Aos 90 anos, ele decidiu realizar o sonho de realizar uma graduação

Carlos Augusto Manço sempre teve o sonho de cursar a faculdade de arquitetura. Sem condições financeiras para bancar uma faculdade quando começou a vida profissional, ele optou por um curso técnico, mas rápido e barato, mas agora está se dedicando a realizar o sonho antigo. Detalhe: aos 90 anos de idade.

Morador de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, Carlos Augusto fez um curso técnico em desenho industrial e trabalhou por cinco anos no Departamento de Água e Esgoto da cidade, até conseguir emprego no campus local da USP (Universidade de São Paulo), na qual desenhou obras de expansão da faculdade até se aposentar.

“Sempre gostei da profissão, até pelo contato que tinha com engenheiros e arquitetos no tempo que estive na USP, mas devido a situação financeira não consegui fazer faculdade e por isso, fiz o curso técnico”, contou ao site da Barão de Mauá, faculdade onde estuda.

“Fui recebido muito bem por todos os colegas de classe e estou muito empolgado com o que estou aprendendo. Tenho vontade de fazer tudo!”, relatou o aposentado, que contou com o incentivo da família para se matricular.

 De acordo com a neta, Isabella, o falecimento da esposa, no ano passado, foi um grande baque para Carlos, depois de 62 anos de união. “Foi muito impactante. Agora tentamos dar novos incentivos à vida dele e um deles é a faculdade”, disse ao portal ACidade ON.

Os 90 anos não impedem que Carlos Augusto tenha uma vida ativa. Além da faculdade, ele cursa pintura livre na USP. Seu objetivo, após se formar como arquiteto, é colaborar com outros profissionais da área. Enquanto isso, ele vai inspirando colegas de sala e desconhecidos que também lutam por um sonho.

 

Por uma selfie, americano quebra o ‘dedo’ de estátua chinesa de 2 mil anos

Por mais maravilhosas que a internet, as redes sociais e as novas tecnologias sejam, elas também parecem diariamente redefinir os limites da irracionalidade humana – ou ao menos facilitar e estimular a exposição de idiotices que antes permaneciam privadas.

Em nome de uma selfie e uma gracinha entre amigos, um americano de 24 anos de idade destruiu parcialmente um exemplar de uma das mais importantes obras de arte e da arqueologia da humanidade: o Exército de Terracota, coleção de esculturas chinesas do século 3 a.C..

O americano em questão chama-se Michael Rohana e o ocorrido se deu em dezembro do ano passado: Michael estava com amigos no Instituto Franklin, na Filadélfia, nos EUA, participando de uma festa em outra dependência do museu, quando decidiu adentrar o local da exposição dos Guerreiros de Xian, como são conhecidos os soldados chineses esculpidos em terracota, sem autorização. Michael então abraçou uma das esculturas para uma selfie e, não satisfeito, decidiu levar como um souvenir o polegar do soldado para casa – não sem antes, é claro, postar uma foto do dedão.

As estátuas chinesas representam o exército do primeiro imperador chinês, Qin Shi Huang, e eram criadas como uma forma de arte funerária, para serem enterradas junto com o imperador, a fim não só de ilustrar a grandeza do governante como de protege-lo na vida após a morte. As cerca de 8 mil estatuas que compões a coleção foram descobertas em 1974, e cada uma delas chega a ser avaliada em cerca de 4,5 milhões de dólares. No museu da Filadélfia estão presentes somente 9 soldados.

Detalhe da escultura, acima antes do ocorrido, e abaixo, já sem o polegar

A falta do polegar foi percebida somente alguns dias depois, já em janeiro de 2018, e através das câmeras de segurança o rapaz foi identificado e, assim, preso por roubo e ocultação de obra de arte, além de transporte interestadual de peça roubada. Michael foi solto sob fiança e aguarda julgamento, mas a notícia enfureceu as autoridades chinesas, que agora exigem punição severa ao americano que destruiu um tesouro nacional chinês.

Os soldados de terracota, no museu arqueológico, na China

Se for condenado, Michael pode pegar até 10 anos de prisão – e uma vida inteira de vergonha.

 

© fotos: divulgação/fonte:via

Ela passou 4 meses criando corais de papel e o resultado é de cair o queixo

A talentosíssima artista francesa Mlle Hipolyte costuma dedicar seu tempo à ilustração e à direção de arte, mas são seus trabalhos com papel que mais nos chamaram atenção.

Ela é capaz de fazer incríveis obras inspiradas em aves e plantas, mas seu último trabalho, inspirado nos corais, atingiu um outro nível. Foram 4 meses em que ela se dedicou à obra, que tinha como um dos objetivos fazer com que ela aprimorasse sua técnica.

Com cortes 100% feitos à mão, Mlle também quis chamar atenção para a necessidade da proteção ambiental, por isso escolheu os corais, animais cuja ameaça de extinção pode causar um impacto tremendo à biodiversidade.

“Símbolo da fragilidade e de questionamentos sobre passado, presente futuro”, o trabalho incrível da francesa se tornou um quadro de 2 x 1 metros, mas cada pedaço é uma obra de arte em si.

Lindo, não é? Vale a pena acompanhar o trabalho da artista no Instagram ou no Facebook!

 

Arte por Mlle Hipolyte /fonte:via

Artista faz esculturas de papelão dos moradores da vila onde moram seus avós

O artista sino-americano Warren King começou a esculpir em papelão originalmente para trazer um pouco de fantasia e imaginação para a vida de suas crianças – a fim de enriquecer as memórias que eles terão, no futuro de sua infância. Aos poucos, porém, o tema da memória – de certa forma o tema essencial, direta ou indiretamente, de boa parte das criações artísticas – foi tomando conta de seu processo e intensificando seu trabalho. O que era um passatempo para a criação de máscaras e capacetes tornou-se um elaborado, belo e impactante ofício artístico – e uma visita ao vilarejo onde viveram seus antepassados impôs as relações com a memória como seu tema central.

A viagem à vila de Shaoxing, em sua primeira visita à China de seus antepassados, segundo King, foi o que o inspirou a tornar-se realmente um artista, como uma experiência transformadora. “Eu falei com residentes que lembravam de meus avô há mais de 50 anos”, ele afirmou. E foi assim que ele decidiu esculpir esses moradores que conheceu, e que trouxeram a ele uma memória tão sua, tão quente e constitutiva, mesmo sendo de coisas que ele pessoalmente não viveu.

Suas grandes esculturas de cada morador que conheceu procura justamente reencontrar nele mesmo esse passado que não é seu e ao mesmo tempo é o que lhe forma. “Estou tentando entender as frágeis conexões entre as pessoas e a cultura, e examinar se essas conexões, uma vez rompidas, podem ser reestabelecidas”, afirmou King. A série se chama Aldeões Shaoxing e, apesar de retratar uma história tão pessoas, parece forte e poeticamente dialogar com sentimentos e vivências universais.

 

© fotos: Warren King/fonte:via

Estas lindas esculturas de mármore unem atualidade e arte Renascentista

Se as obras de arte retratam sempre o espírito da época em que foram feitas, o trabalho do artista espanhol Gerard Mas cria um verdadeiro frankestein temporal. Dobrando o tempo e derramando atualidade sobre símbolos, hábitos, vestimentas e comportamentos da era do Renascimento, através de suas esculturas Mas atualiza o espírito do século XV adicionando uma dose intensa de contemporaneidade sobre as habituais figuras esculpidas no passado.

Sobre a elegância e a sobriedade dos homens e mulheres normalmente esculpidos no Renascimento o artista adiciona hábitos e adornos atuais – como mascar chicletes, botar o dedo no nariz, mostrar a língua, ouvir música em fones ou falar ao telefone.

“Eu pensei nas milhões de atitudes e situações que os trabalhos artísticos antigos simplesmente não podiam registrar por não ser apropriado. É algo como uma arte antiga inventada. Depois disso, os anacronismos e os elementos pop vieram como uma evolução natural”, ele disse. Entre o cômico, o irônico e o bizarro, o trabalho dialoga de forma interessante com o quanto pequenos símbolos e hábitos podem, de forma tão intensa, significar uma época.

 

© fotos: Gerard Mas/fonte:[via]

Artista cria incríveis miniaturas de terrários usando apenas papel

A artista Raya Sader Bujana, elevou seu amor às plantas a um outro nível: fazer com que elas durem para sempre. Residente na cidade de Barcelona, a jovem de origem libanesa-venezuelana criou uma série artesanal em miniatura de cactos e suculentas de papel em mini terrários encantadores.

Algumas das esculturas de papel medem entre 5 e 6 centímetros de altura e podem levar entre 5 a 20 horas para serem feitas com o máximo de detalhes possível.Raya abandonou os estudos em arquitetura para se dedicar totalmente ao paper art e design em 2008. Em seu site ela conta:

Eu meio que sempre soube que era o que eu queria fazer e estou muito feliz em poder fazê-lo agora. Eu criei vídeos stop-motion, peças encomendadas e esculturas, trabalhei com marcas como Nissan, Eastpak, HP, Metalarte, 7UP, Camper e DOIY e atualmente estou trabalhando em novas exposições para minha arte’, disse.

Ela também explica que sua arte é bastante influenciada pelo que aprendeu nos anos em que estudou arquitetura e por seu amor pela natureza.

Você pode comprar os mini terrários de Raya aqui. A média de preços é de R$ 340.

Veja suas criações:

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Antigo rei maia é encontrado em tumba de 1.700 anos

O local, "Enterro 80", durante a escavação. No centro, um vaso de pedra branca é cercado por ossos pintados de vermelho séculos depois do funeral.Foto de Cortesia de JUAN CARLOS PÉREZ, PROYECTO ARQUEOLÓGICO WAKA’ AND THE MINISTRY OF CULTURE AND SPORTS OF GUATEMALA

Enquanto arqueólogos finalizavam as escavações em El Perú Waka’, pequeno vilarejo no norte da Guatemala, um cientista encontrou a ossada perdida de um antigo líder maia.

“Por acidente, ele chegou no pé da tumba e, de lá, viu os ossos do rei”, disse o co-diretor de pesquisa David Finchel. Logo depois, a equipe de arqueólogos e antropólogos do Projeto Arqueológico El Perú Waka chamou o exército guatemalteco para proteger a área – procedimento padrão para prevenir roubos, de acordo com David. 

Os restos pertencem a um homem, enterrado “com a cabeça para o leste, envolto em tecido e colocado junto de vasos de oferendas”, disse David. Tudo isso são sinais da importância da figura, o que levou a equipe a concluir que tratava-se de um membro da classe governante. 

Mas como os pesquisadores sabem que a tumba pertenceu a um rei? “Sem inscrições oficiais nos artefatos ou na parede do túmulo, podemos apenas especular”, disse David. No entanto, várias pistas encontradas na tumba ajudaram os cientistas a formular, com confiança, hipóteses sobre o verdadeiro dono da tumba. 

A mais consistente é de que os ossos são do rei Te’Chan Ahk, cujo nome foi documentado mas pouco se sabe sobre sua vida. 

A ossada estava pintada em uma tonalidade avermelhada que pesquisadores acreditam ser resultado de um produto químico derivado do mercúrio, o cinábrio. Os ossos provavelmente foram coloridos em cerca de 600 d.C., séculos depois da morte do rei a da decomposição da sua carne. A morte não significava o fim da vida para líderes políticos e religiosos do Império Maia. Considerando que suas lamas continuavam ativas, os maias frequentemente entravam nas tumbas dos mortos para prestar homenagens.

O rei seria um dos primeiros membros do clã Waka, ou centopeia, dinastia que reinou do século 4 ao século 8. Datações iniciais feitas nos artefatos da tumba colocam o funreal entre 300 e 350 d.C. É uma das mais antigas tumbas reais já encontradas nessa parte da Guatemala. 

Um elaborado complexo foi construído em volta do túmulo nos anos que seguiram sua construção, David comentou. Chamado apenas de “Enterro 80” pelos pesquisadores, o sítio arqueológico tem sido um eixo para novas pistas sobre o passado maia da Guatemala. Em 2012, a mesma equipe fez uma de suas mais impressionantes descobertas ao escavar a tumba da rainha maia conhecida como “Senhora do Deus Serpente”. Antes, em 2006, tinham encontrado, pela primeira vez, um governante Waka.

Identificação do rei 

Apesar de muitos ossos e artefatos de dentro da tumba estarem bem preservados, os lados da pequena sala tinha desmoronado. Um grande complexo de palácio foi construído ao redor do túmulo, e uma provável invasão por rivais maias vizinhos causou os danos estruturais. Pesquisadores tiveram que se espremer sobre as mãos e joelhos para adentrar o túmulo.

Máscara de jade pintada de vermelho com cinábrio encontrada durante as escavações. No alto, um símbolo indica associação com o Rei do Milho.

Foto de Cortesia de JUAN CARLOS PÉREZ, PROYECTO ARQUEOLÓGICO WAKA’ AND THE MINISTRY OF CULTURE AND SPORTS OF GUATEMALA

O objeto mais importante entre os achados foi uma máscara vermelha com o rosto do rei que contém ornamentos normalmente vistos em representações do Deus do Milho. David explicou que era comum reis serem mostrados como figuras religiosas, e pedras de jade coladas nos dentes provam que o indivíduo pertencia às classes superiores. 

No total, 22 artefatos foram recuperados – 20 dos quais eram vasos cerimoniais funerários, um tipo de cerâmica rasa com abas.

“Todos os vasos parecem ter sido feitos com rapidez, o que pode significar que a pessoa morreu de forma inesperada”, disse Damien Marken, um dos pesquisadores envolvidos no projeto. Ele apontou que muitos deles não possuem a simetria e a habilidade artesanal típicas das cerâmicas maias. 

Damien disse que os vasos menores contiveram oferendas como tamales (um tipo de pamonha), chocolate e outras comidas que acompanhariam o indivíduo na vida após da morte. Para saber com certeza, David Freidel e sua equipe pretendem conduzir análises químicas dos resíduos deixados em algumas das cerâmicas. Ele concorda com Damien – alguns vasos podem ter contido comidas – mas lança outra hipótese – os resíduos podem ser de tóxicos, possivelmente nicotina ou trombeta, encontrados em outros vasos fúnebres. 

A equipe conduz pesquisas no Waka desde 2003, e os pesquisadores dizem que há muito por descobrir. Escavações na antiga cidade retornam na próxima primavera do hemisfério norte.fonte:via