Casal adota 5 filhos para que os irmãos não se separem

Dentre os muitos temores que podem acometer crianças e adolescentes vivendo em orfanatos, à espera de uma família que lhes possam acolher, uma preocupação permanece muitas vezes esquecida: que, ao ser adotado, acabe separado de seus irmãos ou irmãs, especialmente quando estes também vivem no orfanato. Era o caso de Maria Vitória, Pedro Henrique, Miguel, Gabriel e Vitor, cinco irmãos que por um ano moraram no orfanato Rebecca Jenkins, em Cidade Ocidental, nos arredores do Distrito Federal. Depois de maus tratos e abandonos por parte da mãe biológica, os irmãos foram enviados ao orfanato pelo conselho tutelar – e, apesar do sonho da adoção, o medo de acabarem separados era igualmente grande.

Foi quando entraram em cena o casal Veranilda de Oliveira Guimarães e Adalberto Franco Guimarães – ele, um ferramenteiro aposentado; ela, uma gestora social que justamente já trabalhava no abrigo para onde as crianças foram enviadas. Depois que deu errado uma tentativa de que os cinco irmãos fossem morar com um tio – e das tantas vezes que, ao voltarem ao abrigo, as crianças corriam à Veranilda para lhe abraçar e pedir que não fossem separados – ela e Adalberto decidiu que essa era sua missão pessoal, e entrou com pedido de adoção dos cinco, juntos, de uma só vez.

Para que tal árdua tarefa fosse possível, algumas adaptações na vida do casal – que já possuía dois filhos biológicos adultos – foram necessárias: além de trocarem seus dois carros por um carro maior, de 8 lugares, Veranilda e Adalberto mudaram de casa, para oferecer mais conforto aos novos filhos.

Ainda falta alguns passos burocráticos para que as crianças carreguem orgulhosos o sobrenome “Guimarães”, mas tal detalhe não altera em nada a verdade que se confirmou – de que Veranilda e Adalberto são, agora, simples e novamente uma mãe e um pai.

© fotos: arquivo pessoal/divulgação/fonte:via

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Padre ‘adota’ bebê com Down abandonado: ‘Obrigado pelo presente de aniversário’

O aniversário de 51 anos do padre peruano Omar Sánchez Portillo sempre será lembrado por ele por um motivo especial: seu encontro com o pequeno Ismael, um bebê de dois meses com síndrome de down que foi abandonado pela mãe, mas tem sido cuidado pelo padre e seus assistentes.

A história foi publicada pelo site Aciprensa, que entrou em contato com o padre. Omar relatou que a mãe de Ismael tem 17 anos, e abandonou o filho no hospital. Foi aí que o Associação das Bem-Aventuranças, fundada pelo padre, foi acionada para acolher o menino, e ele tratou de ir pessoalmente até Cusco para resgata-lo.

“Jesus, obrigado pelo presente de aniversário! Jesus nunca deixa de me surpreender. Bem-vindo Ismael! Trazer você de Cusco foi uma grande aventura, a primeira de muitas que vamos viver juntas. Cromossomo do amor, síndrome de Down”, escreveu Omar no Facebook.

“Cerca de 98% das pessoas que acolhemos têm algum tipo de deficiência, capacidade diferente ou doença psiquiátrica ou física”, explica o Sacerdote sobre a Associação, que depende de doações para se manter.

“Eles são uma riqueza para o mundo em todos os sentidos da palavra. Por exemplo, as crianças com síndrome de Down, eu sempre digo, têm um cromossomo adicional, que é o amor”, conclui o Padre, que, além de amoroso, tem um quê de poeta.

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Fotos: Reprodução/Omar Sánchez Portillo/fonte:via

Presídios de Tremembé ganharão canis. Detento que cuidar de cães e gatos terá pena reduzida

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Dois presídios de Tremembé, em São Paulo, começarão a receber cães e gatos abandonados para ajudar na superlotação do Centro de Controle de Zoonoses de Taubaté, local que abriga cerca de 500 animais. A partir de maio, em obras que devem durar quatro meses, dez detentos serão responsáveis pela construção dos canis no Centro de Progressão Penitenciária (CPP) Dr. Edgar Magalhães Noronha, o chamado Pemano, e no P1.

As estruturas terão capacidade para 200 animais e os detentos serão capacitados para técnicas de banho, tosa e adestramento. O trabalho será utilizado para diminuição da pena.

A iniciativa partiu da juíza Sueli Zeraik, da 1ª Vara de Execuções Criminais (VEC) de Taubaté. Segundo ela, o contato do preso com os animais é responsável por criar afeto, carinho e a reaproximação com as pessoas.

A expectativa é que com os canis o número de adoções aumente, pois os animais que vão para os presídios ficarão disponíveis para adoção pelos familiares dos presos e pela população. O acesso ao canil não será através dos presídios.

Imagens: Reprodução/fonte:via

“A família transafetiva existe”, pastora trans adota menino especial e menina transexual

Manifestações de afeto como a que você vai ler a seguir deixam ainda mais desconcertados os defensores de uma ideia de família mais do que ultrapassada.

A boa notícia foi dada pelo jornalista Neto Lucon e fala sobre o caso envolvendo uma pastora transgênero que adotou um garoto com necessidades especiais e uma garota trans. As duas crianças vão fazer parte agora da família que Alexya Salvador, de 36 anos, mantém há oito anos com Roberto Salvador Junior.

A vontade de ter crianças sempre esteve no radar, porém o casal resolveu se preparar sete anos para encarar os desafios de criar outro ser humano. Prontos para assumir tal responsabilidade e dar sobretudo amor, os dois encontraram o primeiro filho, Gabriel, em um abrigo de Mairiporã, onde tiveram que enfrentar o espanto de alguns funcionários surpresos pela opção por uma pessoa com necessidades especiais.

“Nossa, tanta criança saudável, você vai escolher justo o que é doentinho? Vai escolher o doente?”, disse uma das funcionárias.

Pastora da Igreja da Comunidade Metropolitana, Alexya Salvador pode ter se tornado a primeira transexual a desfrutar a licença-maternidade e do direito de ser mãe. A conquista ganhou ainda mais força com a chegada de Ana Maria.

“Mainha, tenho uma coisa para te contar. Eu não sou um menino, eu sou uma menina. A senhora vai me amar mesmo assim?”, dizia com receio a jovem pernambucana com medo de que o fato de ser trans impedisse a consumação do fato. O que evidentemente não aconteceu.

Ciente do preconceito existente em um país como Brasil, figurando em segundo lugar na lista de assassinatos de pessoas trans e travestis, Alexya se agarra na potência do desejo de ser mãe para mudar tal realidade.

“Nasci para ser mãe. Além de ter nascido para ser filha, esposa, pastora, vou ser a primeira reverenda trans da América Latina, eu nasci para ser mãe. Quero encorajar todas as pessoas transgêneras que desejam ser pai ou mãe. É possível sim. A família transafetiva existe.”

O antes e depois desta Husky vai te encher de alegria

A incrível história de Hope (esperança em tradução do inglês), cachorro da raça Husky, deixou muita gente com lágrimas nos olhos. Isso pois seu dono, Rico, que encontrou a cadela em condições degradantes, compartilhou recentemente uma foto surpreendente de sua recuperação.

Rico se deparou com o animal ainda filhote e muito machucado e tão magro que era possível ver seus ossos aparecendo sob a fina camada de pele. Mesmo ciente do pouco tempo de vida restante para a jovem cadela, Rico Soegiarto, de 26 anos, resolveu apostar no poder do afeto e do cuidado para recuperá-la.

A experiência foi um sucesso absoluto e cada conquista da cadela era compartilhada nas redes. A última imagem publicada no Facebook foi a mais comovente. Em postagem com mais de 61 mil compartilhamentos, é possível ver Hope totalmente diferente do momento do resgate. Com os grandes olhos azuis saltados e com o pelo brilhante, a mascote aparece feliz da vida na companhia do melhor amigo.

O caso de Rico e Hope é um alento para Bali, uma ilha da província da Indonésia, mas que apesar das belezas naturais, enfrenta grandes dificuldades em conter o avanço do número de cães de rua.

“É algo do coração, de sentimentos. Eu a encontrei quando estava voltando para casa do trabalho, ela estava abandonada no meio da rua”, relembrou Rico dando um grande exemplo de solidariedade.

Foto: Reprodução/Facebook/fonte:via

Pai solo adota quatro crianças com deficiência para que tenham uma vida melhor

Desde jovem o britânico Benjamin Carpenter sentia o desejo de ser pai e cuidar muito bem de seus filhos. Mas, por ser gay, ele sabia que teria de achar uma alternativa à paternidade tradicional, e já aos 21 anos se cadastrou no programa de adoções do Reino Unido.

Foram 4 anos tentando provar que seu desejo era verdadeiro e que ele poderia ser um bom pai, mesmo sendo gay e sozinho, até que em 2010 a Justiça finalmente o autorizou a adotar Jack, então com 2 anos.

Ben sabia que o garoto estava tendo uma infância difícil, mas só descobriu que ele era autista e sofria de Transtorno Obsessivo Compulsivo quando o processo de adoção se completou.

A questão não foi problema algum, pelo contrário: Ben sentiu que cuidar de crianças com deficiência e que foram deixadas pelos pais biológicos era sua vocação.

Dois anos depois, ele conheceu Ruby, então com 3 anos de idade. Portadora de Síndrome de Pierre Robin, com problemas de visão, escoliose e uma doença congênita que a impede de mexer os braços e mãos com precisão, a garota foi a segunda adotada por Ben.

Em seguida chegou Lily, meia-irmã de Ruby e um ano mais nova. Ela é surda e motivou Ben a aprender linguagem de sinais para se comunicar com a filha, além de ter ensinado a técnica para as outras duas crianças.

Joseph foi o quarto e, por enquanto, último filho adotivo de Ben. O garoto chegou até a família com um ano de idade, após ser deixado pelos pais biológicos quando eles descobriram que ele tinha Síndrome de Down. Ele também tem colostomia e precisa usar uma bolsa par armazenar as fezes, necessitando de atenção praticamente 24 horas por dia.

“Todos meus filhos têm uma atitude do tipo ‘E daí que tenho uma deficiência?’”, conta Ben, que vive com os quatro em uma fazenda na companhia de coelhos, galinhas, gansos, patos e pavões.

“Nossa vida é completa. Eles estão completos comigo e eu com eles”, conta o orgulhoso pai, que chegou a ser apontado Pai Adotivo do Ano por uma entidade britânica de apoio à adoção.

Além de cuidar das crianças, Ben também ensina linguagem de sinais em escolas da região de Huddersfield, onde eles vivem. Além disso, ele se dedica a participar de encontros com pais que buscam a adoção para ajuda-los a planejar e lidar com o processo.

“Muitos deles têm em mente o que chamo de Adoção Angelina Jolie ou Madonna, em que tudo é perfeito”. Ben gosta de explicar sobre as crianças com mais de 4 anos ou com necessidades especiais, que têm dificuldade para encontrar famílias por não ‘se encaixarem nos moldes’.

“O que faço é mostrar fotos da minha família e contar minha história – os pontos positivos e os negativos -, para acabar com essa noção de ‘normal’. Para mim, é uma questão de fazer as pessoas pensarem fora da caixa”, completa.

 

Fotos: Arquivo pessoal/Benjamin Carpenter/fonte:[via]

Pessoas estão devolvendo gatos pretos a abrigos por eles ‘não ficarem bem em fotos’

Um centro de adoção de gatos na cidade de Bristol, Inglaterra, afirmou que, pela primeira vez na vida, está com apenas felinos pretos esperando por um novo tutor. Isso porque eles teoricamente não ficam bem em fotos.

As informações são do Daily Mail.

São 40 gatos ao todo sob os cuidados do abrigo. Christine Bayka, fundadora do centro, disse que, dessa vez, não é por conta da má fama que eles possuem em tradicionais e injustas teorias relacionadas com sorte, mas por um motivo ainda mais banal.

Eles estão sendo rejeitados porque são mais difíceis de se fotografar, exigindo mais cuidados com a luz e ângulo da foto. Em selfies, por exemplo, eles normalmente ficam mais escurecidos do que o natural.

Christine tem 67 anos e inaugurou o The Moggery há 21 anos. Segundo ela, a situação agora é a pior que já viu. “Agora todos querem fazer selfies e colocar no Facebook. É uma forma muito narcisista de utilizar as redes sociais”, disse ela.

“Acontece o tempo todo. Eu vou fazendo as perguntas de um questionário e pergunto se a pessoa é flexível sobre cor e ouço ‘sim, desde que não seja preto’”.

Para ele, de todas as dificuldades que teve com gatos pretos, essa tem sido a mais difícil de superar. “Nesses mais de 20 anos, definitivamente ficou mais difícil com as selfies”, afirmou.

O abrigo Last Chance Animal Rescue Centre, em New Romney, também na Inglaterra, reafirmou essa questão e disse que as pessoas sempre escolhem o gato preto por último pois querem pets que tenham “melhor aparência” no Facebook.

“Sempre tivemos muitas dificuldades com os gatos pretos”, disse Amy Buckle. “Mesmo quando temos apenas gatos pretos, assim que aparece um alaranjado, já era. As pessoas esquecem dos gatos pretos”.

A ideia de que gatos pretos não ficam bem em fotos também é bastante deturpada, como podemos ver nesses cliques aqui:

 

Fotos: Pixabay / fonte:via