As pessoas estão ensacando árvores para impedir passarinhos de fazer ninhos


Parece mentira, mas não é. Moradores de uma cidade inglesa colocaram rede nas árvores para impedir que pássaros construam ninhos. O cenário impressiona, pois diversas árvores da paisagem de Surrey foram completamente envelopadas.

A situação ganhou repercussão depois de postagens enfurecidas de moradores indignados com tais atitudes. Além de prejudicar e matar os pássaros, o ato impede que insetos fundamentais para o fluxo do ecossistema sobrevivam.  

Condenável, o movimento é crime previsto em tratado assinado em 1981 pela proteção da vida selvagem do interior inglês. “Não são apenas os pássaros, insetos ficam presos nessas redes. É doentio. Nossa cultura atingiu níveis inaceitáveis”, escreveu no Twitter Rebecca Clifford.

O cenário impressiona é prejudicial aos pássaros e insetos

A RSPB, sociedade criada para a proteção de pássaros, se manifestou por meio de um porta-voz. “Esse é outro exemplo de pessoas que tentam suprimir a natureza em pequenos espaços”.

Ele ressalta ainda que prática é permitida apenas em casos específicos, como o de poda, e que levem em consideração o período de desova dos pássaros. “Os pássaros sempre encontram uma brecha e podem acabar presos e morrer”, acrescentou.

Fotos: Terry Harris/Bav Media/fonte:via

Retratada no filme ‘Rio’, ararinha-azul está extinta no Brasil




A organização BirdLife International revelou que de 8 aves oficialmente extintas, 4 são brasileiras.  São elas, a ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), o limpa-folha-do-nordeste (Philydor novaesi), o trepador-do-nordeste (Cichlocolaptes mazarbarnetti) e o caburé-de-pernambuco (Glaucidium mooreorum).

O anúncio do desaparecimento da ararinha-azul causou tristeza. Talvez você não tenha se ligado, mas a ave é a estrela do filme Rio, dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha.

Infelizmente, a partir de agora o pássaro só vai poder ser visto com a permissão de colecionadores. Estima-se que existam entre 60 a 80 ararinhas-azuis criadas em cativeiro.

A extinção das aves se dá, sobretudo, pelo descontrole do desmatamento em áreas de preservação. A arara-azul possui cerca de 57 centímetros e uma plumagem azul. Ela era encontrada comumente no extremo norte da Bahia, mas existem relatos vindos de Pernambuco e do Piauí.

A ararinha-azul foi a estrela do filme ‘Rio’

Nem tudo é só tragédia. O desaparecimento causou comoção e o cenário desolador pode ser atenuado com a ajuda de governo internacionais. De acordo com a EBC, o ministério do meio ambiente brasileiro assinou com convênio com entidades conservacionistas de Alemanha e Bélgica. A expectativa é receber cerca de receber 50 araras-azuis até o fim do primeiro semestre de 2019. 

Foto: Flickr/Michal Plavčan/Reprodução/fonte:via

Casal capixaba rompe com estereótipo de borracharias com ambiente clean, agradável e tratamento gentil

Quando temos que ir a uma borracharia para realizar qualquer reparo no pneu de um carro, automaticamente nos imaginamos em um ambiente sujo de graxa por todos os lados, caótico e até hostil, no qual o tratamento oferecido ao cliente é similar ao ambiente. Tal imaginário é real a respeito da vasta maioria das borracharias do Brasil – a não ser que seu pneu fure em Vitória, no Espírito Santo, e você decida repará-lo na Borracharia do Leandro. Na chegada você talvez imagine estar entrando em uma loja de grife ou até mesmo um restaurante, mas não se engane: trata-se de uma borracharia com todos os serviços que esse local nos oferece, mas com uma qualidade de ambiente e de tratamento jamais vistos.

A maneira mais simples de se entender seria afirmar que Leandro Freitas, ao lado de sua mulher Luana, decidiram transformar a tradicional borracharia suja que tinham em uma borracharia gourmet. Mas enquanto a gourmetização de muitos produtos ou locais pode significar simplesmente uma repaginação desnecessária pela venda de um produto mais caro, na Borracharia do Leandro o efeito é radical e fundamental: lá se encontra um ambiente clean, bonito, agradável e sustentável, em que todo lixo é reaproveitado e as sobras de pneus são transformadas em produtos reciclados.

O mais importante, no entanto, é o que vem com o novo ambiente: um novo tratamento. Seus 16 funcionários não somente atendem com uniformes engravatados, limpos e bonitos, mas foram treinados para abandonar a postura hostil e desorganizada que normalmente conduz a relação com os clientes em uma borracharia – e tratar os clientes com respeito, cuidado e atenção. Se o tempo de permanência em uma borracharia costuma ser em média de 30 minutos, no Leandro você pode se sentar, tomar um café, uma água, para receber um tratamento que deveria ser padrão, mas é em verdade diferenciado.


Leandro é borracheiro desde os 14 anos, e confessa que chegava a ter vergonha da profissão, justamente pelo estereótipo que ele decidiu quebrar. Ao decidir valorizar as pessoas – tanto seus funcionários quanto os clientes – e transformar o imaginário que temos de uma borracharia, ele percebeu estar também ampliando seu próprio público: se para qualquer um o ambiente da Borracharia do Leandro é muito mais convidativo e agradável, para o público feminino e idoso, que muitas vezes acaba sofrendo algum tipo de desconforto ou abuso nesses ambientes, a experiência se transforma radicalmente. Natural, portanto, que desde agosto de 2017, quando a repaginação se deu, ele tenha visto seu rendimento aumentar substancialmente.

Hoje são de 50 a 80 atendimentos por dia, e o desejo de crescer ainda mais: franquiar a borracharia e seu conceito, e também abrir uma loja com os produtos feitos a partir dos pneus, como pufes, cadeiras e banquetas, são os próximos passos dos sonhos de Leandro e Luana.

Alguns dos produtos desenvolvidos com pneus na borracharia

E foi esse futuro promissor que o casal levou ao programa Shark Tank Brasil, a fim de tentar alguns dos tubarões a investirem na Borracharia do Leandro para dar esses próximos passos com eles.

O casal no Shark Tank Brasil/fonte:via

Com maior ciclovia suspensa do mundo, China se abre para desenvolvimento sustentável

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Por muito tempo, a China colocou o crescimento econômico à frente do meio ambiente. Com isso, o país asiático se transformou em um dos grandes responsáveis pelo aumento nos índices de poluição no planeta.

Mas, a partir de 2014 tudo mudou e desde então, a China corre atrás do prejuízo e tenta se equilibrar em uma filosofia que contempla o desenvolvimento sustentável. “Vamos declarar guerra à poluição, assim como declaramos guerra à pobreza”, declarou o primeiro-ministro Li Keqiang.

Em fevereiro, a cidade de Xiamen inaugurou a primeira ciclovia elevada da China. Com oito quilômetros de extensão, a construção se tornou a maior ciclovia elevada do mundo.

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O processo foi impulsionado pelo governo municipal de Xiamen, que pretende oferecer aos cidadãos opções saudáveis de deslocamento, que contribuem para a diminuição dos congestionamentos e a melhoria do ar.

Abraçando conceitos que estimulam a integração entre bicicletas e transporte público, a ciclovia apresenta 13 conexões ao longo do trajeto. Com isso, os moradores de Xiamen podem desembarcar em três centros financeiros e cinco bairros residenciais.

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Importante ressaltar que 11 destes centros de intermodalidade estão no trajeto dos ônibus BRT. As outras duas se encontram com o metrô. Espera-se que 3,5 milhões de pessoas utilizem a ciclovia entre às 6h30 e 22h30.

O projeto foi desenvolvido pelo escritório dinamarquês Dissing + Weitling, responsável também pela passarela Bicycle Snake, inaugurada em 2014, em Copenhague. A ideia, segundo os designers, é propor “uma visão que inspira as pessoas a priorizarem as alternativas sustentáveis, como a bicicleta, em vez do automóvel.”

Fotos: Reprodução/fonte:via

Resort de luxo nas Maldivas contrata livreiro com acomodação inclusa

Ilhas Maldivas, um pequeno paraíso localizado no continente asiático. Conhecida pela abundância da vida marinha e os vários tons de azul das águas salgadas do mar, o lugar atrai atenção de pessoas em busca de uma experiência íntima com o que de melhor a vida pode oferecer.

Se passar férias em um ambiente destes já é um sonho dourado, imagine só ganhar dinheiro para atravessar uma temporada trabalhando? Um dos hotéis mais luxuosos das Maldivas está com vagas abertas para livreiros interessados em estimular o hábito da leitura nos clientes.  

Philip Blackwell, dono de uma livraria na região desde 2006, está a procura de alguém para trabalhar no Soneva Fushi Resort. A arquitetura do hotel é de cair o queixo. Instalado há alguns metros de uma ilha coberta por uma densa vegetação, o edifício é todo feito de madeira e passa a sensação de estar flutuando no meio do oceano.

“É um emprego dos sonhos para muitas pessoas. Se eu tivesse 25 anos de novo, certamente me candidataria”, declarou Philip em entrevista ao The Guardian.

O selecionado terá acomodação inclusa e vai trabalhar dentro do resort, instalado na ilha privada. Entre as funções, está também a de alimentar um blog sobre a experiência de viver em uma ilha deserta e contar histórias infantis para crianças.

Os interessados devem ter paixão por livros e estarem livres para ficar nas Ilhas Maldivas por pelo menos três meses. Criatividade e inspiração são diferenciais. Os resultados serão publicados no Book Brunch.  

Fotos: reprodução/fonte:via

Rio de Janeiro coloca na rua primeiros ônibus 100% elétricos

O Rio de Janeiro iniciou a operação dos primeiros ônibus 100% elétricos. Os veículos estão sendo usados no programa Tarifa Comercial Zero e circulam gratuitamente nos quatro principais pontos comerciais de Volta Redonda.  São eles, Vila Santa Cecília, Retiro, Centro e Aterrado.

A substituição dos combustíveis fósseis se dá por meio de dois motores BYD-2912TZ-XY-A, de 150 KW, o equivalente a 402 cavalos. Os veículos possuem ainda chassis BYD D9W, que são utilizados para a aplicação em carrocerias com até 13,2 metros de comprimento. Os coletivos não têm degraus, facilitando o embarque e desembarque, além de contarem com um sistema de freio a disco regenerativo.

A adoção dos ônibus elétricos vai contribuir para a redução de emissão de poluentes e gases causadores do efeito estufa. Para se ter ideia, cada ônibus elétrico em circulação diminui os níveis de CO2 em mais de 1 tonelada.

No caso de Volta Redonda, o ônibus chega em boa hora. Sofrendo com inúmeros problemas de mobilidade urbana, a cidade do sul fluminense dispõe de uma alternativa saudável para o meio ambiente e usuários.

Falando ao Ciclo Vivo, Tyler Li, presidente da BYD do Brasil, diz que “o ônibus elétrico é uma tecnologia promissora na busca por um transporte público menos poluente e com menor custo de manutenção. Com cada vez mais grandes metrópoles globais realizando testes e implementando esse tipo de veículo em suas vias públicas, o ônibus elétrico vai deixando de ser apenas uma ideia do futuro, firmando-se dia a dia como realidade”.

A cidade de São Paulo também namora o ônibus elétrico. Segundo a prefeitura, a expectativa é que os modelos ganhem mais espaços nas ruas paulistanas até o fim do ano.

Carregados a bateria, os ônibus elétricos possuem autonomia de 300 km, superior aos 200 km percorridos em média pelos coletivos convencionais. O carregamento total das baterias leva entre 4 e 5 horas. Assim como no Rio de Janeiro, o chassi é fornecido pelo multinacional chinesa BYD. O intuito é reduzir em 15% a emissão de CO2.

Foto: Reprodução/fonte:via

Poluição mata 1.7 milhão de crianças todos os anos, segundo a OMS

Todos os anos, poluentes ambientais custam um estimado de 1,7 milhão de vidas entre crianças com menos de cinco anos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

As causas incluem água suja, falta condições sanitárias apropriadas, higiene insuficiente e poluição interna e externa. Segundo o relatório, esses poluentes são responsáveis pela morte de uma em quatro crianças entre 1 mês de vida e 5 anos.

A maioria das causas de morte de crianças são preveníveis com intervenções que já estão disponíveis nessas comunidades mais afetadas. Essas causas são diarreia, malária e pneumonia, que podem ser evitadas usando mosqueteiros nas camas, combustíveis seguros para cozinhar e acesso à água limpa melhorado.

“Um ambiente poluído é fatal, particularmente para crianças pequenas. Seus sistemas imunológicos e órgãos em desenvolvimento e seus pequenos corpos e vias respiratórias os tornam especialmente vulneráveis à sujeira no ar e na água”, explica a diretora geral da OMS, Dr. Margaret Chan.

Bebês expostos a poluição do ar, seja dentro ou fora de casa, incluindo fumaça de cigarro, têm um alto risco de ter pneumonia durante a infância além de risco de doenças crônicas respiratórias, como asma, para o resto de suas vidas. A organização global também deu destaque ao risco aumentado de doenças cardíacas, derrame e câncer por conta da poluição do ar.

Crédito imagem: Greenpeace India

“Tanto a poluição externa quanto a interna têm um efeito importante na saúde e desenvolvimento das crianças, e não é apenas o contexto estereotipado da ‘poluição das cidades’ que traz esses problemas, que também acontecem nas zonas rurais em que as famílias cozinham dentro de casa com lenha ou carvão”, diz Joy Lawn, professora de reprodução materna e saúde infantil da London School of Hygiene and Tropical Medicine (Reino Unido).

Mais de 90% da população mundial respira ar com menos qualidade do que a recomendada pela OMS. O relatório também lista formas nas quais esses fatores de risco podem ser removidos para prevenir doenças e morte.

“Investir na remoção de riscos ambientais para a saúde, como melhorar a qualidade da água ou usar combustíveis limpos pode resultar em enormes benefícios para a saúde”, diz Maria Neira, diretora do Departamento de Saúde Pública da OMS. “Um ambiente poluído resulta em um grande peso para a saúde das crianças”.

Mais eletrônicos, maior perigo para crianças

O aumento da fabricação de eletrônicos e da disposição incorreta de suas partes já utilizadas também é uma preocupação, de acordo com o relatório. Se não separados e reciclados corretamente, esse tipo de lixo pode expor crianças a toxinas que podem causar danos à inteligência e atenção, além de problemas nos pulmões e câncer.

As crianças asmáticas também estão enfrentando maiores problemas nos últimos anos, já que o aumento do dióxido de carbono no ar e dos pólens são desencadeadores do problema. Cerca de 44% dos casos de asma entre crianças no mundo todo estão relacionados à exposição ambiental.

Além da poluição

“Também precisamos tomar cuidado ao atribuir essas mortes à água suja ou poluição”, diz Lawn. “Para prevenir mortes por pneumonia, também precisamos de vacinas e antibióticos; por malária, também precisamos de mosquiteiros e medicamentos anti-malária. Não é apenas relacionado à poluição”.

Outras soluções potenciais mencionadas no relatório são remover das casas insetos e roedores, mofo e tinta com base de chumbo. O planejamento urbano também é importante para criar mais espaços verdes na cidade. O gerenciamento de lixo industrial também deve ser encarado com seriedade, além de interromper o uso de pesticidas perigosos na agricultura e proteger as crianças do trabalho nas plantações.

Efeitos a longo prazo

“Precisamos lembrar que não precisamos nos preocupar apenas com os efeitos agudos da poluição na saúde das crianças, mas também com os potenciais efeitos a longo prazo da exposição a poluentes no começo da vida, que pode ter efeitos para a vida toda na saúde e qualidade de vida”, alerta John Holloway, professor de genética alérgica e respiratória na Universidade de Southampton.

Ele também lembra que esta não é uma preocupação apenas para países em desenvolvimento. “Exposição à poluição do ar e à fumaça de cigarro também afeta a saúde de crianças de países desenvolvidos como a Inglaterra”, aponta ele.

Para o especialista, a responsabilidade de reduzir a poluição ambiental é responsabilidade de todos. “Isso vai exigir mudanças na sociedade para monitorar melhor a poluição e levar em conta os custos a longo prazo da poluição”, argumenta.

fonte:[via] [CNN]