Cão com tumor cerebral ganha crânio 3D e tecnologia poderá ser usada em humanos, dizem médicos

Patches é um salsicha canadense (Foto: Michelle Oblak/University of Guelph)

Quando tinha nove anos de idade, o pequeno Patches foi diagnosticado com um tumor osteocondrossarcoma multilobular, que de tão grave chegou a esmagar parte do cérebro, além de afetar a órbita ocular do cão.

O animal da raça Daschund, o famoso salsicha, estava num beco sem saída, pois segundo os médicos a retirada do tumor seria perigosa, pois o animal não tem condições de ficar muito tempo anestesiado.

Daí que a tecnologia exerceu um grande papel no processo de recuperação do cachorro. Os médicos conseguiram desenvolver um novo procedimento que, além de garantir a rápida recuperação do cão, pode ser aplicado em seres humanos no futuro.

Patches foi diagnosticado com tumor no cérebro aos nove anos (Foto: Michelle Oblak/University of Guelph)

O crânio 3D foi criado por um engenheiro, que utilizou titânio para moldar o objeto. Para isso, veterinários da Universidade de Guelph mapearam a localização exata do tumor para aplicação da placa craniana, já que 70% do topo do crânio do animal precisava ser substituído.

O procedimento cirúrgico durou cinco horas e o cachorro permaneceu “alerta e olhando para os lados” 30 minutos depois. “Fui capaz de fazer a cirurgia antes mesmo de entrar na sala cirúrgica”, explicou em comunicado Michelle Oblak, oncologista do Colégio Veterinário de Guelph.

Molde 3D do crânio de Patches (Foto: Michelle Oblak/University of Guelph)

Para especialistas, o caso envolvendo o cachorro salsicha vai ajudar a entender a incidência de câncer em humanos. A oncologista do Colégio Veterinário Guelph acredita que a tecnologia, em um futuro próximo, poderá ser usada em seres humanos.

Patches ficou livre do câncer, mas infelizmente foi diagnosticada com uma hérnia de disco, que paralisou suas patas traseiras.

Crânio 3D de titânio que foi implantado em Patches (Foto: Michelle Oblak/University of Guelph)

Foto: Michelle Oblack/University of Guelph/reprodução/fonte:via

Maior recife do mundo é feito com impressão 3D para salvar biodiversidade das Maldivas

A tecnologia de impressão 3D vem sendo aliada do homem em vários aspectos, que vão desde a construção de casas até órgãos e ossos humanos, mas a novidade é que, agora ela está sendo usada para salvar os recifes de corais nas ilhas Maldivas, no sudeste asiático.

Nos últimos anos, uma grande parcela dos recifes de corais no mundo inteiro vem morrendo, seja por ação do homem ou por fenômenos climáticos, como o El Niño, que aumentou a temperatura na superfície do mar e fez muitos corais serem mortos ou sofrerem um branqueamento generalizado, reação natural ao estresse ambiental, que os torna mais fracos e vulneráveis.

Porém, o futuro é promissor e, no dia 11 de agosto um sistema artificial de corais desenvolvido pelo designer industrial Alex Goad, do Reef Design Lab – na Austrália, foi submerso em uma das ilhas do arquipélago, com o objetivo de salvar a biodiversidade da área, que estava fortemente ameaçada.

Os moldes foram produzidos em uma imensa impressora 3D e depois fundidos em cerâmica – substância semelhante ao carbonato de cálcio encontrado nos recifes naturais. Ao todo foram mais de 220 moldes, encaixados e preenchidos com cimento, formando um recife artificial gigante.

O próximo passo é transportar fragmentos de corais para esta estrutura, preservando a biodiversidade da área e ajudando os recifes a sobreviverem ao clima cada vez mais quente.

Hoje já existem algumas técnicas de propagação de corais, mas Alex Goad acredita que esta seja a mais eficaz: A tecnologia de impressão 3D ajuda-nos a desenvolver formas mais inovadoras de proteger os recifes de coral. A tecnologia nos permite imitar a complexidade das estruturas naturais dos recifes, para que possamos projetar recifes artificiais que se assemelhem aos encontrados na natureza”.

Foto 1: divulgação Summer Island Maldives

Foto 2: Unsplash/fonte:via

Reconstrução 3D mostra como era rosto do imperador romano Júlio César

Muito se sabe sobre os feitos, a vida e a morte do imperador romano Júlio César. Um dos mais importantes líderes na transformação da república romana em um império, César foi um dos maiores líderes militares da história, expandindo o império, realizando reformas sociais e políticas e transformando Roma para sempre. Assumiu e governou o império como um ditador de 44 a.C a 49 a.C, e terminou sua vida assassinado a facadas por uma facção de senadores romanos. Apesar de ter sua vida detalhadamente contada em incontáveis biografias, um elemento básico sobre o imperador ainda não havia sido devidamente investigada até pouco tempo: como era exatamente seu rosto.

Registros imprecisos, como estátuas, pinturas e retratos em moedas indicavam historicamente como era a feição de Júlio César, e foi através de tais registros que um grupo de arqueólogos holandeses decidiu recriar o rosto dessa imensa figura histórica em 3D. Escaneando bustos, moedas e imagens, os arqueólogos Tom Buijtendorp e Maja d’Hollosy criaram a base para a feitura de um modelo em argila e silicone.

E assim se concluiu o rosto de um homem de cabelos grisalhos, olhos pretos, e um curioso formato de cabeça, com uma espécie de saliência – debate-se se tal característica seria fruto de um parto em cesariana, ou se o formato seja por causas naturais, como acreditam os arqueólogos holandeses.

Segundo Maja, a expressão séria e pouco amigável no modelo criado é proposital: “Ele era um general cujo trabalho era líder com cadáveres”, disse a arqueóloga.

© fotos: reprodução/fonte:via

As tatuagens vintage e coloridas de Winston the Whale

Baseado em Portland, o tatuador americano Dave, conhecido como Winston the Whale, gosta de experimentar novas maneiras de interpretar a arte e, de vez em quando isso acontece por acaso. Foi assim com sua maior especialidade, a tatuagem 3D. Em setembro de 2015, quando Dave estava discutindo uma possível tatuagem com um cliente de última hora, uma simples caveira, teve um insight.

Ele me perguntou se era possível fazê-lo em vermelho e azul como uma imagem 3D. Eu achei que valia a pena tentar, pelo menos, experimentar”. A foto se espalhou de tal maneira pelo Instagram, que ele recebeu inúmeros pedidos com a técnica.

Agora o artista revela criações psicodélicas e pouco frequentes, inspiradas pela estética das décadas de 60 ou 70. Um trabalho divertido e penetrante, com cores intensas:

 

Imagens: Reproduções/fonte:[via]

Ele criou universos impensáveis para seus filhos por meio da fotografia

Um guarda-chuva que sempre tem sol, aventuras em uma fábrica de bananas e até banhos com bonecos de neve. A fotografia não tem limites e este trabalho mostra exatamente isso!

John Wilhelm nasceu em 1970, na Suíça, e sempre esteve rodeado de imagens. Seu pai era um experiente fotógrafo e, apesar de ser apenas um hobby para ele, fundou pelo menos duas das associações de fotógrafos da cidade. Assim, John cresceu em meio a câmeras, revistas, lentes, malas, quartos escuros e casamentos divertidos. Esta porém não era sua maior paixão.

Já casado e com três filhas e um filho, ele conseguiu sua primeira câmera digital e tudo mudou. A importância da fotografia voltou à sua vida e ele passou a descobrir técnicas, programas e novas câmeras – e ficou muito empolgado com isso!

Em 2011 ele decidiu dar um passo adiante em sua nova empreitada e cruzar os limites da fotografia pura e simples: foi para o mundo do photoshop e das ferramentas em 3D. Assim completou sua vocação e agora mostra os resultados:




























Fotos de John Wilhelm/ fonte:[via]