É do Brasil: Escola na Amazônia disputa prêmio internacional de arquitetura

Um dos mais prestigiados prêmios de arquitetura do mundo, o Riba International Prize anunciou seus quatro finalistas para sua edição de 2018 – e entre eles está um prédio brasileiro. Mas não é qualquer prédio esperto em um centro urbano: trata-se de uma incrível escola na Amazônia, feita quase toda em madeira, no coração da floresta.

A escola atende à população local, e foi feita quase que inteiramente com madeira local reaproveitada, integrando o edifício ao cenário natural, promovendo a sustentabilidade econômica e ambiental. Dormitórios, salas, varandas e espaços comuns foram projetados tendo os próprios alunos como colaboradores, a fim de inclui-los como parte da escola desde o projeto original.

A escola da Fazenda Canuanã já existe há 44 anos, na Zona Rural de Formoso do Araguaia, a 320 km de Palmas, no Tocantis, mas o novo prédio transformou o local em um alojamento conhecido como Moradias Infantis.

No início do ano o prédio, projetado pelo arquiteto Marcelo Rosenbaum junto do escritório Aleph Zero Arquitetura, recebeu o prêmio de Melhor Edifício de Arquitetura Educacional do Mundo da Building of The Year Foto, e agora concorre a mais um prêmio. Seja qual for o resultado, para além da estonteante beleza e da preocupação com a região, oferecer um prédio funcional e de qualidade para que crianças possam estudar e até mesmo viver é a maior das conquistas. O resultado será anunciado ainda esse ano.

© fotos: reprodução /fonte via

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‘(Re)conhecendo a Amazônia Negra’, projeto fotográfico exalta negritude de pulmão verde do planeta

A floresta amazônica é uma das reservas naturais mais importantes do mundo. Com aproximadamente 5,5 milhões de quilômetros, ocupa 45% do território brasileiro. Alvo de uma série de transformações pelo chamado progresso, a Amazônia já perdeu 15% de sua exuberância para o desmatamento, que ceifa suas árvores para pasmem, a plantação de soja e gado.

Além da diversidade de fauna e flora, a região ficou conhecida por ser uma das principais habitações da população indígena do Brasil. De acordo com um senso realizado pelo IBGE em 2010, cerca de 310 mil indígenas vivem no pulmão verde do planeta. Os índios amazonenses podem ser divididos em seis troncos linguísticos: Tupi, Aruaque, Tukano, Jê, Karib e Pano.

Entretanto, qual é a contribuição dos negros na construção desse espaço? Na verdade pouco se sabe. É nesse sentido que nasce o projeto (Re)conhecendo a Amazônia Negra: povos, costumes e influências negras na floresta, que a partir de um ensaio fotográfico realizado por Marcela Bonfim retrata a influência de mulheres e homens negros e seus costumes nesta relação com a natureza e fé na região.

Visite o site oficial do (Re)conhecendo a Amazônia Negra.

Fotos: Divulgação/Marcela Bonfim/Maria Fernanda Ribeiro/fonte:via

Nos últimos 10 anos, a população de botos da Amazônia diminuiu pela metade

Duas espécies de botos habitam a bacia amazônica: o boto-cor-de-rosa (Inia geoffrensis) – aquele que “espalha filhos” pelo Brasil; e o boto-preto (Sotalia fluviatilis), ou tucuxi. As lendas em torno destes animais são muitas, mas elas podem ser tudo que resta sobre eles em alguns anos.

O alarme foi dado pelo  Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). Segundo o instituto, a população do boto-cor-de-rosa teria caído pela metado nos últimos 10 anos. A situação do boto-preto é ainda pior: a mesma queda ocorreu em apenas nove anos. Graças a isso, as espécies são consideradas quase em extinção.

Um estudo que analisa a queda populacional dos cetáceos nos últimos 22 anos foi publicado no início de maio na revista científica PLOS ONE. Foram analisadas as contagens mensais de botos realizadas pela Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no Amazonas, entre 1994 e 2017.

De acordo com a revista Superinteressante, um dos responsáveis por esse fenômeno pode ser o peixinho no seu prato. Isso acontece porque a carne de boto-cor-de-rosa é usada há anos como isca na Amazônia. Segundo a Radioagência Nacional, cerca de dois mil botos são mortos anualmente para servir de isca para pesca da piracatinga que, embora proibida, continua ocorrendo.

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Canoa solar ajuda comunidades a navegar sem gasolina pela Amazônia

Que a gasolina não é lá muito amiga do meio ambiente eu imagino que você já saiba. Agora resta descobrir alternativas para não ficar queimando combustível fóssil por aí.

Quem sabe uma canoa movida a energia solar, por exemplo?

Ela existe, se chama Tapiatpia e está ajudando comunidades indígenas a navegar pela Amazônia. A canoa percorre 67 km pelos rios Capahuari e Pastaza, no Equador, ajudando na locomoção de cerca de mil pessoas que vivem em nove assentamentos.


Segundo a BBC, este seria o primeiro sistema fluvial comunitário solar a existir nesta parte da Amazônia. A canoa, feita em fibra de vidro, utiliza 32 painéis solares em seu teto e se inspira no desenho de embarcações usadas por indígenas que vivem no norte do país.

Em funcionamento há apenas um ano, o sistema ainda se encontra em uma etapa inicial. Se der certo, pode ser expandido para outras áreas da Amazônia, oferecendo uma alternativa de transporte sustentável para comunidades que antes viviam quase isoladas.

O projeto, conhecido como Kara Solar, foi desenvolvido pelo americano Oliver Utne, que conviveu com a comunidade beneficiada pela iniciativa durante anos. Antes, o transporte entre as aldeias achuar era realizado majoritariamente por barcos movidos a gasolina e diesel.

Porém, além de os combustíveis serem mais caros na região, pois chegam de avião, eles também contaminam a água a afugentam os animais, base do sustento das comunidades que vivem na área. Por outro lado, a construção de estradas promoveria o desmatamento e afetaria a biodiversidade do entorno.

Harmonizamos conhecimentos anscestrais indígenas com tencologia moderna em busca de uma solução real para nossa casa em comum, o planeta terra

O projeto foi uma iniciativa da Asociación Latinoamericana para el Desarrollo Alternativo (ALDEA) em conjunto com a Nacionalidad Achuar del Ecuador (NAE). Todas as decisões relativas aos horários, rotas e ao ponto central de embarque foram tomadas pela comunidade com o auxílio da organização Plan Junto.

 

Fotos: Divulgação Kara Solar/fonte:via

O que aconteceu com a cidade norte-americana construída na década de 1920 na Amazônia

À beira do Rio Tapajós, onde hoje fica o município paranese de Aveiro, há algumas centenas de casas abandonadas, construídas no estilo norte-americano, incluindo aquelas icônicas cercas brancas à frente das residências. Elas são o resquício da Fordlândia, uma cidade criada pelo empresário Henry Ford no fim dos anos 1920 no meio da Amazônia.

Foto: Alex Fisberg

A ideia do norte-americano era aproveitar o potencial amazônico para extrair o máximo de látex possível, barateando a produção de pneus para os veículos de sua companhia e acabando com a dependência de ingleses e holandeses – na época, boa parte da borracha do mundo era produzida na Malásia, então controlada pelo Reino Unido.

A construção começou em 1928, após Ford e o governo brasileiro chegarem a um acordo de cessão de 10 mil km² de terra em troca de 9% dos lucros gerados ali. Navios carregados de elementos para levantar casas pré-fabricadas chegaram pelo Tapajós, e a Fordlândia foi criada seguindo as regras de Henry Ford.

Ele não era fã das modernidades sociais da época, por isso proibiu o consumo de álcool e tabaco na cidade. Os trabalhadores que extraíam o látex não podiam jogar futebol nem se relacionar com mulheres. Além disso, eles viviam totalmente separados dos funcionários norte-americanos e precisavam seguir uma dieta ao estilo dos EUA, com muita aveia, pêssegos enlatados e arroz integral.

O projeto foi um grande fracasso. Em 1930, os trabalhadores se revoltaram contra seus chefes, que não eram exatamente atenciosos em relação aos funcionários. Os empregados da Ford e o cozinheiro da cidade precisaram fugir para o meio da floresta para não serem mortos, e ficaram lá por dias até que o Exército restabelecesse a ordem.

Além disso, o solo da Fordlândia não era tão propício para a plantação de seringueiras, e os norte-americanos, com pouco conhecimento da agricultura tropical, não colaboraram muito. Eles plantaram as árvores muito próximas umas das outras, diferente do que acontece na natureza, onde a distância é fundamental para que elas cresçam saudáveis. Várias pragas também dificultaram os planos de Ford.

A Fordlândia foi abandonada em 1934, mas ainda pertencia à Ford. Só em 1945, quando japoneses descobriram como fabricar pneus a partir de derivados do petróleo, o terreno foi devolvido ao governo brasileiro. As construções permanecem por lá, deterioradas pelo tempo, é claro, mas em condições relativamente boas. Hoje, cerca de 2 mil pessoas vivem na Fordlândia, um distrito da cidade de Aveiro que há alguns anos busca emancipação política.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Estudo na Amazônia descobre 381 novas espécies em dois anos, e há provavelmente muitas mais esperando por nós

Pesquisadores descobriram nada menos que 381 novas espécies durante um estudo de dois anos na região amazônica.

 

A imagem acima, por exemplo, exibe uma nova espécie de macaco zogue-zogue, apelidada de “rabo de fogo” por conta de suas caudas vermelhas distintas.

O relatório do órgão de conservação WWF em conjunto com o Instituto Mamiraua para o Desenvolvimento Sustentável do Brasil disse que, em média, uma nova espécie foi descoberta a cada dois dias na Amazônia.

Momento oportuno

Todos os animais e plantas recentemente descobertos foram encontrados em áreas com risco.

Ricardo Mello, coordenador do programa WWF Brazil Amazon, disse que o fato de os pesquisadores encontrarem centenas de espécies é prova de que há muito mais trabalho a ser feito na região.

Ao mesmo tempo, Mello advertiu que a atividade humana, como a agricultura e a exploração madeireira, representam um risco para a flora e a fauna da Amazônia.

 

“Todas as espécies que foram descobertas, todas as 381, estão em áreas onde a humanidade está destruindo a Amazônia. Isso é muito importante para nós, porque liga o fato de que nossas atividades econômicas estão causando a extinção das espécies antes mesmo de sabermos sobre elas”, afirmou ao portal BBC.

O relatório vem em um momento de discussão acalorada no país sobre o uso de reservas naturais para atividade comercial. Na quarta-feira, um tribunal suspendeu o polêmico decreto do governo Temer abrindo a vasta reserva de Renca para mineração. O governo disse que apelaria contra a suspensão.

As novas espécies

A floresta amazônica, a maior do mundo, é famosa por sua diversidade de espécies e habitats.

Mais de 2.000 novas espécies foram encontradas nesse ambiente rico entre 1999 e 2015. O novo relatório é o terceiro de uma série e cobre os anos 2014 e 2015.

Entre as novas descobertas, estão:

  • 216 plantas anteriormente desconhecidas;
  • 93 peixes;
  • 32 anfíbios;
  • 20 mamíferos;
  • 19 répteis;
  • 1 pássaro.
Papiliolebias ashleyae é uma das 93 espécies de peixes descobertas entre 2014 e 2015.
O boto-do-araguaia foi a primeira nova espécie de boto a ser descoberta desde o fim da Primeira Guerra Mundial.
Rapazinho-estriado-do-oeste (Nystalus obamai) foi a única nova espécie de pássaro a ser descoberta durante o estudo de dois anos.
Maratecoara gesmonei foi encontrado em uma piscina natural temporária em uma ilha no meio do rio Xingu.
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