Baiacu artista e sua bela obra intrincada na areia: vídeo

Até onde você estaria disposto a ir para impressionar seu amor? Passaria sete dias inteiros esculpindo um design complexo, mas em última análise efêmero, na areia do fundo do mar?

O baiacu passa.

O macho de uma espécie japonesa do gênero Torquigener é um artista incrivelmente talentoso capaz de impressionar não somente suas pretendentes, mas qualquer criatura.

Beleza e funcionalidade

O macho é capaz de ficar dias girando suas barbatanas para criar dezenas de curvas e montes meticulosamente alinhados que se irradiam do centro de sua obra de arte na areia.

Uma vez que o peixe começa a moldar seu desenho, não pode parar para descansar. Se o faz, a corrente oceânica apaga todo o seu trabalho duro, de forma que ele se aplica à missão 24 horas por dia até que sua criação esteja completa.

Da mesma forma que machos de outras espécies usam seu tamanho, cor ou apêndices extravagantes para atrair a atenção de uma parceira, o baiacu aposta na complexidade de seus talentos artísticos. No fim das contas, o padrão resultante é intrincado e preciso o suficiente para capturar o olho perspicaz de uma fêmea.

E chamar a atenção não é o único objetivo desta arte cativante. Segundo os cientistas, a fêmea utiliza a estrutura como um ninho; ela coloca seus ovos no centro, onde os melhores grãos de areia foram posicionados.

Isso porque a técnica de construção do macho incorpora grãos finos de areia no coração do desenho, enquanto os vales da estrutura retardam o fluxo de água em direção ao centro em cerca de 25%, protegendo os ovos que ali repousam.

Uma habilidade inacreditável

O vídeo acima exibe algumas imagens que foram ao ar em 2014 no canal BBC Earth, no episódio “Courtship” da série de documentários sobre natureza “Life Story”. Em agosto deste ano, a BBC compartilhou o clipe no Facebook.

Mergulhadores descobriram pela primeira vez exemplos desse tipo de arte nas águas próximas ao Japão em 1995.

Porém, mais de uma década se passou antes que identificássemos os baiacus como os enigmáticos criadores das formações.

Os caminhos interconectados que se unem em um desenho circular são muitas vezes bem maiores que o corpo do peixe. Embora o macho tenha apenas cerca de 12 centímetros de comprimento, suas esculturas podem atingir até 2 metros.

Mimos

Quando o talentoso artista se depara com conchas e outros projéteis que atrapalham seu progresso, os tira do caminho com a boca, mas não os joga fora.

Em vez disso, o peixe os utiliza como um toque final, colocando-os cuidadosamente sobre os montes de sua obra-prima, que é nada menos do que surpreendente em sua simetria e perfeição geométrica.

Não dá vontade de chorar de admiração? Confira uma prévia do episódio no site da fonte:via BBC. [LiveScience]

Milionário japonês seleciona artistas para irem com ele à lua sem gastar nada

Elon Musk durante o comunicado nesta segunda-feira (Foto: Reprodução/YouTube)

Algumas vezes podemos nos esquecer, mas sim, estamos no futuro. A afirmação se comprova com os planos da SpaceX de levar oito artistas para a lua. De graça.

O anúncio da missão foi feito pelo milionário japonês Yusaku Maezawa, que marcou a viagem ao espaço para 2023. Logo ali. Os viajantes terão a chance de conhecer a lua de perto, entretanto, não há previsão de pouso no satélite natural.

Segundo Yusaku, que vai bancar o passeio com sua fortuna, os artistas selecionados devem usar a inspiração lunar para a produção de obras que vão ficar para a posteridade.

Elon Musk divulgou o protótipo do modelo que levará turistas à Lua (Foto: Divulgação)

“Se Pablo Picasso tivesse visto a lua de perto, que tipo de pinturas teria feito? Se John Lennon tivesse prestado atenção nas curvas da Terra, que tipo de músicas teria composto? Se eles tivessem ido ao espaço, como seria o mundo hoje?”, escreveu Maezawa no site do projeto Dear Moon (Querida lua, em inglês).

Por isso, ele está em busca de um dançarino, um estilista, um escritor, um escultor, um fotógrafo e um arquiteto. Os custos da empreitada não foram revelados, mas veículos da imprensa japonesa dizem que Yusaku possui uma fortuna equivalente a do presidente dos Estados Unidos Donald Trump.

A viagem para a lua será feita a bordo de uma nave reutilizável, que transportará os artistas durante uma semana. No período, eles vão dar voltas em torno da lua e depois retornar para a Terra.

Foto: Reprodução/fonte:via

Vera Holtz oriental de 90 anos continua conquistando a internet com suas aventuras

Só envelhece quem quer e essa japonesa de 90 anos não está disposta a encarar o estereótipo da vovó que fica em casa fazendo tricô para os netos. Kimiko Nishimoto, mas a verdade é que essa ídola da terceira idade não para de surpreender com suas fotos divertidíssimas.

Kimiko começou a fotografar aos 72 anos e, desde então, já fez cursos de foto e aprendeu a editar as imagens usando programas gráficos. Em dezembro do ano passado, seus trabalhos foram expostos em uma galeria em Tóquio, onde o sucesso da artista só aumentou.

Agora, a idosa mais divertida da internet compartilha suas criações através do Instagram e já conta com mais de 120 mil seguidores na rede social.É ou não é a vovó mais fofa (e tecnológica) que você já viu?

Espia só alguns dos cliques criativos de Kimiko!

Fotos: Kimiko Nishimoto /fonte:via

Compra livros e não os lê? Os japoneses criaram palavra específica para isso

Se você não pode ver uma livraria que já sente subir pelo corpo o impulso de comprar uma porção de livros, independentemente de se conseguirá de fato lê-los, saiba que existe uma palavra específica para tal hábito, diretamente do Japão: tsundoku. Juntando os termos tsumu (“empilhar”) e doku (“ler”) em tradução livre, o tsundoku nada mais é do que a tão comum prática de comprar livros e empilha-los sem chegar a ler – quem nunca o fez, que atire o primeiro livro.

E não se trata de um hábito moderno, ao qual podemos justificar com a velocidade ou a falta de tempo da atualidade: segundo reportagem da BBC, a palavra já é encontrada em textos e publicações japonesas há mais de um século. Tsundoku não se trata, no entanto, de termo ofensivo, e nem mesmo carrega um sentido crítico em sua aplicação: quem compra os livros, segundo a etmologia do termo, tem ao menos a intenção de lê-los – diferentemente da bibliomania, na qual a pessoa simplesmente tem o desejo de possuir os livros.

Em tempos de e-book, o tsundoku pode parecer ameaçado de extinção, mas se nem o vinil chegou a desaparecer (e suas vendas seguem crescendo em perfeita comunhão com o domínio dos serviços de streaming de música), o livro físico também seguirá seduzindo o público por muito tempo. Além de oferecer uma leitura mais tranquila, concentrada e menos sujeita a distrações que o livro eletrônico, o livro físico é ainda um belo objeto, que posto em uma estante parece oferecer mais vida a uma casa.

Claro que para que ele não se torne somente um pomposo objeto de decoração, é preciso superar o tsundoku e realmente coloca-lo em sua verdadeira função: de ser lido.

© fotos: reprodução/fonte:via

Conheça o hotel mais antigo do mundo, gerido pela mesma família há mais de 1300 anos

No hotel japonês Nishiyama Onsen Keiunkan, ou simplesmente The Keiunkan, a ideia de que em time que está ganhando não se mexe é levada ao extremo: inaugurado no ano de 705 e funcionando portanto há mais de 1300 anos, o hotel é gerido desde sua fundação – novamente, em espanto: desde sua fundação – pela mesma família. São 52 gerações de descendentes cuidando do mais antigo hotel do mundo.

Localizado nos arredores da cidade de Kyoto, o Keiunkan é também possivelmente a mais antiga empresa em funcionamento no mundo. Com 37 quartos e água quente vindo diretamente das fontes termais naturais de Hakuho, a justificativa para o (realmente) longevo sucesso do hotel começa em seu cenário: localizado aos pés das montanhas Akaishi e próximo ao sagrado Monte Fuji, a espetacular natureza ao redor do local oferece não só a água pura e quente como uma vista imbatível.

Ainda que obviamente o hotel tenha sido algumas vezes restaurado e renovado, é também seu espírito tradicional, luxuoso em sua simplicidade e elegância, que fazem do lugar um perfeito retiro – com direito a uma atração diretamente do passado, inequivocamente eficaz para um descanso especial: a ausência de internet. Aos desconectados hóspedes, são oferecidas refeições de qualidade superior, banhos naturais, karaokês impagáveis, e a insuperável imersão na natureza.

Seus mais de 1300 anos de história o levaram a ser reconhecido pelo Guiness como o hotel mais antigo do mundo. O hotel foi fundado por Fujiwara Mahito, filho de um ajudante do imperador e, desde sua inauguração o Keiunkan já recebeu um sem-fim de personalidades – entre samurais e imperadores do passado, chefes de estado, artistas e celebridades das mais diversas épocas – todos atrás desse preciso encontro entre tradição e inovação, com um segredo realmente atemporal: a hospitalidade.

O preço de um quarto capaz de receber entre 2 a 7 hóspedes é de 52.000 ienes, ou cerca de 1.780 reais.

© fotos: reprodução/fonte:via

A sobremesa japonesa que leva uma galáxia inteira ao seu prato

Japoneses parecem ser capazes de encontrar uma solução criativa para tudo. Qual outro povo no mundo seria capaz de lançar um doce especial para comemorar a exploração de um asteroide?

Sim, os moradores da terra do sol nascente acabam de registrar mais esse feito!

Tudo começa em 2014, quando a agência espacial do Japão (a JAXA) lançou a sonda não tripulada Hayabusa2 ao espaçof para explorar o asteroide 162173 Ryugu. Até aí, um pequeno passo para a sonda, mas não tão grande para a humanidade, você poderia dizer.

Bom, recentemente, a Hayabusa2 chegou ao seu destino e está pronta para coletar amostras do solo que serão trazidas para análise na Terra. A rede japonesa de lojas de conveniência Lawson achou que a ocasião merecia ser celebrada da melhor maneira: com comida, claro!

A rede lançou um concurso temático para a criação de uma sobremesa comemorativa. Entre os participantes, uma imagem chamou a atenção dos jurados do concurso – e temos certeza de que não foi por causa das habilidades de ilustração.

Com base nesse esboço, a equipe da Lawson desenvoleu uma ideia de sobremesa que lembra um céu estrelado. O doce ganhou o nome de Butterfly Beauty Pururun Water Gelatin e têm sabor de limão e chá de ervas. Mesmo assim, o destaque não está apenas no sabor, mas na aparência do prato, que conta com flocos de pó dourado em seu interior para representar as estrelas.

A sobremesa estará disponível apenas nas lojas Lawson do Japão a partir de 10 de julho. Surpreendentemente, colocar um céu estrelado no prato não terá custos estratosféricos – o doce sairá por apenas JP¥ 180 (ou pouco mais de R$ 6).

Imagens: Divulgação Lawson

Com informações de Sora News 24 /fonte:via

Rodízio de comida japonesa vegana prova que o sabor vai muito além do peixe

Cores, sabores e texturas de uma comida fina e delicada ou rodízio bem servido no melhor estilo coma o quanto puder. Os dois! Sempre fui em restaurante japonês pensando que ia sair passando mal. Mesmo não sendo de comer muito, a ideia de ter uma infinidade de coisinhas diferentes para provar e repetir já me dá palpitação. No caso da comida japonesa então, a emoção é maior ainda.

Pois bem, mas e num rodízio japonês sem um peixe sequer? Sem ovo, sem manteiga derretendo no shimeji. Dá para ser feliz? Sim, e muito! Com receitas criativas, coloridas e saborosas, o Sushimar Vegano é um pequeno oásis gastronômico. As receitas têm tudo que o rodízio padrão oferece: entradas como guioza, harumaki – os lindos rolinhos primavera – e cogumelos, e pratos que vão do combinado de sushi ao bifum ao curry. Outro rolinho harumaki, mas com banana e sorvete, encerra o festival.

Combinado colorido de sushis

Do menu à la carte saem outras delícias orientais. O ceviche do dia era de coco e, sério, não perdem em nada para o de peixe. A textura é perfeita, combina muito com o limão, o tomate e a cebola roxa. Maria Cermelli, sócia do Sushimar, contou que o que ela mais gosta é o de lichia, quando é a época. Como tudo é sazonal, o cardápio pode variar um pouco. Maria está há 27 anos no comando, junto com o um grupo de amigas, do Sushimar. Tudo começou em Paraty, em 1990. De lá pra cá, mais cinco unidades surgiram – quarto no Rio de Janeiro e uma em São Paulo.

Ceviche de coco com chips de banana

Maria não come carne vermelha e gosta muito das possibilidades da culinária vegana, então desenvolveu, junto com sua equipe de sushimen, um cardápio sem nenhum ingrediente de origem animal. Lançaram as ideias em 2017 com criações saborosas e absolutamente lindas.

A berinjela derretendo por dentro e frita por fora, recheada de tofu e shimeji e a porção de edamame abrem bem os trabalhos. A robata de shitaque é macia e tostadinha. O guioza de shitaque com cabotiá é uma cremosidade só. O de taioba é uma delícia que não pode faltar. Ela é uma PANC – produto alimentício não convencional – comum nas regiões norte e sudeste do Brasil e muito nutritiva. Outra PANC que entra e sai do cardápio conforme é encontrada é a peixinho, que é servida como tempurá e tem sabor muito parecido com o de peixe frito.

Porção de guioza tem shitake com cabotiá e legumes sazonais

O combinado de sushis é uma obra de arte. Dá até dó de comer (calma, nem tanto). Numa explosão de cores, cada duplinha é mais linda que a outra. Os niguiris – aquele com o arroz por baixo – vêm com shitaque, coco com pesto e ume, abobrinha ou tofu; e sushis de cenoura com edamame ou com wakami são delicados e deliciosos. São realmente as estrelas da casa.

Com vocês, os sushis

O cardápio tem ainda algumas opções de saladas e de pratos quentes, como tempurá de legumes, yakissoba, lamen de legumes, cogumelos e tofu, o arroz colorido yakimeshi, curry, bifum e udon com molho picante. Cada prato custa entre R$ 25 e R$ 49. Para encerrar, as novidades do cardápio são de chocolate. Vale provar o brownie macio e quentinho, servido com sorvete de creme. Não dá para acreditar que não leva leite!

Udon picante com tofu, broto de feijão, e shitake

A casa aberta em 2017 fica em um espaço aberto na Alameda Campinas. Tem lugares na pequena varanda, no salão, ou perto do sushiman, no balcão. É um convite ao novo, às pesquisas de sabores e aos desprendimento do padrão. Seguindo ou não uma alimentação vegana, o que vale é sair da caixa e sacar que as possibilidades são infinitas.

Fotos: Divulgação

Foto ceviche: Gabriela Rassy/fonte:via