Pesquisadores descobrem mundo oceânico perdido com cadeias vulcânicas de 3 km que orientam rotas de baleias

Quando pensamos que a ciência já mapeou cada cantinho desse mundo, vem uma nova descoberta para nos mostrar que ainda há muito o que explorar.

Pesquisadores que mapeavam uma área na Tasmânia acabam de descobrir uma cadeia de montes submarinos, alguns dos quais chegam a medir até 3 km de altura.

A descoberta foi realizada durante um mapeamento detalhado do relevo oceânico realizado por um navio de pesquisa da CSIRO, durante uma viagem exploratória de 25 dias liderada por cientistas da Australian National University (ANU).

Montes submarinos são montanhas existentes no fundo do oceano, que não chegam até a sua superfície. Normalmente, este tipo de relevo é resultante de uma atividade vulcânica ocorrida há muitos anos.

Segundo depoimento dos pesquisadores ao Daily Mail, estas áreas também funcionam como verdadeiros paraísos para a vida marinha, oferecendo pontos de parada vitais para animais migratórios. As baleias, por exemplo, podem usar estes locais para orientar suas rotas pelos oceanos.

Foto em destaque: CC BY 3.0 Whit Welles

Fotos no corpo do texto: CSIRO fonte:via

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Ela pintou 12 gatos no estilo de 12 artistas consagrados e o resultado é adorável

Apaixonados por gatos também irão se apaixonar pelo estilo da ilustradora Veselka Velinova. Ela se desafiou a desenhar 12 gatos copiando 12 conhecidos estilos artísticos.

Eu criei esta série de gatos porque sou fascinada pela variedade de estilos encontrados na história da arte. Tentei recriar ideais artísticos, estilo, bem como abordagens técnicas de cada um dos períodos artísticos“, descreveu ela em um texto para o site Bored Panda.

Será que você consegue adivinhar qual a inspiração por trás de cada uma destas ilustrações maravilhosas?

Imagens: Veselka Velinova fonte:via

Veja como o Vesúvio literalmente explodiu o crânio de pessoas que viviam próximas ao vulcão

Uma equipe de arqueólogos italianos descobriu que a erupção do monte Vesúvio queimou corpos humanos mais rápido do que se eles tivessem sido cremados. A erupção de 79 a.C. gerou uma quantidade de calor tão alta que fez com que o sangue das vítimas fervesse, o crânio explodisse e os músculos e cérebro virassem cinzas rapidamente.

Eles descobriram esses detalhes ao estudar os restos mortais das pessoas que morreram em Herculaneum, uma pequena cidade a 6 km do monte Vesúvio. Ao contrário das pessoas que viviam em Pompéia e morreram sufocadas pelos gases tóxicos, as pessoas da primeira cidade morreram por conta do calor extremo.

Partículas de ferro


Os pesquisadores encontraram restos de muitas pessoas que se esconderam em uma casa de barcos perto do mar em Herculaneum. Os ossos exibem fraturas semelhantes à de ossos cremados, e crânios rachados. As partes moles das vítimas, como músculos, gordura e órgãos foram substituídos por cinzas instantaneamente. Eles também identificaram traços de ferro perto dos ossos. Isso poderia indicar duas coisas: que havia alguma moeda ali no momento do choque térmico, ou que o sangue ferveu tão rapidamente que deixou as partículas de ferro pelo caminho.

Músculos desapareceram

Além disso, a posição dos ossos conta uma história bastante detalhada. Normalmente vítimas de carbonização ficam com em posição que lembra a de um boxeador, uma vez que seus músculos se contraem com o calor. Mas os ossos das vítimas do Vesúvio não apresentam este posicionamento, o que indica que seus músculos “desapareceram” mais rápido do que se eles tivessem sido cremados.

As ondas de calor fortíssimo que causaram todo esse estrago se chamam fluxos piroclásticos, e viajam a velocidades que chegam aos 700 km/h, com temperaturas de até 1.000°C.

fonte:via[Plos One, CNet]

Material genético de duas mães geram filhotes de ratos saudáveis

Utilizando células-tronco e técnicas de edição de genes, cientistas chineses foram capazes de criar ratos com pais do mesmo sexo – tanto com duas mães quanto com dois pais. Os animais com dois pais sobreviveram apenas dois dias, mas aqueles com duas mães cresceram saudáveis e foram capazes de chegar até a idade adulta e ter filhotes próprios.

O trabalho, apresentado em 11 de outubro na revista Cell Stem Cell, analisa o que torna tão difícil para os animais do mesmo sexo produzir descendentes e sugere que algumas dessas barreiras podem ser superadas com as técnicas utilizadas no estudo.

A partenogênese, a reprodução de um óvulo não fertilizado, não é uma maneira incomum de reprodução entre animais. Alguns peixes, insetos e répteis fazem isso. Mas não mamíferos. Na nossa espécie, pais dos dois sexos biológicos são necessários para conceber uma prole, e o óvulo precisa ser fertilizado por um espermatozoide. Os cientistas têm tentado descobrir por que isso acontece há muito tempo.

Segundo Qi Zhou, um dos autores do estudo, o interesse principal dos pesquisadores era justamente esse: entender por que os mamíferos só conseguem se reproduzir através de relações sexuais. “Fizemos várias descobertas no passado combinando reprodução e regeneração, então tentamos descobrir se ratos normais, com duas mães fêmeas ou até com dois pais machos, poderiam ser produzidos usando células-tronco embrionárias haplóides com deleções de genes”, explica ele ao site Phys.org.

Em entrevista ao portal Popular Science, o geneticista Richard Behringer, da Universidade do Texas, nos EUA, diz que a vantagem de ter informações genéticas de dois genitores é ter mais diversidade. “Você está misturando na variação e na reconfiguração”.

Bloqueio

Durante a reprodução entre mamíferos, certos genes maternos ou paternos são bloqueados durante o desenvolvimento da linha germinativa por um mecanismo chamado imprinting genômico. Por isso, os descendentes que não recebem material genético tanto da mãe quanto do pai podem apresentar anormalidades no desenvolvimento ou podem não sobreviver. No passado, pesquisadores já haviam conseguido produzir animais com pais do mesmo sexo eliminando esses genes de óvulos imaturos. No entanto, estes animais ainda assim tinham características defeituosas, e o método em si é muito pouco prático e difícil de usar, diz Zhou ao Phys.org.

Para produzir seus ratos saudáveis, Zhou e seus colegas utilizaram células-tronco embrionárias haplóides (CES), que contêm metade do número normal de cromossomos e DNA de apenas um dos pais. Os pesquisadores criaram os ratos com duas mães retirando três regiões do genoma de CES haplóides contendo o DNA de uma das mães e as injetando nos óvulos de outra fêmea. Eles produziram 29 ratos vivos de 210 embriões. Os ratos cresceram normais até a idade adulta.

Uma vantagem do uso de CES haplóides é que, mesmo antes de os genes problemáticos serem eliminados, eles contêm menos da programação de impressão que causa a expressão de genes específicos maternos ou paternos. Baoyang Hu, um dos co-autores do estudo, conta que os pesquisadores descobriram no estudo que as CES haplóides são mais semelhantes às células germinativas primordiais, os precursores de óvulos e espermatozóides. “A impressão genômica encontrada em gametas foi ‘apagada’”, explica.

Avanços

Doze camundongos vivos com dois pais machos também foram criados, usando um procedimento semelhante, porém mais complicado. CES haplóides contendo apenas o DNA de um genitor masculino foram modificadas para excluir sete regiões-chave impressas. Os CES haplóides editados foram então injetados – juntamente com espermatozóides de outro camundongo macho – em uma célula-ovo que teve seu núcleo e, portanto, seu material genético feminino, removido. Isso criou um embrião contendo apenas DNA genômico dos dois pais machos. Esses embriões foram transferidos juntamente com material placentário para ratas que serviram como mães de aluguel.

Esses filhotes sobreviveram 48 horas após o nascimento, mas os pesquisadores planejam melhorar o processo para que os camundongos bipaternos vivam até a idade adulta. Resultados semelhantes foram alcançados em 2011, mas usando um método que dependia de uma intermediária feminina produzida a partir das células-tronco do primeiro pai para acasalar com o segundo pai.

Segundo os pesquisadores, há obstáculos para usar esses métodos em outros mamíferos, incluindo a necessidade de identificar genes problemáticos impressos que são únicos para cada espécie e preocupações com os descendentes que não sobrevivem ou que experimentam anormalidades graves. Eles esperam, no entanto, explorar essas técnicas em outros animais no futuro.

Para Behringer, o novo estudo mostra quão delicado é o equilíbrio das contribuições do genoma masculino e feminino na reprodução de mamíferos. É um equilíbrio que os cientistas ainda estão sentindo como manipular, mas esse entendimento pode ter implicações para coisas como clonagem e criação de animais e talvez, algum dia, possa permitir que casais do mesmo sexo tenham filhos biológicos usando o material genético de ambos os pais ou mães. Os processos atuais não poderiam ser usados para seres humanos. “Mas tenho certeza de que há tecnologias chegando e pequenas reviravoltas que tornarão isso possível”, diz Behringer.

fonte:via[Popular Science, Phys.org]

Museu das comidas nojentas vai te fazer repensar tudo que você sabe sobre quitutes

Cada um de nós possui suas preferências e peculiaridades gastronômicas, as comidas que nos fazem salivar instantaneamente, e aquelas que não podemos sequer sentir o cheiro. Alguns alimentos, porém, ainda que tradicionais em lugares pelo mundo, parecem impossíveis de serem digeridos. Comidas nojentas para a maioria da população, que para alguns é visto como uma iguaria. O pesquisador e psicólogo Samuel West reuniu tais alimentos “nojentos” em seu The Disgusting Food Museum, literalmente O Museu das Comidas Nojentas, dedicado às comidas mais “exóticas” do mundo.

O acervo do museu apresenta 80 alimentos diferentes, os quais os visitantes podem ver e cheirar e eventualmente até provar – ainda que provavelmente ninguém de fato deseje tal inteiração. Entre as “nojeiras” exibidas, estão verdadeiras bizarrices como morcegos, queijos com vermes, pênis de boi, “smoothies” de sapo, frutas de terrível odor intenso, e o famoso surströmming, um peixe sueco conhecido como a comida mais fedorenta do mundo.

A ideia para o museu, segundo West, veio do desejo de desafiar nossas noções do que é um alimento nojento – especialmente diante da realidade da produção de algumas de nossas comidas. “Nossa produção de carnes atual é terrível para o meio-ambiente, e precisamos urgentemente começar a pensar em alternativas. Mas muitas pessoas têm nojo da ideia de comer insetos e são céticas sobre carnes produzidas em laboratório”, disse West. “Se conseguirmos mudar nossas noções de quais comidas são ou não são nojentas, poderemos potencialmente ajudar nossa transição para proteínas mais sustentáveis”.

 A ideia é oferecer uma experiência divertida e, ao mesmo tempo, educacional, reunindo pontos verdadeiramente peculiares das mais diversas culturas do mundo. “O que é mais nojento? Comer um porquinho da índia ou um porco comum – há alguma diferença?”, pergunta West. “O museu visa mudar nossa visão do que é nojento e do que não é. Esperamos que isso nos leve para um futuro de comidas mais sustentáveis no futuro”.

fotos: reprodução/fonte:via

Artista revela a tristeza e solidão por trás da fama das pessoas mais conhecidas do mundo

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Você consegue imaginar como seria sua vida se você fosse um astro mundialmente conhecido? Ser célebre a este ponto implica muito mais do que ‘apenas’ a falta de liberdade. A vida editada que estamos acostumados a ver nas redes sociais das celebridades, não é a vida como ela é, cheia de medos, frustrações e muita solidão. É exatamente isso que o artista visual Saint Hoax quis mostrar em sua série, “MonuMental”.

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Através de suas pinturas a óleo, seu objetivo é retratar a efemeridade da fama e mostrar que, na verdade, o que vemos são os personagens que as pessoas incorporam, até para conseguirem lidar com a fama, pois a essência nós nunca saberemos.

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Sua arte é ácida e, ele mesmo se define como politicamente incorreto. Fred Mercury, Lady Di, Michael Jackson e até a rainha Elisabeth II fazem parte de sua série. Pegando nos pontos fracos destas pessoas, Hoax nos faz refletir sobre a fama e nossa própria humanidade, afinal, somos todos iguais! Sua série será exibida a partir da próxima semana, em uma galeria de arte, em Beirute.

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Fotos: Saint Hoax /fonte:via

Pilares de Lena: a imponente floresta de pedra do leste da Rússia

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Por mais abundante e onipresente que sejam as belezas naturais do planeta, muitas vezes algumas joias a natureza nos esconde, e exige especial dedicação para que possamos aprecia-las. É o caso da incrível floresta de pedra de Lena, em Yakutsk, na Sibéria, uma das mais espetaculares maravilhas naturais da Rússia, onde os Pilares de Lena se estendem por dezenas de quilômetros à beira de um rio: para alcançar o local é preciso viajar por horas de avião até a região, e atravessar um passeio de barco por quatro dias.

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E o esforço definitivamente vale a pena: as formações de pedra de cerca de 500 milhões de anos crescem à alturas de até 150 metros rumo ao céu. As extremas temperaturas no Parque Natural Pilares de Lena – mais de 40 graus no verão, e cerca de -60 graus no inverno – provocam um processo criogênico nos pilares que fragmenta as pedras, criando os vãos entre elas feito fosse um bosque de pedras.

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O local foi decretado como Patrimônio Mundial em 2006, também por ser reduto de centenas de tipos de fósseis primitivos, como de mamutes, bisões e rinocerontes, assim como de milhares de outros registros ancestrais da vida na Terra. Acima de tudo, porém, a beleza estonteante e quase assombrosa do lugar nos lembra de como a criatividade e o impacto da natureza é efetivamente insuperável.

© fotos: reprodução/fonte:via