‘Brinquem comigo, não com os celulares’, crianças protestam contra vício dos pais

As crianças, mais uma vez, deram o exemplo. Em Hamburgo, na Alemanha, meninos e meninas foram para as ruas protestar. Os pequenos exigiam que seus pais dessem menos atenção aos celulares.

“Brinquem comigo, não com os celulares”, dizia um dos cartazes empunhados pelos alemãezinhos. Aliás, não importava a idade, bastava ser criança para gritar contra o vício dos adultos nos smartphones.  

Ao todo foram 150 crianças, que marcharam pelas ruas da cidade escoltadas pela polícia local e claro, acompanhadas dos pais. Onde já se viu meninos e meninas de 10 anos saírem sozinhos por aí?

Parece brincadeira, mas o assunto é sério. Pesquisas demonstram que o uso excessivo do celular por adultos no ambiente familiar pode causar uma série de problemas comportamentais, mau humor, hiperatividade e frustração.

“Estamos aqui. Somos barulhentos! Eu desejo que depois desse protesto, muitas pessoas fiquem atentas para não olharem mais tanto para seus celulares”, declarou o jovem Emil Rustige, líder dos manifestantes.

A pesquisa Kinder-Medien-Studie, de 2018, apontou que cerca de metade das crianças entre quatro e 13 anos de idade já possuem seu próprio aparelho. /fonte via

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Encontraram uma biblioteca pública ‘perdida’ há 2 mil anos na Alemanha

Pesquisadores encontraram uma estrutura de dois mil anos na Alemanha, durante escavações para a construção de um centro comunitário de uma igreja. Com 20 metros por 9 metros, após análises e comparações com outras estruturas antigas, a conclusão encontrada pelos pesquisadores foi de que se tratava de uma biblioteca pública, capaz de abrigar cerca de 20 mil pergaminhos.

Inicialmente o local sugeria se tratar de um pátio público, mas uma série de aberturas de 50 a 80 centímetros na parede, similares a outras construções do mesmo tipo feitas em Alexandria e na Roma antiga, a conclusão foi se tratar de uma biblioteca. “Elas são bem particulares em bibliotecas. É possível ver outras do tipo na biblioteca da antiga cidade Éfeso”, afirmou Dirk Schmitz, do Museu Romano-Germânico de Colônia. “Levamos um tempo para identificar os paralelos – nós podíamos ver que as aberturas eram muito pequenas para guardar estátuas. Mas elas eram um tipo de depósito para os pergaminhos”, afirmou.

O fato da estrutura estar localizada no centro da cidade alemã de Colônia foi um dos fatores que levaram os pesquisadores a concluírem se tratar de prédio público – uma biblioteca aberta à visitação. “A estrutura fica no meio de Colônia, no centro comercial, um espaço público no meio da cidade. A construção foi feita com materiais de excelente qualidade, e esse tipo de prédio, por ser tão grande, tende a ser público”, concluiu Schmitz. Diante da descoberta, a equipe do museu agora trabalha pela preservação da estrutura, construída entre 150 e 200 d.C.

© fotos: reprodução/fonte:via

Filmes encontrados no lixo mostram a vida de oficiais poloneses prisioneiros dos nazistas

Era uma noite de inverno em 1999 e Olivier Rempfer, então com 19 anos, caminhava pela cidade onde vive, Cagnes-sur-Mer, no sudeste da França, depois de passar uma noite com amigos na cidade vizinha de Saint-Laurent-du-Var. Uma caixa de madeira em cima de um recipiente de lixo chamou sua atenção. Curioso, ele abriu a caixa e viu vários objetos cilíndricos embrulhados em papel.

Rempfer esperou até chegar em casa para desembrulhar os objetos e, quando ele o fez, encontrou antigos rolos de filme preto e branco de 35mm. Segurando as tiras de filme contra a luz, ele viu uniformes, quartéis, torres de vigia e homens em trajes no palco. Supondo que as fotos deviam ter sido tiradas durante as filmagens de um filme de guerra, e os homens neles para serem atores, Rempfer deixou a caixa de lado e tratou de esquecer da história.

Anos depois, seu pai, Alain Rempfer, encontrou a caixa. O velho Rempfer, um fotógrafo, também não tinha certeza do que os negativos do filme mostravam, mas em 2003, quando ele comprou um scanner de filme, resolveu dar uma olhada mais de perto nas cerca de 300 imagens. “Rapidamente percebi que eram fotos reais, históricas, tiradas durante a guerra em um campo de concentração”, disse. “O nome da marca ‘Voigtländer’ foi escrito na borda do filme. Esse nome não me era familiar em filmes, mas eu sabia que o Voigtländer era um fabricante alemão de câmeras”.

Rempfer procurou alguma pista sobre onde as fotos poderiam ter sido tiradas. Uma mostrava um caminhão com vários homens sentados dentro e, na parte de trás, era possível ler as palavras “PW CAMP MURNAU” em letras brancas, depois as letras “PL”. Uma pequena pesquisa mostrou que, de 1939 a 1945, a cidade alemã de Murnau era o local de uma prisão de guerra para oficiais poloneses.

Pai e filho estudaram as fotografias de perto e com fascínio. “Todos esses jovens olhavam diretamente para nós através da câmera, durante o tempo em que viviam no acampamento”, disse Alain. “E nós não sabemos seus nomes ou como era a vida diária deles, não sabemos nada sobre suas esperanças, seus sentimentos”. Foi uma experiência estranha, como se alguém tivesse desligado o som e os deixassem assistindo a um filme mudo.

O pai e o filho decidiram que um site seria a melhor maneira de mostrar as imagens ao mundo. Eles esperavam que as imagens atingissem qualquer um que pudesse estar interessado nelas, mas especialmente membros da família dos ex-prisioneiros de guerra que talvez estivessem procurando informações ou pudessem reconhecer alguém nas fotos.

Fotos: Arquivo/fonte:via

Fotografias mostram a magia dos nevoeiros nas florestas da Alemanha

Florestas ensolaradas, montanhas cobertas de névoa, campos floridos ou simplesmente o céu estrelado. O trabalho do fotógrafo alemão Oliver Henze é um apaixonado pelos elementos da natureza. Ele é particularmente fascinado pela floresta: “Quanto pior o tempo, mais interessantes os motivos. Isso fica especialmente claro com a formação de névoa mística”, relata o artista.

Com a ajuda de sua lente, ele captura momentos únicos para cada imagem. O trabalho de Henze é um passeio visual pela natureza. Há mais de 10 anos ele vive na pequena aldeia de Wernigerode, na Alemanha. Segundo ele, caminhadas noturnas no Brocken, montanha situada na cordilheira do Harz, ao norte do país europeu, e passeios regulares pelas paisagens rochosas do Bodetal sempre dão origem a fotos muito especiais e raras. “Claro, um pouco de sorte é necessário, mas quando você começa, geralmente encontra a melhor inspiração no inesperado”, descreve Henze.

Seu trabalho pode ser visto em seu site e no Instagram.












 

Fotos: Oliver Henze/fonte:via

Veja o que acontece quando arquitetos deixam algoritmos projetar uma casa de concertos

O projeto para construção da casa de concertos Elbphillarmonie, em Hamburgo (Alemanha) levou sete anos a mais para ser construída e custou dez vezes mais que os planos iniciais, mas tudo isso valeu a pena.

O local tem 2.100 assentos, é belíssima por dentro e por fora e tem a acústica mais perfeita que pode ser encontrada no mundo todo. Seu custo foi de US$843 milhões, ou R$2,6 bilhões. Ele foi projetado pelos arquitetos suíços Jacques Herzog e Pierre de Meuron, que são conhecidos pelos trabalhos do teatro Tate Modern em Londres e pelo Walt Disney Concert Hall em Los Angeles.

A dupla usou algoritmos para projetar os 10 mil painéis acústicos únicos para o salão. Feito de fibra de gesso, cada painel contém um milhão de “células” que forram o teto, paredes e balaustradas do auditório central.

Quando ondas de som atingem esses painéis, as células ajudam a moldar o som ao absorver as ondas ou fazê-las reverberar pelo ambiente. Nenhum painel absorve ou espalha as ondas sonoras da mesma forma, mas juntos eles criam um áudio perfeitamente equilibrado que pode ser ouvido de todos os cantos do auditório.

Este engenharia genial é complementada pela fachada impressionante, que se ergue do rio Elbe como ondas na água e é a construção mais alta da cidade. O prédio é coberto com telas que mudam de cor e podem criar um show à parte para o público que confere a apresentação de fora do prédio.

Confira a baixo o evento de inauguração do auditório:

 

Fonte:via[Bored Panda]