‘Black Mirror’ do dia: Moda já tem influenciadora robô com 1,4 milhão de seguidores

Se as modelos e os editoriais de moda tornaram-se ao longo dos anos amplificadores de padrões de beleza irreais e do estabelecimento de corpos, figuras e faces impossíveis na realidade, a mais nova tendência no meio parece, de forma ao mesmo tempo interessante, divertida e assustadora, tornar tal processo ainda mais agudo. São as modelos virtuais, personagens criados por uma mistura de fotografia, arte e computação, que se tornam supermodelos irretocáveis e perfeitas, com somente um detalhe nada mero: elas não existem.

Shudu, a primeira supermodelo virtual

O uso vem sendo feito por estilistas de vanguarda, como numa criativa interseção entre arte e moda. As modelos virtuais, no entanto, vem ganhando popularidade e trabalhos feito fossem de verdade – e muitas vezes é de fato difícil notar a diferença. A empresa Clo Co. é uma das mais atuantes em tal tendência, e a Looklet Co. vem desenvolvendo softwares para ajudar designers e artistas a construírem tais personagens e trabalhos.

Lil Miquela

Algumas das “modelos” já possuem milhares ou mesmo milhões de seguidores – como Shudu, a primeira e mais impressionante das supermodelos virtuais. Além dela, Lil Miquela e Perl também vem fazendo bastante sucesso nas redes sociais e plataformas em geral – assim como no próprio mundo da moda. Quem diria que a tecnologia acabaria por ameaçar até mesmo o emprego das supermodels?

Perl

© fotos: reprodução/fonte:via

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Idosas que vivem com paixão são as estrelas de campanha da Helmut Lang

A Helmut Lang quer mostrar que não há idade para gostar de se vestir com muito estilo: desafiando um dos padrões de beleza mais persistentes da indústria da moda, a nova campanha da grife é estrelada por idosas para lá de fashion.

Mulheres de idade avançada que vivem no País de Gales foram selecionadas para estrelar a campanha que mostra a linha de outono e inverno da grife austríaca. A escolha do País de Gales se deu por causa da relação de membros da produção, incluindo o diretor do ensaio, com o local.

Alexandra Leese, a fotógrafa, contou ao Independent que “quis celebrar mulheres de uma idade que costuma ser ignorada pela grande mídia”. “É importante mostrar que estilo e paixão não são exclusividades dos jovens”, completou.

Alexandra explicou ainda que o objetivo foi retratar mulheres com grandes histórias para contar, capazes de inspirar as pessoas e colocar sorrisos em seus rostos.

Um exemplo é Dilys Price (foto acima), de 86 anos, que é atual detentora do recorde de mulher mais velha a saltar de paraquedas e cujo lema é “Faça o que quiser e não sinta medo”.

Outra modelo é Puleng (foto abaixo), de 66 anos, que nasceu na África do Sul mas vive no País de Gales. Ela conheceu o marido nos anos 70, mas perdeu o contato com ele após voltar para seu país natal. Há seis anos os dois se reencontraram e têm vivido juntos na cidade galesa de Merthyr.

Imagens: Divulgação/Helmut Lang/fonte:via

Fotógrafo é acusado de racismo após criar modelo negra com técnicas de 3D

Em tempos em que é cada vez mais complicado distinguir o que é ou não real na internet, a obra inovadora de um artista britânico causa discussões e acusações: o fotógrafo autodidata Cameron-James Wilson começou a estudar a criação em 3D e, como resultado, criou a modelo Shudu Gram.

A existência dela passou quase que despercebida por praticamente um ano, até que a conta da marca de cosméticos Fenty Beauty, de Rihanna, republicou uma de suas fotos. A fama chegou de repente, e Wilson decidiu revelar que Shudu era sua criação.

Apesar de muitos seguidores – já são quase 60 mil – elogiarem sua beleza (alguns sem nem saber que se trata de uma criação tecnológica), a “Primeira Supermodelo Digital do Mundo”, como define Wilson, também tem causado controvérsia online.

Isso porque, de acordo com comentários no Instagram e no Twitter, o fotógrafo “descobriu uma maneira de lucrar com as mulheres negras sem ter de pagá-las”. “Nojento”, “problemático” e “assustador” são alguns dos adjetivos usados para descrever Shudu.

Por outro lado, o fotógrafo defende seu trabalho dizendo que leva muito tempo e dedicação para criar cada imagem. Ele ressalta ainda que ela não é usada comercialmente, nem é uma forma de substituir modelos reais, negras ou brancas, mas sim um jeito que ele encontrou para expressar sua criatividade.

 

Fotos: Reprodução/Cameron-James Wilson /fonte:[via]

De tímido a modelo: como deixar a barba mudou completamente a vida deste cara

Nascido no País de Gales, Gwilym Pugh, um empresário de 33 anos, tinha como grande sonho ser jogador de basquete, mas como se machucou aos 16 anos, não teve como levar adiante a carreira. Então, com apenas 21 anos, começou uma bem-sucedida companhia de seguros no quartinho de bagunça da casa de seus pais.

Trabalhar em casa e os ferimentos no joelho fizeram com que ele ganhasse muito peso: mais precisamente: 130 quilos! No entanto, seu estilo de vida prejudicial mudou completamente depois que seu barbeiro o incentivou a deixar a barba a crescer.

“Naquela época, eu estava bastante acima do peso, trabalhando 12 horas por dia, atormentado com lesões, o que significava que eu não conseguia treinar”, disse ao jornal Welshman Daily Mail. “Os negócios estavam funcionando bem, mas eu decidi que precisava colocar minha vida em ordem e queria melhorar”.

Gwilym e seus amigos montaram uma banda há vários anos. Seu barbeiro aconselhou-o manter a barba para ter algum estilo. De acordo com o seu novo visual, o músico recém-formado decidiu expandir sua transformação limpando sua dieta. A maior mudança, no entanto, foi diminuir o ritmo de trabalho.

“Foi a melhor coisa para a minha saúde quando parei de estar de nove a dez horas por dia”, explicou o homem que perdeu 40 quilos ao longo de cinco anos. Enquanto ele estava perdendo peso e aumentando a barba, Gwilym criou uma conta Instagram na qual ele possui atuais 244 mil seguidores – e contando…

Agora, Gwilym faz parte de uma agência de modelos de Londres. Ele trabalhou em campanhas de marcas como Vans, Bud Light, Diesel e outros grandes nomes.

Imagens: Reprodução/fonte:[via]

Fotografias mostram porque Audrey Hepburn é um ícone fashion até hoje

O estilo elegante de Audrey Hepburn e sua beleza delicada são sinônimo de glamour e, até hoje, ela é considerada um verdadeiro ícone de moda.

Nascida na Bélgica em 1929, Hepburn chamou a atenção do mundo com um papel extraordinário em A Princesa e o Plebeu no qual ganhou o Oscar de Melhor Atriz em 1954. Daí em diante sua carreira se moveu rapidamente e seu próximo filme, Sabrina, não só cimentou seu status como uma das melhores atrizes de sua época, mas a apresentou ao designer de quem ela se tornaria musa – Hubert de Givenchy.

Givenchy passou a desenhar as roupas pessoais da atriz e os vestidos famosos usados por ela em filmes como Cinderela em Paris e Bonequinha de Luxo. Sobre Givenchy ela diria em uma entrevista, anos mais tarde: “Ele faz as únicas roupas na qual eu sou eu. Ele é muito mais que um costureiro, ele é um criador de personalidade”.

Em 2006, o vestido preto de Givenchy, famoso em Bonequinha de Luxo, foi vendido por 800 mil dólares – o preço mais alto pago por um vestido de um filme, sinal do legado duradouro de Hepburn como ícone de estilo.

Ninguém capturou os corações do setor da moda mais do que ela. Mesmo após sua morte, em 1993, seu status como um ícone de estilo ainda permanece. Mary Quant a chamou de “mulher mais elegante que já viveu”. Hubert de Givenchy disse que ela foi “um presente dos céus”. Hoje ela ainda influencia estrelas fashion como Victoria Beckham e as gêmeas Olsen.

Ironicamente, mesmo no auge de sua carreira, quando ela era universalmente considerada a mulher mais bonita do mundo, a atriz se achava “esquisita” e dizia ser magrela, ter dentes tortos, sobrancelhas grossas, clavícula ossuda, peito reto e pés enormes.

Confira a galeria com algumas das fotos que comprovam porque Audrey continua sendo o maior ícone de estilo de todos os tempos:

 

Imagens: Reprodução/fonte:via

Inspire-se com estas fotos da galera usando jeans nas ruas nos anos 1970

O jeans se tornou um adereço indispensável na moda jovem a partir dos anos 1950 e começo dos anos 1960. Depois, se propagou em pessoas de outras idades e ganhou a popularidade que possui até hoje.

O glamour do tecido ganhou forte impulso com as atuações de caras como Marlon Brando e James Dean em filmes como Juventude Transviada (1955) e Blue Denim (1959).

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Essas produções decretaram o jeans, a jaqueta de couro preta e a camiseta branca como símbolos da rebeldia, que se tornou um movimento cultural na época.

Nos anos 1970, uma série de movimentos explodiu na população mundial, como a revolução sexual, e o jeans se tornou o uniforme de estudantes universitários, hippies e todo mundo que se identificava com a contracultura.

A calça, então, ganhou esse status simbólico de independência, liberdade e o abandono de tradições do passado. Além disso, o jeans era uma roupa que homens e mulheres podiam usar, o que o fez representar a igualdade de gênero tão buscada até hoje.

Uma das pioneiras a comercializar o jeans, a Levi’s segue sendo uma das marcas mais populares nesse setor. “Levi’s sempre foi uma companhia construída em cima de fortes valores e nós temos orgulho de sermos pioneiros na luta por direitos iguais”, disse Karyn Hillman, CPO da empresa, para o site Fashionista. A marca é a responsável pelos modelos que aparecem abaixo.

 

Fotos: foto 1: Keystone Features/Getty Images; foto 2: Mike Lawn/Fox Photos/Getty Images; foto 3: Roy Jones/Getty Images; foto 4: R. Jones/Getty Images; foto 5: Evening Standard/Getty Images; foto 6: Evening Standard/Getty Images; foto 7: Hulton Archive/Getty Images; foto 8: Chaloner Woods/Getty Images; foto 9: Tim Graham/Getty Images /fonte:via

Este Instagram é um arquivo digital do melhor da moda mundial nos últimos 50 anos

Rossana Tich trabalha com relações públicas, marketing e comunicação e tem um conhecimento enciclopédico em moda. Não é à toa, portanto, que ela criou o Instagram @magazine_fan, um verdadeiro arquivo digital de páginas de revistas que compõem os últimos 50 anos de publicação de moda.

Ela juntou fotos de revistas que mostram como a moda, o estilo e a fotografia mudaram a forma como as pessoas se vestem, se posicionam socialmente, perante o mundo e consigo mesmas. No perfil ela compartilha sua extensa coleção pessoal com outros apaixonados pelo universo fashion.

“Enquanto eu tento publicar fotografias e roupas que gosto para contar uma história, às vezes é necessário publicar o contrário”, explica. “No geral, tento evitar o óbvio”.

Seu acervo vai desde clássicos Mick Jagger e Jerry Hall em clima de romance por Helmut Newton em uma edição da Vanity Fair em um especial de Cannes em 1991 a Michael Jackson da Vanity Fair de 1989, por Annie Leibovitz.

Veja:

Imagens: Reprodução /fonte:via