Garota pré histórica teve pais de diferentes espécies humanas – e isso muda tudo

Mesmo quando um conjunto enorme de evidências científicas apontam para um lado, não se pode descartar a possibilidade de novas descobertas mudarem o que se acredita saber. E isso foi colocado a prova por um recente achado arqueológico.

Uma mulher que viveu há 90 mil anos tinha metade do DNA Neandertal, e a outra metade Denisova (uma possível espécie de hominídeo que teria vivido na Sibéria). A descoberta foi feita através de uma análise de genoma de um osso encontrado em uma caverna siberiana e divulgada na revista científica Nature.

É a primeira vez que cientistas identificam um indivíduo cujos pais pertenciam a grupos humanos diferentes, o que pode mudar muita coisa sobre o que se acredita a respeito da evolução humana.

A variação genética em humanos modernos e antigos já sugeria a alguns cientistas que cruzamentos entre Neandertais e Denisovos (e até Homo sapiens) poderia ter acontecido, mas nenhuma evidência científica jamais havia sido descoberta.

40% do DNA de Denny, como a mulher foi apelidada, correspondia ao material genético Neandertal, e outros 40% ao material genético Denisovo. O sequenciamento também permitiu afirmar que se trata de uma mulher, que morreu com ao menos 13 anos de idade.

Por um momento, os cientistas não sabiam dizer se Denny era propriamente filha de um membro de cada espécie, ou se seus pais faziam parte de uma população formada por híbridos entre Neandertais e Denisovos, mas, durante os estudos, eles tiveram a certeza de que ela era mesmo filha de um membro de cada linhagem.

Foto da caverna: Bence Viola/Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology/fonte:via

Embaixador alemão não consegue entender como brasileiros distorcem nazismo

O professor apontou ainda a falta de conhecimento histórico destes grupos. “Essa falsa polêmica demonstra que o ensino de história é profundamente falho no Brasil. Também mostra uma profunda manipulação dos fatos e um desprezo pela verdade entre alguns setores no Brasil”.

A necessidade de prestar os esclarecimentos devidos foi tão grande, que o Embaixador da Alemanha no Brasil teve que se pronunciar. Falando ao jornal O Globo, Georg Witschel, classificou como ‘besteira completa’ a ideia de que o nazismo não se relaciona com pensamentos extremamente conservadores.

“É uma besteira argumentar que o fascismo e o nazismo são movimentos da esquerda. Isso não é fundamentado, é um erro, é simplesmente uma besteira. Isso é um fato bem fundamentado na História. É um consenso entre os historiadores da Alemanha e do mundo que o nazismo foi um movimento de extrema direita”, salientou.

Segundo Witschel, a presença da palavra socialismo no nome do partido nazista (Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães), foi uma estratégia usada para gerar apelo aos trabalhadores e setores mais pobres da população.

“Lembremos de quantos regimes brutais usam a palavra ‘democrata’ em seu nome”.

O vídeo publicado na página da diplomacia alemã não pretendia dialogar com a direita brasileira. Na verdade, o conteúdo foi postado por causa das manifestações de extrema direita ocorridas na Alemanha entre o final de agosto e o início de setembro na cidade de Chemnitz, no Leste do país. A marcha contou com a presença de grupos xenófobos, que perseguiram estrangeiros depois da morte de um alemão, supostamente assassinado em uma briga com dois imigrantes.

O embaixador reforçou a obrigação do Estado de “informar sobre o nazismo, para nunca mais deixar nada parecido acontecer na Alemanha ou no mundo. A História está bem viva na Alemanha, com um alto consenso”.  

Mesmo assim,  historiadores seguem sem entender a insistência de alguns brasileiros em dar uma ‘aula de história’ sobre nazismo aos alemães.

Foto: Reprodução/fonte:via

Encontraram uma fábrica de queijo com 7,2 mil anos na Croácia

Cerâmica Rhyta em que foram encontrados vestígios de queijo. (Foto: Sibenik City Museum)Cerâmica Rhyta em que foram encontrados vestígios de queijo (Foto: Sibenik City Museum)

Se já é uma tarefa um tanto complicada imaginar o que era a humanidade há mil anos, imagina então há 7,2 mil anos? Uma resposta nós já temos: eles já sabiam fabricar queijo! Arqueólogos fizeram esta descoberta a partir de peças de cerâmica encontradas em escavações, que datam do período neolítico na costa da Dalmácia – na Croácia.

Mais do que uma curiosidade, este dado transforma completamente a noção que tínhamos, de que os produtos lácteos fermentados tenham sido feitos apenas cinco séculos depois que o leite foi armazenado pela primeira vez.

Os potes de cerâmica encontrados não eram apenas usados para beber e comer, pois pequenos furos mostraram que eles funcionavam como peneiras no processo de fabricação do queijo. Dessa forma, a dieta da época era muito mais rica do que pensávamos, incluindo queijos e iogurtes.

Foi após um processo por radiocarbono feito nas sementes e ossos encontradas nos arredores que a equipe responsável descobriu se tratar de utensílios fabricados há pelo menos 7,2 mil anos: “Esta é a mais antiga evidência documentada de resíduos lipídicos para laticínios fermentados na região do Mediterrâneo, e entre os mais antigos documentados em qualquer lugar até hoje”, disseram os pesquisadores envolvidos.

Transformar leite em queijo representou um avanço imenso na história da humanidade, não somente por causa da fabricação destes artefatos, mas devido ao fato de que, com alimentos conservados, eles finalmente podiam viajar distâncias mais longas. Surpreendente, não é mesmo?

 Unsplash/fonte:via

A emocionante comemoração da abertura desta fronteira após 20 anos de guerra

Hypeness

A Eritreia é um pequeno país africano, que entre 1952 e 1993 fez parte da Etiópia. Desde que a independência foi declarada, as duas nações debateram sobre a localização da fronteira que divide os territórios, resultando inclusive em dois anos de guerra declarada, entre 1998 e 2000.

Os conflitos cessaram, mas tanto Etiópia quanto Eritreia continuam oficialmente em guerra uma com a outra. A animosidade, que resultou em ao menos 80 mil mortos no começo do século, também afetou a vida de amigos e familiares que foram praticamente proibidos de se ver, já que a fronteira entre os país ficou fechada por 20 anos.

Voos comerciais também estavam proibidos desde 1998, mas foram retomados em julho. Tudo porque Abiy Ahmed assumiu o cargo de primeiro-ministro em junho, declarando que reconheceria os limites do território da Eritreia que foram propostos em 2002. Ahmed também libertou milhares de presos políticos na Etiópia, além de prometer mais respeito aos direitos humanos e abertura para a atividade da imprensa.

Em setembro, a fronteira entre os dois países foi oficialmente reaberta, levando centenas ou milhares de pessoas a festejar correndo, cantando e abraçando os moradores do país vizinho.

Confira no vídeo da Associated Press:

Hypeness

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Fotos via BBC/fonte:via

Historiador faz descoberta incrível ao analisar fotografia de templo grego de 1858

A curiosidade de um historiador proporcionou uma descoberta sem precedentes para a humanidade. O inglês Paul Cooper encontrou uma foto incrível do Templo do Olímpico de Zeus, na Grécia.

Paul desvendou um quebra-cabeça com a imagem das ruínas do templo, tirada por volta de 1858. Ele estava pesquisando sobre histórias esquecidas de ruínas ao redor do mundo para uma matéria do curso de PhD. Com isso, conseguiu montar uma linha do tempo mostrando como a construção se transformou ao longo dos séculos.

No caso do Templo Olímpico de Zeus, o que chamou a atenção do historiador foi um objeto estranho na parte superior da construção, “que diabos poderia ser aquilo?”, se questionou.

O interessante é que o objeto – que lembra muito uma pequena edícula, não pode ser visto como parte das ruínas nos dias de hoje. Chama a atenção o fato de que a construção pode ser vista em algumas fotografias históricas do século 19. Paul, então, se questionou sobre a possibilidade de pessoas terem vivido lá. “Como a edícula teria sido incluída em algumas fotos e excluída de outras?”

Para nossa alegria, Paul conseguiu desfazer o mistério e deu detalhes sobre a aventura em uma thread sensacional no Twitter. Segundo o historiador, o anexo realmente existiu. O inglês diz que pairava entre os cristãos a ideia de que morar na parte de cima de grandes construções os aproximariam de Deus. Inclusive, eles recebiam comida e água, entregues por meio de uma corda.

Após a independência da Grécia do Império Otomano, autoridades decidiram demolir a construção para reforçar conceitos de identidade nacional e valorizar o período helenístico.

“De qualquer forma, esta é a história de como eu não consegui cumprir minhas obrigações hoje. Eu vou escalar um pilar para pedir perdão”, encerrou.

Fotos: Reprodução/fonte:via

Encontraram uma igreja de 16 mil anos submersa em lago na Turquia

Igreja desmoronou após terremoto por volta de 740 d.C. (Foto: Mustafa Şahin/Lake Iznik Excavation Archive)

A humanidade sempre nos surpreende. Nós temos o costume de exaltar a época em que vivemos, achando que somos responsáveis pelas melhores invenções, mas esta descoberta irá te deixar de queixo caído. Uma igreja datada de 390 d.C foi encontrada submersa no lago Iznik, na Turquia, pelo arqueólogo Mustafa Sahin, da Universidade BursaUludağ.

A equipe já procurava a estrutura desde 2014 e precisou usar uma técnica de aspiração para retirar a areia em torno, em busca de artefatos da época. Foi quando eles encontraram várias moedas que remetem aos imperadores romanos Valente e Valentiniano II que governaram entre 364 a 392 d.C., o que indica que a igreja tenha sido construída depois de 390 d.C.

Escavação aquática encontrou escombros a três metros de profundidade (Foto: Mustafa Şahin/Lake Iznik Excavation Archive)

Túmulos humanos também foram encontrados abaixo das paredes da basílica. A teoria do arqueólogo é de que esta imensa estrutura tenha sido construída em homenagem ao santo Neophytos do Chipre, que foi morto pelos romanos em 303 d.C. e que a igreja foi destruída devido a um terremoto, cerca de 400 anos após sua construção.

Após mais de 10 anos procurando a estrutura, arqueólogo contou com a ajuda do governo (Foto: Mustafa Şahin/Lake Iznik Excavation Archive)

Se todas essas informações já são impressionantes por si só, a equipe afirmou que a igreja é apenas uma parte desta importante descoberta da história da humanidade. Eles acreditam que ela tenha sido construída em cima de um templo pagão dedicado ao deus grego Apolo, pois há registros de que o imperador Cómodo, que governou o império romano entre 180 e 192 d.C. construiu uma estrutura do tipo homenageando o deus naquela região! Incrível, não é mesmo.

Fotos: Mustafa Şahin/Lake Iznik Excavation Archive/fonte:via

Altar maia de 1,5 mil anos revela disputa por poder ao estilo ‘Game Of Thrones’

Detalhe do altar maia mostra o rei Chak Took Ich'aak, o governante de La Corona. (Foto: Guatemala's National Museum of Archaeology and Ethnology)

Em um sítio arqueológico localizado na Guatemala descoberto recentemente, um altar de 1,5 mil anos coberto de inscrições ancestrais revelou uma série de tramas, negociatas e acordos políticos na disputa pelo poder do reino Maia – em um enredo que mostra que aquilo que parece pura ficção em Game Of Thrones pode ser um retrato fiel da realidade. O altar, de 1,46 metro por 1,2 em calcário, foi encontrado nas ruínas de La Corona, nos arredores da fronteira com o México e Belize. As inscrições revelam as estratégias da dinastia Kaanul para conquistar o poder.

Inscrições revelam a luta do Reino da Serpente pela conquista do trono maia.  (Foto: Guatemala's National Museum of Archaeology and Ethnology)

Segundo as inscrições, o rei Chak Took Ich’aak é mostrado “sentado e segurando um cetro do qual emergem dois deuses protetores da cidade”. Segundo os pesquisadores, as descobertas indicam que o rei Chak Took Ich’aak governou também a cidade peruana de El Peru-Waka e mostrou as artimanhas que a dinastia Kaanul, conhecida como Reino da Serpente, desenvolveu para derrotar seus rivais no ano de 562 para em seguida dominar as terras baixas maias por dois séculos.

O movimento aconteceu através de alianças com pequenas cidades próximas a Tikal, culminando em um casamento entre uma princesa Kaanul e um Rei da Coroa. “É uma obra de arte de alta qualidade que nos mostra que eles eram governantes entrando em um período de grande poder e que estavam se aliando a outros para competir, neste caso, com Tikal”, disse Tomás Barrientos, co-diretor das escavações. A expansão do Reino da Serpente se deu a partir de sua capital, Dzibanche, até o norte da Guatemala, Belize e o estado mexicano de Campeche. A derrota viria muitos anos depois, para justamente Tikal.

“O altar nos mostra uma parte da história da Guatemala e neste caso, aproximadamente há 1,5 mil anos, diria que uma versão de Game of Thrones da história maia”, explicou Barrientos. Bem, pensando bem, não seria nada mal se criassem uma série dessas, né?

© fotos: reprodução/fonte:via