Encontraram uma fábrica de queijo com 7,2 mil anos na Croácia

Se já é uma tarefa um tanto complicada imaginar o que era a humanidade há mil anos, imagina então há 7,2 mil anos? Uma resposta nós já temos: eles já sabiam fabricar queijo! Arqueólogos fizeram esta descoberta a partir de peças de cerâmica encontradas em escavações, que datam do período neolítico na costa da Dalmácia – na Croácia.

Mais do que uma curiosidade, este dado transforma completamente a noção que tínhamos, de que os produtos lácteos fermentados tenham sido feitos apenas cinco séculos depois que o leite foi armazenado pela primeira vez.

Os potes de cerâmica encontrados não eram apenas usados para beber e comer, pois pequenos furos mostraram que eles funcionavam como peneiras no processo de fabricação do queijo. Dessa forma, a dieta da época era muito mais rica do que pensávamos, incluindo queijos e iogurtes.

Foi após um processo por radiocarbono feito nas sementes e ossos encontradas nos arredores que a equipe responsável descobriu se tratar de utensílios fabricados há pelo menos 7,2 mil anos: “Esta é a mais antiga evidência documentada de resíduos lipídicos para laticínios fermentados na região do Mediterrâneo, e entre os mais antigos documentados em qualquer lugar até hoje”, disseram os pesquisadores envolvidos.

Transformar leite em queijo representou um avanço imenso na história da humanidade, não somente por causa da fabricação destes artefatos, mas devido ao fato de que, com alimentos conservados, eles finalmente podiam viajar distâncias mais longas. Surpreendente, não é mesmo?

Foto 1: Sibenik City Museum

Fotos 2 e 3: Unsplash/fonte:via

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A emocionante comemoração da abertura desta fronteira após 20 anos de guerra

A Eritreia é um pequeno país africano, que entre 1952 e 1993 fez parte da Etiópia. Desde que a independência foi declarada, as duas nações debateram sobre a localização da fronteira que divide os territórios, resultando inclusive em dois anos de guerra declarada, entre 1998 e 2000.

Os conflitos cessaram, mas tanto Etiópia quanto Eritreia continuam oficialmente em guerra uma com a outra. A animosidade, que resultou em ao menos 80 mil mortos no começo do século, também afetou a vida de amigos e familiares que foram praticamente proibidos de se ver, já que a fronteira entre os país ficou fechada por 20 anos.

Voos comerciais também estavam proibidos desde 1998, mas foram retomados em julho. Tudo porque Abiy Ahmed assumiu o cargo de primeiro-ministro em junho, declarando que reconheceria os limites do território da Eritreia que foram propostos em 2002. Ahmed também libertou milhares de presos políticos na Etiópia, além de prometer mais respeito aos direitos humanos e abertura para a atividade da imprensa.

Em setembro, a fronteira entre os dois países foi oficialmente reaberta, levando centenas ou milhares de pessoas a festejar correndo, cantando e abraçando os moradores do país vizinho.

Confira no vídeo da Associated Press:

Fotos via BBC/fonte:via

Historiador faz descoberta incrível ao analisar fotografia de templo grego de 1858

A curiosidade de um historiador proporcionou uma descoberta sem precedentes para a humanidade. O inglês Paul Cooper encontrou uma foto incrível do Templo do Olímpico de Zeus, na Grécia.

Paul desvendou um quebra-cabeça com a imagem das ruínas do templo, tirada por volta de 1858. Ele estava pesquisando sobre histórias esquecidas de ruínas ao redor do mundo para uma matéria do curso de PhD. Com isso, conseguiu montar uma linha do tempo mostrando como a construção se transformou ao longo dos séculos.

No caso do Templo Olímpico de Zeus, o que chamou a atenção do historiador foi um objeto estranho na parte superior da construção, “que diabos poderia ser aquilo?”, se questionou.

O interessante é que o objeto – que lembra muito uma pequena edícula, não pode ser visto como parte das ruínas nos dias de hoje. Chama a atenção o fato de que a construção pode ser vista em algumas fotografias históricas do século 19. Paul, então, se questionou sobre a possibilidade de pessoas terem vivido lá. “Como a edícula teria sido incluída em algumas fotos e excluída de outras?”

Para nossa alegria, Paul conseguiu desfazer o mistério e deu detalhes sobre a aventura em uma thread sensacional no Twitter. Segundo o historiador, o anexo realmente existiu. O inglês diz que pairava entre os cristãos a ideia de que morar na parte de cima de grandes construções os aproximariam de Deus. Inclusive, eles recebiam comida e água, entregues por meio de uma corda.

Após a independência da Grécia do Império Otomano, autoridades decidiram demolir a construção para reforçar conceitos de identidade nacional e valorizar o período helenístico.

“De qualquer forma, esta é a história de como eu não consegui cumprir minhas obrigações hoje. Eu vou escalar um pilar para pedir perdão”, encerrou.

Existia a crença de que viver no topo de prédios aproximaria os cristãos de Deus:

As pessoas recebiam alimentos, frutas e águas por meio de um sistema de cordas:

O anexo foi demolido para reforçar os significados da independência da Grécia:

Fotos: Reprodução/fonte:via

Literatura de Cordel passa a ser Patrimônio Cultural do Brasil

Preparem seus corações, pois a literatura de cordel foi declarada Patrimônio Cultural do Brasil. A decisão foi tomada pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A notícia é um afago aos corações dos apaixonados por este estilo literário tão característico da cultura brasileira. Quem nunca reparou nestes livrinhos coloridos dispostos nas bancas de jornal?

O reconhecimento da literatura de cordel como patrimônio da cultura brasileira foi recebida com alegria pelo presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel. O cearense Gonçalo Ferreira da Silva – com mais de 300 cordéis escritos, disse ao jornal O Globo que “aguardava com ansiedade o reconhecimento do Iphan, porque a literatura de cordel alcançou um nível muito bom”.

Aliás, a ABLC possui 40 membros e foi fundada em 1988. A entidade entrou com o pedido ao Iphan em 2010. O presidente garante que no Brasil existem pelo menos cerca de 60 cordelistas, 20 deles no Rio de Janeiro. A obra do Bispo do Rosário também foi tombada.

Para escritoras e pesquisadores a decisão é fundamental para acabar de vez com o preconceito que por décadas cercou o gênero literário. O título pode fazer com que o cordel conquiste espaço em eventos de literatura pelo país.

“Por ter esse caráter de uma tradição popular, de livros que são feitos de uma forma mais artesanal, com materiais mais baratos, existe esse preconceito. Só que na verdade, enquanto discurso poético, o cordel é muito rico e refinado, porque necessita de uma técnica de métrica e rima”, explica ao G1 Maria Alice Amorim, que estudou literatura de cordel no mestrado e doutorado.

A literatura de cordel remete ao XVI, quando impulsionada pelo Renascimento, ganhou popularidade com a impressão de folhetos. Era a forma encontrada para a perpetuação de manifestações orais. O nome cordel vem justamente de forma com que os folhetos eram expostos, em cordas ou barbantes.

No Brasil o cordel é popular, sobretudo, no Nordeste. O músico e poeta nordestino Patativa do Assaré foi um dos grandes expoentes do gênero. Seus escritos traçam um paralelo entre a vida no sertão e na cidade.

“Geme de dor, se aquebranta
E dali desaparece
O sabiá só parece
Que com a seca se encanta
Se outro pássaro canta
O coitado não responde;
Ele vai não sei pra onde
Pois quando o inverno não vem
Com o desgosto que tem
O pobrezinho se esconde.”

Foto: Reprodução/Dinoleta/fonte:via

Encontraram uma igreja de 16 mil anos submersa em lago na Turquia

A humanidade sempre nos surpreende. Nós temos o costume de exaltar a época em que vivemos, achando que somos responsáveis pelas melhores invenções, mas esta descoberta irá te deixar de queixo caído. Uma igreja datada de 390 d.C foi encontrada submersa no lago Iznik, na Turquia, pelo arqueólogo Mustafa Sahin, da Universidade BursaUludağ.

A equipe já procurava a estrutura desde 2014 e precisou usar uma técnica de aspiração para retirar a areia em torno, em busca de artefatos da época. Foi quando eles encontraram várias moedas que remetem aos imperadores romanos Valente e Valentiniano II que governaram entre 364 a 392 d.C., o que indica que a igreja tenha sido construída depois de 390 d.C.

Túmulos humanos também foram encontrados abaixo das paredes da basílica. A teoria do arqueólogo é de que esta imensa estrutura tenha sido construída em homenagem ao santo Neophytos do Chipre, que foi morto pelos romanos em 303 d.C. e que a igreja foi destruída devido a um terremoto, cerca de 400 anos após sua construção.

Se todas essas informações já são impressionantes por si só, a equipe afirmou que a igreja é apenas uma parte desta importante descoberta da história da humanidade. Eles acreditam que ela tenha sido construída em cima de um templo pagão dedicado ao deus grego Apolo, pois há registros de que o imperador Cómodo, que governou o império romano entre 180 e 192 d.C. construiu uma estrutura do tipo homenageando o deus naquela região! Incrível, não é mesmo?

Fotos: Mustafa Şahin/Lake Iznik Excavation Archive/fonte:via

Altar maia de 1,5 mil anos revela disputa por poder ao estilo ‘Game Of Thrones’

Em um sítio arqueológico localizado na Guatemala descoberto recentemente, um altar de 1,5 mil anos coberto de inscrições ancestrais revelou uma série de tramas, negociatas e acordos políticos na disputa pelo poder do reino Maia – em um enredo que mostra que aquilo que parece pura ficção em Game Of Thrones pode ser um retrato fiel da realidade. O altar, de 1,46 metro por 1,2 em calcário, foi encontrado nas ruínas de La Corona, nos arredores da fronteira com o México e Belize. As inscrições revelam as estratégias da dinastia Kaanul para conquistar o poder.

Segundo as inscrições, o rei Chak Took Ich’aak é mostrado “sentado e segurando um cetro do qual emergem dois deuses protetores da cidade”. Segundo os pesquisadores, as descobertas indicam que o rei Chak Took Ich’aak governou também a cidade peruana de El Peru-Waka e mostrou as artimanhas que a dinastia Kaanul, conhecida como Reino da Serpente, desenvolveu para derrotar seus rivais no ano de 562 para em seguida dominar as terras baixas maias por dois séculos.

O movimento aconteceu através de alianças com pequenas cidades próximas a Tikal, culminando em um casamento entre uma princesa Kaanul e um Rei da Coroa. “É uma obra de arte de alta qualidade que nos mostra que eles eram governantes entrando em um período de grande poder e que estavam se aliando a outros para competir, neste caso, com Tikal”, disse Tomás Barrientos, co-diretor das escavações. A expansão do Reino da Serpente se deu a partir de sua capital, Dzibanche, até o norte da Guatemala, Belize e o estado mexicano de Campeche. A derrota viria muitos anos depois, para justamente Tikal.

“O altar nos mostra uma parte da história da Guatemala e neste caso, aproximadamente há 1,5 mil anos, diria que uma versão de Game of Thrones da história maia”, explicou Barrientos. Bem, pensando bem, não seria nada mal se criassem uma série dessas, né?

© fotos: reprodução/fonte:via

Para viver nesta comunidade chilena é preciso remover o apêndice; mas por uma boa causa

Imagina a situação: você está procurando um lugar para morar e, de repente, se depara com um requisito diferente… É preciso remover o apêndice caso queira se mudar de fato para o lugar.

Como assim?

Essa é uma das obrigações de quem quer se mudar para Villa Las Estrellas, uma comunidade chilena localizada na Antártica.

Não se trata de uma seita diferentona, nem nada do gênero, mas sim de uma precaução. Com temperaturas médias na casa dos -2ºC e mínimas que chegam a -47ºC no inverno, o hospital mais próximo fica a cerca de 1.000 km de distância.

Graças a isso, remover o apêndice de todos os residentes permanentes é um requisito que visa diminuir a probabilidade de que seja necessário realizar uma evacuação de emergência. Por isso, todos os moradores acima de seis anos precisam passar por uma cirurgia de remoção do órgão.

Villa Las Estrelas começou a ser povoada durante a ditadura de Augusto Pinochet, em 1984, quando o país buscava consolidar sua presença no que era chamado de Antártica chilena. Desde então, o local permanece como uma base militar, onde vivem cerca de 80 pessoas.

Embora a comunidade possua um posto médico, ele está equipado de forma a ser capaz de manter uma pessoa viva por dois ou três dias – o tempo que costuma ser necessário para que um helicóptero consiga decolar da região, cujos ventos ultrapassam facilmente os 200 km/h. Pelo mesmo motivo, mulheres grávidas não são proibidas, mas também não são bem-vindas no vilarejo.

Será que viver em uma paisagem dessas vale o seu apêndice?

Créditos das fotos sob as imagens/fonte:via