Vegano Periférico: perfil no Instagram mostra que dá para ser vegano gastando pouco

Entre razões ambientais e compaixão pelos bichos, o número de pessoas repensando o consumo de carne só cresce em todo o mundo. Grandes marcas estão se adaptando a essa realidade, mas muita gente ainda vê um empecilho grande no vegetarianismo ou veganismo: parece ser uma forma mais cara de se alimentar.

Há algumas iniciativas independentes que buscam desmistificar essa ideia e mostrar que o estilo de vida vegano não é, necessariamente, mais caro que outros. Depois do grupo Veganos Pobres no Facebook, um que tem ganho destaque é o Vegano Periférico, no Instagram.

O administrador do perfil mora em Campinas (SP) e publica fotos de alimentos de origem vegetal que ele sua família consomem, além de pratos simples e nutritivos que podem ser feitos no dia a dia, sem alterar muito a rotina em comparação a quem inclui a carne na dieta.

Acompanhando as imagens, são postadas legendas sobre as maneiras como a indústria da carne nos torna culturalmente dependentes dos alimentos de origem animal. Vale a pena seguir e refletir.

fonte:via Fotos: Reprodução/Vegano Periférico

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Ex-vendedora de trufas fica milionária com negócio de lancheiras saudáveis

Visão empreendedora foi tudo o que a ex-vendedora de trufas e assistente social Larissa Souza precisou para construir um negócio milionário.

Sua trajetória no mundo dos negócios começou quando ela ainda revendia cosméticos e conheceu uma menina que fazia trufas para vender. Logo, trocou a área da beleza pela de alimentação e passou a revender os doces.

Anos depois, com duas filhas, Larissa dividia seu tempo entre as meninas e dois empregos, em Rondônia. Entre um trabalho e outro, passava em casa para preparar o lanche das crianças e, assim, permitir que elas tivessem uma alimentação balanceada.

Além da falta de tempo, ela esbarrava na falta de opções de lanches saudáveis. Foi quando decidiu conversar com outros pais para saber como eles faziam. A surpresa foi perceber que grande parte das famílias enviava lanches industrializados para seus filhos – mas Larissa estava disposta a mudar isso.

Três meses depois, ela pedia demissão de seu emprego para lançar a empresa Snack Saudável. As lancheiras das crianças eram produzidas por ela e entregues durante o intervalo da escola, sempre frescas. Embora embalados, os lanches fugiam do industrializado e traziam alimentos como frutas, sucos naturais e até bolos caseiros ou sanduíches.

Em uma semana, o negócio já havia acumulado seus primeiros 60 clientes – e o primeiro mês contou com 1.400 lanches vendidos. Após o primeiro ano de atuação, surgiu a oportunidade de expandir o modelo e transformá-lo em uma franquia.

Hoje, a Snack Saudável já conta com 29 lojas em nove estados brasileiros. O faturamento em 2017 bateu a casa de R$ 1 milhão, com um total de 70 mil lanches produzidos, mostrando que é possível sim impactar positivamente a vida das crianças e ainda lucrar com isso.

Fotos: reprodução/fonte:via

Ensaio fotográfico ilustra o que as crianças comem nas escolas ao redor do mundo

A educação alimentar é uma questão menos debatida do que deveria. Durante a juventude, crianças e adolescentes formam os hábitos que provavelmente os acompanharão por toda a vida, e terão impacto direto sobre sua saúde.

A Sweetgreen é uma rede de restaurantes norte-americana que serve comida saudável, e mantém um programa de educação alimentar em escolas para ajudar as crianças a aprender a fazer escolhas mais saudáveis na hora de se alimentar.

Para levantar o debate em torno da questão, a empresa preparou um ensaio fotográfico mostrando como seriam refeições típicas em escolas de diferentes países do mundo, em comparação com o que é servido nos EUA.

O ensaio foi criticado por dar a entender que as imagens representavam cardápios reais, servidos em escolas dos países. A Sweetgreen se defendeu, argumentando que o objetivo é mostrar que existem muitas opções de cardápios saudáveis para serem montadas baseando-se em alimentos disponíveis em cada região do mundo.

De acordo com a empresa, “para criar o ensaio foram consultadas fotos reais publicadas por estudantes na internet, além de terem sido feitas pesquisas sobre os programas de educação alimentar nas escolas dos países”.

Estados Unidos: Frango ‘pipoca’ frito, purê de batatas, ervilhas,  frutas e um biscoito de chocolate

Finlândia: Sopa de ervilha, salada de beterraba, salada de cenoura, pão e pannakkau (panqueca) com frutas frescas

Itália: Peixe local sobre uma cama de rúcula, macarrão com molho de tomate, salada caprese, pão e algumas uvas

França: Bife, cenoura, feijão verde, queijo e frutas frescas

Grécia: Frango assado sobre orzo, folhas de uva recheadas, salada de tomate e pepino, laranjas frescas e iogurte grego com sementes de romã

Espanha: Camarão salteado com arroz integral e legumes, gazpacho, pimentos frescos, pão e laranja

Brasil: Carne de porco com legumes mistos, feijão preto e arroz, salada, pão e banana assada

Ucrânia: Purê de batatas com salsicha, sopa de beterraba, repolho e syrniki (uma panqueca de sobremesa)

Coreia do Sul: Sopa de peixe, tofu com arroz, kimchi e legumes frescos

Fotos via Sweetgreen/fonte:via

Plantio tradicional de quilombolas se torna patrimônio cultural do país

Saber valorizar nossa própria cultura e reconhecer o que temos de bom é essencial para a construção de uma nação mais justa e preocupada com sua história. Nesta semana já demos um passo importante, quando a literatura de cordel foi declarada Patrimônio Cultural do Brasil e, agora podemos comemorar mais uma vez, já que o sistema tradicional agrícola da região do Vale do Ribeira – São Paulo, foi reconhecido como como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

As comunidades quilombolas são formadas predominantemente por negros, descendentes ou ex escravizados, que vivem em um sistema rural, dependem da terra para seu próprio sustento e valorizam muito a ancestralidade, tradições e práticas culturais próprias. Neste aspecto, reconhecer este sistema ancestral de agricultura é também valorizar pessoas que sempre habitaram nessas terras.

Estima-se que hoje existam cerca de 88 comunidades quilombolas na região do Vale do Ribeira, onde está os 7% que ainda restam da Mata Atlântica. Ivy Wies, assessora técnica do Instituto Socioambiental (ISA), afirma que isso dará segurança aos órgãos governamentais em relação à autorização ao plantio nessas terras, valorizando a alimentação saudável que este sistema oferece.

O Brasil é campeão mundial no consumo dos agrotóxicos, portanto declarar este tipo de agricultura patrimônio cultural do Brasil, é uma luz no fim do túnel, para que a gente volte a repensar a alimentação dos brasileiros, já que terra e diversidade é o que não faltam. O sistema de agricultura quilombola é baseado na permacultura, que não permite apenas uma alimentação balanceada e sustentável, como garante o sustento dessas pessoas e mantém o solo da região saudável, o que não acontece no sistema industrial.

Foto 1 e 3: Unsplash

Foto 2: reprodução Incra/fonte:via

Ele tem uma horta na laje de casa com mais de 150 espécies de plantas

Montar uma horta em casa pode ser uma alternativa maravilhosa para se alimentar de forma saudável, gastando menos e, de quebra, descobrindo um novo e divertido hobby. A falta de espaço é um dos principais empecilhos para quem deixa a ideia apenas na vontade, mas esse mineiro prova que, mesmo sem morar em grandes propriedades, é possível.

Marquinho Biggs vive em Rio Novo, Minas Gerais, e cultiva mais de 150 espécies de hortaliças, frutas e legumes na laje de sua casa. Ele já foi tema de matéria no Globo Repórter e deu uma entrevista ao Ciclo Vivo dando dicas para quem quer começar.

A horta é uma tradição de sua família, e foi observando os pais que ele criou interesse por plantar, quando tinha três ou quatro anos de idade. Hoje, é o filho, Gubert, quem vai aprendendo a seguir os passos na horta.

O cultivo na laje começou há quinze anos, e começou com uma reforma para que a estrutura aguentasse o peso e a quantidade de terra e plantas que Marquinho planejava colocar por lá. Ele cultiva de espécies corriqueiras, como alface, couve e inhame, às chamadas PANCs (plantas alimentícias não convencionais), como beldroegas, capiçoba e serralha.

De acordo com o permacultor, a variedade de espécies foi atingida graças ao contato com outros entusiastas das hortas, que costumam marcar encontros para vender, trocar ou doar mudas entre si, ajudando mutualmente a fugir do convencional.

A principal dica de Marquinho para quem quer começar a horta em casa é entender a sazonalidade: “Cada planta tem sua época e seu ciclo e se você souber sobre isso não tem dificuldade”, contou ao Ciclo Vivo.

 “A primeira coisa é fazer compostagem para enriquecer a terra. Você pode usar resto da cozinha, casca de frutas, legumes, verduras, casca de ovo, pó de café, folhas secas, capim, serragem etc. Criar minhocas ajuda demais. Eu uso muito esterco bovino. Tudo que se decompõe é bom para horta”, segue dizendo.

O que eu acho super legal se você mora em casa é ter uma cisterna para captar água de chuva, pois plantas gostam de um pouco de umidade e água é essencial. De resto, mexer em horta é uma terapia”, completa Marquinho.

Fotos: Reprodução/Marquinho Biggs/fonte:via

Conheça as opções de peixes e carnes mais prejudiciais ao meio ambiente

Sim, você já ouviu mil vezes falar sobre os malefícios das carnes para o meio ambiente e que todo mundo deveria ser vegetariano. Mas a verdade é que, embora o número de pessoas que não comem animais esteja aumentando, pouca gente está disposta a fazer essa mudança.

Para auxiliar essas pessoas a fazer escolhas mais conscientes na hora de comer, um estudo da Universidade de Washington analisou diversos tipos de peixes e carnes para definir quais causavam os piores danos ao planeta.

A pesquisa analisou quatro métricas para chegar a uma conclusão sobre quais seriam os tipos de proteínas animais “mais sustentáveis”: emissões de gases do efeito estufa, uso de energia, liberação de nutrientes, e potencial de emitir substâncias que causam chuva ácida. Com esses dados, foram analisados frutos do mar cultivados, peixes selvagens e a carne de gado.

De acordo com os resultados encontrados pelos cientistas, o bagre de criação e a carne bovina são os tipos de proteína que mais causam danos ao meio ambiente. Em contrapartida, os mais sustentáveis são os moluscos cultivados, como vieiras, ostras ou mexilhões, e pequenos peixes capturados na natureza, como a sardinha. Além disso, o bacalhau e a pescada selvagens tiveram um impacto razoavelmente baixo, assim como o salmão criado em viveiro.

Outra descoberta surpreendente foi o fato de que a produção de gado exigia menos energia do que a aquacultura da maioria dos frutos do mar. Mesmo assim, a carne bovina foi responsável pela geração de cerca de 20 vezes mais gases do efeito estufa do que a galinha, o salmão e moluscos criados em viveiro.

Os pesquisadores sugerem ainda que uma dieta com frutos do mar criados em aquacultura e peixes selecionados capturados na natureza tenha um impacto ambiental até menor do que a adesão a dietas veganas ou vegetarianas. A informação, no entanto, pode ser vista com desconfiança, visto que o estudo foi parcialmente financiado pela Seafood Industry Research Fund, segundo informa o site da universidade.

Fotos: Unsplash /fonte:via

Ele desconstruiu e fotografou suas receitas favoritas para incentivar reflexão sobre o que consumimos

Algumas vezes parece que nossos pratos preferidos já nasceram prontos. Vivemos tão longe de uma cultura gastronômica que sequer pensamos sobre cada etapa necessária para que um alimento fique pronto.

Interessada nesse processo, a fotógrafa​ Marina Ekroos decidiu “desconstruir” seus pratos preferidos em uma série de fotos que mostra como eles são feitos. O objetivo é simples: refletir sobre aquilo que comemos.

A série gerou 62 fotografias no total. Todas as receitas foram feitas e fotografadas pela própria Marina, que precisou aprender a cozinhar cada prato. Outro detalhe importante foi a preferência por clicar as imagens em uma composição única e não em um passo-a-passo como é comum em livros e sites de receitas.

Preocupada com o desperdício que é comum em ensaios de fotografia de comida, Marina se certificou de que todos os alimentos usados nas fotos fossem consumidos. Os pratos foram compartilhados com vizinhos e amigos, segundo contou em um artigo escrito para o Bored Panda.

Quando a série Visual Recipes começou, em 2009, com a foto dos cinnamon rolls (uma espécie de pãozinho de canela, retratado na imagem abaixo), Marina não podia imaginar o que estava por vir. Com o tempo, o projeto virou um livro, publicado na Finlândia, em 2012, e em Taiwan, em 2016.

Nesta página, você confere algumas das melhores imagens clicadas por ela, que são um verdadeiro convite a refletir sobre aquilo que comemos.


Foto ​© Marina Ekroos /fonte:via