Navio naufragado mais antigo do mundo é descoberto no Mar Negro

2400 anos sob a água, mas ainda praticamente intacto. Acredite se quiser, mas essa é a condição em que arqueólogos encontraram um navio naufragado no Mar Negro, que fica no leste europeu.

A embarcação tem 23 metros de comprimento e os pesquisadores acreditam que tenha sido construída na Grécia Antiga. O navio está com mastro, lemes e bancos de remo bastante preservados, provavelmente por estar a cerca de 1,6km da superfície, num local com pouco oxigênio.

Os arqueólogos acreditam que o navio fosse usado comercialmente, e dizem que só se conhecia embarcações parecidas com essa graças à arte grega, principalmente às pinturas em objetos de cerâmica, como o chamado Vaso de Sereia, que está exposto no Museu Britânico, em Londres.

A intenção dos pesquisadores é que o navio seja mantido onde está e, caso seja estudado, isso aconteça mesmo debaixo do mar. Um pedaço da embarcação foi levada para a Universidade de Southampton, na Inglaterra, e passou por uma datação por carbono, que indicou a idade aproximada de 2400 anos, o que o transforma no navio naufragado mais antigo já descoberto.

A equipe de arqueólogos está em uma missão de três anos que tem como objetivo explorar o Mar Negro e entender melhor como mudanças no nível do mar durante a pré-história impactaram a humanidade. Até agora, mais de 60 navios naufragados foram encontrados durante o processo.

Foto do navio: Divulgação Científica

Foto do vaso via British Museum/fonte:via

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Sem querer, estudante encontra minério presente em apenas seis crateras na Terra

Resultado de imagem para Morgan Cox pesquisadora

Apesar da pouca idade, Morgan Cox é responsável por uma das maiores descobertas da ciência nos últimos tempos. A estudante da Escola de Geologia e Ciências Planetárias da Universidade de Curtin, na Austrália, encontrou um mineral extremamente raro na Terra.

Cox estava à frente de um projeto sem grandes ambições. Durante expedição no oeste australiano, a jovem ficou intrigada com amostras retiradas da caverna Woodleigh. Eis que é surpreendida.

Megan Cox acabara de descobrir o reidite, material formado como um mineral comum, o zircão, e que se transforma por causa da pressão gerada pelo impacto das rochas espaciais. De tão raro, antes do feito de Cox, apenas seis crateras em todo o planeta Terra dispunham do artefato.

“Esta é uma grande história, porque Morgan Cox não é uma pesquisadora graduada, mas uma estudante conduzindo um projeto especial”, afirmou Aaron Cavosie, responsável por supervisionar a pesquisa universitária.

A façanha deixou pesquisadores experientes espantados. O reidite é tão difícil de ser achado, que é mais raro que ouro e diamante. Ou seja, o valor é imensurável e ele só se forma em rochas que sofrem um grande pressão.

“Morgan termina seu projeto conosco neste ano e quer fazer um doutorado em Ciências Planetárias. Não posso imaginar um começo melhor para sua carreira”, concluiu Aaron.

Foto: Reprodução/fonte:via

Fotos raras mostram o dia a dia dos Panteras Negras nos anos 1960 e 1970

Era 1967 e Stephen Shames ainda era um jovem fotojornalista dedicado a usar seu talento com a câmera para chamar atenção para questões sociais que precisavam ser debatidas. E um encontro com Bobby Seale foi fundamental para impulsionar a carreira de Stephen.

Bobby foi um dos fundadores do Partido dos Panteras Negras, uma organização para defesa dos direitos de pessoas negras nascido durante o Movimento dos Direitos Civis.

Foi Bobby quem pediu que Stephen se tornasse fotógrafo oficial dos Panteras, documentando as atividades diárias do grupo com um grau de intimidade que nenhum outro fotojornalista conseguiu atingir – o jovem era a única pessoa de fora do Partido com acesso direto aos ativistas.

À Vice França, Stephen declarou que seu objetivo era “mostrar os Black Panthers a partir de dentro, não simplesmente a documentar as suas lutas, ou a intenção de pegar em armas”, para “revelar o que acontecia nos bastidores e fornecer um retrato mais completo dos ‘Panteras’”.

Algumas das icônicas fotografias clicadas por Stephen estão em exibição em Lille, na França, dentro de ume vento chamado Power to The People. Confira algumas imagens que a Galeria Steven Kasher liberou para divulgar a obra de Stephen Shames.

Fotos por Stephen Shames (Cortesia da Steven Kasher Gallery)/fonte:via

Refugiado sírio abre 2 restaurantes em São Paulo e fatura R$ 1 milhão

eyad, sírio (Foto: Arquivo Pessoal)

Eyad Abou Harb tem apenas 24 anos e muita história para contar. Em 2011, o jovem sírio teve que deixar o seu país e família para trás, em busca de uma nova vida longe da guerra e da triste realidade que ele vivia. Passou 2 anos na Jordânia, onde trabalhou em um restaurante e, em 2013, quando soube que o Brasil estava aceitando refugiados, decidiu atravessar o mundo para viver no ocidente.

Chegou em São Paulo sem conhecer a língua e ninguém, porém foi aconselhado a viver no bairro do Brás, lar de uma grande comunidade árabe. Conseguiu emprego em um restaurante árabe e passou um ano morando na casa de uma família brasileira, que o ensinou português e o ajudou a economizar o suficiente para que ele conseguisse abrir o seu próprio restaurante.

Sua especialidade é o shawarma, lanche típico do oriente médio, que faz sucesso nas movimentadas ruas da maior cidade do Brasil. Na icônica Avenida São João, bem em frente ao monumento da Mãe Preta, Eyad prepara diariamente o suculento  shawarma, que fez tanto sucesso, que ele precisou abrir uma outra unidade para dar conta do recado, no bairro da Penha, zona leste de São Paulo.

Hoje, ele vende cerca de 200 unidades por dia, por 10 reais cada, faturando 1 milhão ao ano. Uma história que começou mal, porém após muita força de vontade, determinação e generosidade daqueles que cruzaram seu caminho, é um verdadeiro relato de superação.

Fotos: arquivo pessoal/fonte:via

Esta empresa quer transformar lixo marinho em biocombustível

Hypeness

Desde 2000, a empresa canadense Enerkem se dedica a estudar e implementar maneiras de transformar lixo orgânico em biocombustível, ajudando ao mesmo tempo a diminuir a queima de combustíveis fósseis e a quantidade de detritos no planeta.

O mais novo projeto da companhia consiste em uma parceria com a The Ocean Legacy Foundation, que faz limpeza na costa do país, para aplicar a mesma tecnologia usada em detritos urbanos ao lixo que a organização retirar dos mares canadenses.

Hypeness

Marie-Hélène Labrie, vice-presidente da Enerkem, declarou que “A tecnologia inovadora que transforma lixo em biocombustível já aborda problemas relacionados ao lixo urbano, incluindo o plástico. Através dessa colaboração inovadora, o comprometimento é com iniciativas locais concretas para transformar resíduos plásticos de oceanos em produtos de valor”.

O chamado bioetanol produzido pela Enerkem é considerado até 3 vezes menos poluente que a gasolina, e a empresa também está trabalhando em alternativas para substituir o óleo diesel.

De acordo com o Fórum Econômico Mundial, há cerca de 150 milhões de toneladas de plástico flutuando nos oceanos do planeta. Mesmo com os esforços para reduzir a produção, consumo e descarte de materiais plásticos, estima-se que 8 milhões de toneladas cheguem aos oceanos a cada ano.

Fotos via The Ocean Legacy Foundation /fonte:via

Unicórnios existiram e conviveram com humanos há 29 mil anos

O 'unicórnio da Sibéria' vivia em campos e pradarias — Foto: W S VAN DER MERWE (via BBC)

Depois de ler esta notícia, você vai ter argumentos consistentes contra a corrente que nega a existência dos unicórnios. Pesquisadores encontraram no Cazaquistão um fóssil de um unicórnio, que teria vivido no país asiático há cerca de 29 mil anos.

Com isso, é provável que nossos ancestrais tenham sim convivido e até caçado unicórnios. Agora, eles não eram tão fofinhos como os desenhos contemporâneos mostram. Na verdade, segundo a recriação feita pelos paleontólogos, eles eram bem assustadores.

O achado provocou uma alteração nas estimativas de paleontólogos, que acreditavam que os unicórnios teriam sido extintos há pelo menos 350 mil anos. A disparidade, segundo os pesquisadores, se dá por causa do isolamento provocado pelas baixas temperaturas entre as regiões onde os diferentes fósseis foram encontrados.

A área habitada pelo Unicórnio Siberiano (Elasmotherium sibiricum) fica onde atualmente está a Sibéria. Por já ser uma região fria, os animais não sentiram as intensas mudanças de temperatura, que ocorreram com mais intensidade durante a Era Glacial. Por isso, foi criado uma espécie de ‘santuário de preservação’ para as espécies que resistiram por mais tempo.

O unicórnio de verdade está longe de ser um cavalo bonitinho com chifre. Ele lembra mais um rinoceronte ou um mamute com uma densa camada de pelos. O tamanho também assusta e na vida adulta, eles podiam atingir até dois metros, pesando quatro toneladas.

Quanto ao chifre, era sua principal arma de defesa, medindo mais de 1 metro e pesando cerca de 60 kg.

Esqueleto do mamífero no Museu de Stavropol — Foto: Igor Doronin (via BBC)

Esqueleto do mamífero no Museu de Stavropol — Foto: Igor Doronin (via BBC)

Fotos: Ruian Hastwsky/Reprodução/fonte:via

Cão com tumor cerebral ganha crânio 3D e tecnologia poderá ser usada em humanos, dizem médicos

Patches é um salsicha canadense (Foto: Michelle Oblak/University of Guelph)

Quando tinha nove anos de idade, o pequeno Patches foi diagnosticado com um tumor osteocondrossarcoma multilobular, que de tão grave chegou a esmagar parte do cérebro, além de afetar a órbita ocular do cão.

O animal da raça Daschund, o famoso salsicha, estava num beco sem saída, pois segundo os médicos a retirada do tumor seria perigosa, pois o animal não tem condições de ficar muito tempo anestesiado.

Daí que a tecnologia exerceu um grande papel no processo de recuperação do cachorro. Os médicos conseguiram desenvolver um novo procedimento que, além de garantir a rápida recuperação do cão, pode ser aplicado em seres humanos no futuro.

Patches foi diagnosticado com tumor no cérebro aos nove anos (Foto: Michelle Oblak/University of Guelph)

O crânio 3D foi criado por um engenheiro, que utilizou titânio para moldar o objeto. Para isso, veterinários da Universidade de Guelph mapearam a localização exata do tumor para aplicação da placa craniana, já que 70% do topo do crânio do animal precisava ser substituído.

O procedimento cirúrgico durou cinco horas e o cachorro permaneceu “alerta e olhando para os lados” 30 minutos depois. “Fui capaz de fazer a cirurgia antes mesmo de entrar na sala cirúrgica”, explicou em comunicado Michelle Oblak, oncologista do Colégio Veterinário de Guelph.

Molde 3D do crânio de Patches (Foto: Michelle Oblak/University of Guelph)

Para especialistas, o caso envolvendo o cachorro salsicha vai ajudar a entender a incidência de câncer em humanos. A oncologista do Colégio Veterinário Guelph acredita que a tecnologia, em um futuro próximo, poderá ser usada em seres humanos.

Patches ficou livre do câncer, mas infelizmente foi diagnosticada com uma hérnia de disco, que paralisou suas patas traseiras.

Crânio 3D de titânio que foi implantado em Patches (Foto: Michelle Oblak/University of Guelph)

Foto: Michelle Oblack/University of Guelph/reprodução/fonte:via