Padaria anarco-comunista de Paris serve café grátis, orgânicos e dá desconto aos mais pobres

O primeiro governo operário da história, formando uma república proletária através de um regime comunal de caráter socialista, aconteceu em 1871, em Paris. A famosa Comuna de Paris durou somente 72 dias, tendo sido esmagado com violência extrema. A capital francesa, portanto, gosta de se colocar na vanguarda de levantes de esquerda. Mas ela é também famosa por seus espetaculares pães – e uma padaria parisiense reuniu essas duas tendências, criando a primeira padaria anarco-comunista da história.

La Conquête du pain, ou A Conquista do Pão, é gerida, segundo seu co-fundador Pierre Pawin, em total comunhão entre todos, para que possam progredir juntos e não em competição. “Isso é ser anti-capitalismo”, ele diz. Lá você pode provar um sanduíche Karl Marx ou Angela Davis, enquanto toma um café Zapatista, oferecido gratuitamente, lendo livros revolucionários à disposição. Os produtos da padaria são todos orgânicos.

Seus proprietários sabem que a padaria está inserida no capitalismo, e não negam tal situação – a ideia é lidar com ela de forma diferente, através de decisões políticas internas diferenciadas. Preços, salários – todos ganham a mesma coisa -, a ausência de hierarquias na equipe, as decisões em assembleia, tudo é pensado pelo coletivo.

A Conquista do Pão também se posiciona contratando jovens menos privilegiados para se tornarem padeiros, e não há descriminação: ainda que sejam ateus militantes, a maioria dos empregados é muçulmana. Ainda que vendam uma das baguetes mais baratas de Paris, há um preço especial para quem não pode pagar: 75 centavos. Quando estão para fechar, as sobras são todas distribuídas para quem precisa – e volta e meia os proprietários oferecem gratuitamente seus pães para refugiados e pessoas em situação de rua.

Seja o leitor de esquerda ou de direita, é difícil não se comover e abrir um sorriso com tal iniciativa. Dentro ou fora do capitalismo, esteja de que lado se esteja, é possível ser consciente e agir positivamente pelo social em cada gesto – inclusive quando se faz um pão.

© fotos: Facebook/divulgação

Casinha de cachorro sustentável tem teto verde e ventilador movido a energia solar

Seus conceitos sobre o que é uma casinha de cachorro incrível provavelmente irão mudar depois de conhecer esta incrível casa de catíoros sustentável. Desenvolvida pela empresa californiana, Studio Schicketanz, ela possui teto verde com sistema de irrigação, ventilador movido a energia solar e é 100% feita com materiais ecológicos.

Os arquitetos responsáveis criaram esta mansão dos sonhos com o objetivo de ser funcional e sustentável ao mesmo tempo, sem esquecer jamais que o foco são os cachorros. Além de janelinha para que eles possam observar a vida lá fora, ela possui uma espécie de gaveta, onde os donos podem guardar alguns objetos ou até mesmo sacos de ração.

As boas ideias não param por aí! Pensando também em facilitar a vida dos donos, os brilhantes arquitetos desenvolveram um sistema de dreno interno, que fica embutido no chão e ajuda muito na hora de fazer aquela faxina.

Pensando também nos dias de calor, o telhado verde possui um jato de água para refrescar os bichinhos, mas sem desperdício, pois o bebedouro também está conectado a este sistema.

Apaixonou? Nós também! Esta maravilha da arquitetura já está sendo exibida no Concurso Carmel Canine Cottages –  na Califórnia e será leiloada logo depois, com os fundos destinados à Sociedade para a Prevenção da Crueldade contra os Animais (SPCA).

Fotos: Studio Schicketanz  /fonte via

Ilustrações revelam o horror das remoções cirúrgicas de partes do corpo no século 19

 

A anestesia só começou a ser usada na medicina por volta de 1840. Antes disso, porém, cirurgias já eram realizadas em diversas partes do corpo. Algumas vezes, o objetivo destas operações era de remover um órgão, como mostra o livro A Treatise on Operative Surgery (“Um tratado sobre cirurgia operatória”, em tradução livre), de Joseph Pancoast.

Publicada no século 19, a obra é repleta de litografias que retratam como eram feitas as remoções cirúrgicas na época. Com um total de 380 páginas de descrição, o livro conta ainda com mais de 400 imagens descrevendo exatamente as técnicas usadas nas operações – e faz qualquer pessoa ficar felizona pelos avanços da medicina.

Ainda que a obra pareça quase medieval, Pancoast foi responsável por desenvolver técnicas cirúrgicas avançadas para o período, incluindo uma sutura usada na rinoplastia e procedimentos neurocirúrgicos. O tratado escrito por ele inclui até mesmo o relato de um dos mais antigos enxertos de pele feitos, para a reconstrução do lóbulo da orelha de um paciente.

Por mais que sejam apenas desenhos, eles não são recomendados para quem tem estômago fraco. Se não for o seu caso, rola pra baixo e confira mais dessas obras de arte da medicina precária:

Fotos: A Treatise on Operative Surgery/Reprodução/fonte:via

2BOATS: o laboratório fotográfico portátil que está percorrendo toda a Europa



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As pessoas estão desistindo cada vez mais de trabalhar em escritórios tradicionais e começando a ressignificar o conceito de trabalho. As novas tecnologias facilitam muito a criação de espaços experimentais, como os laboratórios portáteis de fotografia, como o 2BOATS, criado pelos fotógrafos Claudius Schulze e Maciej Markowicz.

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O estúdio flutuante foi construído pelos próprios artistas, para abrigá-los enquanto viajam pela Europa. Dividido em 2 barcos, o primeiro funciona como uma sala de workshops, onde eles discutem, recebem alunos e guardam seus materiais. Já o segundo, apelidado de Obscuraboat, funciona como uma câmara escura funcional e abriga a coleção de fotografia dos jovens criativos.

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A iniciativa faz parte do ‘Projeto Übermut’, da visitBerlin e Hamburg Marketing, financiada pelo Ministério das Relações Exteriores da Alemanha. Desde que embarcou em sua viagem, a dupla vem participando de feiras de fotografia, como a Unseen Photo Fair de Amsterdã e a Paris Photo. Depois de meses de movimento, a 2BOATS completará sua jornada na Trienal de Fotografia de Hamburgo em junho. Que projeto maravilhoso!

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Fotos: 2BOATS fonte:via

Refugiados no Brasil ensinam idiomas e criam intercâmbio cultural com os locais






Estar longe de casa não é nada fácil, ainda mais quando se está em fuga devido conflitos, miséria e demais problemas em seu próprio país. Visando acolher e ainda oferecer uma atividade que beneficie a todos, o Abraço Cultural é um curso de idiomas ministrado por refugiados de vários países, com objetivo de promover a troca de experiências, inserção no mercado de trabalho, geração de renda e valorização pessoal e cultural dos professores.

A ideia inteligente, desenhada pela plataforma social atados, já cruza fronteiras e barreiras em suas raízes, gerando para os alunos, além do aprendizado de uma nova língua, a quebra de barreiras culturais e proporcionando aos refugiados novas experiências com a comunidade local, valorizando as diferenças.

Em 2016, a iniciativa desembarcou no Rio de Janeiro. São duas unidades com vagas para os cursos de inglês, francês, espanhol e árabe. Você pode optar pelo formato intensivo ou extensivo.

Milhares de pessoas foram formadas pelo curso, que agora está no RJ

O intensivo acontece em janeiro e junho. A duração é de um mês, com quatro aulas de duas horas cada por semana. O extensivo está disponível de março a junho e de agosto a dezembro. São quatro meses de curso, com duas aulas de 1h30 por semana.

O programa prevê ainda aulas culturais. Oportunidade para aprender mais sobre culinária, dança, literatura, cinema, curiosidades, política e história de um país diferente. Elas ocorrem em duas oportunidades no curso intensivo e uma vez por mês no extensivo.

Construção coletiva do saber

Somados, São Paulo e Rio de Janeiro despertaram o interesse de mais de 3.500 estudantes. Mais de 90 refugiados foram capacitados. O esforço coletivo rendeu R$ 2,5 milhões de reais de renda para refugiados.

Mais informações também no Abraço Cultural.

E-mail: contato@abracocultural.com.br

Fotos: Divulgação / fonte:via

Cientistas encontram pen drive com fotos de leões marinhos em fezes de foca

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Um notícia, no mínimo inesperada. Na Nova Zelândia, enquanto cientistas examinavam uma amostra de fezes de uma foca-leopardo, mais do que pistas do que os excrementos poderiam revelar sobre a vida da foca, um pen drive foi encontrado. O dispositivo, que estava em boas condições, continha fotografias de leões marinhos e um vídeo de uma fêmea com seu filhote.

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As fezes foram coletadas por um veterinário que examinou uma foca doente, mas acabaram ficando armazenadas em um congelador durante um ano, quando finalmente foram descongeladas para uma pesquisa sobre as focas-leopardo, no Instituto Nacional da Água e da Pesquisa Atmosférica (NIWA).

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O dono do pen drive ainda não foi identificado, pois a única pista que as fotos deixou foi que ele possui um caiaque azul. Para descontrair, o NIWA fez uma postagem com o objetivo de encontrá-lo: “Se as fotos são suas e você deseja o pendrive de volta, existe um preço. Os cientistas que pesquisam focas-leopardo querem mais fezes, por favor”.

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Fotos: Unsplash/fonte:via

500 itens da coleção de arte japonesa de Van Gogh são liberados para download



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A prepotência do homem, não somente impede que ele enxergue toda a grandiosidade na natureza, como a destrua. É exatamente isso que o fotógrafo italiano Gustav Willeit mostra em sua nova série fotográfica – PERAT II. Especializado em fotos de natureza, sua finalidade é nos apresentar toda a majestad

Fato ainda desconhecido para muitos apreciadores de Van Gogh, o pintor holandês responsável por um dos quadros mais conhecidos do mundo – ‘A noite estrelada’, era um ávido colecionador de xilogravuras japonesas, tendo recebido bastante influência da arte oriental em suas próprias criações. Agora você poderá ter acesso à estas referências, já que o Museu Van Gogh – em Amsterdã, acaba de disponibilizar para download mais de 500 itens da coleção particular do artista.

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No final do século 19, muitos artistas europeus foram influenciados pela arte japonesa, na tentativa de fugir dos padrões e regras rígidas da arte ocidental. A busca por uma arte inovadora, fez muitos artistas, como Edgar Degas e Van Gogh estudarem a fundo a arte do Japão, prática que acabou ficando conhecida como japonismo.

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Retratando paisagens naturais, atores de kabuki, lutadores de sumô, contos populares e, até assuntos eróticos, o objetivo era modernizar a arte ocidental, até então bastante engessada. O estilo inovador de Van Gogh talvez tenha sido resultado de tudo o que ele aprendeu com a liberdade da arte japonesa. Vamos conferir?

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Fotos: Van Gogh Museum fonte:via