Essa mulher mudou a vida de veteranos desfigurados da Primeira Guerra Mundial ao “restaurar” seus rostos

Quando pensamos nas guerras mundiais, geralmente lamentamos como a humanidade pode chegar neste ponto.

Mas situações como essa trouxeram à tona não somente o pior, mas também o melhor das pessoas envolvidas nelas. Muitos heróis e heroínas surgiram, se dedicando a fazer o bem para compensar todo o terror.

Uma dessas heroínas foi Anna Coleman Watts Ladd, uma escultora americana que se mudou para a França com o marido em 1917.

Lá, ela foi apresentada a Francis Derwent Wood, um escultor que tinha uma loja chamada “Tin Noses Shop”, onde ajudava soldados feridos e desfigurados durante a Primeira Guerra Mundial ao criar máscaras faciais para eles. Inspirada por seu trabalho, Ladd decidiu fazer o mesmo, abrindo seu próprio estúdio, o “Studio for Portrait-Masks”.

Uma nova chance

Na época, os chamados “mutilés” franceses eram soldados normalmente tão feridos que seus rostos mal eram reconhecíveis.

Conhecidos como “as mais trágicas vítimas de guerra”, a maioria desses combatentes estava condenada a uma vida de isolamento total.

O talento incrível de Ladd, no entanto, salvou muitos homens de um final triste e solitário.

Em 1932, para homenagear sua obra de caridade, a escultora foi condecorada com o título de cavaleira da Ordem Nacional da Legião de Honra francesa. 

fonte:via [BoredPanda]

A Segunda Guerra Mundial em fotos que você nunca imaginou

Allemagne, Berlin. 2 mai 1945. Le drapeau rouge flotte sur les to”ts du Reichstag

Fotos históricas talvez sejam uma das maiores unanimidades entre as pessoas. Mesmo as que retratam períodos terríveis são aclamadas por todo o mundo.

O fascínio que elas causam provavelmente está no fato de trazerem o passado, e toda nossa história, até o mundo em que vivemos. No caso desta lista, além de toda a importância histórica, as imagens servem como alerta: não podemos repetir nossos erros e permitir que algo tão terrível aconteça de novo.

Apesar das milhares, até mesmo milhões, de fotos que provavelmente foram tiradas durante a Segunda Guerra Mundial serem bastante célebres, um punhado delas nunca se tornou popular. Porém, às vezes são as fotografias menos conhecidas que nos revelam toda a crueldade e a incerteza que as guerras trazem à humanidade.

 

10. Os soldados nazistas muçulmanos

fotos incriveis da Segunda Guerra Mundial 10
A imagem acima é a de soldados alemães muçulmanos da era nazista em oração. Eles são da 13ª Waffen-Gebirgs-Division der SS Handschar, uma divisão completamente muçulmana do exército alemão. A unidade, que consistia principalmente de muçulmanos bósnios, foi formada em março de 1943, depois que a Alemanha conquistou a Croácia, que incluía a Bósnia-Herzegovina. Os muçulmanos bósnios foram aceitos na classificação nazista por causa da crença de Heinrich Himmler de que o povo da Croácia era de ascendência ariana, não eslava. Os nazistas também acreditavam que a nova divisão iria ajudá-los a ganhar o apoio da maioria dos muçulmanos em todo o mundo. Com o tempo, a divisão também incluiu croatas católicos romanos, que representavam 10% de suas fileiras.

A unidade foi iniciativa do Grande Mufti Hajj Amin al Husseni. Al Husseni tinha levado um golpe fracassado no Iraque e sido exilado para a Itália e, em seguida, Berlim, onde encorajou bósnios muçulmanos a se juntarem às fileiras do exército alemão. Husseni incentivou os assassinatos de judeus no Norte de África e na Palestina. Ele também queria que a Luftwaffe bombardeasse Tel Aviv. Após a guerra, Husseni fugiu para a França, onde foi preso. Mais tarde, escapou e fugiu para o Egito, onde os Aliados foram desencorajados a prendê-lo novamente por causa de seu “status” no mundo árabe. Husseni morreu em 1974 em Beirute, no Líbano, tendo seu desejo de ser enterrado em Jerusalém negado pelo governo israelense.

9. Mulher francesa tendo o cabelo raspado

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Depois que a França foi libertada no final da II Guerra Mundial, os cidadãos franceses que apoiaram a invasão das tropas alemãs sob qualquer forma foram perseguidos e tiveram suas cabeças vigorosamente raspadas como um símbolo de desonra. A fotografia acima é a de uma mulher cuja cabeça estava sendo raspada em Montelimer, França, em 29 de agosto de 1944. Cerca de 20.000 cidadãos franceses tiveram suas cabeças raspadas em público, a maioria mulheres. A punição foi frequentemente realizada por moradores ou membros da Resistência Francesa e feita em todos os lugares, desde as casas das vítimas até praças públicas na presença de uma grande multidão. Durante o mesmo período, a Alemanha também decretou que as mulheres que tiveram relações sexuais com não arianos ou prisioneiros de guerra deviam ter suas cabeças raspadas.

A ideia de raspar o cabelo das mulheres como forma de punição não teve início durante a 2ª Guerra Mundial – há registros de que este ritual tenha sido feito na Europa durante a Idade Média, quando foi usado como punição para mulheres adúlteras.

8. A mulher chorando nos Sudetos

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Esta é uma das fotografias mais controversas da Segunda Guerra Mundial. Foi também uma ferramenta de propaganda utilizada tanto pelos Aliados quanto por nazistas. A fotografia foi tirada na região dos Sudetos, na Checoslováquia, em outubro de 1938, após a cidade ser capturada e anexada pela Alemanha antes da Segunda Guerra Mundial começar oficialmente.

A fotografia mostra uma mulher chorando levantando um dos braços para saudar as tropas alemãs invasoras, enquanto a outra mão segura um lenço sobre olhos cheios de lágrimas. A fotografia apareceu em diversos jornais, em diferentes países, com diferentes legendas. Foi publicada pela primeira vez por um jornal alemão, o Võlkischer Beobachter, que afirmava que a mulher estava tão contente pelo avanço dos soldados alemães que não conseguia esconder seus sentimentos. Nos Estados Unidos, um jornal disse que a mulher não conseguia esconder o seu sofrimento enquanto “respeitosamente” saudava Hitler.

7. O homem chorando na França

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No verão de 1940, soldados alemães marcharam em Paris, marcando a derrota da França e o início do “Les Annee Noires” franceses, também conhecidos como “Os anos negros”. No momento em que os soldados alemães começaram a se mover, o governo francês já tinha abandonado a cidade e fugido para Bordeaux, no sul da França, que era o seu último reduto. A data exata em que a foto foi tirada é contestada. Enquanto ela apareceu originalmente em 1941, acredita-se que tenha sido tirada em 1940. O homem da foto, acredita-se, é Monsieur Jerome Barrett, que estava chorando enquanto as bandeiras da França faziam o seu caminho através de Marselha até a África.

A derrota da França durante a Segunda Guerra Mundial foi chocante, e também bastante decepcionante. Antes da guerra, acreditava-se que a França tinha o melhor exército em toda a Europa. Após a queda para a Alemanha, Adolf Hitler insistiu que os documentos que reconheciam a rendição da França deviam ser assinados na floresta de Compiegne, dentro do mesmo vagão de trem em que a Alemanha tinha assinado os documentos de sua própria rendição no final da Primeira Guerra Mundial. O vagão já estava em um museu, mas foi retirado e levado para a floresta para que os documentos pudessem ser devidamente assinados.

6. O Dispositivo

fotos incriveis da Segunda Guerra Mundial 6
As bombas atômicas que explodiram sobre Hiroshima e Nagasaki são por vezes mencionadas como as primeiras armas nucleares. Na verdade, as duas bombas foram apenas as primeiras armas nucleares a matar e destruir. A primeira bomba atômica já feita foi o Gadget (O Dispositivo). Ela foi concluída e testada semanas antes de Hiroshima e Nagasaki. O teste, chamado Trinity, foi realizado no Alamogordo Bombing and Gunnery Range, hoje conhecido como White Sands Missile Range, no Novo México, EUA.

A bomba foi colocada em uma torre de vigia na floresta de 30 metros de altura. Três bunkers foram construídos a 9.000 metros de distância da torre, de modo que a iminente explosão pudesse ser observada. Nas primeiras horas de 16 de julho de 1945, o Dispositivo disparou. A explosão resultante enviou ondas de choque através do deserto, vaporizando a torre e produzindo uma gigantesca nuvem em forma de cogumelo a 12.000 metros de altura. Ela produziu um flash brilhante equivalente ao de 10 sóis. O flash foi tão brilhante que foi visto em todo Novo México e partes do Arizona, Texas e México. O calor produzido foi tão forte que observadores a 16 km de distância o compararam a estar em pé na frente de um incêndio barulhento.

5. O menino no gueto de Varsóvia

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Durante o que ficou conhecido como a Revolta do Gueto de Varsóvia, os judeus em Varsóvia, na Polônia, iniciaram uma revolta de 10 dias contra os soldados alemães. Os judeus sabiam muito bem que seriam derrotados, mas se recusaram a desistir sem lutar. “O menino do gueto de Varsóvia” é o nome dado a um menino judeu com não mais do que 10 anos de idade que foi preso por soldados alemães no gueto após o levante ter sido contido.

As mãos do menino não identificado foram levantadas no ar, enquanto um soldado alemão apontava uma metralhadora para ele. Embora a fotografia seja uma das imagens mais divulgadas do Holocausto, ninguém sabe quem é o rapaz ou o que aconteceu com ele. Algumas fontes dizem que ele foi morto em uma câmara de gás no campo de concentração de Treblinka, enquanto outros dizem que ele sobreviveu.

Em 1999, um homem chamado Avrahim Zeilinwarger contatou um museu israelense dizendo que o garoto era seu filho, Levi Zeilinwarger, que teria sido realmente morto em um campo de concentração, em 1943. Em 1978, um homem não identificado entrou em contato com o Jewish Chronicle dizendo que o menino era o filho dele. Em 1977, uma mulher chamada Jadwiga Piesecka alegou que o menino era Artur Dab Siemiatek, que nasceu em 1935.

4. Os Jogos Olímpicos dos campos de concentração

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Por causa da guerra em curso, os Jogos Olímpicos de 1940 e 1944, que deveriam acontecer em Tóquio e Londres, não puderam ser realizados. No entanto, vários campos de prisioneiros na Polônia seguiram em frente com seus próprios Jogos Olímpicos, tanto em 1940 quanto em 1944. Embora muitos dos eventos tenham sido realizados em segredo, os Jogos Olímpicos de 1944 de Woldenberg, realizados no campo em Woldenberg, e outro realizado no acampamento em Gross Born (ambos na Polônia), foram realizados em uma escala muito maior.

369 dos 7.000 prisioneiros no campo de Woldenberg participaram em diversas modalidades, incluindo handebol, basquete e boxe. Esgrima, tiro com arco, salto com vara e dardo não foram autorizados. As bandeiras para os jogos foram feitas com lençóis. Aos vencedores dos eventos esportivos foram dadas medalhas feitas de papelão. Os Jogos Olímpicos de 1944 foram realizados porque os soldados poloneses queriam permanecer em forma e, ao mesmo tempo, honrar Janusz Kusocinski, atleta polonês que venceu a corrida de 10.000 metros nos Jogos Olímpicos de 1932, em Los Angeles, nos Estados Unidos.

3. O naufrágio do HMAS Armidale

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O HMAS Armidale era uma corveta, um tipo de navio de guerra, de três mastros, e com uma só bateria de canhões (embora tenha sido originalmente construído para ser um caça-minas) a serviço da marinha australiana durante a Segunda Guerra Mundial. Foi encomendado em 11 de junho de 1942, apenas para ser afundado em novembro do mesmo ano. Enquanto estava em uma missão para evacuar soldados e civis de Betano Bay, no Timor, o HMAS Armidale foi descoberto por aviões japoneses, que o atacaram, assim como a seu “irmão”, o navio HMAS Castlemaine. O Armidale foi logo destruído pelos aviões japoneses, forçando seus tripulantes a abandonar o navio. Vinte e um tripulantes, incluindo o capitão, subiram em uma lancha pequena e danificada, onde aguardaram resgate. Uma vez que o resgate nunca veio, eles começaram a remar em direção a águas australianas.

Dois dias depois, outros 29 sobreviventes começaram uma viagem semelhante em um baleeiro danificado que não parava de encher de água. Os sobreviventes se agarraram a uma balsa flutuante enquanto aguardavam o resgate. Depois de vários dias no mar, os homens na lancha foram resgatados junto com os do baleeiro. Mas os homens pendurados na balsa que aparecem na fotografia nunca foram encontrados. A foto mostrada acima foi tirada pelo piloto de um avião de reconhecimento Hudson, que até deixou cair uma mensagem para eles dizendo que seus salvadores estavam a caminho.

2. Yakov Dzhugashvili, o filho de Josef Stalin

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O homem com as mãos no bolso na fotografia acima é Yakov Dzhugashvili, o primeiro filho de Josef Stalin. A foto foi tirada depois que Yakov foi capturado pelas tropas alemãs durante a Segunda Guerra Mundial. Yakov e Stalin não estavam exatamente tendo um bom relacionamento de pai e filho antes do início da guerra. Stalin muitas vezes o insultou e até mesmo o deserdou. Ele também impediu que Yakov mudasse seu sobrenome para Stalin depois que ele mudou o seu.

Quando os alemães perceberam que Yakov era filho de Stalin, tiraram uma fotografia para fins de propaganda, sempre ela. Na parte de trás das fotografias foi colocada uma curta nota dizendo aos soldados soviéticos para que se rendessem assim como o filho de Josef Stalin. Quando os alemães pediram para trocar Yakov por um marechal de campo alemão capturado, Stalin negou, dizendo que ele não trocava tenentes por marechais de campo. Mesmo com seu ódio e as ofensas públicas a seu filho, na verdade, Stalin tentou resgatá-lo duas vezes.

Yakov morreu no campo de concentração de Sachsenhausen em abril de 1943, sob circunstâncias misteriosas. Enquanto arquivos secretos revelam que ele foi baleado por não seguir ordens, outros dizem que ele cometeu suicídio ao encostar em uma cerca eletrificada. Outro relatório afirma que ele foi morto em ação em 1945.

1. A bandeira erguida sobre o Palácio de Reischtag

Allemagne, Berlin. 2 mai 1945. Le drapeau rouge flotte sur les to”ts du Reichstag
Essa não é exatamente uma foto desconhecida. A imagem da bandeira com a foice e o martelo, símbolos do comunismo soviético, tremulando sobre uma Berlim completamente destruída é, na verdade, uma das imagens mais divulgadas do período pós-guerra. Não é de se espantar, afinal, uma guerra fria estava prestes a ser iniciada e as cartas já estavam sendo postas na mesa. Os soviéticos queriam mostrar para todo o mundo que a vitória sobre Hitler era uma conquista do exército vermelho. Mas você sabia que essa foto não é exatamente o que podemos chamar de espontânea?

Levantar uma bandeira sobre o Reichstag teria sido o equivalente russo da bandeira americana na batalha em Iwo Jima, outra célebre imagem de honra e vitória, exceto que, no caso dos soviéticos, a cena foi encenada, um fato que o fotógrafo, Yevgeny Khaldei, confirmou.

A fotografia mostra um jovem soldado russo levantando a bandeira soviética sobre Berlim após a derrota do exército alemão. Yevgeny Khaldei estava em Moscou quando o exército soviético invadiu Berlim, mas ele rapidamente foi para a Alemanha sob as ordens de oficiais soviéticos do alto escalão, possivelmente do próprio Josef Stalin. Suas ordens eram para produzir imagens que mostrassem a vitória soviética na Alemanha. Yevgeny chegou a Berlim e inspecionou vários locais, incluindo o Aeroporto Tempelhof e o Portão de Brandenburgo, antes de se estabelecer no edifício do Reichstag. Yevgeny tirou 36 fotos diferentes da cena, que seria usada como propaganda soviética. Curiosamente, uma unidade do exército soviético tinha inicialmente içado sua bandeira sobre o edifício não muito tempo depois que a cidade foi capturada, mas a imagem não foi registrada por nenhum fotógrafo. [Listverse]

Segunda Guerra Mundial: fotos inéditas (e chocantes)

Um M-10 Tank Destroyer do 636º Batalhão de Tank Destroyer, apoiando o 143º Regimento de Infantaria, 36ª Divisão, em Rohrwiller, 4 de fevereiro de 1945. O extenso dano à igreja da cidade foi provavelmente feito por explosões.

A revista online sobre história da guerraArgunners publicou recentemente uma série de fotos inéditas descobertas nos arquivos do americano Charles Day Palmer, que serviu como general de brigada na Europa durante a Segunda Guerra Mundial.

As imagens mostram um continente devastado pelas batalhas, conforme as forças americanas se moviam em direção a Berlim.

A maioria das fotos, feitas a pedido dos Estados Unidos, eram confidenciais e consideradas inadequadas para a publicação, visto que muitas são bastante gráficas.Palmer foi autorizado a guardá-las para uso privado depois que as imagens passaram por uma censura, incluindo a remoção de nomes e lugares.

O general, que na Segunda Guerra Mundial serviu durante a invasão da Normandia e a travessia da Linha Siegfried, mais tarde atuou também na Guerra da Coréia. Ele faleceu em 7 de junho de 1999.As fotos de seu acervo pessoal foram recentemente compartilhadas no site da Argunners por seu neto, Daniel Palmer, para honrar as memórias e serviços de seu avô.

Confira algumas delas:

Um soldado americano examina o túmulo de outro soldado americano desconhecido, que foi enterrado pelo inimigo. O primeiro que notou o túmulo o decorou com morteiros e samambaias.

Soldados norte-americanos e alemães mortos em um cemitério antes do enterro, em um local desconhecido. Cada corpo foi colocado em uma capa de colchão. Prisioneiros alemães podem ser vistos fazendo o trabalho de cavar as sepulturas e colocando os corpos dentro delas.

Prisioneiros de guerra da Polícia Militar alemã e agentes da Gestapo na cidade de Estrasburgo são levados a 3ª Divisão de Infantaria. Os prisioneiros estão sendo escoltados pelas Forças Francesas do Interior.

Um M-10 Tank Destroyer do 636º Batalhão de Tank Destroyer, apoiando o 143º Regimento de Infantaria, 36ª Divisão, em Rohrwiller, 4 de fevereiro de 1945. O extenso dano à igreja da cidade foi provavelmente feito por explosões.

Na sequência de um ataque de artilharia norte-americano contra um comboio alemão, cavalos mortos, veículos e equipamentos destruídos podem ser vistos espalhados ao longo da estrada nas proximidades de Lug, na Alemanha. Os alemães estavam tentando escapar do cerco dos 3º e 7º Exércitos.

Uma fábrica de rolamentos rígidos de esferas subterrânea alemã. É mostrada uma linha de polimento e máquinas utilizadas para concluir os rolamentos. Esta imagem pode ter sido feita na vizinhança de Schweinfurt.

Minas M-5 antitanques britânicas foram usadas para explodir caixas de comprimidos alemães. Cerca de 180 kg de TNT foram detonados.

Forças dos EUA tentam recapturar Wingen-sur-Moder, comuna francesa, da 6ª SS-Gebirgsjäger alemã, que se infiltrou durante a noite, desalojando as tropas americanas e capturando um número de prisioneiros. A torre da igreja à esquerda é um mirante alemão, de olho nos soldados norte-americanos.

O capacete e rifle marcam o local de uma vala em uma estrada onde dois soldados da infantaria deram suas vidas para uma unidade do 7º Exército, que abriu uma frente de 80 quilômetros do aeroporto de Saarbrücken para Reno.

Homens do 7º Exército procurando atiradores de elite em Bobenthal, na Alemanha.

Quando este guincho rebocando um Howitzer 155 mm ficou preso na lama em uma estrada, nada menos do que um Bulldozer pode movê-lo.

Caminho de um B-17 conforme fez um pouso forçado em um campo coberto de neve no front do 7º Exército.

Os restos de uma cidade alemã destruída.

Mais destruição de cidade alemã.

Uma ponte alemã é soprada aos céus por engenheiros norte-americanos, destruindo o espaço como uma medida defensiva contra as tropas alemãs.

A rendição do 19º Exército. Com a capitulação final da Alemanha para os Aliados, os soldados alemães que levantaram armas por mais de cinco anos contra quase toda a Europa e os EUA renderam seus rifles para os norte-americanos perto de Landeck, na Áustria. Eles parecem felizes com o “fim”. Granadas de mão e outros equipamentos podem ser vistos empilhados além dos rifles.

Milhares de oficiais alemães e homens podem ser vistos marchando de volta para a estrada a partir da montanha que uma vez defenderam. Embora tenham se rendido sem muita oposição, outras tropas alemãs ofereceram resistência fanática contra cidades-chave ao longo do caminho.

Rendição húngara. As tropas que se renderam ao 7º Exército são reunidas em Garmisch-Partenkirchen, cena dos últimos Jogos Olímpicos de Inverno, realizados antes da guerra.

Civis alemães no meio de sua cidade.

Edifícios destruídos e queimados na França. Eles foram bombardeados pelos alemães.

Casamata localizada na periferia de um forte. Ela mostra danos, provavelmente causados por incêndio iniciado por um tanque americano durante uma batalha para tomar a fortaleza.

Caminhão francês queima quando sua carga de 800 litros de gasolina explode.

Dano causado quando um cartucho 280 milímetros alemão pousou na área.

Tanque M-4 americano derrubado, ao lado de um Sturmgeschütz IV alemão.

Um tanque destroier passando por um tanque americano que foi nocauteado durante uma batalha quando os americanos retomaram a cidade. Entre os dois veículos blindados, dois médicos coletam o corpo de um soldado americano morto na luta.

O acervo ainda conta com fotografias mais penosas de se olhar, que mostram, por exemplo, restos mortais de soldados. Caso tenha interesse em ver mais imagens, acesse o site da Argunners. [io9]

Sobreviventes pedem justiça no caso do “Contador de Auschwitz”

 

“Não posso perdoá-lo”: assim o sobrevivente de Auschwitz Max Eisen resume suas impressões do primeiro dia do julgamento de Oskar Gröning na pequena cidade de Lüneburg, na Baixa Saxônia. O morador de Toronto, de 86 anos, é um dos mais de 60 autores da ação coletiva contra o ex-sargento da SS, hoje com 93 anos.

Na audiência de terça-feira (21/04), Gröning reconheceu pelo menos sua responsabilidade moral no genocídio perpetrado no campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau: “Eu reconheço essa culpa moral aqui, diante das vítimas, com arrependimento e humildade. Sobre a culpa jurídica, os senhores devem decidir.”

Atividades comprometedoras

No período em que trabalhou no campo, de 1942 a 1944, ele admite ter testemunhado uma execução por gás. Entre suas tarefas constava recolher o dinheiro das malas dos detentos chegados ao campo e entregá-lo à organização paramilitar SS, em Berlim – atividade que lhe valeu a alcunha “Contador de Auschwitz” na imprensa alemã.

Malas em Auschwitz: esperança de seguir viagem

Outra atribuição de Gröning era retirar, da rampa aonde chegavam os trens, as bagagens dos designados à câmara de gás. Na visão do Ministério Público, ele ajudou, desse modo, a apagar os vestígios da matança em massa de judeus – por exemplo, os vindos da Hungria no início de 1944. Por isso, é agora acusado de cumplicidade em pelo menos 300 mil casos.

Após um dia longo, Gröning foi um dos primeiros a deixar a sala do tribunal, aparentando fragilidade ao ser levado pelos cuidadores até o automóvel. “Foi muito cansativo para ele”, comenta seu advogado, Hans Holtermann.

“Mas eu acho que ele ficou aliviado de poder falar sobre os seus atos”, diz o jurista, que declinou de opinar se considera o nonagenário suficientemente saudável para participar de todas as 27 audiências programadas.

Ignorância questionada

Gröning “mentiu à beça” no primeiro dia do processo, criticou Max Eisen. “Ele meio que deu a impressão de não estar realmente sabendo. O fato é que [Gröning e seus assistentes] ficavam lá na rampa e não havia como não saberem, já que todo o pessoal da SS morava nas mesmas barracas”, afirmou o sobrevivente.

Eisen tampouco aceita a alegação do idoso de que “estava confuso ao chegar a Auschwitz”. “Eu tinha 15 anos quando cheguei lá, e não estava confuso”, rebateu.

Os avós, a mãe e os três irmãos de Eisen foram para a câmara de gás assim que desembarcaram no campo de extermínio, hoje território polonês. Ele, seu pai e o tio foram selecionados para os trabalhos forçados. Eisen se diz enojado por o réu ter se esquivado de responder ao juiz se, com o seu trabalho na época, ele contribuíra para o extermínio dos judeus.

Max Eisen: “Eu tinha 15 anos quando cheguei a Auschwitz, e não estava confuso”

Culpa real versus “culpa moral”

“Ele tenta lidar com a própria culpa”, relativiza Eva Korr, outra ex-detenta de Auschwitz, vinda dos Estados Unidos para o julgamento na Baixa Saxônia. “Ele poderia ter se escondido nas sombras, como milhares de outros nazistas. Poucos tiveram a coragem de ir a público.”

Assim como parte dos autores do processo, o representante jurídico de 31 deles, Thomas Walther, se revela decepcionado com o depoimento de Oskar Gröning: para os seus clientes, a mera admissão de “culpa moral” soa como um deboche do que realmente aconteceu.

“É preciso entender que os meus clientes têm estado convencidos, pelos últimos 70 anos, da culpa real de um crime extremamente profundo”, afirmou o jurista. “Falar em ‘culpa moral’ diante do assassinato dos seus pais: como é que você se sentiria?”

Tensão no julgamento do “Contador de Auschwitz”

 

Processo começa com debate histórico acalorado do lado de fora do tribunal na pequena cidade de Lüneburg. Enquanto sobreviventes enfatizam importância do julgamento, antifascistas e neonazistas se confrontam.

Houve confusão na longa fila diante do prédio em Lüneburg onde, às 9h30 desta terça-feira (21/04), se iniciou aquele que pode ser o último processo relativo ao Holocausto. O réu é Oskar Groning, de 93 anos, apelidado pela imprensa alemã o “Contador de Auschwitz”.

O espaço na sala do tribunal, para apenas 60 espectadores, foi ocupado por cerca de 40 participantes de um grupo antifascista local, que já haviam chegado às 6h00 da manhã. Sua intenção principal foi assegurar assentos para os parentes dos coautores da ação coletiva, 65 sobreviventes do campo de extermínio Auschwitz-Birkenau.

Contudo, a segunda meta era garantir que “essa gente” não entrasse, revela Henryk Kuzbik, um dos ativistas, apontando para um grupo de dez neonazistas, que só conseguiram lugar no meio da fila. “Seria insuportável para os familiares ter essa gente aqui. E queríamos mostrar que não há só nazistas.”

O líder informal dos extremistas, Thomas Wulff, que diz pertencer a um “movimento nacionalista”, aproveita a ocasião para travar um acalorado debate sobre a história da Alemanha e o Holocausto com os jornalistas presentes.

“Isso é um julgamento atrasado de vingança pelos Aliados. Não há defesa neste país”, acusa. Segundo ele, Gröning “foi uma vítima da sua época, e agora é uma vítima do sistema judiciário alemão”. Wulff acrescenta que ele próprio foi condenado a pena condicional de um ano e meio “por fazer perguntas”.

Neonazismo se faz presente

Muitos alemães vieram até o Tribunal Regional de Lüneburg para demonstrar sua solidariedade com as vítimas do genocídio perpetrado pelo regime de Adolf Hitler. “É muito importante que esse julgamento esteja acontecendo agora”, observa Meline Dumrese, uma das fundadoras da organização que pleiteou a construção do Memorial do Holocausto em Berlim, em 2005.

Os neonazistas foram acompanhados por Ursula Haverbeck, viúva de um pastor que foi membro da liderança do Partido Nacional-Socialista. Já tendo sido multada várias vezes por negar o Holocausto, ela aparece num vídeo, postado na segunda-feira no YouTube, condenando o processo e convocando outros opositores a assisti-lo.

Além disso, Haverbeck distribuiu um panfleto intitulado “Assassinato em massa no campo de concentração de Auschwitz?”, onde questiona os dados históricos sobre o Holocausto e propõe estimativas mais baixas para o número de judeus executados – um ato considerado ilegal na Alemanha.

Oskar Gröning pretendia combater falsa argumentação de negadores do Holocausto

Negação do Holocausto

Na aglomeração na pequena cidade de Lüneburg, na Baixa Saxônia, Kuzbik e seus companheiros entoam brevemente “Fora nazistas!” e ostentam uma bandeira de Israel. Wulff rebate com “Israel foi fundado por terroristas”. A polícia inicialmente mantém separados os dois grupos, mas acaba ordenando que os extremistas de direita deixem o local.

A ironia desse incidente é que Gröning está sendo julgado por ter ido a público na década de 80, justamente com o fim de rebater os negadores do Holocausto. Ele foi um dos poucos ex-servidores do regime nazista a tomar tal atitude.

Seu testemunho sobre as próprias ações – tanto para os promotores como em extensas entrevistas dadas em 2005 à revista Der Spiegel e outros veículos – forneceram provas substanciais contra diversos antigos oficiais nazistas. Entretanto, essas mesmas informações estão sendo agora empregadas na ação contra ele.

Importância para os sobreviventes

Numa coletiva de imprensa nesta segunda-feira, a húngara Eva Pusztai-Fahidi, sobrevivente do campo de Auschwitz e coautora do processo, explicou o que a iniciativa jurídica representa para ela, pessoalmente:

“Nos 70 anos desde que saí de Auschwitz-Birkenau, uma das coisas mais importantes que me aconteceram foi esse julgamento. É muito importante eu poder vivenciar o julgamento de um homem da SS que serviu em Auschwitz. A questão não é a punição, mas sim o veredicto.”

Para outra sobrevivente, Hedy Bohm, “o importante é que o julgamento esteja acontecendo”. “Meu testemunho vai ser dar um pouco uma voz a meus pais e à minha família, que não estão aqui”, comentou.

Apesar de terem sido banidos do tribunal no primeiro dia do processo, os neonazistas estão sendo esperados também nos dias subsequentes. “Mas nós também vamos estar aqui”, promete Kuzbik. “Vamos estar aqui a cada dia do julgamento.”

Estão programadas 27 audiências em Lüneburg, sendo o veredicto previsto para o fim de julho.

“Contador de Auschwitz” pede perdão

Oskar Gröning, de 93 anos, se declarou cúmplice moral pela morte de milhares de judeus no campo de concentração durante a Segunda Guerra.

Engraçado que ele ainda continua vivo e ainda tem o cinismo de pedir perdão as pessoas que morreram poderia ter feito a mesma coisa que ele fez  com aqueles judeus,mais infelizmente as coisas não sai do nosso jeito,recomendo a leitura da próxima matéria.

A arte e os horrores de Auschwitz

Os artistas esquecidos

Enquanto a chamada “arte degenerada” dos artistas perseguidos pelo nazismo desperta atenção, quase ninguém conhece o trabalho dos artistas que estavam em campos de concentração. Pintores como Waldemar Nowakowski (foto) estão quase esquecidos. Por isso a importância do livro e da exposição “A morte não tem a última palavra”, a ser aberta no prédio do Bundestag em Berlim, a partir de 27 de janeiro.

 

Em Auschwitz, apelos para que o Holocausto não seja esquecido

Cerimônia pelos 70 anos da libertação do campo de concentração é marcada por pouca política e por pedidos dos sobreviventes, em sua maioria já octogenários, para que gerações seguintes não esqueçam os horrores da guerra.

Sobreviventes chegam para celebração dos 70 anos

Na localidade de Oswiecim, no sul da Polônia, cerca de 200 sobreviventes de Auschwitz e familiares reuniram-se com líderes mundiais e autoridades judaicas, na tarde desta terça-feira (27/01), para celebrar os 70 anos da libertação do campo de concentração pelas tropas soviéticas.

A cerimônia se realizou na grande tenda branca erguida sobre o edifício de tijolos na entrada de Auschwitz II-Birkenau, parte do complexo hoje transformado em museu. Em meio a campos cobertos de neve, os trilhos de trens – que traziam judeus, ciganos, homossexuais, oposicionistas políticos e outros condenados de todas as partes do continente – estavam iluminados em tons dourados.

À sombra da guerra na Ucrânia e do recrudescimento do antissemitismo na Europa, essa pode ter sido uma das últimas oportunidades ver reunido um número representativo de remanescentes do Holocausto: os mais jovens entre eles já são septuagenários. No 60º aniversário da libertação de Auschwitz, em 2005, compareceram 1.500 sobreviventes.

“Quantas eternidades se pode suportar?”

David Wisnia, ex-detento de Auschwitz de 88 anos, foi convidado para entoar uma prece memorial em hebraico. Quando criança, ele cantava no coro da Grande Sinagoga de Varsóvia, demolida pelos nazistas em 1943.

Steven Spielberg na cerimônia em Oświęcim

“É algo quase impossível de a mente humana compreender”, contou sobre o Holocausto, “Rogo a Deus que sejamos capazes de aprender algo com isso, enquanto seres humanos.”

Outro sobrevivente de origem polonesa, Roman Kent, apelou, entre lágrimas: “Não queremos que o nosso passado se torne o futuro de nossos filhos!”

No campo, narrou o nonagenário, as incessantes humilhações e atos de violência transformavam os minutos em dias, os dias em meses, os meses em eternidades: “E quantas eternidades um ser humano pode suportar em uma vida?”

Autodeterminação nacional, ontem e hoje

Participaram da homenagem dirigentes de Alemanha, França, República Tcheca, entre muitos outros. O presidente da Polônia, Bronislaw Komorowski, foi o único político a tomar a palavra.

Ele descreveu Auschwitz como o lugar onde a civilização humana foi destruída, onde os nazistas instalaram uma bárbara indústria da morte. Dessa memória cresce o dever de confrontar, hoje, todas as formas de violência e racismo, advertiu.

Patriotas russos protestam contra ministro polonês: “Schetyna, pergunte aos avós sobre os eventos de 1945”

Durante a Segunda Guerra Mundial, foram assassinadas no campo de extermínio Auschwitz II-Birkenau mais de 1,1 milhão de pessoas, a maioria judeus. Quase 40% dos prisioneiros registrados eram de nacionalidade polonesa.

Komorowski ressaltou o fato de terem sido soldados da União Soviética a libertar o campo de extermínio em 27 de janeiro de 1945, expressando sua gratidão e reconhecimento àqueles que tudo fizeram para salvar os últimos prisioneiros, quase mortos pela fome, doenças e maus tratos.

Porém, o chefe de Estado não se referiu exclusivamente ao passado: “Lembremos ao que leva a violação das leis internacionais sobre autodeterminação das nações.” Para os presentes, uma inconfundível alusão ao conflito em curso na vizinha Ucrânia, com a participação da potência regional Rússia.

Paralelamente, uma declaração do ministro polonês do Exterior, Grzegorz Schetyna, abalou as bases da história aceita, servindo para provocar muitos patriotas russos e acirrar o conflito em torno do conflito: segundo Schetyna, em vez do Exército Vermelho, teriam sido tropas ucranianas a libertar Auschwitz-Birkenau em 1945.

Combate intensificado à discriminação na Europa

Para o presidente francês, François Hollande, a ocasião foi especialmente significativa, menos de três semanas após os ataques de terroristas islâmicos que mataram 17 pessoas em Paris, entre os quais quatro frequentadores judeus de um mercado kosher.

Presidente François Hollande (centro-direita) e representantes judaicos no Memorial do Shoá em Paris

Antes, no Memorial do Shoá (Holocausto) em Paris, o chefe de Estado socialista se dirigiu à comunidade judaica do país, a maior da Europa, com 550 mil membros. “Vocês, franceses de fé judaica, o seu lugar é aqui, no nosso lar: a França é o seu país”, assegurou.

Segundo um estudo divulgado nesta terça-feira, os atos de violência antissemita na França aumentaram 130% em 2014, em relação ao ano anterior. Hollande anunciou para fevereiro a apresentação de um programa nacional de combate ao antissemitismo e ao racismo. Estão previstas tanto a manutenção de um nível elevado de segurança, quanto medidas severas contra a desinformação e a propaganda na internet.

Auschwitz na identidade alemã

A cerimônia no sul da Polônia contou com a presença de figuras como o cineasta americano Steven Spielberg (A lista de Schindler), com projeção internacional na preservação da história e da causa judaicas.

Ronald Lauder, presidente do World Jewish Congress, instou os políticos e homens de Estado presentes a combaterem com mais decisão a onda de discriminação e perseguição que volta a eclodir: “Setenta anos depois da libertação de Auschwitz, sopra uma nova tempestade de antissemitismo sobre a Europa.”

Horas antes, o presidente da Alemanha, Joachim Gauck afirmou que “não há identidade alemã sem Auschwitz”, durante uma sessão solene do Parlamento em Berlim, com a presença de diversos sobreviventes.

O político insistiu que os crimes do nazismo não sejam esquecidos: a lembrança do Holocausto faz parte da história nacional, e obriga todos os cidadãos a “protegerem e preservarem aquilo que é humano”.

Roman Kent, sobrevivente polonês, apela em nome do futuro

Putin, ausência marcante

Uma ausência que se fez notar em Oswiecim foi a do presidente russo, Vladimir Putin, cujo país foi representado por Serguei Ivanov, chefe de gabinete da presidência. O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, por sua vez, esteve presente.

Medidas controversas do Kremlin – como a anexação da península da Crimeia, em março último, e o apoio documentado aos separatistas pró-Moscou no leste e sudeste da Ucrânia, com pessoal e munição – têm contribuído para que o estado das relações Rússia-Ocidente seja o pior desde o fim da Guerra Fria. A Polônia conta entre os críticos mais ferrenhos da política russa para a Ucrânia.

Em resposta à indignação de certas personalidades russas, por Putin não ter sido convidado, o Memorial de Auschwitz-Birkenau, organizador do evento, argumentou que não houve solicitações específicas aos chefes de Estado ou de governo, estando livre para comparecer quem quisesse.

Fontes internas indicam, contudo, que o governo polonês realmente preferiu não encorajar a participação do chefe do Kremlin na cerimônia, por estar consciente das consequências políticas de sua presença.

“Seria difícil imaginar como se receberia o presidente da Rússia nesta situação”, admitiu o ministro da Justiça da Polônia, Cezary Grabarcyk, à rádio polonesa ZET. Apesar de dados confirmados por entidades como a Otan e das sanções internacionais em vigor, Putin segue negando qualquer interferência na crise ucraniana.