Bibliotecas em paĂ­ses europeus reĂșnem diversos livros de madeira

VocĂȘ jĂĄ ouviu falar em xilotecas? SĂŁo catĂĄlogos de diferentes tipos de madeira, geralmente com milhares de amostras, que tambĂ©m arquivam informaçÔes diversas sobre a espĂ©cie a qual pertencem.

Mas no leste europeu, as xilotecas ganharam ares diferentes. Elas foram transformadas em verdadeiras bibliotecas, e seus livros não são nada comum. Após coletadas na natureza, as amostras eram usadas para fazer uma espécie de capa e contracapa, porém sem folhas ou histórias no seu interior.

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Eles serviam para armazenar diversos tipos de objetos referentes Ă  ĂĄrvore da qual a madeira havia sido extraĂ­da, como folhas, sementes, flores e galhos. Em alguns, as descriçÔes da ĂĄrvore e os tipo de doenças da espĂ©cie tambĂ©m foram incluĂ­das. E entĂŁo, eram organizadas em prateleiras, como se fosse uma biblioteca comum, com a lombada do livro voltada para o pĂșblico.

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Existem dezenas de xilotecas ao redor do mundo, sendo que a maior coleção pertence a Samuel James, e fica na Universidade de Yale, com mais de 60 mil amostras diferentes de madeiras.

Imagens © Wikimedia fonte: via

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JĂĄ ouviu falar da livraria portuguesa que inspirou J. K. Rowling em Harry Potter?

O mundo de Harry Potter não foi retirado totalmente da imaginação da escritora inglesa J. K. Rowling. A maravilhosa arquitetura da Lello, livraria de mais de 100 anos de idade localizada no centro da cidade de Porto, em Portugal, serviu como fonte de inspiração para vårios cenårios da saga do bruxinho que conquistou fãs em todo o mundo.

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Quando viveu na cidade no início dos anos 90, Rowling viu nas imensas paredes forradas de livros, na escadaria, nos clåssicos vitrais e na linda decoração do lugar, inaugurado em 1906, um rico panorama para seus livros.

Entre 1991 e 1993, quando morava na cidade e era professora de inglĂȘs, Rowling foi frequentadora fiel da livraria. Na Ă©poca ela era uma mera desconhecida, mas a partir de 1997, quando seus livros se tornaram sucessos de venda, os vendedores da Lello perceberam que o local estava relacionado aos livros.

Claro, a livraria Ă© tĂŁo bonita que por si sĂł mereceria receber a visita de milhares de turistas diariamente, mas foi mesmo Harry Potter que alçou o lugar Ă  fama. Hoje, a livraria vive lotada de fĂŁs da saga que adoram se surpreender comparando cada cantinho do local  com o cenĂĄrios de Harry Potter, principalmente com a loja ‘Floreios e BorrĂ”es’, lugar onde os pequenos magos compravam os livros escolares para Hogwarts.

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* Imagens: Reprodução fonte: via

Jornalista abre livraria em BH voltada somente para autores negros

A desigualdade e a falta de representatividade pode ser reparada em detalhes mĂ­nimos de nossas vidas – atĂ© mesmo nos livros que lemos, e nos livros que nos sĂŁo oferecidos para comprarmos. Basta pensar honestamente um pouquinho para perceber normalmente a maioria absoluta de autores brancos tanto em nossas bibliotecas pessoais quanto, logicamente, em oferta nas livrarias.

Foi pensando nessa torta realidade que a jornalista mineira Etiene Martins decidiu abrir a Bantu, uma livraria em Belo Horizonte que trabalha apenas com autores negros.

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E nĂŁo adianta supor que tal desigualdade represente qualquer realidade, mesmo que injusta, afinal nĂŁo sĂł a maioria da população Ă© negra, como, apesar de todo racismo estrutural, existem milhares de autores negros a serem descobertos, lidos e celebrados – nĂŁo sĂł como literatura negra, mas principalmente como literatura brasileira.

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A jornalista Etiene Martins

“A literatura não dá conta de acabar com o racismo, mas ela pode fazer com que os leitores negros se empoderem e os leitores brancos conheçam mais a nossa história”, afirma a jornalista.

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Oferecendo por enquanto cerca de 500 tĂ­tulos entre os mais diversos gĂȘneros literĂĄrios – incluindo religiosidade, literatura infantil, histĂłria da cultura negra, África, ficção, poesia e muito mais – a Livraria Bantu pode e deve se tornar nĂŁo sĂł uma referĂȘncia para pesquisas e para a expansĂŁo de nossos conhecimentos e fronteiras literĂĄrias, como uma das primeiras de muitas iniciativas a serem criadas Brasil a fora.

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© fotos: divulgação/Facebook;fonte: via

Durma entre livros nestas bibliotecas que tambĂ©m recebem hĂłspedes

Apaixonados por livros adorarão saber que podem se hospedar em um lugar que até então só pensavam existir em seus sonhos. O hotel Literary Man fica a 90 minutos de Lisboa, em Potugal, e ostenta em suas paredes mais de 45 mil títulos.

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Localizado em Obidos, uma vila medieval de mais de 700 anos, o hotel Literary Man foi inaugurado no ano passado dentro de um antigo convento. Além de praticamente todas as suas paredes serem repletas de prateleiras forradas por livros, os pratos e coquetéis servidos no restaurante do local foram todos batizados em homenagem a lendas literårias.

Durante a hospedagem, é possível até mesmo reservar uma massagem à luz de velas cercado por livros, obviamente.

Este nĂŁo Ă© o Ășnico lugar onde Ă© possĂ­vel se hospedar e se sentir dentro de uma biblioteca. Na pacata cidade de Wigtown, na EscĂłcia, uma pequena livraria chamada The Open Book possui um apartamento de um quarto no andar de cima. Quem alugĂĄ-lo pode ficar no espaço por atĂ© duas semanas pagando uma taxa de apenas US $ 42 por noite com o comprometimento de gerenciar a livraria no andar de baixo.

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O trabalho durante a estadia Ă© feito com o auxĂ­lio de uma equipe de voluntĂĄrios. A iniciativa faz parte de um projeto um sem fins lucrativos criada pela Wigtown Festival Company. O programa de residĂȘncia “visa celebrar livrarias, incentivar a educação na execução de livrarias independentes e acolher pessoas de todo o mundo Ă  Scotland’s National Book Town.

No JapĂŁo, o hostel Book and Bed tambĂ©m apostou na paixĂŁo das pessoas pelos livros para projetar suas acomodaçÔes. O estabelecimento possui 52 camas com banheiros compartilhados e atualmente possui cerca de 2 mil tĂ­tulos em inglĂȘs e japonĂȘs espalhados por seu espaço.

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* Imagens: Reprodução;fonte: via

A criatividade para salvar livros das cheias fez desta livraria em Veneza uma das mais originais do mundo

O mesmo motivo que faz de Veneza uma das cidades mais lindas do mundo – com suas construçÔes antigas rodeadas de ĂĄgua por todos os lados, sem carros e com gĂŽndolas transportando romanticamente as pessoas em seus canais medievais – pode derrubar toda essa beleza e se transformar em um enorme problema. E esse paradoxo que fez com que a cidade tenha tambĂ©m uma das mais belas e curiosas livrarias do mundo, a Libreria Acqua Alta.

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No inverno, as marés altas do Mar Adriåtico fazem com que muitas vezes as åguas de Veneza invadam casas e estabelecimentos à beira dos canais.

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Para proteger seus livros desse fenÎmeno, a Acqua Alta estabeleceu uma decoração que não só salvou seus produtos como a tornou um local exótico e estonteante: os livros ficam dispostos em gÎndolas, banheiras, barcos e outras peças, que os protegem e, ao mesmo tempo, embelezam o local.

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Alguns livros jå destruídos ou que não tinham saída na loja são utilizados como barricadas e até escadas na Acqua Alta, tornando o cenårio ainda mais fantåstico.

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A livraria foi fundada em 2004 por Luigi Frizzo, e rapidamente se tornou um sucesso, um ponto turĂ­stico bastante incomum a se conhecer em uma cidade em que nada Ă© usual – e tudo Ă© estonteantemente belo.

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© fotos: reprodução,fonte: via