Coleção da biblioteca pública de NY tem mais de 180 mil imagens para download

Um acervo que não encontra o público perde sua razão de existir, é por isso que, no lugar de um imenso acervo intocado e enjaulado entre quatro paredes virtuais, a Biblioteca Pública de Nova Iorque decidiu colocar as mais de 180 mil páginas de sua coleção digital enfim para livre acesso – e não é preciso sequer se logar para pesquisar o acervo. E as páginas digitalizadas oferecem realmente todo tipo de informação: de velhos cartões postais a cartas escritas por Thomas Jefferson, de fotografias históricas a listas telefônicas ancestrais – e muito mais.

Páginas de botânica, partituras musicais, incríveis ilustrações, anúncios antigos e mais um sem fim de possibilidades compõem esse incrível e variado acervo digital. Os filtros de procura permitem um acesso bastante específico ao material, ajudando em muito a vida de pesquisadores, estudantes e interessados em geral.

É possível também procurar diretamente por coleções, como “Transformações em Nova Iorque”, mostrando as mudanças urbanas pela qual a cidade passou, ou “Papéis de Walt Whitman”, revelando o acervo pessoal do grande poeta americano do século XIX.

Cada objeto é registrado em detalhes (frente, verso ou qualquer outro aspecto que a imagem em questão dispuser) e, além de poder ser baixado em diversos tamanhos, uma outra incrível opção: é possível encomendar uma impressão, enquadrada, para ser posta na parede de qualquer material. É a era digital batendo a poeira de um incrível acervo e devolvendo a vida a tantos preciosos tesouros.

© fotos: acervo/fonte:via

Anúncios

Este antigo naufrágio tem carga que equivale hoje a US$17 bilhões

Em 1708, o galeão espanhol San José afundou carregando para o fundo do mar do Caribe um tesouro valioso. Agora, depois de 310 anos, seus destroços finalmente foram identificados oficialmente, graças à análise de seus canhões de bronze tão singulares.

Esses canhões ainda têm golfinhos gravados na superfície, de acordo com imagens enviadas pelo REMUS 6000, um veículo autônomo que funciona em grandes profundidades. Ele chegou a 9 metros de distância do naufrágio em 2015, de acordo com a Instituição Oceanográfica Woods Hole (WHOI).

Apesar de a WHOI conhecer esses detalhes desde novembro de 2015, apenas agora suas agências afiliadas, entre elas o governo colombiano, deram autorização para que os pesquisadores anunciassem esses detalhes ao público.

O San José estava equipado com 62 canhões, mas isso não foi suficiente contra os quatro navios britânicos. O naufrágio aconteceu durante a Guerra da Sucessão Espanhola, entre 1701 e 1714, quando a Inglaterra, Portugal e Alemanha se opuseram à união dinástica entre a França e Espanha. Os navios cheios de ouro da América Latina eram enviados para financiar os conflitos na Europa.

Normalmente, eles eram acompanhados por navios de escolta, mas naquela ocasião houve um atraso na chegada desses navios, e o comandante José Fernandez de Santillan, conde de Casa Alegre, decidiu iniciar a viagem de qualquer maneira, com apenas um navio e sua equipe de 500 homens. Como sabemos hoje, este foi um erro tremendo, que acabou em uma luta sangrenta.

Na carga do navio havia ouro, prata e esmeraldas, no valor atual entre US$4 e US$17 bilhões. Nos últimos três séculos, inúmeros caçadores de tesouros procuraram pelos restos do navio, mas apenas no final de 2015 um grupo internacional de cientistas encontrou o naufrágio com a ajuda do navio da marinha colombiana ARC Malpelo. San José foi encontrado a 600 m de profundidade, em uma busca aprovada pelo Ministério da Cultura da Colômbia.

Mais tarde, o REMUS 6000 entrou em ação, famoso por ajudar anteriormente na localização do voo Air France 447 do Brasil para a França em 2009. “O REMUS 6000 foi a ferramenta ideal para o trabalho, já que é capaz de conduzir missões de longa duração em grandes áreas”, diz Mike Purcell, engenheiro e líder de expedição.

O governo colombiano pretende construir um museu para abrigar os restos do San José, incluindo seus canhões e cerâmicas.

fonte:via[Live Science]

Cientista propõe teoria polêmica para explicar como Stonehenge se formou

As imponentes rochas de Stonehenge são tão pesadas que a ideia de como elas teriam sido transportadas pelo povo neolítico sempre intrigou cientistas e pesquisadores.

Agora, uma nova teoria controversa sugere que uma geleira, em vez de pessoas, foi o que levou as grandes pedras do oeste do País de Gales até a planície de Salisbury, na Inglaterra, onde hoje se encontra o monumento.

Muitos arqueólogos, no entanto, discordam dessa hipótese, afirmando que ela carece de evidências e subestima as conquistas e a habilidade dos antigos construtores dessa estrutura.

A história de Stonehenge

A história de Stonehenge se estende desde 8500 aC, quando pessoas mesolíticas cavaram poços para postes semelhantes a totens no local.

Já os primeiros pilares de pedra foram erguidos por volta de 2500 aC, e rearranjados por pessoas ao longo dos próximos milhares de anos.

O monumento tem dois tipos de pedras principais que vêm de diferentes lugares: as pedras maiores de sarsen no círculo externo – que têm até 9 metros de altura e pesam em média 22 toneladas – provavelmente vêm de Marlborough Downs, a cerca de 32 quilômetros ao norte de Stonehenge.

Os arenitos, consideravelmente menores, pesam até 3,6 toneladas e são compostos por cerca de 30 tipos de rochas que vêm de vários locais no oeste do País de Gales, a uma distância de cerca de 225 km.

Como estas pedras “menores” chegaram a Stonehenge é um debate de longa data.

Conto heroico equivocado?

Em um novo livro que será lançado em junho, “The Stonehenge Bluestones” (Greencroft Books, 2018), o geomorfologista Brian John argumenta que geleiras carregaram os arenitos de Gales até a Inglaterra.

Esta hipótese não é inteiramente nova; foi proposta pela primeira vez em 1902 em um artigo científico na revista Archaeologia. Porém, um estudo de 1923 do geólogo britânico Herbert Henry Thomas – que ligou os arenitos a afloramentos rochosos em Pembrokeshire, no oeste do País de Gales – descartou a ideia da geleira.

Desde 1923, as pessoas tomaram a declaração de Thomas como mais ou menos definitiva, assumindo que, se o gelo não poderia tê-las carregado, as pedras devem ter sido trazidas por seres humanos. John crê que esta interpretação está errada.

“As pessoas amam essa história, os ancestrais heroicos recolhendo essas pedras do oeste de Gales e depois levando-as até Stonehenge”, disse. “Todos nós amamos contos heroicos, e acho que é por isso que as pessoas aceitam isso, sem questionar as evidências nas quais se baseia”.

Hipótese glacial

John olha para a situação da seguinte maneira: a maioria das pedras não são pilares bem esculpidos, mas “pedregulhos” característicos de rochas apanhadas em geleiras.

Além disso, cerca de 500.000 anos atrás, o Glaciar do Mar da Irlanda cobria partes do Reino Unido. Ainda não está claro até que ponto esta geleira se estendia, “mas é razoável supor que, uma vez que era uma geleira grande, podia muito bem ter chegado ao limite da planície de Salisbury”.

O cientista também não pensa que há provas de que os humanos carregaram, empurraram ou transportaram as pedras para Stonehenge.

John observou que Stonehenge parece inacabado, provavelmente porque a geleira não derrubou pedras o suficiente para que pessoas o completassem. Isso se encaixa em um padrão visto em outros monumentos de pedra antigos no Reino Unido, em que as pedras foram coletadas localmente, não de longe.

A favor dos humanos

Diversos arqueólogos discordam da hipótese da geleira. Segundo Josh Pollard, professor de arqueologia da Universidade de Southampton, na Inglaterra, não existem evidências de depósitos glaciais com grandes pedaços de pedra calcária em qualquer lugar perto de Stonehenge.

Pollard faz parte do The Stonehenge Riverside Project, um projeto cujos membros estudam os afloramentos rochosos em Pembrokeshire que combinam com as pedras em Stonehenge. Dois afloramentos, chamados Craig Rhos-y-Felin e Carn Goedog, têm evidência de atividade neolítica, incluindo valas rasas, ferramentas de pedra e depósitos de carvão que datam do Mesolítico, do Neolítico e da Idade do Bronze. Esses artefatos podem ser evidências deixadas pelas pessoas que extraíram pedras de lá para Stonehenge.

Além disso, os arenitos não se parecem com detritos glaciais, conhecidos como “moreias”. “Os arenitos são muito parecidos com pilares. Não são o tipo de pedras que você encontraria em moreias glaciais, que seriam pedregulhos menores e mais redondos”, explicou, acrescentando que rochas glaciais são tipicamente arranhadas. Alguns dos arenitos, como o riolito, provavelmente desintegrariam se fossem depósitos glacias.

Pollard não concorda que não existem provas de que pessoas tenham movido as pedras. “Sabemos onde algumas dessas rochas começaram. Podemos ver onde foram extraídas dos afloramentos rochosos, e sabemos que acabaram em Stonehenge. Isto é, se você quiser, evidência de movimento”, disse.

Excepcional

Outros monumentos neolíticos de pedra no Reino Unido incluem rochas de longe, incluindo o Anel de Brodgar, na Escócia, e o Newgrange, na Irlanda. E, mesmo que não fosse o caso, Pollard crê que isso não é motivo para não haver uma exceção.

“É importante lembrar que o Stonehenge é um monumento excepcional. É icônico por uma razão: porque no mundo neolítico, não há nada parecido com ele”, argumentou.

Quanto a ser inacabado, é verdade que Stonehenge foi reorganizado ao longo de sua história. Mas os povos pré-históricos rotineiramente remodelavam seus monumentos. Os restos de Stonehenge indicam que havia mais pilares lá.

Heróis, sim

Em um experimento em 2016, Barney Harris, que faz doutorado em arqueologia na University College London, na Inglaterra, e seus colegas descobriram que apenas 10 pessoas eram necessárias para transportar em um trenó uma pedra gigante a cerca de 1,6 km/h.

Tal caminho, cheio de uma mistura de madeira e galhos, poderia ter ajudado o povo neolítico a arrastar as pedras para Stonehenge. É até possível que esses blocos de rocha tenham sido flutuados em jangadas por parte do caminho.

Embora desafiadora, tal façanha poderia ter unido pessoas. Mover as rochas poderia ter ajudado algumas delas a avançar sua posição social na comunidade.

Aí reside o impasse: enquanto John diz que os arqueólogos se baseiam na chamada realização heroica dos povos antigos para defender sua teoria, os arqueólogos afirmam que John subestima nossos antepassados pré-históricos. “[John] não dá crédito às pessoas pré-históricas pela capacidade de fazer coisas notáveis. Ele tem uma ideia de que todos na pré-história estavam seguindo a rota mais fácil de menos esforço”, disse Pollard.  

fonte:via [LiveScience]

 

Esse deve ser o maior sacrifício ritual de crianças do mundo

Arqueólogos descobriram evidências do maior incidente de sacrifício de crianças das Américas e provavelmente do mundo.

Mais de 140 crianças e 200 jovens lhamas parecem ter sido ritualmente assassinadas há 550 anos em um penhasco com vista para o Oceano Pacífico, à sombra do que era então a capital do Império Chimú, no norte do atual Peru.

A investigação do local está em andamento por uma equipe de colaboração internacional, liderada por Gabriel Prieto, da Universidade Nacional de Trujillo (Peru) e John Verano, da Universidade de Tulane (EUA). As descobertas da pesquisa devem ser publicadas em breve.

O Império Chimú

Escavações científicas modernas já descobriram incidentes de sacrifício humano entre os astecas, os maias e os incas.

No entanto, a descoberta de um evento de sacrifício infantil em grande escala na civilização pré-colombiana de Chimú é sem precedentes.

O local do sacrifício, formalmente conhecido como Huanchaquito-Las Llamas (ou apenas Las Llamas), está localizado em um penhasco a apenas 300 metros do mar, em meio a uma crescente expansão de aglomerados residenciais no distrito de Huanchaco. A menos de 800 metros a leste do local fica Chan Chan, Patrimônio Mundial da UNESCO e o antigo centro administrativo dos Chimú. Além de suas muralhas, fica a moderna capital da província de Trujillo.

Em seu auge, o Império Chimú controlou um território de 940 quilômetros ao longo da costa do Pacífico, bem como vales da moderna fronteira Peru-Equador até Lima. Apenas os incas possuíam um império maior na época, e foram eles que puseram fim à civilização por volta de 1475 dC.

O sacrifício

Incialmente, restos mortais de 42 crianças e 76 lhamas foram encontrados em Las Llamas em 2011. Arqueólogo e nativo de Huanchaco, Prieto estava escavando um templo de 3.500 anos na estrada do local do sacrifício, quando moradores locais o alertaram de restos humanos erodindo das dunas costeiras próximas pela primeira vez.

Quando as escavações foram concluídas em 2016, mais de 140 conjuntos de restos de crianças e 200 lhamas foram descobertos no local; cordas e tecidos têxteis encontrados nos enterros datam o sacrifício entre 1400 e 1450 dC.

Os esqueletos das crianças e dos animais mostram evidências de cortes no esterno, bem como deslocamentos de costela, que sugerem que os peitos das vítimas foram abertos e separados, talvez para facilitar a remoção do coração. A falta de cortes hesitantes indica que eles foram feitos por uma ou mais mãos treinadas. “É um assassinato ritual, e é muito sistemático”, disse Verano.

Os restos de três adultos – um homem e duas mulheres – foram encontrados nas proximidades. Sinais de traumatismo direto na cabeça e falta de bens com os corpos levaram os pesquisadores a suspeitar que eles podem ter desempenhado um papel no evento de sacrifício e foram mortos pouco tempo depois.

Quem são as vítimas?

As 140 crianças sacrificadas tinham entre 5 e 14 anos de idade, sendo que a maioria possui entre 8 e 12 e foi enterrada de frente para o oeste, para o mar. As lhamas tinham menos de 18 meses e estavam geralmente enterradas voltadas para o leste, em direção aos altos picos dos Andes.

Os pesquisadores também estão tentando desvendar as histórias de vida das vítimas – tais como quem eram e de onde vieram.

Embora seja difícil determinar o sexo com base nos restos esqueletais em uma idade tão jovem, análises preliminares de DNA indicam que tanto meninos quanto meninas foram vítimas, enquanto as análises isotópicas sugerem que elas eram provenientes de várias regiões e grupos étnicos do Império Chimú.

A evidência de modificação craniana, praticada em algumas áreas montanhosas da época, também apoia a ideia de que as crianças foram trazidas para a costa a partir de áreas mais distantes da influência Chimú.

Um só sacrifício, mesmo?

As vítimas parecem ter sido mortas ritualmente em um único evento, com base em evidências de uma camada de lama seca encontrada na parte menos perturbada do local de 700 metros quadrados.

Os pesquisadores acreditam que a camada de lama uma vez cobriu toda a duna arenosa onde o ritual ocorreu, e foi perturbada durante a preparação das covas e o subsequente evento de sacrifício.

Arqueólogos descobriram pegadas de adultos com sandálias, cães, crianças descalças e jovens lhamas preservadas na lama, com marcas profundas de derrapagem, ilustrando a relutação das oferendas de quatro patas.

Uma análise detalhada dessas pegadas pode permitir que os arqueólogos reconstruam a procissão ritual: parece que as crianças e lhamas foram conduzidas para o local a partir do norte e do sul do penhasco, encontrando-se no centro do sítio arqueológico, onde foram sacrificadas.

Sacrifício ritual humano: comum na história?

O sacrifício humano tem sido praticado em quase todos os cantos do globo em vários momentos, e os cientistas acreditam que o ritual pode ter desempenhado um papel importante no desenvolvimento de sociedades complexas através da estratificação social e controle das populações por classes sociais de elite.

Mas a maioria dos modelos sociais que compreendem sacrifício humano baseia-se na matança ritual de adultos.Até agora, o maior evento de sacrifício de crianças para o qual temos evidências físicas é o ritual de assassinato de 42 crianças no Templo Mayor da capital asteca de Tenochtitlán, atual cidade do México.

Vítimas individuais de sacrifícios infantis também foram descobertas em montanhas incas. Fora das Américas, existe um debate científico se os restos de crianças encontradas na antiga cidade fenícia de Cartago constituem sacrifícios rituais.

Por quê?

O sacrifício em massa de apenas crianças e jovens lhamas que ocorreu em Las Llamas parece ser um fenômeno previamente desconhecido no registro arqueológico, e imediatamente levanta a questão: o que motivaria o povo Chimú a cometer tal ato?

A camada de lama encontrada durante as escavações pode fornecer uma pista. Ela pode ter sido resultado de chuvas fortes e inundações na região geralmente árida, provavelmente associado a um evento climático relacionado ao El Niño. As altas temperaturas do mar teriam atrapalhado a pesca marinha na área, enquanto inundações costeiras poderiam ter sobrecarregado a extensa infraestrutura de canais agrícolas dos Chimú.

Segundo Haagen Klaus, professor de antropologia da Universidade George Mason (EUA), que escavou algumas das primeiras evidências de sacrifício de crianças na região, mas não é membro do projeto Las Llamas, as sociedades ao longo da costa peruana podem ter se voltado para o sacrifício infantil quando o sacrifício de adultos não foi suficiente para afastar as repetidas perturbações provocadas pelo El Niño.

“As pessoas sacrificam aquilo que é de maior valor para elas. Elas podem ter percebido que [o sacrifício de adultos] era ineficaz. As chuvas continuavam chegando. Talvez houvesse necessidade de um novo tipo de vítima sacrifical. Mas é impossível saber sem uma máquina do tempo”, explicou Klaus. “Existe a ideia de que o assassinato ritual é contratual, que é realizado para obter algo de divindades sobrenaturais. Mas na verdade é uma tentativa muito mais complicada de negociação com essas forças sobrenaturais e sua manipulação pelos vivos”.

Incidentes semelhantes

Desde a descoberta de Las Llamas, a equipe de pesquisa tem encontrado evidências arqueológicas de locais semelhantes em torno de Huanchaco, com sacrifícios infantis e de lhamas.

Todos os locais são agora objeto de investigação científica, com o apoio da National Geographic Society.

“Las Llamas já é um local único no mundo, e imaginamos quantos outros iguais podem existir na área para pesquisas futuras”, disse Prieto.

fonte:via [NatGeo]

Como os americanos escondiam fábricas de aviões dos ataques aéreos japoneses

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Boeing fabricava seus aviões militares B-17, considerados verdadeiras fortalezas voadoras, com um enorme poder de destruição. Porém, quem passasse pela fábrica em que essas máquinas da morte eram construídas poderia encontrar uma cena tão pacata quanto algumas mulheres tomando banho de sol.

Para despistar possíveis ataques aéreos e esconder a construção das aeronaves, o governo americano contratou o cenografista de Hollywood John Stewart Detlie para um de seus maiores projetos: criar uma cidade cenográfica na vida real.

Detlie servia o exército na época e foi o responsável pela camuflagem da fábrica da Boeing que construía os aviões durante a Segunda Guerra Mundial. Para que a criação fosse ainda mais realista, uma equipe de atores foi contratada para viver no bairro cenográfico, segundo relata o site Vintage Everyday.

Ainda de acordo com a publicação, submarinos japoneses haviam sido vistos próximos às baía de São Francisco em 1942 e, portanto, o governo americano quis tomar todas as medidas possíveis para que a área não se tornasse o novo alvo dos inimigos, o que levou à construção do bairro falso.

Vista de cima, a vizinhança parecia uma pacata área urbana. De perto, no entanto, era fácil perceber que tratava-se apenas de uma fachada. Nem mesmo as árvores eram reais. O cenário foi praticamente todo construído com madeira compensada e papelão.

Sob essa fachada, cerca de 30.000 pessoas construíam 300 aviões de guerra por mês. Os boeings B-17 foram responsáveis pela explosão de 640 mil toneladas de bombas sobre a Alemanha, segundo o Bored Panda.As imagens desta cidade “de mentirinha” foram registradas em uma série de fotografias raras que você encontra nesta página.

É até difícil de acreditar no que vemos. Confere só!

 

Artista brasileira coloriza fotos de uma prisioneira polonesa de apenas 14 anos em Auschwitz, e o resultado é muito comovente

A artista digital brasileira Marina Amaral, de Belo Horizonte, dá cor a fotos históricas para enfatizar seu significado, iluminar visualmente o passado e aumentar seu impacto.

Nesse ramo há três anos, em seu último projeto, Marina colorizou as imagens de uma prisioneira polonesa de apenas 14 anos, Czeslawa Kwoka, no campo de concentração nazista em Auschwitz.

“É muito mais fácil se relacionar com essas pessoas uma vez que as vemos em cores. Compreendemos melhor o que ela e milhões de outros passaram depois de ver suas contusões, o corte no seu lábio e o sangue vermelho no seu rosto. O Holocausto não começou com assassinatos em massa. Começou com a retórica do ódio”, disse a artista ao portal The Bored Panda.

Marina afirmou ainda que foi muito difícil olhar no rosto da garotinha por tantos minutos sabendo o que aconteceu com ela. “Eu queria dar a Czeslawa a oportunidade de contar sua história, que é [também] a história de tantas outras vítimas”.

A foto

Originalmente, as imagens de Czeslawa foram tiradas por Wilhelm Brasse, o famoso fotógrafo do campo de concentração de Auschwitz.

Em entrevista, ele afirmou que se lembrava distintamente dessa garota em particular. Quando ela chegou ao acampamento, não entendia o que lhe diziam.

“Então, uma mulher, Kapo (uma superintendente), pegou uma vara e a bateu no rosto. Esta mulher alemã estava apenas descontando sua raiva na garota. Uma linda garota tão inocente. Ela chorou, mas não podia fazer nada. Antes que a fotografia fosse tirada, a menina secou suas lágrimas e o sangue do corte no lábio. Para dizer a verdade, me senti como se tivesse sido atingido também, mas não consegui interferir. Isso teria sido fatal para mim”, contou.

Czeslawa foi uma das aproximadamente 230 mil crianças e jovens com menos de 18 anos – e uma entre as 1,3 milhões de pessoas – deportadas para Auschwitz-Birkenau de 1940 a 1945.

Ela foi transportada de Zamosc para Auschwitz em 13 de dezembro de 1942. Em 12 de março de 1943, morreu aos 14 anos. As circunstâncias de sua morte não foram registradas.

Outas fotos históricas

A artista digital também já coloriu muitas outras fotos históricas. Por exemplo:

“The Burning Monk” – o monge que ateou fogo em seu próprio corpo durante uma manifestação na cidade de Saigon, Vietnã do Sul, contra a política religiosa do governo de Ngo Dinh Diem

Uma vítima de bombardeio americano

Inglês órfão em Londres (1945)

Um menino francês se apresentando a soldados indianos

Três meninos franceses olhando um tanque alemão derrubado

Presos do campo de concentração de Wobbelin, na Alemanha

Mãe migrante

Médicos das 5ª e 6ª Engineer Special Brigade, brigadas especiais dos EUA

Refugiados poloneses

Abraham Lincoln

Airmail Pilot

Broad Street, New York

Elvis Presley, Priscilla Presley And Lisa Marie

John And Jacqueline Kennedy

Drink Dr. Pepper

Winston Churchill

Acesse o website de Mariana Amaral, ou sua página no Behance, para mais informações sobre a artista.

fonte:[via][BoredPanda]

Múmias de 5 mil anos são as mais antigas com tatuagens de animais

A tradição de tatuar animais na pele começou muito cedo na história humana: pesquisadores descobriram duas múmias egípcias de quase 5.300 anos com os mais antigos desenhos figurativos do mundo.

3Alojadas no Museu Britânico em Londres, no Reino Unido, as múmias são agora uma evidência de que as pessoas já se tatuavam na África mais de mil anos antes do que pensávamos anteriormente.

Um artigo sobre o achado foi publicado na revista científica Journal of Archaeological Science.

A história das múmias

A datação por radiocarbono indicou que essas múmias morreram em algum momento entre 3351 e 3017 aC. Ambas foram encontradas próximas ao antigo assentamento de Gebelein, no período pré-dinástico do Egito, pouco antes do primeiro faraó e da unificação do país.

Seus corpos foram preservados naturalmente devido ao ambiente seco e quente das areias do deserto, sem qualquer embalsamento ou técnicas especiais de preservação.

Curiosamente, a arte corporal das duas múmias egípcias passou despercebida pelo Museu Britânico por quase 120 anos, apesar de elas terem sido objeto de múltiplos estudos e exames. As tatuagens parecem apenas manchas escuras sob luz natural; graças a novas técnicas de infravermelho, agora conhecemos sua verdadeira natureza.

As tatuagens provavelmente foram feitas pela inserção de fuligem na derme (uma camada intermediária da pele).

“O uso dos métodos científicos mais recentes, incluindo tomografia computadorizada, datação por radiocarbono e imagens infravermelhas, transformou nossa compreensão das múmias de Gebelein”, disse Daniel Antoine, um dos principais autores da pesquisa e curador de antropologia do museu.

As tatuagens

Uma das múmias, um homem conhecido como Gebelein Man A, possui um touro selvagem ligeiramente sobreposto a um carneiro-da-barbária no braço. Os animais foram identificados devido à sua popularidade na arte egípcia pré-dinástica, e eram muito provavelmente utilizados como símbolo de poder e virilidade.

A outra múmia, uma mulher conhecida como Gebelein Woman, tem uma série de símbolos em forma de S pelo ombro, talvez simbolizando status, bravura, proteção mística e conhecimento mágico.

A tatuagem mais antiga conhecida do mundo pertence a Ötzi, também conhecido como Homem do Gelo ou Múmia do Similaun, a múmia de um homem que morreu nos Alpes de Venoste, na fronteira entre a Áustria e a Itália, por volta de 3370 a 3100 aC.

No entanto, enquanto o Gebelein Man apresenta desenhos de material da vida real, como animais, as tatuagens de Ötzi consistem em pontos e traços simples. Isso significa que o Gebelein Man possui as primeiras tatuagens figurativas conhecidas já descobertas. A Gebelein Woman, por sua vez, é o primeiro exemplo de mulher tatuada descoberto.

fonte:[via][IFLS]