Tubarão-fantasma que vive em grandes profundidades é registrado em vídeo

 

Ainda há tantas descobertas a serem feitas sobre as criaturas que vivem nas profundezas dos oceanos. Seus canyons subaquáticos cercados por escuridão eterna são o lar de muitas espécies ainda desconhecidas. Mesmo entre as espécies que conhecemos, ainda há muito a ser descoberto sobre seus hábitos e comportamentos.

Uma dessas criaturas é um tubarão que lembra um fantasma, também chamado de quimera. Por ser cartilaginoso, ele é um primo de tubarões e arraias, e faz parte de um grupo antigo de peixes que se separou de seus parentes cartilaginosos há 400 milhões de ano, vivendo isoladamente em profundidades de até 2.600 metros. Apesar de já termos identificado 50 espécies delas, ainda sabemos muito pouco sobre essa espécie.

Agora pesquisadores conseguiram captar pela primeira vez imagens de uma das espécies, a quimera de nariz azul pontudo, a Hydrolagus trolli. A gravação aconteceu por acidente, quando geólogos enviaram uma sonda para investigar as costas da Califórnia e Havaí, a uma distância de 2km dos litorais. Seis indivíduos puderam ser vistos na imagens. Até então, a espécie só havia sido observada na região da Austrália.

Os pesquisadores afirmam que apesar de provavelmente serem Hydrolagus trolli, só será possível confirmar a espécie quando amostras de DNA forem coletadas. Se estudos futuros provarem que esses não são exemplares de H. trolli, é possível que esta seja uma nova espécie.

Com as imagens, os pesquisadores acreditam que existam pelo menos três espécies dos animais vivendo no litoral da Califórnia e duas no litoral do Havaí.

Confira:

 
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Pesquisadores descobriram peixe-lagarto no mar profundo australiano

Ao longo de uma viagem de um mês com o objetivo de explorar as profundezas dos oceanos australianos, uma equipe de pesquisadores encontrou criaturas tão assustadoras que podem te tirar algumas noites de sono.Até agora, a equipe de pesquisa, a bordo do navio batizado como “Investigator”, pertencente à Marinha Real Australiana, encontrou um peixe-dragão que brilha no escuro, esponjas carnívoras, aranhas-do-mar e um peixe sem rosto.

“Gelatinoso e predatório”, é como o pesquisador chefe da equipe Tim O’Hara descreveu a criatura encontrada em um abismo, que parece ter saído de pesadelos: o Bathysaurux ferox.O peixe foi encontrado com o uso de uma rede de feixes que rastreia as águas abissais do leste australiano, onde John Pogonoski, da National National Fish Collection, reconheceu o predador raramente encontrado.

“Eu notei a longa base de barbatana dorsal característica do Bathysaurus ferox”,  explicou Pogonoski em um comunicado à imprensa. A única outra espécie no gênero, Bathysaurus mollis, possui uma base de barbatana dorsal curta e uma pequena barbatana dorsal, “Os grandes olhos e dentes são características clássicas de um predador de emboscada”.

 

Os Bathysaurux ferox de profundidade crescem até aproximadamente 60 cm. Além da boca e dos dentes característicos e ameaçadores, eles têm grandes olhos negro-esverdeados que parecem saltar de suas cabeças.Essa espécie pode ser encontrada em águas com profundidade entre 1 e 2,5 km, razão pela qual ele não é comumente visto pelas pessoas. A população de Bathysaurux ferox está distribuída nas profundezas do oceano Atlântico e na região Indo-Oeste do Oceano Pacífico.

Abrigados nas profundezas dos oceanos, os Bathysaurux ferox são solitários e raramente encontrados. São predadores de emboscadas, o que significa que encontram suas presas esperando o momento perfeito do ataque. Quando as presas nadam em sua direção, eles mordem com seus dentes flexíveis que se deslocam para o fundo da garganta.

 

É difícil que eles encontrem alimentação no fundo do oceano e ainda mais raro que eles encontrem companheiros. Para aumentar as chances de reprodução, o Bathysaurux ferox se tornou hermafrodita, com órgãos reprodutores tanto masculinos quanto femininos, para que possam acasalar com qualquer outro membro da espécie que cruze seu caminho.

A equipe composta por 30 cientistas e técnicos internacionais continuará explorando o abismo oriental da Austrália até meados de junho. Eles planejam usar suas pesquisas do oceano para mapear e entender melhor a biodiversidade da região.

Conheça mais este animal: