Resort de luxo nas Maldivas contrata livreiro com acomodação inclusa

Ilhas Maldivas, um pequeno paraíso localizado no continente asiático. Conhecida pela abundância da vida marinha e os vários tons de azul das águas salgadas do mar, o lugar atrai atenção de pessoas em busca de uma experiência íntima com o que de melhor a vida pode oferecer.

Se passar férias em um ambiente destes já é um sonho dourado, imagine só ganhar dinheiro para atravessar uma temporada trabalhando? Um dos hotéis mais luxuosos das Maldivas está com vagas abertas para livreiros interessados em estimular o hábito da leitura nos clientes.  

Philip Blackwell, dono de uma livraria na região desde 2006, está a procura de alguém para trabalhar no Soneva Fushi Resort. A arquitetura do hotel é de cair o queixo. Instalado há alguns metros de uma ilha coberta por uma densa vegetação, o edifício é todo feito de madeira e passa a sensação de estar flutuando no meio do oceano.

“É um emprego dos sonhos para muitas pessoas. Se eu tivesse 25 anos de novo, certamente me candidataria”, declarou Philip em entrevista ao The Guardian.

O selecionado terá acomodação inclusa e vai trabalhar dentro do resort, instalado na ilha privada. Entre as funções, está também a de alimentar um blog sobre a experiência de viver em uma ilha deserta e contar histórias infantis para crianças.

Os interessados devem ter paixão por livros e estarem livres para ficar nas Ilhas Maldivas por pelo menos três meses. Criatividade e inspiração são diferenciais. Os resultados serão publicados no Book Brunch.  

Fotos: reprodução/fonte:via

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Rio de Janeiro coloca na rua primeiros ônibus 100% elétricos

O Rio de Janeiro iniciou a operação dos primeiros ônibus 100% elétricos. Os veículos estão sendo usados no programa Tarifa Comercial Zero e circulam gratuitamente nos quatro principais pontos comerciais de Volta Redonda.  São eles, Vila Santa Cecília, Retiro, Centro e Aterrado.

A substituição dos combustíveis fósseis se dá por meio de dois motores BYD-2912TZ-XY-A, de 150 KW, o equivalente a 402 cavalos. Os veículos possuem ainda chassis BYD D9W, que são utilizados para a aplicação em carrocerias com até 13,2 metros de comprimento. Os coletivos não têm degraus, facilitando o embarque e desembarque, além de contarem com um sistema de freio a disco regenerativo.

A adoção dos ônibus elétricos vai contribuir para a redução de emissão de poluentes e gases causadores do efeito estufa. Para se ter ideia, cada ônibus elétrico em circulação diminui os níveis de CO2 em mais de 1 tonelada.

No caso de Volta Redonda, o ônibus chega em boa hora. Sofrendo com inúmeros problemas de mobilidade urbana, a cidade do sul fluminense dispõe de uma alternativa saudável para o meio ambiente e usuários.

Falando ao Ciclo Vivo, Tyler Li, presidente da BYD do Brasil, diz que “o ônibus elétrico é uma tecnologia promissora na busca por um transporte público menos poluente e com menor custo de manutenção. Com cada vez mais grandes metrópoles globais realizando testes e implementando esse tipo de veículo em suas vias públicas, o ônibus elétrico vai deixando de ser apenas uma ideia do futuro, firmando-se dia a dia como realidade”.

A cidade de São Paulo também namora o ônibus elétrico. Segundo a prefeitura, a expectativa é que os modelos ganhem mais espaços nas ruas paulistanas até o fim do ano.

Carregados a bateria, os ônibus elétricos possuem autonomia de 300 km, superior aos 200 km percorridos em média pelos coletivos convencionais. O carregamento total das baterias leva entre 4 e 5 horas. Assim como no Rio de Janeiro, o chassi é fornecido pelo multinacional chinesa BYD. O intuito é reduzir em 15% a emissão de CO2.

Foto: Reprodução/fonte:via

Poluição mata 1.7 milhão de crianças todos os anos, segundo a OMS

Todos os anos, poluentes ambientais custam um estimado de 1,7 milhão de vidas entre crianças com menos de cinco anos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

As causas incluem água suja, falta condições sanitárias apropriadas, higiene insuficiente e poluição interna e externa. Segundo o relatório, esses poluentes são responsáveis pela morte de uma em quatro crianças entre 1 mês de vida e 5 anos.

A maioria das causas de morte de crianças são preveníveis com intervenções que já estão disponíveis nessas comunidades mais afetadas. Essas causas são diarreia, malária e pneumonia, que podem ser evitadas usando mosqueteiros nas camas, combustíveis seguros para cozinhar e acesso à água limpa melhorado.

“Um ambiente poluído é fatal, particularmente para crianças pequenas. Seus sistemas imunológicos e órgãos em desenvolvimento e seus pequenos corpos e vias respiratórias os tornam especialmente vulneráveis à sujeira no ar e na água”, explica a diretora geral da OMS, Dr. Margaret Chan.

Bebês expostos a poluição do ar, seja dentro ou fora de casa, incluindo fumaça de cigarro, têm um alto risco de ter pneumonia durante a infância além de risco de doenças crônicas respiratórias, como asma, para o resto de suas vidas. A organização global também deu destaque ao risco aumentado de doenças cardíacas, derrame e câncer por conta da poluição do ar.

Crédito imagem: Greenpeace India

“Tanto a poluição externa quanto a interna têm um efeito importante na saúde e desenvolvimento das crianças, e não é apenas o contexto estereotipado da ‘poluição das cidades’ que traz esses problemas, que também acontecem nas zonas rurais em que as famílias cozinham dentro de casa com lenha ou carvão”, diz Joy Lawn, professora de reprodução materna e saúde infantil da London School of Hygiene and Tropical Medicine (Reino Unido).

Mais de 90% da população mundial respira ar com menos qualidade do que a recomendada pela OMS. O relatório também lista formas nas quais esses fatores de risco podem ser removidos para prevenir doenças e morte.

“Investir na remoção de riscos ambientais para a saúde, como melhorar a qualidade da água ou usar combustíveis limpos pode resultar em enormes benefícios para a saúde”, diz Maria Neira, diretora do Departamento de Saúde Pública da OMS. “Um ambiente poluído resulta em um grande peso para a saúde das crianças”.

Mais eletrônicos, maior perigo para crianças

O aumento da fabricação de eletrônicos e da disposição incorreta de suas partes já utilizadas também é uma preocupação, de acordo com o relatório. Se não separados e reciclados corretamente, esse tipo de lixo pode expor crianças a toxinas que podem causar danos à inteligência e atenção, além de problemas nos pulmões e câncer.

As crianças asmáticas também estão enfrentando maiores problemas nos últimos anos, já que o aumento do dióxido de carbono no ar e dos pólens são desencadeadores do problema. Cerca de 44% dos casos de asma entre crianças no mundo todo estão relacionados à exposição ambiental.

Além da poluição

“Também precisamos tomar cuidado ao atribuir essas mortes à água suja ou poluição”, diz Lawn. “Para prevenir mortes por pneumonia, também precisamos de vacinas e antibióticos; por malária, também precisamos de mosquiteiros e medicamentos anti-malária. Não é apenas relacionado à poluição”.

Outras soluções potenciais mencionadas no relatório são remover das casas insetos e roedores, mofo e tinta com base de chumbo. O planejamento urbano também é importante para criar mais espaços verdes na cidade. O gerenciamento de lixo industrial também deve ser encarado com seriedade, além de interromper o uso de pesticidas perigosos na agricultura e proteger as crianças do trabalho nas plantações.

Efeitos a longo prazo

“Precisamos lembrar que não precisamos nos preocupar apenas com os efeitos agudos da poluição na saúde das crianças, mas também com os potenciais efeitos a longo prazo da exposição a poluentes no começo da vida, que pode ter efeitos para a vida toda na saúde e qualidade de vida”, alerta John Holloway, professor de genética alérgica e respiratória na Universidade de Southampton.

Ele também lembra que esta não é uma preocupação apenas para países em desenvolvimento. “Exposição à poluição do ar e à fumaça de cigarro também afeta a saúde de crianças de países desenvolvidos como a Inglaterra”, aponta ele.

Para o especialista, a responsabilidade de reduzir a poluição ambiental é responsabilidade de todos. “Isso vai exigir mudanças na sociedade para monitorar melhor a poluição e levar em conta os custos a longo prazo da poluição”, argumenta.

fonte:[via] [CNN]

O artista português que continua surpreendendo com o que é capaz de fazer com o ‘lixo’

Quem vê o português Bordalo II remexendo objetos em terrenos baldios ou fábricas abandonadas provavelmente não faz ideia que está observando um artista plástico iniciando seu processo de criação. Ele transforma “lixo” em arte para transmitir um recado importante.

“Lixo”, entre aspas, pois, segundo ele, aquilo que para alguém não passa de entulho pode ser um tesouro para outra pessoa. “Pertenço a uma geração extremamente consumista (…). Com a produção de coisas no auge, o ‘lixo’ também chega a níveis inéditos”, explica o lisboeta de 30 anos.

Na série Big Trash Animals, Bordalo II cria esculturas de animais usando “lixo”. “A ideia é retratar a natureza, no caso animais, usando o mesmo material que é responsável por sua destruição”, escreve o artista. Os trabalhos são expostos em diferentes lugares do mundo, como Portugal, Canadá e Estados Unidos.

Para-choques quebrados, latões de lixo queimados, pneus e ferramentas são alguns dos objetos descartados que viram obra de arte nas mãos de Bordalo II. O português lembra que o excesso de lixo pode se tornar um problema “esquecido, trivial ou tratado como mal necessário”, e que a questão envolve dejetos de produção, materiais que poderiam ser reutilizados e a poluição do ar.

 

Todas as fotos © Bordalo II/fonte:via