Artista cria primeira street art na Amazônia contra o desmatamento e pelas populações indígenas

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No lugar de latas de spray e tinta na parede, projeções contra qualquer tipo de superfície. Assim funciona o que o artista Philippe Echaroux chama de Street Art 2.0 (Arte de rua 2.0), a forma de expressão que escolheu para seguir com sua arte utilizando a tecnologia para expandir possibilidades e caminhos. E o primeiro local que Philippe escolheu para realizar sua arte de rua foi justamente onde (ainda) não há rua: na floresta amazônica.

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Para lembrar a todos dos males da devastação florestal e dos seguidos desrespeitos e crimes contra as populações indígenas, o artista decidiu por projetar nas árvores da floresta rostos de membros da tribo Suruí, grupo indígena brasileiro dos estados de Rondônia e Mato Grosso – vítimas constantes da devastação e dos caçadores de ouro na região.

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“Quando você corta uma árvore, é como se estivesse matando um homem”, afirma Philippe, apontando o sentido mais profundo que sua arte ilumina – nas árvores, de forma impactante, bela, contundente e inesquecível, o rosto da floresta.

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Todas as fotos © Philippe Echaroux / fonte:via

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Besouro aquático, aranha elétrica e mais 30 novas espécies descobertas na Amazônia

Entre batalhas pela proteção ambiental e a busca por manter a diversidade da fauna amazônica, a floresta mais famosa do mundo continua surpreendendo biólogos e zoólogos por sua incrível variedade de animais – em seu último relatório, a ONG WWF relata terem sido descobertas trinta novas espécies em 2017.

Todas as descobertas foram feitas na porção amazônica que fica em Guiana. Andrew Snyder, um zoólogo especializado em répteis e anfíbios, estava fazendo uma pesquisa quando descobriu acidentalmente uma nova espécie de aranha, a tarântula azul, que foi apelidada ‘aranha elétrica’ por causa de sua cor brilhante.

Seis novas espécies de peixes, cinco de libélulas carnívoras e 15 de besouros aquáticos também estão na lista de descobertas da WWF. Outros destaques são o sapo Groete Creek, que carrega seus ovos nas costas, e a rã dourada de Kaieteur.

A Guiana é um país pequeno, mas com altíssima biodiversidade e com grande parte de sua floresta nativa preservada. Os cientistas acreditam que podem descobrir muitas outras espécies de animais não catalogas por lá e continuam organizando expedições para estudar a fauna local.

Novas espécies de besouros e peixes também foram catalogadas

Fotos: Reprodução/WWF/ fonte:via

É do Brasil: Escola na Amazônia disputa prêmio internacional de arquitetura

Um dos mais prestigiados prêmios de arquitetura do mundo, o Riba International Prize anunciou seus quatro finalistas para sua edição de 2018 – e entre eles está um prédio brasileiro. Mas não é qualquer prédio esperto em um centro urbano: trata-se de uma incrível escola na Amazônia, feita quase toda em madeira, no coração da floresta.

A escola atende à população local, e foi feita quase que inteiramente com madeira local reaproveitada, integrando o edifício ao cenário natural, promovendo a sustentabilidade econômica e ambiental. Dormitórios, salas, varandas e espaços comuns foram projetados tendo os próprios alunos como colaboradores, a fim de inclui-los como parte da escola desde o projeto original.

A escola da Fazenda Canuanã já existe há 44 anos, na Zona Rural de Formoso do Araguaia, a 320 km de Palmas, no Tocantis, mas o novo prédio transformou o local em um alojamento conhecido como Moradias Infantis.

No início do ano o prédio, projetado pelo arquiteto Marcelo Rosenbaum junto do escritório Aleph Zero Arquitetura, recebeu o prêmio de Melhor Edifício de Arquitetura Educacional do Mundo da Building of The Year Foto, e agora concorre a mais um prêmio. Seja qual for o resultado, para além da estonteante beleza e da preocupação com a região, oferecer um prédio funcional e de qualidade para que crianças possam estudar e até mesmo viver é a maior das conquistas. O resultado será anunciado ainda esse ano.

© fotos: reprodução /fonte via

‘(Re)conhecendo a Amazônia Negra’, projeto fotográfico exalta negritude de pulmão verde do planeta

A floresta amazônica é uma das reservas naturais mais importantes do mundo. Com aproximadamente 5,5 milhões de quilômetros, ocupa 45% do território brasileiro. Alvo de uma série de transformações pelo chamado progresso, a Amazônia já perdeu 15% de sua exuberância para o desmatamento, que ceifa suas árvores para pasmem, a plantação de soja e gado.

Além da diversidade de fauna e flora, a região ficou conhecida por ser uma das principais habitações da população indígena do Brasil. De acordo com um senso realizado pelo IBGE em 2010, cerca de 310 mil indígenas vivem no pulmão verde do planeta. Os índios amazonenses podem ser divididos em seis troncos linguísticos: Tupi, Aruaque, Tukano, Jê, Karib e Pano.

Entretanto, qual é a contribuição dos negros na construção desse espaço? Na verdade pouco se sabe. É nesse sentido que nasce o projeto (Re)conhecendo a Amazônia Negra: povos, costumes e influências negras na floresta, que a partir de um ensaio fotográfico realizado por Marcela Bonfim retrata a influência de mulheres e homens negros e seus costumes nesta relação com a natureza e fé na região.

Visite o site oficial do (Re)conhecendo a Amazônia Negra.

Fotos: Divulgação/Marcela Bonfim/Maria Fernanda Ribeiro/fonte:via

Nos últimos 10 anos, a população de botos da Amazônia diminuiu pela metade

Duas espécies de botos habitam a bacia amazônica: o boto-cor-de-rosa (Inia geoffrensis) – aquele que “espalha filhos” pelo Brasil; e o boto-preto (Sotalia fluviatilis), ou tucuxi. As lendas em torno destes animais são muitas, mas elas podem ser tudo que resta sobre eles em alguns anos.

O alarme foi dado pelo  Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). Segundo o instituto, a população do boto-cor-de-rosa teria caído pela metado nos últimos 10 anos. A situação do boto-preto é ainda pior: a mesma queda ocorreu em apenas nove anos. Graças a isso, as espécies são consideradas quase em extinção.

Um estudo que analisa a queda populacional dos cetáceos nos últimos 22 anos foi publicado no início de maio na revista científica PLOS ONE. Foram analisadas as contagens mensais de botos realizadas pela Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no Amazonas, entre 1994 e 2017.

De acordo com a revista Superinteressante, um dos responsáveis por esse fenômeno pode ser o peixinho no seu prato. Isso acontece porque a carne de boto-cor-de-rosa é usada há anos como isca na Amazônia. Segundo a Radioagência Nacional, cerca de dois mil botos são mortos anualmente para servir de isca para pesca da piracatinga que, embora proibida, continua ocorrendo.

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Canoa solar ajuda comunidades a navegar sem gasolina pela Amazônia

Que a gasolina não é lá muito amiga do meio ambiente eu imagino que você já saiba. Agora resta descobrir alternativas para não ficar queimando combustível fóssil por aí.

Quem sabe uma canoa movida a energia solar, por exemplo?

Ela existe, se chama Tapiatpia e está ajudando comunidades indígenas a navegar pela Amazônia. A canoa percorre 67 km pelos rios Capahuari e Pastaza, no Equador, ajudando na locomoção de cerca de mil pessoas que vivem em nove assentamentos.


Segundo a BBC, este seria o primeiro sistema fluvial comunitário solar a existir nesta parte da Amazônia. A canoa, feita em fibra de vidro, utiliza 32 painéis solares em seu teto e se inspira no desenho de embarcações usadas por indígenas que vivem no norte do país.

Em funcionamento há apenas um ano, o sistema ainda se encontra em uma etapa inicial. Se der certo, pode ser expandido para outras áreas da Amazônia, oferecendo uma alternativa de transporte sustentável para comunidades que antes viviam quase isoladas.

O projeto, conhecido como Kara Solar, foi desenvolvido pelo americano Oliver Utne, que conviveu com a comunidade beneficiada pela iniciativa durante anos. Antes, o transporte entre as aldeias achuar era realizado majoritariamente por barcos movidos a gasolina e diesel.

Porém, além de os combustíveis serem mais caros na região, pois chegam de avião, eles também contaminam a água a afugentam os animais, base do sustento das comunidades que vivem na área. Por outro lado, a construção de estradas promoveria o desmatamento e afetaria a biodiversidade do entorno.

Harmonizamos conhecimentos anscestrais indígenas com tencologia moderna em busca de uma solução real para nossa casa em comum, o planeta terra

O projeto foi uma iniciativa da Asociación Latinoamericana para el Desarrollo Alternativo (ALDEA) em conjunto com a Nacionalidad Achuar del Ecuador (NAE). Todas as decisões relativas aos horários, rotas e ao ponto central de embarque foram tomadas pela comunidade com o auxílio da organização Plan Junto.

 

Fotos: Divulgação Kara Solar/fonte:via

O que aconteceu com a cidade norte-americana construída na década de 1920 na Amazônia

À beira do Rio Tapajós, onde hoje fica o município paranese de Aveiro, há algumas centenas de casas abandonadas, construídas no estilo norte-americano, incluindo aquelas icônicas cercas brancas à frente das residências. Elas são o resquício da Fordlândia, uma cidade criada pelo empresário Henry Ford no fim dos anos 1920 no meio da Amazônia.

Foto: Alex Fisberg

A ideia do norte-americano era aproveitar o potencial amazônico para extrair o máximo de látex possível, barateando a produção de pneus para os veículos de sua companhia e acabando com a dependência de ingleses e holandeses – na época, boa parte da borracha do mundo era produzida na Malásia, então controlada pelo Reino Unido.

A construção começou em 1928, após Ford e o governo brasileiro chegarem a um acordo de cessão de 10 mil km² de terra em troca de 9% dos lucros gerados ali. Navios carregados de elementos para levantar casas pré-fabricadas chegaram pelo Tapajós, e a Fordlândia foi criada seguindo as regras de Henry Ford.

Ele não era fã das modernidades sociais da época, por isso proibiu o consumo de álcool e tabaco na cidade. Os trabalhadores que extraíam o látex não podiam jogar futebol nem se relacionar com mulheres. Além disso, eles viviam totalmente separados dos funcionários norte-americanos e precisavam seguir uma dieta ao estilo dos EUA, com muita aveia, pêssegos enlatados e arroz integral.

O projeto foi um grande fracasso. Em 1930, os trabalhadores se revoltaram contra seus chefes, que não eram exatamente atenciosos em relação aos funcionários. Os empregados da Ford e o cozinheiro da cidade precisaram fugir para o meio da floresta para não serem mortos, e ficaram lá por dias até que o Exército restabelecesse a ordem.

Além disso, o solo da Fordlândia não era tão propício para a plantação de seringueiras, e os norte-americanos, com pouco conhecimento da agricultura tropical, não colaboraram muito. Eles plantaram as árvores muito próximas umas das outras, diferente do que acontece na natureza, onde a distância é fundamental para que elas cresçam saudáveis. Várias pragas também dificultaram os planos de Ford.

A Fordlândia foi abandonada em 1934, mas ainda pertencia à Ford. Só em 1945, quando japoneses descobriram como fabricar pneus a partir de derivados do petróleo, o terreno foi devolvido ao governo brasileiro. As construções permanecem por lá, deterioradas pelo tempo, é claro, mas em condições relativamente boas. Hoje, cerca de 2 mil pessoas vivem na Fordlândia, um distrito da cidade de Aveiro que há alguns anos busca emancipação política.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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