O adeus da nave espacial responsável pelas melhores fotos de Saturno de todos os tempos

Em 1997, a NASA lançou à órbita a nave espacial Cassini–Huygens, uma sonda que tinha como grande objetivo captar imagens e informações sobre Saturno e suas luas. Quase 20 anos depois, a sonda está prestes a terminar sua missão, durante a qual registrou fotografias espetaculares do sistema solar.

 

A Cassini só chegou a Saturno em 2004, sete anos depois de deixar a Terra. Foi capaz de coletar informações que ajudaram cientistas a entender melhor a atmosfera do planeta, além da composição de algumas de suas luas. Sem a sonda, não seria possível saber, por exemplo, que a lua Titã é a única conhecida com atmosfera, além de ter mares e lagos formados por etano e metano. Tirando nosso planeta, é o único lugar do sistema solar onde sabemos que existem superfícies líquidas.

Mas, desde abril de 2017, a Nasa vem trabalhando na missão Grand Finale, em que a Cassini vai se chocar com a superfície saturniana e encerrar suas atividades. O impacto está previsto para acontecer no dia 15 de setembro, por volta das 9 horas da manhã no horário de Brasília.

O motivo para que a sonda deixe de ser utilizada é que ela ficou totalmente obsoleta. Criada em 1993, a Cassini usando tecnologia dos anos 80. Seu disco rígido interno tem apenas 2 gigabytes de capacidade, e as câmeras têm cerca de 10% do número de pixels das de um smartphone dos mais modernos.

Mesmo assim, os dados coletados por ela são tão vastos que os cientistas da NASA acreditam que terão material para fazer novas descobertas por décadas, tanto sobre Saturno quanto sobre sua magnetosfera, seus anéis e suas luas por décadas. Além disso, suas fotografias certamente seguirão capazes de nos causar grande impacto.

 

 

 

 

No site da NASA tem mais imagens feitas pela Cassini! Corre lá para conferir que vale a pena.

 

Fotos: NASA/fonte:via

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Mulher bate recorde dos EUA de permanência no espaço: um recorde que era dela mesma

A astronauta norte-americana Peggy Whitson gosta mesmo de bater um recorde, ainda que ele seja dela mesma. No último fim de semana, Peggy retornou à Terra, após uma missão de 288 dias no espaço.

Com isso, ela soma 655 dias em missões espaciais, se tornando a astronauta dos Estados Unidos que passou mais tempo fora do planeta. O recorde anterior era dela mesma, e havia sido conquistado em abril deste ano, após ultrapassar a quantidade de dias no espaço do astronauta Jeff Williams.

Além de ser a astronauta norte-americana com mais tempo “de espaço”, Peggy, que tem 57 anos, também ostenta outros títulos de dar inveja a muito astronauta por aí: tem o recorde mundial da mulher que passou mais tempo no espaço, da mulher que passou mais tempo fazendo caminhadas no espaço, foi a primeira mulher a ser comandante da Estação Espacial e a primeira mulher a comandar a ISS por duas vezes.

O atual recorde mundial de tempo no espaço pertence ao astronauta russo Gennady Ivanovich Padalka, que permaneceu 879 dias em órbita. Alguém duvida que em breve Peggy irá bater esse recorde também?!

 

Imagens © NASA/fonte:via

A história de Margaret Hamilton, a incrível mulher que foi pioneira na tecnologia e ajudou a NASA a aterrissar na Lua

Quais nomes vêm à sua cabeça quando pensa na missão Apollo 11, que levou o homem à Lua pela primeira vez na história? Provavelmente você lembre muito bem de nomes de astronautas como Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins, mas será que consegue nomear alguma mulher que tenha exercido um papel fundamental na conquista espacial?

Estamos falando sobre a matemática Margaret Hamilton. Com apenas 24 anos, ela começou a trabalhar para o MIT em 1960 como programadora em uma época em que pouco se sabia sobre o assunto. De acordo com o My Modern Met, Margaret entrou para o emprego para ajudar o marido enquanto ele estudava, mas o que era para ser um trabalho temporário se tornou uma grande missão de vida. Através de uma parceria entre o MIT e a Nasa, a jovem se tornou responsável por parte da programação que levaria o homem à Lua.

Com o tempo, Margaret foi subindo de posição e se tornou a diretora de desenvolvimento de software da Apollo. Seu principal foco era identificar e corrigir erros do sistema com uma incrível dedicação. O trabalho teve um papel importante no sucesso da missão, como conta um vídeo publicado pelo canal do Youtube SciShow (confira abaixo e não esqueça de selecionar a opção de legendas em português).

Hoje Margaret continua trabalhando na área da tecnologia. Ela é a CEO de sua própria empresa, a Hamilton Technologies. Fundada em 1986, a companhia oferece produtos e serviços para modernizar o planejamento e engenharia de sistemas e softwares para outras empresas.

Fotos: MIT Museum – http://bit.ly/2wytJYg/fonte:via

 Além de estrelas colossais, essa nebulosa é uma belíssima tela de fundo

Na enorme lista de coisas bacanas que Agência Espacial Norte-Americana, a Nasa, fez pela humanidade, uma das mais acessíveis é o site Astronomy Picture of the Day. Mais aqui  nós somos grandes fãs, mas se alguém ainda não conhece o conceito, o portal consiste em postagens diárias de imagens relacionadas a astronomia. Elas podem ser de eventos observados no espaço, da Terra ou mesmo ilustrações de grandes descobertas científicas.

No início do mês, a agência divulgou mais uma destas fotografias que deixam todo mundo de queixo caído e morrendo de vontade de estudar astronomia. Registrada pela equipe do projeto espacial Chart32, a imagem mostra estrelas massivas dentro da NGC 6357, um complexo de nebulosa de emissão expansiva a cerca de 6.500 anos-luz de distância, na direção da cauda da constelação de Escorpião.

Na verdade, posicionado perto do centro neste close-up da NGC 6357 está o conjunto de estrelas Pismis 24, que inclui algumas das estrelas mais massivas conhecidas na galáxia, com cerca de 100 vezes a massa do sol. A região central e brilhante da nebulosa também contém pilares de poeira de gás molecular, provavelmente escondendo proto-estrelas maciças dos olhos curiosos de instrumentos ópticos.

Formas intrincadas são esculpidas na nebulosa à medida que ventos interestelares e radiação energética de estrelas massivas jovens e recém-formadas limpam o gás e a poeira natais e alimentam o brilho nebular.

Deixando a nebulosa com uma aparência ainda mais cavernosa, uma técnica de melhoramento foi incluída nesta imagem de cores compostas em um esquema de paleta do Hubble. Emissões de enxofre, hidrogênio e átomos de oxigênio aparecem em tons vermelho esverdeados e azuis. A visão telescópica se estende por cerca de 50 anos-luz de distância na NGC 6357.Veja outras belas fotografias de nebulosas tirada pela Nasa.

https://i2.wp.com/futurism.com/wp-content/uploads/2013/10/Wide-field-View-of-the-Carina-Nebula.jpg 

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https://i2.wp.com/apod.nasa.gov/apod/image/1402/rocketmeteorsky_pon_2048.jpg 
https://i1.wp.com/apod.nasa.gov/apod/image/1301/trifid_gendler_960.jpg 
https://i1.wp.com/www.hermanusastronomy.co.za/wp-content/uploads/2011/08/N44-Superbubble-eso1125a-903x1024.jpg 
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https://i1.wp.com/razoofoundation.org/wp-content/uploads/2013/01/APOD-NASA.jpg 
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