Pela primeira vez em 30 anos, governo sueco distribui cartilha de sobrevivência durante guerra

O medo de uma Terceira Guerra Mundial permanece assustando cidades europeias. Com as crescentes tensões entre países como os Estados Unidos, Coreia do Norte e Rússia e ameaças de ataques cibernéticos e terroristas, a Suécia acaba de iniciar um programa de orientação populacional sobre medidas para se proteger de um possível conflito.

Mais de 4 milhões de famílias foram alvo da campanha, que tem o intuito de passar orientações de sobrevivência como a importância de priorizar alimentos não perecíveis e que não precisem de água para serem preparados, como purê de batata, barras energéticas, sardinhas e macarrão.

A medida chama atenção por ser a primeira vez em que instruções desse tipo são dadas desde a década de 1980. Aliás, as versões originais foram distribuídas pelo governo durante a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria.

Esta não é a primeira vez em que a Europa alerta a população sobre os perigos da guerra. Em 2016 a Alemanha aconselhou os cidadãos a armazenarem comida e água em casos de emergência.

Fotos: Unsplash/fonte:via

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Série fotográfica mostra como a guerra afeta a fisionomia dos combatentes

Foi trabalhando para a agência francesa de notícias AFP que a fotógrafa irlandesa Lalage Snow entrou em contato não só com a guerra no Afeganistão propriamente (a qual, durante cerca de 4 anos, Snow cobriu) como com os soldados britânicos em campo de batalha – as pessoas e faces por trás e à frente da guerra.

Assim nasceu o projeto We Are The Not Dead (Nós Somos Os Que Não Morreram, em tradução livre): do desejo de dar rosto aos soldados para que eles mostrem o que a guerra realmente é.

“Para mim, essa é a própria essência da fotografia: das voz às pessoas”, escreveu Snow. Assim, elas dividiu os ensaios em três retratos: um inicial, antes do retratado ou retratada irem para a guerra, um ao meio, durante sua presença no conflito, e um final, alguns meses após o retorno do campo de batalha.

No site de Snow é possível ver, junto com as fotos, uma fala direta do soldado em questão.

O trabalho foi concluído entre 2010 e 2011, e desde então recebeu muitos elogios mas também muitas críticas – acusando-a de fazer os soldados parecerem melhores durante a guerra, de manipular as imagens através da luz, de que o trabalho teria fundamentos de propaganda. Snow garante que sequer usou iluminação artificial, e que seu desejo era mesmo um só: revelar o lado humano e singular dos conflitos. “Eu quis ir além das estatísticas”, ela disse, “e mostrar quem são essas pessoas”.

© fotos: Lalage Snow/fonte:via

16 fotografias assustadoras da Guerra do Vietnã pelas lentes geniais de Larry Burrows

As guerras podem dizer muito sobre a humanidade, e não é à toa que grandes diretores já fizeram filmes com os conflitos como pano de fundo para histórias sobre os humanos que fazem parte delas. Mas dificilmente a melhor das ficções poderá superar a realidade.

Daí vem a importância dos fotojornalistas que arriscam a vida para captar imagens dos conflitos. É o caso do britânico Larry Burrows, que clicou a Guerra do Vietnã entre 1962 e 1971. Suas coleções foram constantemente publicadas pela Revista LIFE, e seu trabalho costuma ser usado como referência pela dureza das imagens que documentaram os horrores da guerra.

Se a Guerra do Vietnã trouxe reconhecimento profissional a Burrows, também foi responsável por sua morte: em 1971, ele e outros três fotojornalistas morreram depois que o helicóptero que os transportava até o Laos para registrar uma operação militar foi abatido.

Atenção: contém imagens fortes

 

Fotos © Larry Burrows/fonte:via

Como os americanos escondiam fábricas de aviões dos ataques aéreos japoneses

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Boeing fabricava seus aviões militares B-17, considerados verdadeiras fortalezas voadoras, com um enorme poder de destruição. Porém, quem passasse pela fábrica em que essas máquinas da morte eram construídas poderia encontrar uma cena tão pacata quanto algumas mulheres tomando banho de sol.

Para despistar possíveis ataques aéreos e esconder a construção das aeronaves, o governo americano contratou o cenografista de Hollywood John Stewart Detlie para um de seus maiores projetos: criar uma cidade cenográfica na vida real.

Detlie servia o exército na época e foi o responsável pela camuflagem da fábrica da Boeing que construía os aviões durante a Segunda Guerra Mundial. Para que a criação fosse ainda mais realista, uma equipe de atores foi contratada para viver no bairro cenográfico, segundo relata o site Vintage Everyday.

Ainda de acordo com a publicação, submarinos japoneses haviam sido vistos próximos às baía de São Francisco em 1942 e, portanto, o governo americano quis tomar todas as medidas possíveis para que a área não se tornasse o novo alvo dos inimigos, o que levou à construção do bairro falso.

Vista de cima, a vizinhança parecia uma pacata área urbana. De perto, no entanto, era fácil perceber que tratava-se apenas de uma fachada. Nem mesmo as árvores eram reais. O cenário foi praticamente todo construído com madeira compensada e papelão.

Sob essa fachada, cerca de 30.000 pessoas construíam 300 aviões de guerra por mês. Os boeings B-17 foram responsáveis pela explosão de 640 mil toneladas de bombas sobre a Alemanha, segundo o Bored Panda.As imagens desta cidade “de mentirinha” foram registradas em uma série de fotografias raras que você encontra nesta página.

É até difícil de acreditar no que vemos. Confere só!

 

A história por trás da foto que mudou a Guerra do Vietnã há 50 anos

No dia 01 de fevereiro de 1968, o Brigadeiro General Nguyen Ngoc Loan, chefe de Polícia Nacional do Vietnã do Sul, sem se intimidar ou mesmo tomar conhecimento da câmera fotográfica que lhe espreitava a poucos metros, e sem alterar sua feição, apontou displicentemente seu revólver para a cabeça de um prisioneiro no meio de uma rua de Saigon, e disparou.

É certo que o clique da câmera fotográfica do americano Eddie Adams ficou encoberto pelo estampido do disparo, mas a imagem é ainda hoje tão ruidosa quanto foi há quase exatos 50 anos, quando foi publicada para alterar o rumo da Guerra do Vietnã e da própria história do Século 20.

Eddie já havia coberto a Guerra da Coréia, em 1951, e vinha trabalhando há alguns anos no campo de batalha do Vietnã para a agência Associated Press, quando cruzou, nas ruas de Saigon, com a fatídica cena.

Ele inicialmente pensava se tratar de um interrogatório improvisado, até notar o general sacando sua arma – e ele então sacar sua câmera.


© Eddie Adams/AP

A imagem do exato instante da execução sumária de Nguyen Van Lem, um jovem soldado vietcong, sem uniforme, com as mãos algemadas às costas, estamparia a capa dos principais jornais americanos e do mundo nos dias seguintes, há quase exatos 50 anos.


Capa do New York Times do dia seguinte, 02 de fevereiro de 1968

Executar um prisioneiro detido, algemado, que não representa perigo algum, seja ele quem for, esteja ele do lado que estiver, é violação de qualquer acordo ou convenção de guerra internacional. o gesto do chefe de polícia se agravou intensamente diante de um dado simbólico incontornável para a então opinião pública americana: o executor não era um comunista, mas sim um membro do governo do Vietnã do Sul, aliado dos EUA – o “vilão” em questão era um amigo. O foco certo, na direção correta, no instante exato, e a brutalidade e o absurdo da Guerra do Vietnã começavam a ser desnudadas em uma fotografia.


As outras fotos da sequência de imagens que registrou a execução em Saigon © Eddie Adams/AP


O fotógrafo Eddie Adams no Vietnã, em 1965 © AP

Toda guerra esconde seus verdadeiros motivos em coleções de mentiras, que precisam ser afirmadas para sustentar seus injustificáveis propósitos, em um teatro infame ao custo de milhões de vidas – alimentado pelo medo, esse combustível infalível, que poderosos de todos os calibres aplicam sobre as populações. Com a Guerra do Vietnã não foi diferente: um conflito fadado ao fracasso, que convocou milhares e milhares de jovens principalmente americanos (mas não somente) a massacrarem outros jovens sul-vietnamitas em nome da abstrata luta contra o comunismo e, ainda assim, perderem a guerra.


Combatente vietcong morto estirado ao chão em Saigon © Eddie Adams/AP

Cerca de 60 mil americanos foram mortos no conflito, enquanto 250 mil soldados do Vietnã do Sul (aliado dos EUA), 1.1 milhão de soldados do Norte e 2 milhões de civis, em ambos lados, aproximadamente acabaram mortos ao fim do período principal da guerra, entre 1965 e 1974. Se tais reais propósitos estão sempre encobertos por essa densa nuvem de medo, mentiras e preconceitos, há quase exatos 50 anos essa única fotografia de Eddie foi capaz de começar ao menos a dissipar a cortina de fumaça e revelar a violência inócua que movia o horror no sudeste da Ásia.

Duas fotos revelando os momentos que antecederam a execução © Eddie Adams/AP

Enquanto os mestres da guerra e do poder se inflavam e enriqueciam, as populações dos países envolvidos eram massacradas sem mais nenhum propósito real à vista – não havia mais luta contra ou pelo o comunismo que justificasse tal massacre. A foto de Eddie tornou-se justamente um outro combustível para que a opinião pública internacional, e principalmente a americana, começasse a mudar sua posição a respeito da Guerra do Vietnã.


O instante do disparo, na foto que mudaria o mundo e a vida de Eddie…


..e o instante seguinte à icônica foto © Eddie Adams/AP

As mentiras se davam em todas as direções naquele fevereiro de 1968: o governo americano garantia que a guerra já estava vencida, que o inimigo encontrava-se de joelhos, enquanto as tropas do Norte e Vietcongs tomavam as ruas e até mesmo a embaixada americana em Saigon com força impressionante, no que ficou conhecido como a Ofensiva de Tet. O “inimigo” parecia revigorado, forte, até mesmo invencível – lutando em casa, no árduo campo de batalha das densas florestas do Vietnã, especialmente para jovens urbanos americanos.


Manifestações de veteranos contra a Guerra do Vietnã, nos EUA

A brutalidade era generalizada, e a foto de Eddie impactou com mais força do que qualquer noticia. Aos poucos, a guerra que era para ser justa ia revelando a impressão de ser não só uma guerra impossível de ser vencida, como de que talvez os americanos não devessem ganha-la. O supostamente inabalável patriotismo americano agora se via mais e mais diante da inexorável certeza de que não haviam mocinhos nessa briga, e que se os russos aliados aos vietcongs eram a grande ameaça, os americanos não traziam paz nem justiça – ninguém era o lado bom da luta.

A presença americana no sudeste da Ásia não fazia sentido, e a condução da guerra era, para qualquer lado, imoral – e a foto de Eddie, as várias histórias que a foto carrega naquele instante em que a arma disparou em uníssono perfeito com o disparo da câmera, impôs tais vereditos de forma gráfica e inconteste. Nos meses que sucederam a forte Ofensiva comunista de Tet e a fotografia de Eddie nos jornais, a opinião pública americana tornou-se crítica ao conflito com rapidez e força como nunca antes havia sido.


Manifestantes tomam as ruas de Los Angeles contra a guerra © Joe Kennedy/LA Times

O general que puxou o gatilho, ao fim do conflito com a derrota americana, migrou para os EUA depois de conseguir um green card. O governo dos EUA tentaria, sem sucesso, cancelar sua cidadania americana alguns anos depois, mas o general viveria no país até falecer, em 1998, cuidando de um restaurante.


O General Nguyen Ngoc Loan, dois meses depois da execução, ainda durante a guerra © Eddie Adams/AP 

O próprio Eddie assumiria, anos depois, que ainda que as fotos não mintam, elas podem contar meias-verdades. O jovem executado não era uma vítima somente, mas também um combatente e criminoso – ele havia sido detido por ter matado toda a família de outro oficial sul-vietnamita, e a retirada natural de contexto que ocorre com uma imagem tão icônica perseguiria Eddie Adams em desconforto até seu falecimento, em 2004. “Duas pessoas morreram naquela foto: o que recebeu a bala e o general Nguyen Ngoc Loan”, escreveu Eddie em um artigo para a revista Time. “O general matou o vietcong; eu matei o general com minha câmera”. Segundo o próprio Eddie, o sucesso da foto não permitiria que ele jamais esquecesse aquele momento.


Eddie segurando a foto que tanto marcaria a história e sua própria vida

Eddie Adams viria a ganhar o Prêmio Pulitzer em 1969 e mais de 500 outros prêmios ao longo de sua vida pela imagem, que seria rapidamente reconhecida como uma das mais importantes fotos já tiradas na história. Diversas outras fotos de Eddie se tornariam símbolos da guerra, mas nenhuma com o mesmo poder de síntese emocional, simbólica e política que a imagem do jovem sendo executado ofereceu – só comparada, em importância, à foto que o vietnamita Nick Ut tiraria em 1972 de uma jovem garota correndo em desespero, com o coberta coberto pela bomba líquida Napalm.


A outra foto que mudaria a história do conflito no Vietnã, 4 anos depois, em 1972© Nick Ut

Se a foto de Eddie significou a mudança de perspectiva sobre a guerra e a participação americana, a foto de Nick a complementaria como a imagem do fim do conflito – e as duas fotos formam a certeza de que, se não há vencedores em uma guerra como tal, os perdedores são claros e evidentes, e sempre o lado mais frágil e inocente: o das pessoas.

 

© Eddie Adams/AP

© Divulgação/reprodução/© Nick Ut/fonte:via

Conheça a incrível Simone Segouin, ativista da resistência francesa que aos 18 anos capturou 25 nazistas

Se a invasão nazista à França foi realizada com relativa facilidade pelo exército alemão, o mesmo não pode se dizer da resistência civil-militar realizada por grupos hoje reconhecidos como a “resistência francesa”. Ao longo dos 4 anos de ocupação nazista na França – de 1940 a 1944 – diversos grupos, capitaneados principalmente pelos diretores do Partido Comunista Francês, resistiram bravamente até a vitória contra as tropas nazistas. Em meio aos heróis do Francs-Tireurs et Partisans (nome de uma das mais importantes organizações armadas de resistência francesas), uma personagem em especial se destaca: a jovem Simone Segouin.

Conhecida então como Nicole Minet – alcunha que utilizou durante a guerra – Simone se uniu à organização em 1944, quando tinha somente 18 anos. Sua foto de bermuda e chapéu, lutando ao lado de soldados, tornou-se um símbolo da resistência francesa.

Além da pouca idade, o óbvio destaca sua incrível atuação durante a guerra: se, entre toda a resistência, o número de mulheres não chegava a 10% na luta. Sua força, porém, jamais a deixou para trás – a jovem participou de ataques contra trens nazistas, da explosão de pontes para sabotar investidas alemãs, de ações que terminaram na prisão e morte de dezenas de oficiais da SS – ela própria foi creditada por ter prendido 25 alemães – e muito mais.

O auge de sua atuação, segundo ela, foi ter estado em Paris, junto do General Charles de Gaulle, quando da libertação da cidade, em 25 de agosto de 1944. “Eu não fui a única mulher a se juntar à Resistência”, ela disse. “Tenho orgulho do que fizemos como uma equipe. Mas o momento de maior orgulho foi ir a Paris com o General de Gaulle. Foi maravilhoso o sentimento de adentrar a cidade, mas minha excitação era contida pois tudo parecia muito perigoso”.


Simone recentemente, com uma de suas condecorações

Com o fim da guerra, Simone foi prestigiada com diversas condecorações e promovida a Tenente. Ela tornou-se enfermeira em Chartres, região onde atuou durante a Segunda Guerra Mundial, e seus feitos permanecem históricos e reconhecidos – uma rua foi nomeada com seu nome. Simone é um ícone da luta pela igualdade de gêneros, e essa talvez seja seu maior prêmio: estar viva ainda hoje, aos 92 anos, como a heroína que de fato é.


O clássico momento da foto histórica, visto de outro ângulo

 

© fotos: Getty Images/divulgação/fonte:via

Imagens chocantes retratam descaso com refugiados deixados para morrer no mar

ATENÇÃO: AS IMAGENS CONTIDAS NESSA MATÉRIA SÃO FORTES. 

Fotógrafos conseguiram captar o desespero de refugiados deixados para trás após o naufrágio de um inflável no Mar Mediterrâneo em território líbio, a 50 quilômetros da cidade de Trípoli, no dia 6 de novembro.

O barco da ONG alemã Sea-Watch foi o responsável pelo resgate, junto de uma embarcação do governo da Líbia. Segundo o que um porta-voz da ONG disse ao jornal Daily Mail, os líbios começaram a bater nos refugiados e ameaçá-los, isso tudo enquanto eles se afogavam.

O fotógrafo Alessio Paduano estava presente e registrou imagens horríveis.

“Enquanto eu tirava essa foto, podia ouvir a respiração dele ser interrompida pela água. Eu ainda ouço o barulho da respiração dele na minha cabeça”, disse ela à BBC. Paduano ressaltou, porém, que o homem foi resgatado pela Sea-Watch.

A equipe da ONG alemã observou o barco do governo da Líbia começar a se mover em partida enquanto alguns refugiados, ainda pendurados nos cascos, despencavam no mar.

Um helicóptero italiano foi levado até o local para ajudar no salvamento, mas já era tarde demais. 50 pessoas morreram afogadas no Mediterrâneo, incluindo crianças.

A Sea-Watch afirma que, caso o governo líbio permitisse que ela trabalhasse sozinha e em paz, todos teriam sido resgatados com vida. Em vídeos da operação, é possível ouvir soldados da Líbia batendo nas vítimas com cordas e vê-los empurrando resgatados do barco.

fonte:via