Sem querer, estudante encontra minério presente em apenas seis crateras na Terra

Resultado de imagem para Morgan Cox pesquisadora

Apesar da pouca idade, Morgan Cox é responsável por uma das maiores descobertas da ciência nos últimos tempos. A estudante da Escola de Geologia e Ciências Planetárias da Universidade de Curtin, na Austrália, encontrou um mineral extremamente raro na Terra.

Cox estava à frente de um projeto sem grandes ambições. Durante expedição no oeste australiano, a jovem ficou intrigada com amostras retiradas da caverna Woodleigh. Eis que é surpreendida.

Megan Cox acabara de descobrir o reidite, material formado como um mineral comum, o zircão, e que se transforma por causa da pressão gerada pelo impacto das rochas espaciais. De tão raro, antes do feito de Cox, apenas seis crateras em todo o planeta Terra dispunham do artefato.

“Esta é uma grande história, porque Morgan Cox não é uma pesquisadora graduada, mas uma estudante conduzindo um projeto especial”, afirmou Aaron Cavosie, responsável por supervisionar a pesquisa universitária.

A façanha deixou pesquisadores experientes espantados. O reidite é tão difícil de ser achado, que é mais raro que ouro e diamante. Ou seja, o valor é imensurável e ele só se forma em rochas que sofrem um grande pressão.

“Morgan termina seu projeto conosco neste ano e quer fazer um doutorado em Ciências Planetárias. Não posso imaginar um começo melhor para sua carreira”, concluiu Aaron.

Foto: Reprodução/fonte:via

Nasa encontra iceberg com formato ‘perfeito’ na Antártida

Resultado de imagem para Nasa encontra iceberg com formato ‘perfeito’ na Antártida

Não se trata de uma imagem manipulada digitalmente, nem de uma ilustração perfeita ou mesmo de uma imensa obra humana, mas sim de uma impressionante criação da natureza: a NASA postou na semana passada a imagem de um “iceberg perfeito” – um bloco de gelo flutuando na Antártica com as bordas retas e a superfície incrivelmente lisa, como se tivesse sido cortado por uma máquina precisa.

Imagem relacionada

Segundo consta, apesar de se tratar de um fenômeno raro, não é a primeira vez que foi registrado. Ainda que os iceberg irregulares sejam muito mais comuns, outros blocos conhecidos como “tabulares”, de dimensões muito maiores que esse recentemente registrado, já foram avistados anteriormente. O maior iceberg tabular já registrado tinha 11 mil quilômetros quadrados.

O tweet da NASA explica um pouco o motivo do corte perfeito: trata-se de um bloco que se desprendeu recentemente, e que ainda não foi moldado e rachado pelo contato com a água e o movimento. “A superfície plana e os ângulos retos indicam que provavelmente foi originado recentemente da plataforma de gelo”, afirmou o post. O iceberg flutuava próximo a um bloco gigantesco conhecido como Larsen C., da onde provavelmente se originou.

© fotos: NASA/fonte:via

Descoberta de 10 mil anos revela os rituais mortuários dos primeiros brasileiros

Entender como as populações ancestrais lidavam com a morte é também uma maneira de entender a cultura e a própria vida dos primeiros brasileiros, que habitavam nossa região num período entre 8.000 e 10.500 anos atrás. Numa caverna em Matozinhos, cidade de Minas Gerais, num local conhecido como Lapa do Santo, o arqueólogo André Strauss lidera uma série de expedições que descobriram verdadeiros enigmas em restos mortais: falanges de dedos cortadas de forma regular, como peças de lego, ossos quebrados, pinturas feitas com pigmento ocre, restos queimados, remontagem de ossos de partes de esqueletos diferentes ou mesmo de pessoas diferentes.

Os pesquisadores sugerem se tratar de hábitos simbólicos e complexos, sobre possíveis rituais realizados por tais populações com seus mortos. Foi na mesma região, de Lagoa Santa, em Minas Gerais, que o crânio de Luzia, a mais antiga brasileira que se tem notícia, foi encontrado.

Mais de 40 sepultamentos já foram descobertos, e os rituais mortuários na região foram divididos em 3 fases, de acordo com a idade de seus mortos: a primeira, mais simples, em que os mortos foram simplesmente enterrados flexionados; a segunda, de intensa manipulação dos restos, com queimas, amputações, separações ósseas, quebras e encaixes; e a terceira, com ossos desarticulados e quebras propositais.

Acima, crânio manipulado; abaixo, folha impressa em pedra

Na fase 2, crânios foram utilizados como receptáculos para restos de queima e dentes arrancados. A complexidade dos rituais contrasta com a simplicidade dos instrumentos encontrados, e a mistura de ossos de criança com ossos adultos pode indicar, para os pesquisadores, uma demarcação ritualística do ciclo da vida humana – da juventude à velhice. Há ainda muita pesquisa pela frente, e o apontamento da importância de tais investimentos para descobrirmos nossa ancestralidade, e sabermos da onde viemos, para assim, sabermos mais sobre nós e, dessa forma, para onde vamos.

Lâmina de pedra

© fotos: Maurício de Paiva/fonte:via

Conheça o Dynamoterror Dynastes, recém descoberto parente do T-Rex

Se você viajasse no tempo para a pré-história imaginando que nada poderia ser pior do que um encontro com um Tiranossauro Rex, é possível que tivesse uma grande surpresa.

Os cientistas descobriram recentemente que o T-Rex tinha um primo bem mais malvado. Até o nome deste lagarto já mostra que ele não tem nada de bonzinho: Dynamoterror dynastes.

Este mês, os pesquisadores publicaram sobre o achado na revista científica PeerJ. Entretanto, a ossada pertencente ao Dynamoterror foi encontrada em 2012, durante uma escavação no Novo México, nos Estados Unidos. Desde então, paleontologistas buscavam resolver o quebra-cabeças e entender qual era o animal responsável pelos resquícios.

Acredita-se que o dinossauro tenha vivido há cerca de 80 milhões de anos, enquanto o T-Rex teria habitado a terra há cerca de 66 a 68 milhões de anos. O Dynamoterror era um pouco menor do que seu sucessor e provavelmente esteve no topo da lista de predadores da sua época.

Alguém duvida?

Leia mais sobre a descoberta no artigo publicado pela PeerJ.

Créditos sob as imagens/fonte:via

Pesquisadores descobrem mundo oceânico perdido com cadeias vulcânicas de 3 km que orientam rotas de baleias

Quando pensamos que a ciência já mapeou cada cantinho desse mundo, vem uma nova descoberta para nos mostrar que ainda há muito o que explorar.

Pesquisadores que mapeavam uma área na Tasmânia acabam de descobrir uma cadeia de montes submarinos, alguns dos quais chegam a medir até 3 km de altura.

A descoberta foi realizada durante um mapeamento detalhado do relevo oceânico realizado por um navio de pesquisa da CSIRO, durante uma viagem exploratória de 25 dias liderada por cientistas da Australian National University (ANU).

Montes submarinos são montanhas existentes no fundo do oceano, que não chegam até a sua superfície. Normalmente, este tipo de relevo é resultante de uma atividade vulcânica ocorrida há muitos anos.

Segundo depoimento dos pesquisadores ao Daily Mail, estas áreas também funcionam como verdadeiros paraísos para a vida marinha, oferecendo pontos de parada vitais para animais migratórios. As baleias, por exemplo, podem usar estes locais para orientar suas rotas pelos oceanos.

Foto em destaque: CC BY 3.0 Whit Welles

Fotos no corpo do texto: CSIRO fonte:via

Veja como o Vesúvio literalmente explodiu o crânio de pessoas que viviam próximas ao vulcão

Uma equipe de arqueólogos italianos descobriu que a erupção do monte Vesúvio queimou corpos humanos mais rápido do que se eles tivessem sido cremados. A erupção de 79 a.C. gerou uma quantidade de calor tão alta que fez com que o sangue das vítimas fervesse, o crânio explodisse e os músculos e cérebro virassem cinzas rapidamente.

Eles descobriram esses detalhes ao estudar os restos mortais das pessoas que morreram em Herculaneum, uma pequena cidade a 6 km do monte Vesúvio. Ao contrário das pessoas que viviam em Pompéia e morreram sufocadas pelos gases tóxicos, as pessoas da primeira cidade morreram por conta do calor extremo.

Partículas de ferro


Os pesquisadores encontraram restos de muitas pessoas que se esconderam em uma casa de barcos perto do mar em Herculaneum. Os ossos exibem fraturas semelhantes à de ossos cremados, e crânios rachados. As partes moles das vítimas, como músculos, gordura e órgãos foram substituídos por cinzas instantaneamente. Eles também identificaram traços de ferro perto dos ossos. Isso poderia indicar duas coisas: que havia alguma moeda ali no momento do choque térmico, ou que o sangue ferveu tão rapidamente que deixou as partículas de ferro pelo caminho.

Músculos desapareceram

Além disso, a posição dos ossos conta uma história bastante detalhada. Normalmente vítimas de carbonização ficam com em posição que lembra a de um boxeador, uma vez que seus músculos se contraem com o calor. Mas os ossos das vítimas do Vesúvio não apresentam este posicionamento, o que indica que seus músculos “desapareceram” mais rápido do que se eles tivessem sido cremados.

As ondas de calor fortíssimo que causaram todo esse estrago se chamam fluxos piroclásticos, e viajam a velocidades que chegam aos 700 km/h, com temperaturas de até 1.000°C.

fonte:via[Plos One, CNet]

Material genético de duas mães geram filhotes de ratos saudáveis

Utilizando células-tronco e técnicas de edição de genes, cientistas chineses foram capazes de criar ratos com pais do mesmo sexo – tanto com duas mães quanto com dois pais. Os animais com dois pais sobreviveram apenas dois dias, mas aqueles com duas mães cresceram saudáveis e foram capazes de chegar até a idade adulta e ter filhotes próprios.

O trabalho, apresentado em 11 de outubro na revista Cell Stem Cell, analisa o que torna tão difícil para os animais do mesmo sexo produzir descendentes e sugere que algumas dessas barreiras podem ser superadas com as técnicas utilizadas no estudo.

A partenogênese, a reprodução de um óvulo não fertilizado, não é uma maneira incomum de reprodução entre animais. Alguns peixes, insetos e répteis fazem isso. Mas não mamíferos. Na nossa espécie, pais dos dois sexos biológicos são necessários para conceber uma prole, e o óvulo precisa ser fertilizado por um espermatozoide. Os cientistas têm tentado descobrir por que isso acontece há muito tempo.

Segundo Qi Zhou, um dos autores do estudo, o interesse principal dos pesquisadores era justamente esse: entender por que os mamíferos só conseguem se reproduzir através de relações sexuais. “Fizemos várias descobertas no passado combinando reprodução e regeneração, então tentamos descobrir se ratos normais, com duas mães fêmeas ou até com dois pais machos, poderiam ser produzidos usando células-tronco embrionárias haplóides com deleções de genes”, explica ele ao site Phys.org.

Em entrevista ao portal Popular Science, o geneticista Richard Behringer, da Universidade do Texas, nos EUA, diz que a vantagem de ter informações genéticas de dois genitores é ter mais diversidade. “Você está misturando na variação e na reconfiguração”.

Bloqueio

Durante a reprodução entre mamíferos, certos genes maternos ou paternos são bloqueados durante o desenvolvimento da linha germinativa por um mecanismo chamado imprinting genômico. Por isso, os descendentes que não recebem material genético tanto da mãe quanto do pai podem apresentar anormalidades no desenvolvimento ou podem não sobreviver. No passado, pesquisadores já haviam conseguido produzir animais com pais do mesmo sexo eliminando esses genes de óvulos imaturos. No entanto, estes animais ainda assim tinham características defeituosas, e o método em si é muito pouco prático e difícil de usar, diz Zhou ao Phys.org.

Para produzir seus ratos saudáveis, Zhou e seus colegas utilizaram células-tronco embrionárias haplóides (CES), que contêm metade do número normal de cromossomos e DNA de apenas um dos pais. Os pesquisadores criaram os ratos com duas mães retirando três regiões do genoma de CES haplóides contendo o DNA de uma das mães e as injetando nos óvulos de outra fêmea. Eles produziram 29 ratos vivos de 210 embriões. Os ratos cresceram normais até a idade adulta.

Uma vantagem do uso de CES haplóides é que, mesmo antes de os genes problemáticos serem eliminados, eles contêm menos da programação de impressão que causa a expressão de genes específicos maternos ou paternos. Baoyang Hu, um dos co-autores do estudo, conta que os pesquisadores descobriram no estudo que as CES haplóides são mais semelhantes às células germinativas primordiais, os precursores de óvulos e espermatozóides. “A impressão genômica encontrada em gametas foi ‘apagada’”, explica.

Avanços

Doze camundongos vivos com dois pais machos também foram criados, usando um procedimento semelhante, porém mais complicado. CES haplóides contendo apenas o DNA de um genitor masculino foram modificadas para excluir sete regiões-chave impressas. Os CES haplóides editados foram então injetados – juntamente com espermatozóides de outro camundongo macho – em uma célula-ovo que teve seu núcleo e, portanto, seu material genético feminino, removido. Isso criou um embrião contendo apenas DNA genômico dos dois pais machos. Esses embriões foram transferidos juntamente com material placentário para ratas que serviram como mães de aluguel.

Esses filhotes sobreviveram 48 horas após o nascimento, mas os pesquisadores planejam melhorar o processo para que os camundongos bipaternos vivam até a idade adulta. Resultados semelhantes foram alcançados em 2011, mas usando um método que dependia de uma intermediária feminina produzida a partir das células-tronco do primeiro pai para acasalar com o segundo pai.

Segundo os pesquisadores, há obstáculos para usar esses métodos em outros mamíferos, incluindo a necessidade de identificar genes problemáticos impressos que são únicos para cada espécie e preocupações com os descendentes que não sobrevivem ou que experimentam anormalidades graves. Eles esperam, no entanto, explorar essas técnicas em outros animais no futuro.

Para Behringer, o novo estudo mostra quão delicado é o equilíbrio das contribuições do genoma masculino e feminino na reprodução de mamíferos. É um equilíbrio que os cientistas ainda estão sentindo como manipular, mas esse entendimento pode ter implicações para coisas como clonagem e criação de animais e talvez, algum dia, possa permitir que casais do mesmo sexo tenham filhos biológicos usando o material genético de ambos os pais ou mães. Os processos atuais não poderiam ser usados para seres humanos. “Mas tenho certeza de que há tecnologias chegando e pequenas reviravoltas que tornarão isso possível”, diz Behringer.

fonte:via[Popular Science, Phys.org]