Idoso entra na universidade e quer dar aulas em escola onde trabalha como vigia

Manoel Castro dos Reis passou quase cinco décadas fora das salas de aula. Hoje com 60 anos, o morador de Araguaína-TO precisou abandonar os estudos quando tinha 13, e há algum tempo trabalha como vigia em uma escola da cidade. Agora, ele espera voltar para a classe, dessa vez como professor.

Manoel parou de estudar em 1972, quando concluiu a quarta série e a família decidiu mudar de cidade e ele precisou começar a trabalhar. Em 2004, ele definiu que retomaria os estudos e realizou o Encceja (Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos), obtendo o certificado do Ensino Fundamental. Três anos depois, fez o mesmo com o Ensino Médio.

No ano passado, Manoel decidiu prestar o Enem e conseguiu a nota necessária para se matricular em História na Universidade Federal do Tocantins. Hoje ele concilia os estudos com o expediente em uma Escola Municipal, e tem como grande objetivo poder dar aulas por lá daqui a quatro anos.

Uma bonita coincidência foi seu filho, Ítalo, de 17 anos, ter prestado Enem no mesmo ano que o pai e também ser aprovado para estudar na Universidade Federal do Tocantins, no curso de Química. Os dois vão para a faculdade juntos e compartilham o sonho de mudar de vida graças aos estudos.

Fotos: Reprodução/TV Anhanguera / Rede Globo /fonte:via

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Piauiense faz história como primeira mulher negra diplomata no Itamaraty

No início desse ano a piauiense Luana Alessandra Roeder passou a ser a primeira mulher do estado do Piauí e negra a tomar posse no Itamaraty e se tornar diplomata. Se tal feito sozinho já seria o suficiente para entender sua história como um épico, a diplomação é o desfecho uma incrível história de vida, que tem a força de Luana como combustível desde o início. Muito antes de se tornar a primeira diplomata negra piauiense, Luana, nascida em setembro de 1989, foi abandonada pela mãe ao nascer. Encaminhada por um juiz a um orfanato, seu destino parecia fadado a repetir o de tantas crianças de um dos mais pobres estados do país.

Com somente seis semanas de vida, no entanto, a reviravolta em seu destino começou, quando a agrônoma alemã Reinhild Roeder encantou-se pela recém-nascida quando a viu no orfanato, e decidiu por adota-la. Três meses depois, Luana tinha uma casa, e o amor de uma mãe dedicada. Reinhild tem uma casa no litoral do estado, mas mãe e filha foram viver na Alemanha. Depois de um período morando em Angola, Reihild e Luana voltaram para Teresina. Agora a jovem já trazia três idiomas fluentes, um desempenho escolar excepcional, e um novo destino.

Para poder seguir sua obstinação de tornar-se diplomata, mãe e filha mudaram-se mais uma vez, agora para Brasília, onde Luana cursou Relações Exteriores na Universidade de Brasília. Após se formar, mais seis anos de estudos intensos foram percorridos até que enfim veio a aprovação, pelo concurso público do Instituto Rio Branco, onde juntou o russo ao português, alemão e inglês. A emoção da mãe parece não cessar, desde o primeiro dia no orfanato, até a posse da filha, enfim, como diplomata. “Eu fiquei tão emocionada quando tomou posse. Sei que será uma grande diplomata como é uma grande filha”, disse Roeder, com a razão que só as mães possuem.

© fotos: reprodução/fonte:via

Ex-interno da Fundação Casa é premiado em feira de ciências com projeto ecológico

A história do jovem Jonathan Felipe da Silva Santos, de 18 anos, é a perfeita ilustração não só de como a educação pode transformar a vida das pessoas (e, com isso, melhorar a realidade em nossa volta) como de que investir na instrução de detentos traz benefícios não só para o preso, mas para toda a sociedade. Jonathan acaba de ganhar o título de revelação na Feira de Ciências da Educação de São Paulo, com o projeto de um composto capaz de, através dos resíduos de giz, corrigir a acidez do solo. O diferencial é que o projeto foi todo desenvolvido nas aulas que o jovem teve enquanto era um interno da Fundação Casa.

Jonathan foi preso por ter comprado uma moto que não sabia que era furtada, e tentado revender suas peças. Ele ficou na Fundação por sete meses, onde elaborou o projeto com a ajuda de professores e orientadores. A ideia surgiu nas aulas de química, quando descobriu que a acidez do solo prejudicava a agricultura. Ele então desenvolveu um composto que neutraliza essa acidez utilizando resíduos de giz escolar.

Atualmente Jonathan está no segundo ano do ensino médio em uma escola na cidade de Araçatuba, e seu sonho é concluir os estudos para cursar medicina veterinária. “Um pedaço de giz mudou minha vida e quero me dedicar para buscar meu objetivo agora”, ele disse. Tornar-se veterinário e conseguir um emprego para ajudar sua mãe é seu sonho – e sua inteligência e a ajuda de quem não desistiu dele foram e seguirão sendo seus combustíveis.

© fotos: reprodução/fonte:via

Este garotinho fundou seu próprio banco com 7 anos de idade e hoje o negócio prospera

Vivemos em um mundo cheio de possibilidades e, talvez por isso, algumas pessoas têm tanta dificuldade em escolher suas profissões. Não é fácil decidir o que fazer pelo resto da vida diante de tanta oferta e tantos questionamentos, porém, este não é o caso de Jose Adolfo Quisocala Condori, um garoto peruano, de 13 anos de idade.

Quando tinha apenas 7 anos, teve uma ideia que mudou completamente sua vida e das crianças de sua comunidade, criando um banco de poupança, que hoje já atende mais de 2000 crianças. A ideia surgiu quando ele percebeu que seus colegas gastavam toda a mesada em doces e brinquedos, sem guardar nada para compras mais significativas ou, simplesmente por guardar. Seguindo o exemplo de sua família, que sempre poupou dinheiro para as horas mais difíceis, Jose encontrou a fórmula perfeita para o seu empreendimento, na reciclagem.

O Bartselana Student Bank, foi fundado em 2012, em sua cidade natal – Arequipa – no Peru e, funciona com uma mentalidade de troca. Sua instituição só atende crianças, que podem se tornar clientes quando entregam pelo menos 5 kg de lixo reciclável. Para continuar sendo membro do banco, é preciso entregar, no mínimo, 1 kg de lixo todos os meses.

Ao abrir a conta, o banco e a criança estipulam uma meta de poupança e o dinheiro só poderá ser retirado quando a meta for atingida. Para garantir que somente as crianças se beneficiem deste dinheiro, somente elas podem fazer saques, nem mesmo os pais estão autorizados.

Entre 2012 e 2013, o Bartselana Student Bank coletou 1 tonelada de material reciclável e gerou economia para 200 crianças na escola de Jose. O sucesso é tanto, que hoje diversos bancos procuram o jovem para fecharem parcerias e, seu banco oferece cada vez mais serviços, como seguros, empréstimos e investimentos. O que o inspira é que as pessoas saibam administrar seu dinheiro desde a infância, para que no futuro não tenham maiores problemas.

Projeto dá novos e positivos usos para gaiolas apreendidas da caça ilegal

 

Você provavelmente concorda que a caça ilegal de animais deve ser combatida e que é importante libertar os animais enclausurados para prazer humano, certo? Mas já parou para pensar no que fazer com as gaiolas que (ainda bem) ficam vazias depois disso?

A questão foi levantada no Grupo de Escoteiros de Treviso, uma cidade de Santa Catarina. Foi assim que nasceu o projeto “Quem ama deixa voar”, em parceria com a Polícia Militar Ambiental do estado e com o Instituto do Meio Ambiente.

Em conjunto com o ateliê Maria Lamparina, os escoteiros pegam as gaiolas, que antes estavam abandonadas em depósitos, e as transformam em luminárias, porta-velas, floreiras, comedouros para animais, jardins suspensos ou o que mais a imaginação permitir.

As gaiolas reformadas serão expostas na praça da cidade e posteriormente distribuídas em estabelecimentos comerciais de Treviso, para que sua utilidade seja permanente.

Além do aspecto lúdico da transformação dos materiais, é uma ação de conscientização ambiental importante para as crianças e adolescentes do Grupo de Escoteiros, que, antes de colocar a mão na massa, recebem explicações sobre as origens das gaiolas apreendidas e a importância de preservar a vida silvestre.

Fotos via Maria Lamparina /fonte:via

Chocante: Hóspedes racistas abandonam piscina de hotel após menina negra entrar na água

O caso de racismo envolvendo uma criança de 4 anos – vítima de discriminação em um hotel de luxo em São Paulo, é o exemplo perfeito da forma de agir deste preconceito no Brasil.

Ser negro neste país é conviver com o risco de ser ofendido por causa da cor de sua pele a qualquer momento. Não importa, seja em uma simples ida até o supermercado ou para entrar no prédio onde mora, invariavelmente olhares e cochichos emergirão.

Um relato publicado no Universa, mostra outra característica da discriminação. Algumas vezes o racismo sequer pede licença. O caso aconteceu em uma tarde do domingo ensolarada no Hotel Fasano, em Porto Feliz, cerca de 100 km da capital paulista. Ava, de 4 anos, estava acompanhada pelos pais, quando toda sorridente foi para a piscina querendo fazer amigos.

Logo de cara, foi rejeitada pelas crianças brancas. “Você não está vendo que eu estou aqui?”, indagou uma delas, mostrando que desde cedo o racismo faz parte do, digamos, plano educacional de muitas crianças caucasianas do país.  

Luzinete da Silva Leandro, de 41 anos, é uma mulher negra, que trabalha como babá com a família. Calejada e possivelmente vítima de uma imensidão de preconceitos raciais, ela logo sacou o que se passava e pediu para a garota se afastar dos pequenos racistas.

Comprovando a tese que racismo vem de berço, as mães das crianças não repreenderam seus filhos, pelo contrário, insinuaram que Ava teria ‘micose’ ou algum outro tipo de ‘doença contagiosa’. Para completar, as madames se referiram a criança como ‘esse tipo de gente’.

Uma amiga de Maria – mãe da criança, ficou com Ava na piscina. Pasmem, as outras mães pegaram seus filhos e deixaram o espaço.

“Me deu raiva, vontade de chorar, me senti humilhada. Porque é como se não fôssemos gente. Como se negros só existissem para servir seus palacetes. Jamais para dividir a piscina”, disse Luzinete.

O Fasano emitiu uma nota lamentando o ocorrido. O hotel disse ainda que ‘“repudia qualquer ato de discriminação” e “reafirma seu compromisso em defesa do respeito humano e da diversidade e se coloca à disposição das autoridades para auxiliar na elucidação dos fatos”.

É importante ser dito que o Hotel Fasano Boa Vista é um point frequentado pela elite paulista. O espaço está localizado dentro de um condomínio de alto padrão onde a amiga de Maria tem uma casa. Racismo não existe?

Fotos: Reprodução/fonte:via

Tragédia: Agrotóxico da Monsanto está exterminando as abelhas, aponta estudo

A Monsanto é uma ameaça ao meio ambiente. O Roundup, vendido pela empresa norte-americana de agrotóxicos, é responsável pelo extermínio das abelhas. Um estudo feito pela Universidade do Texas, aponta que o glifosato presente no produto está afetando o microbioma intestinal das abelhas, as deixando vulneráveis à infecções.

Os pesquisadores dizem que o agrotóxico mais usado do mundo possui um princípio ativo chamado N-(fosfonometil)glicina, que contribui para a morte das abelhas. A artigo publicado no Proceedings of National Academy of Sciences explica que, assim como em seres humanos, a saúde das abelhas depende de um ecossistema de bactérias que vivem em seu trato digestivo.

O problema é que o glifosato inibe o desenvolvimento destas bactérias, causando um desequilíbrio que reduz a capacidade do inseto de combater infecções. O princípio ativo do Roundup age ao ser absorvido pela folha das chamadas plantas de crescimento rápido, o popular mato, impossibilitando a existência destas enzimas.

“Diretrizes atuais consideram que as abelhas não são prejudicadas pelo herbicida. Nosso estudo mostra que isso não é verdade”, explica Erick Motta – estudante de pós-graduação que liderou a pesquisa, ao lado da professora Nancy Moran.

O resultado foi possível por meio da realização de testes que expuseram as abelhas a níveis encontrados em plantações e jardins. Três dias depois de serem liberadas, os pesquisadores notaram uma redução da microbiota intestinal saudável nas abelhas.

Para se ter ideia dos efeitos, das oito espécies dominantes de bactérias saudáveis, quatro foram consideradas menos abundantes. O grupo mais atingido foi o da Snodgrassella alvi.

“Estudos em humanos, abelhas e outros animais mostraram que o microbioma intestinal é uma comunidade estável que resiste à infecção por invasores oportunistas. Se você interromper a comunidade normal e estável, estará mais suscetível a essa invasão de patógenos”, conta Nancy Moran.

O estudo integra uma longa lista de acusações contra a Monsanto. Há poucos meses, a companhia especializada em agrotóxicos foi condenada na Justiça dos Estados Unidos a pagar 290 milhões de dólares a um jardineiro com câncer terminal. A decisão foi considerada história e representa uma ameaça ao modo de operação de uma das empresas mais controversas do mundo.

Fotos: Creative Commons/fonte:via