Fragmento de âmbar com sangue de dinossauro é encontrado e sabemos como isso pode acabar

Um pedaço de âmbar do período cretáceo foi encontrado em Myanmar, contendo uma antiga espécie de carrapato, e dentro dele, sangue de um dinossauro de 100 milhões de anos. Esse foi o ponto de partida para a clonagem e recriação de diversas espécie de dinossauros em vida e a construção de um imenso parque onde passaram a viver tais animais, nos anos 1990.

Ok, isso nunca aconteceu de fato, a não ser nas telas dos cinemas, mas o carrapato foi realmente encontrado em um âmbar, tal qual em Jurassic Park – mas podem descansar os ânimos: na vida real, nenhum dinossauro poderá ser trazido à vida.

O sangue contido no âmbar já foi completamente degradado desde que o dinossauro em questão foi mordido pelo carrapato capturado – 100 milhões de anos, afinal, é um bocado de tempo. O sangue foi exposto ao ar e já se oxidou, e nada além de uma boa história e pesquisas científicas sairão dessa descoberta.

Espanta, no entanto, diante do fato de que os carrapatos ainda estão por aqui, concluir que mesmo animais gigantescos e ferozes foram dizimados do planeta, enquanto os diminutos sugadores de sangue conseguiram sobreviver.

A sobrevivência dos carrapatos não é um bom mote para uma superprodução hollywoodiana, mas pode nos fazer perceber ao menos que tamanho definitivamente não é documento no que diz respeito à estadia e à permanência da humanidade no planeta.

© fotos: divulgação/fonte:via

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Pássaro de 100 milhões de anos preso em âmbar é o melhor já encontrado

Já há algumas décadas paleontólogos têm encontrado insetos inteiros e pedaços de aves e dinossauros preservadas em âmbar, uma espécie de resina produzida por vegetais capaz de manter partes de seres vivos intactas por milhões de anos. E o maior pássaro já encontrado acaba de ser revelado.

O achado aconteceu em Mianmar, país do sul asiático. O pesquisador canadense Ryan McKellar diz que este espécime, com praticamente todo o lado direito do corpo preservado, é o mais completo entre os pássaros já encontrados em âmbar. Ele pertence a um grupo conhecido como Enantiornithes, ou “pássaros opostos”, um tipo primitivo de ave, anterior aos pássaros como conhecemos.

No pedaço de âmbar estão cabeça, pescoço, asa, rabo e pé do animal, batizado de Belone, que, estimam os especialistas, viveu por poucos dias. Acredita-se que membros da espécie já nasciam com penas nas asas que os ajudavam a voar, e foi justamente assim que o filhote foi encontrado, embora com poucas penas no corpo.

Além disso, ele possui dentes em vez da estrutura que conhecemos como bico e garras nas patas. Os cientistas acreditam que os pássaros opostos tenham se desenvolvido durante o período Cretáceo, ao mesmo tempo em que os ancestrais dos pássaros modernos, mas, por algum motivo, eles foram extintos junto dos dinossauros.

Todas as fotos © Gondwana Research

Fonte[NewScientist  via ]