Para viver nesta comunidade chilena é preciso remover o apêndice; mas por uma boa causa

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Imagina a situação: você está procurando um lugar para morar e, de repente, se depara com um requisito diferente… É preciso remover o apêndice caso queira se mudar de fato para o lugar.

Como assim?

Essa é uma das obrigações de quem quer se mudar para Villa Las Estrellas, uma comunidade chilena localizada na Antártica.

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Não se trata de uma seita diferentona, nem nada do gênero, mas sim de uma precaução. Com temperaturas médias na casa dos -2ºC e mínimas que chegam a -47ºC no inverno, o hospital mais próximo fica a cerca de 1.000 km de distância.

Graças a isso, remover o apêndice de todos os residentes permanentes é um requisito que visa diminuir a probabilidade de que seja necessário realizar uma evacuação de emergência. Por isso, todos os moradores acima de seis anos precisam passar por uma cirurgia de remoção do órgão.

Villa Las Estrelas começou a ser povoada durante a ditadura de Augusto Pinochet, em 1984, quando o país buscava consolidar sua presença no que era chamado de Antártica chilena. Desde então, o local permanece como uma base militar, onde vivem cerca de 80 pessoas.

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Embora a comunidade possua um posto médico, ele está equipado de forma a ser capaz de manter uma pessoa viva por dois ou três dias – o tempo que costuma ser necessário para que um helicóptero consiga decolar da região, cujos ventos ultrapassam facilmente os 200 km/h. Pelo mesmo motivo, mulheres grávidas não são proibidas, mas também não são bem-vindas no vilarejo.

Será que viver em uma paisagem dessas vale o seu apêndice?

Créditos das fotos sob as imagens/fonte:via

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21 fotos da Antártida clicadas em 1911 e que estavam esquecidas

Se hoje praticamente toda a superfície do planeta já está devidamente registrada, catalogada, mapeada e monitorada, há pouco tempo diversos pontos extremos da Terra permaneciam um tanto intocados, como tesouros geográficos a serem desbravados por destemidos exploradores. Uma pioneira expedição conduzida pelo geólogo australiano Sir Douglas Mawson não só visitou, em 1911, regiões então desconhecidas da Antártica, como realizou impressionantes registros fotográficos da então natureza virgem local.

A expedição trouxe transformações políticas, científicas e até econômicas para a Austrália e a região à época, e dados levantados pelos exploradores são até hoje utilizados em estudos científicos sobre a região. Hoje, no entanto, as imagens, registradas por James Francis Hurley, o fotógrafo oficial da viagem, destacam-se não só apontando a coragem dos exploradores e o tamanho do impacto que chegar diante de tal natureza deve ter provocado, mas também o quanto em tão pouco tempo a ação humana já prejudicou o ambiente antártico.

Se as roupas dos exploradores definitivamente denunciam a época do início do século 20, até os animais fotografados parecem diferentes, como em versões mais selvagens dos animais de hoje. São fotos que nos lembram a força e a diversidade da natureza, capaz de oferecer seu tão múltiplo esplendor mesmo sob as condições extremas da parte australiana do continente antártico – o mesmo esplendor que hoje queda tão ameaçado.

© fotos: James Francis Hurley/fonte:via