imperador mogol, segundo um desenho inspirado na tradi√ß√£o persa a fim de representar os jardins do para√≠so. Nos textos m√≠sticos do Isl√£o no per√≠odo mogol, o para√≠so √© descrito como um jardim ideal, pleno de abund√Ęncia. A √°gua tem um papel-chave nestas descri√ß√Ķes, j√° que se referem quatro rios que surgem de uma fonte central, constitu√≠da por montanhas, que dividem o √Čden em quatro partes segundo os pontos cardeais (norte, sul, leste e oeste).

https://i0.wp.com/www.360meridianos.com/wp-content/uploads/2012/06/Vista-do-Taj-Mahal-%C3%8Dndia.jpg

A maioria destes jardins mog√≥is s√£o de forma rectangular, com um pavilh√£o central. O Taj Mahal √© invulgar neste sentido, j√° que situa o edif√≠cio principal, o mausol√©u, num dos extremos. Mas a recente descoberta da exist√™ncia do “Mahtab bagh” (Jardim da Lua) na ribeira oposta do rio Yamuna permite uma interpreta√ß√£o distinta, incorporando o vale no desenho global de tal forma que se converta em um dos rios do para√≠so.

O tra√ßado dos jardins e as caracter√≠sticas arquitect√≥nicas principais, como as fontes, caminhos de m√°rmore e azulejo, e canteiros lineares do mesmo material ‚ÄĒ similares ao jardim de Shalimar ‚ÄĒ sugerem que podem ter sido desenhados pelo mesmo engenheiro, Ali Mardan.

https://i2.wp.com/a133.idata.over-blog.com/4/22/92/17/Guerlain/Taj-Mahal-2-1024x768.jpg

As descri√ß√Ķes mais antigas do jardim mencionam sua profunda vegeta√ß√£o, com abund√Ęncia de rosas, narcisos e √°rvores frut√≠feras. Com a declina√ß√£o do imp√©rio mogol tamb√©m decresceu o mantimento, e quando os brit√Ęnicos assumem o controle do Taj Mahal, introduzem modifica√ß√Ķes paisag√≠sticas para refletir melhor o estilo dos jardins de Londres.

No entanto, os visitantes poder√£o admirar-se ao ver os jardineiros cortar a relva com uma m√°quina puxada por bois.

Edifícios secundários

O complexo est√° limitado por tr√™s lados por um muro em pedra vermelha. Ap√≥s os muros, existem v√°rios mausol√©us secund√°rios, incluindo os das demais vi√ļvas de Shah Jahan e do servente favorito de Mumtaz. Estes edif√≠cios, constru√≠dos principalmente com pedra vermelha, s√£o t√≠picos dos edif√≠cios funer√°rios mog√≥is da √©poca.

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/f1/Chahar-Bagh-Taj-Mahal-net.jpg

Do lado interior os muros completam-se com uma colunata coroada por v√°rios arco, caracter√≠stica comum nos templos hindus, incorporada nas mesquitas mog√≥is. A dist√Ęncias fixas incluem-se os chattris e outras pequenas constru√ß√Ķes que podem ter sido utilizadas como miradouros, incluindo a que actualmente se chama ¬ęCasa da M√ļsica¬Ľ, utilizada como museu.

A entrada principal, a “darwaza”, √© um edif√≠cio monumental constru√≠do tamb√©m em pedra vermelha. O estilo recorda a arquitectura mogol e os primeiros imperadores. As suas arcadas repetem as formas do mausol√©u, e incorporam a mesma caligrafia decorativa. Se utilizam decora√ß√Ķes florais em baixo-relevo e incrusta√ß√Ķes. As paredes e os tectos abobadado apresentam elaborados desenhos geom√©tricos, similares aos que existem em outros edif√≠cios do complexo. Originalmente a entrada fechava-se com duas grandes portas de prata, que foram desmontadas e fundidas pelos jats em 1764.

https://i2.wp.com/c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Ge90798a6/9905086_K8kaZ.jpeg

No extremo do complexo erguem-se dois grandes edifícios laterais ao mausoléu, paralelos aos muros leste e oeste. Ambos são fiéis ao reflexo um do outro. O edifício ocidental é uma mesquita e o seu oposto é o,cujo sentido original era balancear a composição arquitectónica e crê-se que foi usado como hospedaria. As diferenças consistem em que o jawab não tem minarete e os seus pisos apresentam desenhos geométricos, enquanto os da mesquita estão decorados com um desenho em mármore negro que marca a posição das tapeçarias para a oração de 569 fiéis.

O projecto b√°sico da mesquita √© similar a outras constru√ß√Ķes mandadas edificar por Shah Jahan, especialmente o seu Jama Masjid, em Deli, que consiste numa grande sala rematada por tr√™s c√ļpulas. As mesquitas mog√≥is desta √©poca dividem o santu√°rio em tr√™s √°reas distintas: um sector principal com duas alas.

https://rodamundoblog.files.wordpress.com/2013/10/img_2256.jpg?w=444

O masjid, a mesquita

O mausoléu

O foco visual do Taj Mahal, ainda que n√£o se localize no centro do conjunto, √© o mausol√©u de m√°rmore branco. Como a maioria dos edif√≠cios funer√°rios mog√≥is, os elementos b√°sicos s√£o de origem persa. Um edif√≠cio sim√©trico com um iwan e coroado por uma grande c√ļpula.

A tumba descansa sobre um pedestal quadrado. O edif√≠cio consiste numa grande superf√≠cie dividida em m√ļltiplas salas, das quais a central alberga o cenot√°fio de Shah Jahan e Muntaz. Na realidade, as tumbas reais encontram-se num n√≠vel inferior.

A base √© essencialmente um cubo com v√©rtices cortados, de 55 metros de lado. Sobre cada lado, uma grande pishtaq ou arcada rodeia o iwan, com um n√≠vel superior similar de balc√Ķes. Estes arco principais elevam-se at√© ao tecto da base, gerando uma fachada integrada.

A cada lado da arcada principal, há arcadas menores em cima e em baixo. Este motivo repete-se nas esquinas. O projecto é completamente uniforme e consistente nos quatro lados da base. Em cada esquina do pedestal base, um minarete complementa o conjunto.

A c√ļpula de m√°rmore branco sobre o mausol√©u √© visivelmente o mais espectacular elemento do conjunto. A sua altura √© quase igual √† da base, em torno de 35 metros, dimens√£o que se acentua por estar apoiada num tambor circular de sete metros de altura.

https://faculty.nipissingu.ca/muhlberger/HISTDEM/Front%20of%20TM.jpg

A c√ļpula tem uma forma de cebola. Os √°rabes chamam a esta tipologia da c√ļpula amrud, ou seja, com forma de ma√ß√£. O ter√ßo superior da c√ļpula est√° decorado com um anel de flores de l√≥tus em relevo, e no remate uma agulha ou finial dourada combina tradi√ß√Ķes isl√Ęmicas e hindus. Esta agulha termina numa lua crescente, motivo t√≠pico isl√Ęmico, com os seus extremos apontando para o c√©u. Pela sua coloca√ß√£o sobre a agulha, o topo desta e os extremos da lua combinados formam uma figura semelhante a um tridente, exacerbo do s√≠mbolo tradicional hindu para a divindade de Shiva. O corpo final cont√©m, ali√°s, uma s√©rie de formas bolbosas.

Ficheiro:TajAndMinaret.jpg

A figura central mostra um forte parecido com o kalash ou kumbh, o barco sagrado da tradi√ß√£o hindu. A forma da c√ļpula enfatiza-se tamb√©m pelos quatro chattris em cada esquina. As c√ļpulas destes replicam a forma da central. As suas bases decoradas com colunas abrem atrav√©s do tecto do mausol√©u um espa√ßo para a entrada de luz natural no interior do espa√ßo fechado. Os chattris tamb√©m est√£o rematados por finiais.

Nas parede laterais, as estilizadas espirais decoradas em relevo ajudam a aumentar a sensação de altura do edifício, e repetem-se os motivos de lótus ao longo desta e das restantes, assim como em todos os chattris.

https://temporarilylostdotcom.files.wordpress.com/2013/02/taj-mahal-58-sitting-in-archway.jpg?w=444

Em cada esquina do pedestal eleva-se um minarete: quatro grandes torres de mais de 40 m de altura que novamente mostram a atrac√ß√£o do Taj pelo desenho sim√©trico e repetitivo, criando em parte v√°rios padr√Ķes. As torres est√£o desenhadas como minaretes funcionais, elemento tradicional das mesquitas onde o almuadem chama os fi√©is isl√Ęmicos √† ora√ß√£o. Cada minarete est√° dividido em tr√™s partes iguais por dois balc√Ķes que o rodeiam com an√©is. No topo da torre, um terra√ßo coberto por um chattri repete o desenho do mausol√©u.

Estes chattris t√™m todos os mesmos detalhes de acabamento: o desenho de flor de l√≥tus e o finial dourado sobre a c√ļpula. Cada minarete foi constru√≠do levemente inclinado para fora do conjunto. Desta maneira, em caso de queda, algo n√£o t√£o improv√°vel nesse tempo para constru√ß√Ķes de semelhante altura, o material iria cair longe do templo.

Decoração

Exterior

Praticamente toda a superf√≠cie do complexo foi ornamentada e encontra-se entre as mais belas decora√ß√Ķes exteriores mog√≥is de qualquer √©poca. Tamb√©m neste aspecto, os motivos repetem-se em todos os edif√≠cios e elementos. Da propor√ß√£o ao tamanho da superf√≠cie a decorar, a decora√ß√£o exterior vislumbra-se mais ou menos refinada e detalhada. Os elementos decorativos pertencem basicamente a tr√™s categorias, recordando que a religi√£o isl√Ęmica pro√≠be a representa√ß√£o da figura humana:

https://i2.wp.com/travel.bf-1.com/wp-content/uploads/2010/01/600px-Taj_Mahal_finial-1.jpg

  • Caligrafia
  • Elementos geom√©tricos abstractos
  • Motivos vegetais

Estas decora√ß√Ķes efectuaram-se com tr√™s t√©cnicas diferentes:

  • Pintura ou estuque aplicado sobre as paredes
  • Incrusta√ß√£o de pedras
  • Esculturas

Caligrafia

As passagens do Corão são utilizadas em todo o complexo como elementos decorativos. Os textos criados pelo calígrafo persa da corte mogol Amanat Khan são tão detalhados e fantasiosos, que se tornam quase ilegíveis. A assinatura do calígrafo surge em vários painéis.

https://vivimetaliun.files.wordpress.com/2017/02/ea5c2-img_6933.jpg?w=444

A letras estão incrustadas com quartzo opaco sobre os painéis de mármore branco. Alguns dos trabalhos são extremamente detalhados e delicados, especialmente os que se encontram no mármore dos cenotáfios da tumba. Os painéis superiores estão escritos com caligrafia proporcionada para compensar a distorção visual ao observá-los desde baixo.

Estudos recentes sugerem que foi também Amanat Khan quem seleccionou as passagens do Corão. Os textos referem em geral temas de justiças, de inferno para os incrédulos e de promessa de paraíso para os fiéis. Entre as principais passagens, incluem-se as seguintes suras: 91 (o sol) , 112 (pureza da fé) , 89 (descanso diário) , 93 (luz da manhã), 95 (as figueiras), 94 (a abertura), 36 (Ya Sin) , 81 (a escuridão), 84 (a ferida), 98 (a evidência), 67 (o domínio) , 48 (a vitória), 77 (os enviados) e 39 (os grupos).

Decoração geométrica abstracta

As formas de arte abstractas s√£o utilizadas especialmente no pedestal do mausol√©u, nos minaretes, na mesquita, no jawab, e tamb√©m em superf√≠cies menores do templo. As c√ļpulas e ab√≥badas dos edif√≠cios de pedra est√£o trabalhadas com traceria. As c√ļpulas e ab√≥badas dos edif√≠cios de pedra est√£o trabalhadas com traceria para criar elaboradas formas geom√©tricas.

Nas zonas de transi√ß√£o o espa√ßo entre elementos vizinhos preenche-se com traceria, formando padr√Ķes em V. Nos edif√≠cios de pedra vermelha usa-se uma traceria branca e sobre o m√°rmore branco utiliza-se como elemento contrastante uma traceria escura ou mesmo negra.

O ch√£o est√° coberto por mosaicos de cores e formas distintas combinados em padr√Ķes geom√©tricos diferentes.

A t√©cnica da incrusta√ß√£o sobre as placas de m√°rmore apresenta tal perfei√ß√£o que as juntas entre as pedras e gemas incrustadas apenas se distinguem com uma lente de aumento, uma lupa. Uma flor, de apenas sete cent√≠metros quadrados, tem 60 incrusta√ß√Ķes ou marchetarias diferentes, que oferecem ao tecto uma superf√≠cie irregular.

Motivos vegetais

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/6e/TajSpandrel.jpg

As parede baixas do templo funer√°rio mostram frisos de m√°rmore com baixos-relevos de flores e vegetais que foram polidos para ressaltar o extremo requinte do trabalho. Os frisos e as arcadas foram decorados com incrusta√ß√Ķes de pedras semipreciosas formando desenhos muito estilizados de flores, frutos e outros vegetais. As pedras incrustadas s√£o m√°rmore amarelo, jade, quartzo polido e outras gemas menores.

Interior

A sala central do Taj Mahal apresenta uma decora√ß√£o que vai para al√©m das t√©cnicas tradicionais, e aparenta com formas mais elevadas da arte manual, como a ourivesaria e a joalharia. Aqui o material usado para as incrusta√ß√Ķes j√° n√£o √© m√°rmore ou jade, mas sim gemas preciosas e semipreciosas. Cada elemento decorativo do exterior foi redefinido mediante a forma das j√≥ias. A sala principal cont√©m ainda os cenot√°fios de Mumtaz e Shah Jahan, obras-primas de artesanato, sem precedentes na √©poca.

A forma da sala √© octogonal e ainda que o desenho permita ingressar por qualquer dos lados, s√≥ a porta sul, em direc√ß√£o aos jardins √© usada habitualmente. As paredes interiores t√™m aproximadamente 25 metros de altura, sobre as quais se construiu uma falsa c√ļpula interior decorada com motivos solares. Oito arco definem o espa√ßo a n√≠vel do solo. Similar ao que se sucede no exterior, a cada meio arco sobrep√Ķe-se um segundo a meia altura na parede. Os quatro arcos centrais superiores formam balc√Ķes com miradouros para o exterior. Cada janela deste balc√Ķes leva um intrincado trabalho de m√°rmore, o o jali. Al√©m da luz proveniente dos balc√Ķes, a ilumina√ß√£o complementa-se com a que ingressa atrav√©s dos chattris em cada esquina da c√ļpula exterior.

Cada uma das paredes da sala foi detalhadamente decorada com frisos em baixo-relevo, intrincadas incrusta√ß√Ķes de pedraria e refinados pain√©is de caligrafia, refletindo inclusivamente o n√≠vel minimalista do complexo. Com estes elementos, cria-se uma esp√©cie de liga√ß√£o ou fus√£o sim√©trica do espa√ßo interior e exterior, numa linha decorativa que permite que contactem directamente os dois espa√ßos do complexo funer√°rio.

A tradi√ß√£o mu√ßulmana pro√≠be a decora√ß√£o elaborada das campas, pelo que os corpos de Mumtaz e Shah Jahan descansam numa c√Ęmara relativamente simples debaixo da sala principal do Taj Mahal. Est√£o sepultados segundo um eixo norte-sul, com os rostos inclinados para a direita, em direc√ß√£o a Meca.

Todo o Taj Mahal se centra em redor dos cenotáfios que duplicam em forma exacta a posição das duas campas e são cópia idêntica das pedras do sepulcro inferior.

O cenot√°fio de Mumtaz ergue-se no centro exacto da sala principal, sobre uma base rectangular de m√°rmore de aproximadamente 1,50 √ó 2,50 metros. H√° uma pequena urna tamb√©m de m√°rmore. Tanto a base como a urna est√£o incrustadas com um requintado trabalho de gemas. As inscri√ß√Ķes t√™m a fun√ß√£o de identificar Mumtaz e proteg√™-la, em jeito de ora√ß√£o. Na tampa da urna sobressai um placa, que se assemelha a um quadro de escola.

O cenot√°fio de Shah Jahan est√° junto ao de Mumtaz, formando a √ļnica disposi√ß√£o assim√©trica de todo o complexo. √Č maior que o da sua esposa, mas cont√©m os mesmos elementos: uma grande urna com base alta, tamb√©m decorada com maravilhosa precis√£o mediante incrusta√ß√Ķes e caligrafia identificadora. Sobre a tampa da urna existe uma escultura de uma pequena caixa de penas de escrever.

 

Processo construtivo

A constru√ß√£o do Taj Mahal iniciou-se com a funda√ß√£o do mausol√©u. Escavou-se e formou-se com os escombros uma superf√≠cie de aproximadamente 12.000 m¬≤ para reduzir o risco de infiltra√ß√Ķes do rio. Toda a √°rea foi levantada a uma altura de quase 15 metros sobre o n√≠vel da ribeira. O Taj Mahal tem uma altura aproximada de 60 metros e a c√ļpula principal mede 20 metros de di√Ęmetro e 25 de altura.

Na zona do mausol√©u cavaram-se po√ßos at√© encontrar √°gua e preencheram-se com pedra formando as bases da funda√ß√£o. Deixou-se um po√ßo aberto em torno do edif√≠cio para monitorizar as mudan√ßas do n√≠vel da √°gua subterr√Ęnea.

Ao invés da utilização de andaimes de bambu, comuns na época, os trabalhadores construíram colossais andaimes de ladrilho por fora e por dentro das parede do mausoléu. Estes andaimes eram tão grandes, que muitos estimam anos como o tempo que se demorou a desmantelá-los. De acordo com a lenda, Shah Jahan decretou que qualquer um poderia levar os ladrilhos e, em consequência, muitos foram levados, pela noite, pelos camponeses locais.

Para transportar o mármore e outros materiais desde Agra até ao local da edificação, construiu-se uma rampa de terra de 15 km de comprimento. De acordo com os registos da época, para o transporte dos grandes blocos utilizaram-se carreiras especialmente construídas, tiradas por carros de vinte ou trinta bois.

Para colocar os blocos em posição foi necessário um elaborado sistema de roldanas montadas sobre postes e vigas de madeira, e a força de juntas de bois e mulas.

A sequência construtiva foi:

  1. A base ou pedestal;
  2. O mausol√©u com a sua c√ļpula;
  3. Os quatro minaretes;
  4. A mesquita e o jawab;
  5. O forte de acesso;

O pedestal e o mausol√©u consumiram doze anos de constru√ß√£o. As restantes partes do complexo tomaram mais dez anos. Como o conjunto foi constru√≠do por etapas, os historiadores da √©poca informam diferentes datas de ¬ęt√©rmino¬Ľ, a causa possivelmente de opini√Ķes divergentes sobre a defini√ß√£o da palavra ¬ęt√©rmino¬Ľ. Por exemplo, o mausol√©u em si foi completado em 1643, mas o trabalho continuou no resto do complexo.

Infraestrutura hidr√°ulica

A água para o Taj Mahal provinha de uma complexa infraestrutura que incluia séries de purs, movidos por animais, que levavam a água a grandes cisternas, onde, mediante mecanismos similares, se elevava a um grande tanque de distribuição erguido sobre a planta baixa do mausoléu.

Do tanque principal de distribui√ß√£o, a √°gua passava por tr√™s tanques subsidi√°rios, desde os quais se conduzia a todo o complexo. A uma profundidade de 1,50 metros, corre a conduta de barro que completa o sistema de rega dos jardins. Outros canos em cobre alimentam as fontes no canal norte-sul, e escavaram canas secund√°rios para regar o resto do jardim. As fontes n√£o se conectaram de forma directa com os tubos de alimenta√ß√£o, mas sim a um tanque intermedi√°rio de cobre debaixo de cada sa√≠da, com o fim de igualar a press√£o em todas.Os purs n√£o se conservaram, mas sim o resto das instala√ß√Ķes.

Artes√£os e construtores

O Taj Mahal não foi projectado por uma só pessoa, mas exigiu talento de várias origens. Os nomes dos construtores das diversas especialidades que participaram na obra chegaram aos nossos dias através de diversas fontes.

Dos discípulos do grande arquiteto otomano Koca Mimar Sinan Agha, Ustad Isa e Isa Muhammad Effendi, tiveram um papel-chave no desenho do complexo. Alguns textos em idioma persa mencionam Puru de Benarus como arquitecto supervisor.

A c√ļpula principal foi desenhada por Ismail Khan do Imp√©rio Otomano, considerado o primeiro arquiteto e construtor de c√ļpulas daquela √©poca. Qazim Khan, um nativo de Lahore, moldou o finial de ouro maci√ßo que coroa a c√ļpula principal. Chiranjilal, um artes√£o de Deli, foi o escultor chefe e respons√°vel pelos mosaicos. Amanat Khan de Shiraz, P√©rsia), foi o respons√°vel da caligrafia Muhammad Hanif foi o capataz dos artistas pedreiros, que produziram a√≠ a arte de trabalhar a pedra. Mir Abdul Karim e Mukkarimat Khan de Shiraz, P√©rsia, supervisionaram as finan√ßas e a gest√£o da produ√ß√£o di√°ria.

O grupo de artistas incluindo escultores de Bucara, cal√≠grafos da S√≠ria e P√©rsia, mestres em incrusta√ß√£o do sul da √ćndia, cortadores de pedra de Baluchist√£o, um especialista em construir torres, outro que gravava flores sobre os m√°rmores, completando um total de 37 artes√£os principais. Esta equipe directriz esteve acompanhada por uma for√ßa laboral superior a 20.000 trabalhadores recrutados em todo o norte da √ćndia.

Os cronistas europeus, especialmente durante o primeiro per√≠odo do Raj brit√Ęnico, sugeriram que alguns dos trabalhos do Taj Mahal tinham sido obra de artes√£os europeus. A maioria destas suposi√ß√Ķes eram puramente especulativas, mas uma refer√™ncia de 1640, segundo a carta de um frade espanhol que visitou Agra, menciona que Geronimo Veroneo, um aventureiro italiano na corte de Shah Jahan, foi o respons√°vel principal do desenho. N√£o h√° prova cient√≠fica demonstr√°vel para provar esta afirma√ß√£o, nem se citou nenhum Veroneo nos documentos relativos √† obra que ainda se conservam. E.B. Havell, o principal investigador brit√Ęnico de arte indiana no √ļltimo Raj descartou esta teoria por n√£o se encontrar evid√™ncia alguma e por resultar inconsistente com os m√©todos empregados pelos desenhistas.

Em agosto de 2004 funcion√°rios da organiza√ß√£o Pesquisa Arqueol√≥gica da √ćndia, de Nova D√©lhi, anunciaram a descoberta dos nomes de 671 pessoas envolvidas na constru√ß√£o, divididos por fun√ß√Ķes, como “construtor de c√ļpula” e “jardineiro”. Os nomes estavam gravados numa parede soterrada, e estavam nos idiomas urdu, √°rabe e persa, confirmando a lideran√ßa da constru√ß√£o por Ahmad Lahori (um dos nomes descobertos).

Materiais

O principal material empregado para a constru√ß√£o √© o m√°rmore branco trazido em carros puxados por bois, b√ļfalos, elefantes e camelos desde as pedreiras de Makrana, no Rajast√£o, situadas a mais de 300¬†km de dist√Ęncia.

O segundo material mais utilizado é a pedra arenisca rochosa, empregada na construção da maioria dos palácios e fortes muçulmanos anteriores à era de Shah Jahan. Este material foi utilizado em combinação com o mármore negro, nas muralhas, no acesso principal, na mesquita e no jawab.

https://i0.wp.com/images.nationalgeographic.com/wpf/media-live/photos/000/280/cache/people-around-exterior-of-taj-mahal_28016_600x450.jpg

O Taj Mahal inclui, ali√°s, outros materiais trazidos de toda a √Āsia. Mais 1.000 elefantes transportaram materiais de constru√ß√£o dos confins do continente. O jaspe foi importado do Punjab, e o cristal e o jade, da China.

https://lh5.googleusercontent.com/-MGEMIOUWakA/USbYcB0e-4I/AAAAAAAALUQ/vS8xx52J9k4/s800/DSCF6415.JPG

Do Tibete trouxeram-se turquesas e do Afeganist√£o o l√°pis-laz√ļli, enquanto as safiras provinham de Ceil√£o e os quartzos da Pen√≠nsula ar√°bica. No total utilizaram-se 28 tipos de gemas e pedras semipreciosas para fazer as incrusta√ß√Ķes no m√°rmore.

Custo

https://i2.wp.com/www.seekthesunrise.com/wp-content/uploads/2014/06/Baby-Taj-Mahal-6.jpg

 
https://empoweryourknowledgeandhappytrivia.files.wordpress.com/2015/02/taj-mahal-inside.jpg?w=444

O custo total da constru√ß√£o do Taj Mahal √© estimado em 50 milh√Ķes de rupias indianas. Naquele tempo, um grama de ouro tinha valor aproximado de 1,40 rupias, de modo que segundo a cota√ß√£o atual, a soma poderia significar por volta de quinhentos milh√Ķes de d√≥lares estado-unidenses. Deve ser levado em conta, que qualquer compara√ß√£o baseada no valor do ouro entre distintas √©pocas resulta em valores inexatos.

Lendas e hipóteses

Origem do nome

 

A palavra “Taj” provem do persa, linguagem da corte mogol, e significa “Coroa”, enquanto que “Mahal” √© uma variante curta de Mumtaz Mahal, o nome formal na corte de Arjumand Banu Begum, cujo significado √© “Primeira dama do pal√°cio”. Taj Mahal, ent√£o, refere-se √† “coroa de Mahal”, a amada esposa de Shah Jahan. J√° em 1663 o viajante franc√™s Fran√ßois Bernier mencionou o edif√≠cio como “Tage Mehale”.

O Taj Negro

Uma lenda afirma que se previu construir um mausoléu idêntico na margem oposta do rio Yamuna, substituindo o mármore branco por negro. A lenda sugere que Shah Jahan foi destronado por seu filho Aurangzeb antes de que a versão negra fosse edificada, e que os restos de mármore negro que são encontrados no rio são as bases inacabadas do segundo mausoléu.

Estudos recentes desmentem parcialmente esta hip√≥tese e projetam novas luzes sobre o desenho do Taj Mahal. Todos os restantes grandes t√ļmulos mog√≥is situavam-se em jardins formando uma cruz, com o mausol√©u no centro. O Taj Mahal, pelo contr√°rio, est√° disposto em forma de um grande “T” com o mausol√©u num extremo. O rastro das ru√≠nas na margem oposta do rio estende o desenho at√© formar um esquema de cruz, em que o pr√≥prio rio se converteria em canal central de um grande chahar bagh. A cor negra parece ser produto da a√ß√£o do tempo sobre o m√°rmore brancos originalmente abandonados no local. Os arque√≥logos chamaram a este segundo e nunca constru√≠do Taj como “Mahtab Bagh”, ou seja, “Jardim da Luz da Lua”.

O programa do History Channel sobre o Taj Mahal especula que o Taj Negro seria a imagem do Taj Mahal refletido na √°gua.

O t√ļmulo assim√©trico de Shah Jahan

 https://vivimetaliun.files.wordpress.com/2017/02/08091-www-fanpop-com_taj-mahal.jpg?w=807&h=605

Aurangzeb situou o t√ļmulo e o cenot√°fio de Shah Jahan no Taj Mahal em vez de lhe construir um mausol√©u pr√≥prio como era caracter√≠stico para os imperadores. Esta ruptura da simetria √© atribu√≠da por uma lenda complementar do Taj Negro √† mal√≠cia ou √† indiferen√ßa de Aurangzeb. Os av√≥s deste √ļltimo tinham sido j√° sepultados num mausol√©u com configura√ß√£o assim√©trica semelhante.

O filho de Shah Jahan era um homem piedoso, e o Isl√£o evita todo o tipo de ostenta√ß√£o, especialmente no aspecto funer√°rio. Assim, em lugar de utilizar um ata√ļde, era normal usar simplesmente um sud√°rio para sepultar os mortos.

Os livros isl√Ęmicos descrevem a sepultura em ata√ļdes como “um gasto in√ļtil, que poderia ser melhor utilizado para alimentar o faminto ou ajudar o necessitado”. Segundo a vis√£o de Aurangzeb, construir um mausol√©u novo para Shah Jahan teria sido um desperd√≠cio. Por isso sepultou o seu pai junto a Mumtaz Mahal sem mais complica√ß√Ķes.

Mutilação dos trabalhadores

Um sem-fim de histórias descrevem, muitas vezes com detalhes horripilantes, a morte, desmembramento e mutilação que Shah Jahan teria infligido a vários artesãos relacionados com a construção do mausoléu. Talvez a história mais repetida é a de que como o imperador teve à sua disposição os melhores arquitetos e decoradores, depois de completar o seu trabalho fazia-os cegar e cortar as mãos para que não pudessem voltar a construir um monumento que igualasse a superioridade do Taj Mahal. Nenhuma referência respeitável permite assegurar estas hipóteses, na qual alguns creem, por outro lado, que fosse uma prática bastante comum em relação a alguns grandes monumentos da Antiguidade.

Elementos desaparecidos

São várias as lendas em relação a muitos elementos roubados pertencentes ao Taj Mahal. Alguns foram deteriorados pelo tempo, mas muitos dos supostos elementos em falta são apenas lendas.

Entre as falsas perdas mais difundidas, destacam-se:

  • As folhas de ouro, que supostamente cobriam toda a parte da c√ļpula principal.
  • A Varanda dourada, que teria rodeado os cenot√°fios, possivelmente por confus√£o com os limites provis√≥rios colocados e logo substitu√≠dos ao terminar as cantarias de m√°rmore.
  • Os diamantes, supostamente incrustados nos cenot√°fios.
  • O tecido de p√©rolas, que segundo alguns cobria o cenot√°fio de Mumtaz.

Outros elementos perderam-se ao longo do tempo, entre eles:

  • Os port√Ķes de prata do forte de acesso.
  • As folhas douradas que cobriam as juntas met√°licas das cantarias de m√°rmore em torno dos cenot√°fios.
  • Numerosas tape√ßarias que cobriam os interiores do mausol√©u.
  • As l√Ęmpadas esmaltadas do interior.

Plano brit√Ęnico para demolir o Taj Mahal

Uma historia frequentemente repetida narra que Lord William Bentinck (governador da √ćndia na d√©cada de 1830) pensou em demolir o Taj Mahal e vender o m√°rmore. Em algumas vers√Ķes do mito, a demoli√ß√£o esteve iminente, mas n√£o come√ßou porque Bentinck foi incapaz de criar uma projeto vi√°vel do ponto de vista financeiro. N√£o h√° provas da √©poca sobre tal plano, que pode ter sido difundido no final do s√©culo XIX quando Bentinck era criticado por seu insistente utilitarismo e Lord Curzon enfatizava a neglig√™ncia em que haviam incorrido os anteriores respons√°veis do monumento, apresentando-se a si mesmo como um salvador do patrim√≥nio indiano.

De acordo com John Rosselli, biógrafo de Bentinck, a história foi criada a partir de outros acontecimentos, de tipo diferente: a venda de mármore proveniente do forte de Agra e a de um famoso embora obsoleto canhão, em ambos casos com fins de beneficência.

O templo de Shiva

O presidente do instituto revisionista indiano, P.N. Oak, tem afirmado repetidamente que o Taj Mahal foi na realidade um templo hindu dedicado ao deus Shiva, usurpado e remodelado por Shah Jahan. Segundo ele, o nome original do templo era “Tejo Mahalaya”, que logo passou a “Taj Mahal” mediante corrup√ß√£o fon√©tica.

Oak assegura tamb√©m que os t√ļmulos de Humayun, Akbar e Itimiad-u-Dallah, tal como a cidade do Vaticano em Roma, a Kaaba em Meca, Stonehenge, e “todos os edif√≠cios hist√≥ricos” na √ćndia, foram templos ou pal√°cios hindus.

O Taj é apenas uma mostra típica de como todos os edifícios históricos de origem hindu desde Caxemira ao Cabo Comorim, têm sido atribuídos a este ou aquele governo muçulmano.

Em seguida assegurou que o Taj “n√£o era” um templo de Shiva, mas que poderia ter sido o pal√°cio de um rei do Rajput. De qualquer modo mantinha a sua acusa√ß√£o de que o monumento era de origem indiana, roubado por Shah Jahan e adaptado como t√ļmulo. Oak assegurava que Mumtaz n√£o estava sepultada ali. Disse tamb√©m que os numerosos testemunhos da √©poca relativos √† constru√ß√£o do Taj Mahal, incluindo os volumosos registos financeiros de Shah Jahan e das suas directivas sobre a obra eram fraudes elaboradas para ocultar a origem hindu.

Estas provocantes acusa√ß√Ķes fizeram que Oak fosse conhecido pelo p√ļblico atrav√©s dos media. Chegaram a iniciar-se demandas judiciais para conseguir a abertura dos cenot√°fios e a demoli√ß√£o por parte da alvenaria do primeiro piso, j√° que nesses “falsos t√ļmulos” e em “salas seladas” se ocultariam v√°rios elementos correspondentes ao Shivalingam ou outro monumento.

As acusa√ß√Ķes de Oak n√£o s√£o aceites pelos especialistas, mas estes mitos t√™m sido igualmente utilizados por v√°rios activistas do nacionalismo hindu.Em 2000 a Supremo Tribunal de Justi√ßa indeferiu as peti√ß√Ķes de Oak relativas √† declara√ß√£o de origem hindu do Taj Mahal, e condenou-o a pagar os custos judiciais. De acordo com Oak, a rejei√ß√£o pelo governo indiano da sua peti√ß√£o √© parte de uma conspira√ß√£o contra o hindu√≠smo.

Cinco anos depois, o tribunal de Allahabad rejeitou uma petição similar, neste caso interposta por Amar Nath Misrah, um pregador que assegura que o Taj Mahal foi construído pelo rei hindu Parmar Dev em 1196.

Vis√Ķes do Taj Mahal

Ao longo dos séculos o Taj Mahal inspirou a prosa de viajantes, escritores, e outras personalidades de todo o mundo, colocando em relevo a grande carga emocional que representa o monumento:

Cquote1.svg Apesar dos seus adornos severos, puramente geom√©tricos, o Taj Mahal flutua. Na c√ļpula, a imensa c√ļpula, h√° algo levemente excessivo, algo que todo o mundo sente, algo doloroso. Documenta a mesma irrealidade. Porque a cor branca n√£o √© real, n√£o pesa, n√£o √© s√≥lida. Falso abaixo do Sol, falso na claridade da Lua, esp√©cie de pez prateado constru√≠do pelo homem com uma ternura nervosa. Cquote2.svg

‚ÄĒ Henri Michaux
Cquote1.svg O Taj Mahal parece a encarnação de todas as coisas puras, de todas as coisas sagradas e de todas as coisas infelizes. Este é o mistério de edifício. Cquote2.svg

‚ÄĒ Rudyard Kipling
Cquote1.svg Uma l√°grima no limiar dos tempos. Cquote2.svg

‚ÄĒ Rabindranath Tagore

Presente e futuro

  • Desde 1985 t√™m-se vindo a notar instabilidades na estrutura do mausol√©u, incluindo a inclina√ß√£o progressiva dos altos minaretes. As principais causas parecem ser a progressiva seca do leito do rio Yamuna, modificando o teor de humidade do solo, e sua capacidade portadora.
  • O edif√≠cio denuncia uma grande fragilidade √†s emana√ß√Ķes industriais muito poluentes para a atmosfera. Ordens judiciais determinaram o fim da circula√ß√£o de ve√≠culos motorizados em redor do complexo.
  • As autoridades de Agra permitem novamente a visita em noites de luar, passeio tradicional pelo monumento, que foram proibidas desde 1984 por receio de atentados da rebeli√£o Sikh daquela √©poca. O m√°rmore branco apresenta caracter√≠sticas de fluoresc√™ncia sob a luz da Lua.
  • O Taj Mahal foi nomeado em 7 de julho de 2007 como parte das Novas sete maravilhas do mundo. Incont√°veis turistas t√™m visitado o lugar – mais de tr√™s milh√Ķes em 2004.
  • Tendo em conta que o complexo inclui uma mesquita, o acesso √† sexta-feira permite-se somente a fi√©is mu√ßulmanos. via

S√©rie de fotos mostra como era a vida na S√≠ria antes da guerra

Diariamente somos bombardeados com not√≠cias sobre os mais de 4 milh√Ķes de refugiados s√≠rios e sua situa√ß√£o prec√°ria em diversos campos de refugiados pelo mundo. Mas, ao ver essa situa√ß√£o, dificilmente paramos para refletir sobre como a S√≠ria chegou a esse estado. Tudo come√ßou com a seca que assolou o pa√≠s entre os anos de 2006 e 2011 e fez com que muitas fam√≠lias que viviam no campo perdessem suas fazendas e acabassem se mudando para a cidade em busca de trabalho.

A situa√ß√£o s√≥ se agravava quando 15 adolescentes resolveram expressar o momento que o pa√≠s vivia pintando um slogan revolucion√°rio em uma parede de escola:¬†‚ÄúO povo quer derrubar o regime!‚Äú. Os jovens foram presos e torturados como puni√ß√£o e, com isso, as manifesta√ß√Ķes contra o governo s√≥ tomaram mais for√ßa, em mar√ßo de 2011. Os protestos pac√≠ficos foram combatidos com armas de fogo pelas for√ßas de seguran√ßa do estado ‚Äď e o problema s√≥ crescia, com centenas de milhares de¬†manifestantes pedindo a ren√ļncia do presidente Assad.

4

Foto © Dick Simon 

Nesse cen√°rio, havia ainda diversos agravantes que v√£o muito al√©m da pol√≠tica interna S√≠ria e se tornaram respons√°veis pela morte de mais de 220 mil pessoas desde o in√≠cio da guerra, al√©m de deixar 12,8 milh√Ķes de pessoas no interior do pa√≠s com a necessidade urgente de assist√™ncia humanit√°ria.

Mas, apesar disso, pouca gente sabe que a Síria já foi um destino turístico bastante procurado por pessoas de diversas nacionalidades, graças a seus 3 mil sítios arqueológicos. Para se ter uma ideia, em 2011, o turismo foi responsável por 5% do PIB da região e gerou cerca de 270 mil postos de trabalho.

Quer ver como era visitar o país antes da guerra? As imagens abaixo mostram um pouco dessa experiência:

1

Foto via

2

Foto © Kim Schoonen

3

5

6

7

Fotos © Dick Simon 

8

9

Fotos © Ricardo Fernandez

10

11

Fotos © Nicolas Mirguet

12

13

14

15

Fotos © Ricardo Fernandez

16

Foto © Nicolas Mirguet

17

18

19

Fotos © Ricardo Fernandez

20

Foto © Nicolas Mirguet

Document√°rio mostra como √© dif√≠cil ser mulher no Egito

Em pa√≠ses conservadores como o Egito, as mulheres s√£o discriminadas e n√£o possuem os mesmos direitos dos homens. O tr√°fico de mulheres e casamentos for√ßados s√£o comuns na regi√£o, al√©m de agress√Ķes, abusos sexuais e at√© mesmo mutila√ß√Ķes genitais.
Para quem vive no Ocidente √© dif√≠cil compreender o que significa ser mulher em um pa√≠s √°rabe. Para sentir na pele a realidade da vida das eg√≠pcias, as duas documentaristas Tinne Van Loon e Collette Ghunim fizeram uma filmagem: ligaram a c√Ęmera e foram passear por uma ponte no Cairo, um dos lugares mais intimidantes para uma mulher andar sozinha.
Note que, no v√≠deo, todos os homens, sem exce√ß√£o, olham fixamente para as mulheres, como se fossem verdadeiros objetos sexuais, gerando a sensa√ß√£o de inc√īmodo, constrangimento e vergonha em todas aquelas que passam. Mesmo usando burcas, v√©us e andando praticamente cobertas dos p√©s a cabe√ßa, o medo e a sensa√ß√£o de inseguran√ßa fazem parte da vida das mulheres no Egito.
Para relatar esta triste realidade, Tinne e Collette conseguiram arrecadar o valor necessário através da plataforma Kickstarter e assim criar o documentário “The People’s Girls“.
Confira os vídeos abaixo:
PeoplesGirls
PeoplesGirls0
PeoplesGirl1
PeoplesGirl2
PeoplesGirl3
PeoplesGirls4
 Todas as imagens: Reprodução Vimeo
Abaixo as documentaristas belga Tinne Van Loon e a norte-americana de origem árabe Collette Ghunim: 
PeoplesGirls5
Foto via Kickstarter

Artista transforma espa√ßos abandonados em misteriosos mundos de fantasia

A imagem pode conter: 1 pessoa, em pé e área interna

A americana Karen Jerzyk começou a fotografar retratos em 2009, depois de ter passado anos dedicando seu tempo a fotografar estritamente a cena musical como concertos, capas de álbuns e bandas.

Por falta de grana ela foi for√ßada a ser criativa e usar o mundo √† sua volta como cen√°rio. ‚ÄúAtrav√©s de uma busca na internet achei a foto de um teatro em um asilo abandonado e imediatamente me apaixonei. Eu n√£o tinha ideia de que existiam lugares como aquele‚ÄĚ, contou em seu site.

Ent√£o ela se tornou especialista em encontrar e fotografar ‚Äėlugares legais‚Äô. No entanto sentia que algo estava faltando. ‚ÄúVisualmente, minhas fotos foram ok, mas eu nunca estava realmente orgulhosa ou satisfeita com elas. Para mim, parecia que algo n√£o estava bom‚ÄĚ, disse.

Em 2011, seu pai faleceu inesperadamente e ela ficou desolada, pois como filha √ļnica era muito apegada a ele. Inexplicavelmente, este momento foi o verdadeiro nascimento de sua carreira de fotografia.

‚ÄúDe repente, minhas fotos exibiam emo√ß√£o, hist√≥rias, prop√≥sito e uma bonita sensa√ß√£o de consterna√ß√£o, que era um espelho direto de como eu me sentia no interior. Despejei todos os meus sentimentos e lutas no meu trabalho. Aprendi a controlar como eu me sentia e finalmente aprendi a fazer a conex√£o entre imagens e emo√ß√£o‚ÄĚ.

Veja seu trabalho:

karen-1

karen-2

karen-3

karen-4

karen-5

karen-6

karen-7

karen-8

karen-9

karen-10

Todas as fotos © Karen Jerzyk