Existem 75 mil bibliotecas livres pelo mundo e isso é importante e maravilhoso

Não é preciso citar todos os benefícios que os livros trazem para nossas vidas. O mundo cada vez mais tecnológico em que vivemos não impede que os livros continuem a existir e sejam parte essencial de nossa formação enquanto cidadãos e seres humanos. Sabendo da importância e magnitude dos livros, o norte americano Todd Bol desenvolveu o projeto Little Free Libraries (pequenas bibliotecas livres), em 2009.

As bibliotecas nada mais são do que pequenas caixas, que podem ser instaladas em qualquer lugar, garantindo que todo mundo possa ter acesso a um bom livro, sem precisar pagar nada. Um projeto simples, colaborativo e de uma importância imensa, que está sendo levado para diversos países e acaba de instalar sua 75.000 biblioteca, na cidade de Jenks – Oklahoma.

Todd deu início ao projeto montando a primeira biblioteca em seu jardim e em menos de uma década, ele já se estende para 88 países ao redor do mundo, entre eles, México, Síria, China, Porto Rico, Coréia, Rússia e Irã. Qualquer pessoa pode se oferecer para ser administrador de uma biblioteca, que pode ser instalada em jardins particulares ou em algum espaço público, desde que tenha uma pessoa responsável.

O que começou com meia dúzia de livros, hoje possui uma rede imensa e estima-se que, somente neste ano, mais de 54 milhões de livros serão compartilhados. A troca que se faz entre as pessoas também é parte importante da iniciativa, que faz com que milhões de vizinhos se conheçam, estabelecendo não somente conversas relacionadas aos livros que leram, como interações humanas e relações de amizade.

 Vermont Journal /fonte:via

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O Diário de Myriam: relato de menina sobre guerra síria chega ao Brasil graças a mobilização infantil

Myriam Rawick tem 13 anos hoje. Entre os 6 e os 12, ela escreveu um diário sobre o que via e sentia sendo uma criança de Aleppo, na Síria, uma das cidades mais afetadas pelo confronto entre governo e opositores, parte de uma guerra civil que já dura mais de sete anos.

A ideia de registrar as vivências de Myriam partiu da mãe da garota, e ganharam a mentoria do jornalista Philippe Lobjois quando ela tinha 8 anos. Foi o francês quem ajudou a transformar os relatos em livro e voltou para seu país em busca de uma editora disposta a publica-lo.

Foi assim que nasceu o livro “O diário de Myriam“, elogiado internacionalmente e comparado até a “O Diário de Anne Frank”. E a obra ganhou um combustível extra para ser traduzida para o português, em lançamento recente da editora DarkSide.

Alunos de uma escola pública de Osasco (SP) ficaram sabendo sobre o livro durante uma aula de informática, ao acessar o site de conteúdo infantil Joca. Interessadas em poder ler as histórias de Myriam, elas enviaram dezenas de cartas à redação do portal pedindo pela tradução do livro.

Estudantes de outros colégios, públicos e particulares, também escreveram para o Joca. A equipe do jornal decidiu procurar editoras dispostas a publicar a obra, e descobriu que a DarkSide já estava interessada no livro de Myriam.

Algumas cartinhas até foram publicadas na edição brasileira do livro para registar para sempre a movimentação dos estudantes. “O Diário de Myriam” pode ser comprado online, pela Saraiva ou pela Amazon.

Fotos: reprodução/fonte:via

Bulgária cria biblioteca ‘portátil’, aberta e de madeira para ser instalada na rua

As pessoas estão cada vez menos lendo livros, seja pela altíssima oferta de informações que a internet  oferece, falta de tempo ou até mesmo, de incentivo. A questão ainda é mais evidente quando eles são impressos, já que muita gente hoje em dia prefere ler em tablets ou smartphones, mas se depender da cidade de Varna – na Bulgária, a realidade não precisa ser exatamente esta.

Uma equipe de arquitetos e designers desenvolveu uma biblioteca de rua simplesmente incrível, com um design moderno e prático, facilitando o acesso para os leitores, que podem até se sentar e, de vez em quando, assistir a um show, já que o local também possui um pequeno palco para apresentações de artistas de rua.

O formato é vazado e semicircular, feito para entrar a quantidade perfeita de luz, proporcionando um ambiente agradável e convidativo à leitura. A estrutura é portátil e tem capacidade para até 1500 exemplares, que serão muito bem aproveitados pela sortuda população da cidade.

Apelidada de ‘Rapana’, a equipe chegou a testar mais de 20 variações antes de decidir por este modelo, que se assemelha a um caracol marinho, já que a cidade está próxima ao mar e é conhecida por ser a capital marítima da Bulgária.

Quem não gostaria de ter a sua disposição uma biblioteca dessa?

Fotos: Rapana Library  /fonte via

Compra livros e não os lê? Os japoneses criaram palavra específica para isso

Se você não pode ver uma livraria que já sente subir pelo corpo o impulso de comprar uma porção de livros, independentemente de se conseguirá de fato lê-los, saiba que existe uma palavra específica para tal hábito, diretamente do Japão: tsundoku. Juntando os termos tsumu (“empilhar”) e doku (“ler”) em tradução livre, o tsundoku nada mais é do que a tão comum prática de comprar livros e empilha-los sem chegar a ler – quem nunca o fez, que atire o primeiro livro.

E não se trata de um hábito moderno, ao qual podemos justificar com a velocidade ou a falta de tempo da atualidade: segundo reportagem da BBC, a palavra já é encontrada em textos e publicações japonesas há mais de um século. Tsundoku não se trata, no entanto, de termo ofensivo, e nem mesmo carrega um sentido crítico em sua aplicação: quem compra os livros, segundo a etmologia do termo, tem ao menos a intenção de lê-los – diferentemente da bibliomania, na qual a pessoa simplesmente tem o desejo de possuir os livros.

Em tempos de e-book, o tsundoku pode parecer ameaçado de extinção, mas se nem o vinil chegou a desaparecer (e suas vendas seguem crescendo em perfeita comunhão com o domínio dos serviços de streaming de música), o livro físico também seguirá seduzindo o público por muito tempo. Além de oferecer uma leitura mais tranquila, concentrada e menos sujeita a distrações que o livro eletrônico, o livro físico é ainda um belo objeto, que posto em uma estante parece oferecer mais vida a uma casa.

Claro que para que ele não se torne somente um pomposo objeto de decoração, é preciso superar o tsundoku e realmente coloca-lo em sua verdadeira função: de ser lido.

© fotos: reprodução/fonte:via

Encontraram livros envenenados numa biblioteca da Dinamarca como em ‘O Nome da Rosa’

No livro O Nome da Rosa, o escritor italiano Umberto Eco, uma série de crimes ocorrida em uma abadia medieval é investigada, para se descobrir, por fim, que livro apócrifos, considerados proibidos pela igreja, haviam sido envenenados – levando à morte diversos monges. Pois se o primeiro livro de ficção de Eco levou o então conceituado professor de semiótica a se tornar uma estrela internacional dos romances, a vida real tratou de recentemente se apropriar do mote: três livros cobertos de veneno foram encontrados por pesquisadores dinamarqueses na biblioteca da Universidade do Sul da Dinamarca.

Nas capas de duas obras de história e uma biografia de personagem religiosos foi encontrada uma das mais tóxicas substâncias existentes, o arsênio, que pode causar irritação intestinal, náusea, diarreia, lesões na pele, problemas pulmonares e, dependendo da quantidade e da duração da exposição, até câncer ou mesmo à morte. Como se não bastasse, o poder de intoxicação não diminui com o tempo e, por isso, o fato dos livros datarem dos séculos XVI e XVII não reduz o perigo de seu veneno.

Diferentemente do enredo de O Nome da Rosa, no entanto, os pesquisadores, junto de professores de química, física e farmácia da Universidade, que estudaram os livros, concluíram se tratar não de um complô, mas sim de um caso muito mais mundano: os três livros estavam cobertos por uma tinta verde, o que os levou à conclusão de que alguém simplesmente utilizou uma tinta que continua arsênio para pintar os livros. Antes da toxidade desse elemento ser descoberta no século XIX, era comum se utilizar arsênio em tintas de tal cor.

Desde a descoberta – que se deu por acaso, por conta da dificuldade de estudar os textos por conta da justa tinta verde – os livros foram transferidos para armários especiais e ventilados, e agora só podem ser manuseados com luvas. O ocorrido, no entanto, abre as portas para que infinitas obras acadêmicas antigas, publicações e peças de museu – principalmente as tingidas no tom “verde Paris”, encontrado nos livros dinamarqueses – também estejam contaminados.

© fotos: reprodução/fonte:via

Cada vez que você faz um pedido você ganha um livro neste restaurante

Um bife à milanesa e um ‘Cem Anos de Solidão’, por favor“. Não é exatamente assim que os pedidos são feitos no restaurante Traveler, mas poderia ser.

O local abriu suas portas em Connecticut, nos Estados Unidos, durante os anos 70. Seu proprietário era um grande amante de livros e, ao ver as estantes de sua casa cheias de obras literárias, decidiu que era hora de compartilhar o conhecimento com seus clientes. Assim, a cada pedido efetuado no restaurante, as pessoas ganhavam também um livro.

Embora tenha trocado de administração em 1993, a tradição continuou. De acordo com o Bored Panda, o local distribui entre mil e dois mil livros por semana – e já compartilhou mais de 2,5 milhões de títulos com os clientes. Junto com a refeição, cada pessoa pode levar entre uma e três obras.

Atualmente, os clientes podem escolher entre cerca de nove mil livros dispostos pelas estantes do restaurante. Em ocasiões especiais, o local costuma oferecer um menu para duas pessoas com entrada, prato principal, sobremesa e bebida por US$ 40 (cerca de R$ 150) – nada mal, considerando que o cliente ainda leva três livros de brinde, não é mesmo?

Foto: Nancy O/Tripadvisor /fonte:via

Kama Sutra ganha nova versão ilustrada por uma mulher e vai muito além do sexo

Kama Sutra de Vatsyayana ou simplesmente Kama Sutra é aquele livro que ficou conhecido no ocidente como um verdadeiro tratado sobre posições sexuais. Mas, na verdade, a obra vai muito além disso.

Escrito há cerca de 2 mil anos, o texto pode ser considerado como um livro de instruções sobre o sexo, o amor e a busca da felicidade na sociedade indiana da época. Entre seus conselhos, estão dicas para escolher um parceiro com quem possa viver de maneira virtuosa e como construir um lar feliz para ambos.

O que pouco se fala é sobre a parte mais “moralista” do livro, segundo a qual, homens e mulheres devem ser educados nas 64 artes e ciências antes de se entregarem aos prazeres da carne. Estes ofícios incluem tatuagem, magia e até mesmo ensinar papagaios a falar.

Pela primeira vez, a obra ganha ilustrações de uma mulher. Lançada pela Folio Society, a edição foi ilustrada por Victo Ngai. Natural de Hong Kong, ela já é considerada uma das melhores profissionais de sua área com menos de 30 anos e empresta seu estilo a esta edição limitada da obra. Ao invés de desenhos muito explícitos, a versão traz ilustrações que apenas sugerem o erotismo, segundo os editores.

Apenas 750 cópias do livro foram impressas. Cada uma delas é numerada e está sendo vendida pelo equivalente a £ 395 (cerca de R$ 2.000).

A obra é vendida em uma caixa própria e traz 25 ilustrações em preto e branco representando diferentes posições sexuais, além de uma impressão assinada pela própria artista. Veja abaixo algumas das imagens encontradas nas páginas deste novo Kama Sutra:

Imagens: Victo Ngai /fonte:via