Busca por selfies radicais já matou mais de 250 pessoas entre 2011 e 2017

O que você se dispõe a fazer em troca de uma selfie incrível, aquela foto impressionante, capaz de atrair centenas de curtidas, vários novos seguidores e, quem sabe, impulsionar uma carreira como digital influencer?

Existem na internet relatos de pessoas que alugam roupas, carros e até alugam diárias em hotéis de luxo para produzirem fotografias que elas consideram interessantes o suficiente para bombar nas redes sociais. Mas há também quem arrisque a própria vida.

De acordo com um estudo publicado na Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA, foram registradas exatamente 259 mortes relacionadas a selfies arriscadas ao redor do mundo entre 2011 e 2017.

O número está crescendo bastante: em 2011, foram apenas 3 fatalidades do tipo, enquanto 2016 registrou 98 ocorrências, além de 93 casos em 2017 (o estudo não leva em conta o mês de dezembro de 2017).

Para fazer o estudo, os pesquisadores escolheram palavras-chave para procurar notícias sobre mortes relacionadas a selfies em sites de notícias do mundo todo. Isso significa que o número de casos pode ser ainda maior.

De acordo com os dados, os países com maior número de mortes do tipo são, na ordem, Índia, Rússia, Estados Unidos e Paquistão. 72,5% dos mortos eram homens e 27,5% eram mulheres, e a idade média das vítimas fatais é de 22,9 anos.

A maioria das mortes esteve relacionada a quedas e afogamentos, com o topo de montanhas, de prédios e lagos como os locais mais comuns para as mortes. Ataques de animais, eletrocussão e mortes por armas de fogo também aparecem com frequência.

Como conclusão do estudo, os pesquisadores sugerem que pontos turísticos com locais perigosos para selfies deveriam determinar que nas áreas mais arriscadas seja proibido o uso de câmeras e smartphones para tirar fotos.

Fotos: Reprodução/Internet/fonte:via

Menino de 9 anos comete suicídio depois de bullying homofóbico

Muito se fala sobre os efeitos da homofobia em adultos. Entretanto, os tentáculos desta manifestação preconceituosa afetam também as crianças. O pequeno Jamel Myles, de 9 anos, cometeu suicídio depois de ser vítima de abusos e intimidações recorrentes de colegas.

O garoto estudava na Escola Fundamental Joe Shoemaker, em Denver, nos Estados Unidos. Para sua mãe, Leia Pierce, Jamel começou a ser discriminado pelos colegas a partir do momento em que se assumiu gay.

Falando ao jornal Denver Post, ela contou em que o filho havia dito ser gay durante as férias de verão. Leia relata ter dado todo o apoio e afeto ao pequeno, porém não foi o cenário encontrado por Myles na instituição de ensino.

“Ele parecia tão assustado quando me contou. Ele disse, ‘mamãe, eu sou gay’. Eu pensei que ele estava brincando, então olhei para trás, porque estava dirigindo, e ele estava tão assustado. Eu disse, ‘e eu continuo amando você’”, encerrou.  

Bastaram quatro dias de agressões para que Jamel sucumbisse. O jovem tomou a atitude drástica pois, segundo a filha mais velha, os colegas “disseram para ele se matar”.

“É tão triste que ele não tenha me procurado. Eu não consigo imaginar o que disseram pra ele”, declarou.   

A escola de Denver instaurou uma comissão para analisar o caso de Jamel. Professores da Escola Fundamental dizem que um espaço para estudantes compartilharem sentimentos e processarem suas emoções foi criado.

Desde a notícia, diversas manifestações de apoio foram enviadas aos familiares do garoto de 9 anos. “Devemos ter responsabilidade pelo bullying. As crianças sabem que é errado. As crianças não gostariam de ser tratadas dessa forma. Eu acho que os pais devem ser punidos porque, obviamente, eles estão ensinando as crianças a agirem assim ou estão as tratando dessa forma”, pontuou a mãe do garoto.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) mostrou que entre 2002 e 2012, houve um aumento de 40% na taxa de suicídio entre crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. A cada 40 segundos uma morte deste tipo é registrada.

Foto: Reprodução/Facebook/fonte:via

Quênia considera criar pena de morte para caçadores

Em março deste ano, o último rinoceronte-branco macho da terra foi morto no Quênia. Com isso, a única esperança para a espécie passou a ser uma inseminação artificial (ainda restam duas fêmeas vivas).

Desde o ocorrido, o país tem buscado tornar suas leis de proteção aos animais mais severas. A última novidade é o anúncio de que o país considera aplicar pena de morte para os caçadores. Uma lei de 2013 já previa punição de pena perpétua ou o pagamento de uma fiança no valor de US$ 20.000 aos infratores.

A medida drástica foi anunciada pelo ministro de Turismo e Vida Selvagem do Quênia Najib Balala ao portal de notícias Xinhuanet. Desde 1987, o país não aplica mais a pena de morte. Embora alguns grupos de ambientalistas do mundo inteiro se demonstrem a favor da iniciativa, ela pode ser considerada como uma forma de retrocesso ao abrir precedentes para que penas bárbaras voltem a ser aplicadas.

Segundo a ONU News, o Quênia havia ratificado em 1972 o Pacto sobre Direitos Civis e Políticos que, entre outras coisas, afirma que qualquer pessoa sentenciada à morte deve ter o direito de buscar o perdão ou reconsideração da sentença. Seguindo a mesma decisão, o país havia retirado 2,7 mil detentos do corredor da morte em 2016.

Foto: Ol Pejeta/Reprodução Twitter /fonte:via

Esse deve ser o maior sacrifício ritual de crianças do mundo

Arqueólogos descobriram evidências do maior incidente de sacrifício de crianças das Américas e provavelmente do mundo.

Mais de 140 crianças e 200 jovens lhamas parecem ter sido ritualmente assassinadas há 550 anos em um penhasco com vista para o Oceano Pacífico, à sombra do que era então a capital do Império Chimú, no norte do atual Peru.

A investigação do local está em andamento por uma equipe de colaboração internacional, liderada por Gabriel Prieto, da Universidade Nacional de Trujillo (Peru) e John Verano, da Universidade de Tulane (EUA). As descobertas da pesquisa devem ser publicadas em breve.

O Império Chimú

Escavações científicas modernas já descobriram incidentes de sacrifício humano entre os astecas, os maias e os incas.

No entanto, a descoberta de um evento de sacrifício infantil em grande escala na civilização pré-colombiana de Chimú é sem precedentes.

O local do sacrifício, formalmente conhecido como Huanchaquito-Las Llamas (ou apenas Las Llamas), está localizado em um penhasco a apenas 300 metros do mar, em meio a uma crescente expansão de aglomerados residenciais no distrito de Huanchaco. A menos de 800 metros a leste do local fica Chan Chan, Patrimônio Mundial da UNESCO e o antigo centro administrativo dos Chimú. Além de suas muralhas, fica a moderna capital da província de Trujillo.

Em seu auge, o Império Chimú controlou um território de 940 quilômetros ao longo da costa do Pacífico, bem como vales da moderna fronteira Peru-Equador até Lima. Apenas os incas possuíam um império maior na época, e foram eles que puseram fim à civilização por volta de 1475 dC.

O sacrifício

Incialmente, restos mortais de 42 crianças e 76 lhamas foram encontrados em Las Llamas em 2011. Arqueólogo e nativo de Huanchaco, Prieto estava escavando um templo de 3.500 anos na estrada do local do sacrifício, quando moradores locais o alertaram de restos humanos erodindo das dunas costeiras próximas pela primeira vez.

Quando as escavações foram concluídas em 2016, mais de 140 conjuntos de restos de crianças e 200 lhamas foram descobertos no local; cordas e tecidos têxteis encontrados nos enterros datam o sacrifício entre 1400 e 1450 dC.

Os esqueletos das crianças e dos animais mostram evidências de cortes no esterno, bem como deslocamentos de costela, que sugerem que os peitos das vítimas foram abertos e separados, talvez para facilitar a remoção do coração. A falta de cortes hesitantes indica que eles foram feitos por uma ou mais mãos treinadas. “É um assassinato ritual, e é muito sistemático”, disse Verano.

Os restos de três adultos – um homem e duas mulheres – foram encontrados nas proximidades. Sinais de traumatismo direto na cabeça e falta de bens com os corpos levaram os pesquisadores a suspeitar que eles podem ter desempenhado um papel no evento de sacrifício e foram mortos pouco tempo depois.

Quem são as vítimas?

As 140 crianças sacrificadas tinham entre 5 e 14 anos de idade, sendo que a maioria possui entre 8 e 12 e foi enterrada de frente para o oeste, para o mar. As lhamas tinham menos de 18 meses e estavam geralmente enterradas voltadas para o leste, em direção aos altos picos dos Andes.

Os pesquisadores também estão tentando desvendar as histórias de vida das vítimas – tais como quem eram e de onde vieram.

Embora seja difícil determinar o sexo com base nos restos esqueletais em uma idade tão jovem, análises preliminares de DNA indicam que tanto meninos quanto meninas foram vítimas, enquanto as análises isotópicas sugerem que elas eram provenientes de várias regiões e grupos étnicos do Império Chimú.

A evidência de modificação craniana, praticada em algumas áreas montanhosas da época, também apoia a ideia de que as crianças foram trazidas para a costa a partir de áreas mais distantes da influência Chimú.

Um só sacrifício, mesmo?

As vítimas parecem ter sido mortas ritualmente em um único evento, com base em evidências de uma camada de lama seca encontrada na parte menos perturbada do local de 700 metros quadrados.

Os pesquisadores acreditam que a camada de lama uma vez cobriu toda a duna arenosa onde o ritual ocorreu, e foi perturbada durante a preparação das covas e o subsequente evento de sacrifício.

Arqueólogos descobriram pegadas de adultos com sandálias, cães, crianças descalças e jovens lhamas preservadas na lama, com marcas profundas de derrapagem, ilustrando a relutação das oferendas de quatro patas.

Uma análise detalhada dessas pegadas pode permitir que os arqueólogos reconstruam a procissão ritual: parece que as crianças e lhamas foram conduzidas para o local a partir do norte e do sul do penhasco, encontrando-se no centro do sítio arqueológico, onde foram sacrificadas.

Sacrifício ritual humano: comum na história?

O sacrifício humano tem sido praticado em quase todos os cantos do globo em vários momentos, e os cientistas acreditam que o ritual pode ter desempenhado um papel importante no desenvolvimento de sociedades complexas através da estratificação social e controle das populações por classes sociais de elite.

Mas a maioria dos modelos sociais que compreendem sacrifício humano baseia-se na matança ritual de adultos.Até agora, o maior evento de sacrifício de crianças para o qual temos evidências físicas é o ritual de assassinato de 42 crianças no Templo Mayor da capital asteca de Tenochtitlán, atual cidade do México.

Vítimas individuais de sacrifícios infantis também foram descobertas em montanhas incas. Fora das Américas, existe um debate científico se os restos de crianças encontradas na antiga cidade fenícia de Cartago constituem sacrifícios rituais.

Por quê?

O sacrifício em massa de apenas crianças e jovens lhamas que ocorreu em Las Llamas parece ser um fenômeno previamente desconhecido no registro arqueológico, e imediatamente levanta a questão: o que motivaria o povo Chimú a cometer tal ato?

A camada de lama encontrada durante as escavações pode fornecer uma pista. Ela pode ter sido resultado de chuvas fortes e inundações na região geralmente árida, provavelmente associado a um evento climático relacionado ao El Niño. As altas temperaturas do mar teriam atrapalhado a pesca marinha na área, enquanto inundações costeiras poderiam ter sobrecarregado a extensa infraestrutura de canais agrícolas dos Chimú.

Segundo Haagen Klaus, professor de antropologia da Universidade George Mason (EUA), que escavou algumas das primeiras evidências de sacrifício de crianças na região, mas não é membro do projeto Las Llamas, as sociedades ao longo da costa peruana podem ter se voltado para o sacrifício infantil quando o sacrifício de adultos não foi suficiente para afastar as repetidas perturbações provocadas pelo El Niño.

“As pessoas sacrificam aquilo que é de maior valor para elas. Elas podem ter percebido que [o sacrifício de adultos] era ineficaz. As chuvas continuavam chegando. Talvez houvesse necessidade de um novo tipo de vítima sacrifical. Mas é impossível saber sem uma máquina do tempo”, explicou Klaus. “Existe a ideia de que o assassinato ritual é contratual, que é realizado para obter algo de divindades sobrenaturais. Mas na verdade é uma tentativa muito mais complicada de negociação com essas forças sobrenaturais e sua manipulação pelos vivos”.

Incidentes semelhantes

Desde a descoberta de Las Llamas, a equipe de pesquisa tem encontrado evidências arqueológicas de locais semelhantes em torno de Huanchaco, com sacrifícios infantis e de lhamas.

Todos os locais são agora objeto de investigação científica, com o apoio da National Geographic Society.

“Las Llamas já é um local único no mundo, e imaginamos quantos outros iguais podem existir na área para pesquisas futuras”, disse Prieto.

fonte:via [NatGeo]

Fotógrafa retrata partes de cadáveres para lidar melhor com a morte e mostrar a beleza interior do corpo humano

A beleza das formas do corpo humano fascina e serve como inspiração e matéria prima para artistas desde sempre. A artista inglesa Mia-Jane Harris leva tal fascínio e interesse às profundezas da beleza do corpo humano – literalmente: as fotografias que formam o projeto Beautiful Corpses (Cadáveres Lindos, em português) registram em detalhes abstratos e closes impressionantes partes mortas do corpo humano.

 

Entre diferentes e intrigantes texturas, camadas, padrões, dobras, cores e formas de dentro do corpo humano, o trabalho de Harris parece desafiar aspectos da ciência, da estética e até da filosofia – tendo a morte indiretamente como tema de fundo de todo seu trabalho.

“Minha arte se aprofunda na curiosa, fascinante, estranha e mórbida beleza. Procuro intrigar o espectador e traze-lo ao meu mundo com objetos estranhos e curiosidade mórbida para manipular suas emoções diante do tema da mortalidade”, afirma.

O tempo também é, portanto, assunto de fundo do trabalho de Harris, que trabalhou por anos em museus médicos e mortuários, e as formas e a proximidade com cadáveres a inspirou a criar e tentar romper o tabu de se ver a morte tão de perto.

A maioria dos corpos fotografados para o projeto são de pessoas que viveram há cerca de 100 e 200 anos, e que tiveram suas partes preservadas em formol.

© fotos: Mia-Jane Harris/fonte:via

Elefante morto esmaga até a morte caçador famoso em Zimbábue

Theunis Botha, de 51 anos, era muito conhecido no círculo dos caçadores de animais africanos e de ativistas de proteção animal. Sua última caçada acabou de forma muito trágica. O homem guiava um grupo de caçadores na região de Gwai, no Zimbábue, quando avistou uma manada de elefantes em acasalamento.

Ao perceber o perigo, três dos animais atacaram os caçadores, e Botha começou a atirar neles. O que ele não viu foi uma quarta elefanta vindo pela sua lateral. Esta elefanta levantou o caçador com a tromba e outro caçador atirou nela, matando-a. Quando caiu, o caçador acabou embaixo de seu pesado corpo, e morreu esmagado.

Theunis era nascido em Johanesburgo, na África do Sul, e frequentemente viajava aos Estados Unidos em busca de clientes endinheirados para guiar em caçadas na África. Ele foi pioneiro em levar para o sul do continente um sistema de caça europeu que usa cães para assustar antílopes e javalis em direção aos caçadores, e só então abrir fogo.

Fonte:[Bored Panda]