Garota pré histórica teve pais de diferentes espécies humanas – e isso muda tudo

Mesmo quando um conjunto enorme de evidências científicas apontam para um lado, não se pode descartar a possibilidade de novas descobertas mudarem o que se acredita saber. E isso foi colocado a prova por um recente achado arqueológico.

Uma mulher que viveu há 90 mil anos tinha metade do DNA Neandertal, e a outra metade Denisova (uma possível espécie de hominídeo que teria vivido na Sibéria). A descoberta foi feita através de uma análise de genoma de um osso encontrado em uma caverna siberiana e divulgada na revista científica Nature.

É a primeira vez que cientistas identificam um indivíduo cujos pais pertenciam a grupos humanos diferentes, o que pode mudar muita coisa sobre o que se acredita a respeito da evolução humana.

A variação genética em humanos modernos e antigos já sugeria a alguns cientistas que cruzamentos entre Neandertais e Denisovos (e até Homo sapiens) poderia ter acontecido, mas nenhuma evidência científica jamais havia sido descoberta.

40% do DNA de Denny, como a mulher foi apelidada, correspondia ao material genético Neandertal, e outros 40% ao material genético Denisovo. O sequenciamento também permitiu afirmar que se trata de uma mulher, que morreu com ao menos 13 anos de idade.

Por um momento, os cientistas não sabiam dizer se Denny era propriamente filha de um membro de cada espécie, ou se seus pais faziam parte de uma população formada por híbridos entre Neandertais e Denisovos, mas, durante os estudos, eles tiveram a certeza de que ela era mesmo filha de um membro de cada linhagem.

Foto dos ossos: Thomas Higham/University of Oxford

Foto da caverna: Bence Viola/Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology/fonte:via

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Manuscrito ilustrado de ervas medicinais escrito há mil anos (!) é disponibilizado online

Apesar de a medicina ocidental ter se especializado na criação de fármacos produzidos a partir de processos complexos, houve um tempo em que todos os tratamentos eram feitos com compostos naturais, especialmente ervas e outros alimentos. E um dos guias mais antigos que se conhece sobre essas práticas acaba de ser disponibilizado na internet.

A Biblioteca Britânica é a detentora da única edição do guia, um manuscrito que, acredita-se, foi escrito no século XI e em inglês antigo, também conhecido como anglo-saxão, uma forma primitiva do idioma inglês que conhecemos hoje. O livro é repleto de ilustrações das substâncias que, segundo os autores, podiam resolver dezenas de problemas.

Alcachofras cozidas em vinho eram usadas para acabar com o mau odor corporal, por exemplo, enquanto dores no peito eram combatidas com raiz de alcaçuz. Cada artigo inclui uma ilustração, o nome da erva ou animal em diferentes línguas antigas, descrições dos problemas que cada substância pode tratar e instruções para encontra-los e prepara-los.

Alison Hudson, pesquisadora da Biblioteca Birtânica responsável pelo projeto de digitalização, diz que não se sabe com certeza como o guia era utilizado ou por quem ele foi escrito, mas o estilo da produção faz com que historiadores a associem aos monastérios de Winchester e Canterbury.

O guia está disponível online para acesso gratuito aqui, e, ainda que o inglês antigo dificulte a compreensão, é interessante para entender como os antigos europeus faziam para enfrentar problemas que até hoje a medicina não conseguiu resolver. Sem falar nas ilustrações incríveis, claro.

 

Fotos: Reprodução/Biblioteca Britânica/fonte:via

Essa é a garrafa de vinho mais antiga do mundo que se mantém fechada desde o século 4

Tudo bem que vinhos envelhecidos costumam ser mais sofisticados. Porém, ainda não se tem notícia de vinhos com um tempo de guarda de 16 séculos. Apesar disso, é essa a idade da garrafa de vinho mais antiga do mundo, que se mantém fechada desde o século 4, segundo informações do My Modern Met.

Foto: Altera levatur

A garrafa, que ficou conhecida como Römerwein, foi encontrada durante escavações na tumba de um nobre romano, em 1867. Estima-se que a bebida tenha sido produzida entre os anos 325 e 359 da nossa era. Os pesquisadores ainda não sabem precisar o que aconteceria com o líquido caso a garrafa fosse aberta – portanto, ninguém se atreveu a remover sua rolha feita de cera e azeite.

Foto: Immanuel Giel

Com 1,5 litros, a garrafa está exposta atualmente no Museu Histórico de Palatine, em Speyer, Alemanha. Ao Daily Mail, a especialista em vinhos Monika Christmann teria dito que o líquido provavelmente não está estragado, embora não deva ser agradável ao paladar. Além disso, é improvável que a garrafa resguarde ainda suas propriedades etílicas, pois o álcool teria evaporado ao longo do tempo.

Foto: Museu Histórico de Palatine/fonte:via

Acervo online com 2,2 milhões de fotografias revela pontos pouco conhecidos da história

Milhares de museus e galerias de arte da Europa vêm dedicando os últimos anos a digitalizar seus acervos. Uma plataforma online chamada Europeana reúne mais de 50 milhões de obras de 3300 entidades, e uma das coleções é capaz de revelar partes da história que você provavelmente não conhecia.

A Europeana é atualizada constantemente e seus curadores costumam organizar coleções temáticas bem interessantes, como uma sobre um projeto abandonado por Leonardo Da Vinci, estes antigos cartões postais do Leste Europeu e uma galeria que mostra como a beleza natural do continente inspirou artistas durante vários séculos.

Chamada de “The Past But Not As You Know It” (algo como “O Passado, Mas Não Como Você o Conhece”), esta coleção reúne imagens curiosas de experiências médicas, exercícios físicos, profissões peculiares e relações entre humanos e animais, tudo do começo do século XX.

Cirurgias plásticas do começo do século, crianças montadas em porcos, pessoas cujo trabalho era pegar ratos, ou os pintores da Torre Eiffel. Tem isso e muito mais na galeria. Dá uma olhada!

Medicina

Duas das primeiras cirurgias plásticas de nariz

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Médico usa fio telefônico para tentar achar bala dentro do braço de paciente

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Médico veste traje anti-praga do século 17

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Profissões curiosas

Funcionários empilham garrafas de cerveja em fábrica

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A cidade de Liverpool pagava estes homens para caçar ratos

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Depois, eles mergulhavam os animais em baldes com gasolina para matar pulgas, acreditando controlar doenças

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Foi assim que a Torre Eiffel foi repintada…

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Exercício e diversão

Dança folclórica holandesa

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Competição de ginástica na França

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Guarda russo dança e se diverte

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Estudantes se exercitam na Grécia

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Edmond Desbonnet, fisiculturista francês

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Exercício na praia

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Era assim que se ensinava a esquiar

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Animais

Criança montada em porco

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Homens ao redor de uma ema

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Criança com sua raposa de estimação no País de Gales

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Irmãos gêmeos ordenhando vacas no País de Gales

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Mulheres exibem suas cobras na França

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Todas as fotos: Reprodução/Europeana fonte: via

Pássaro de 100 milhões de anos preso em âmbar é o melhor já encontrado

Já há algumas décadas paleontólogos têm encontrado insetos inteiros e pedaços de aves e dinossauros preservadas em âmbar, uma espécie de resina produzida por vegetais capaz de manter partes de seres vivos intactas por milhões de anos. E o maior pássaro já encontrado acaba de ser revelado.

O achado aconteceu em Mianmar, país do sul asiático. O pesquisador canadense Ryan McKellar diz que este espécime, com praticamente todo o lado direito do corpo preservado, é o mais completo entre os pássaros já encontrados em âmbar. Ele pertence a um grupo conhecido como Enantiornithes, ou “pássaros opostos”, um tipo primitivo de ave, anterior aos pássaros como conhecemos.

No pedaço de âmbar estão cabeça, pescoço, asa, rabo e pé do animal, batizado de Belone, que, estimam os especialistas, viveu por poucos dias. Acredita-se que membros da espécie já nasciam com penas nas asas que os ajudavam a voar, e foi justamente assim que o filhote foi encontrado, embora com poucas penas no corpo.

Além disso, ele possui dentes em vez da estrutura que conhecemos como bico e garras nas patas. Os cientistas acreditam que os pássaros opostos tenham se desenvolvido durante o período Cretáceo, ao mesmo tempo em que os ancestrais dos pássaros modernos, mas, por algum motivo, eles foram extintos junto dos dinossauros.

Todas as fotos © Gondwana Research

Fonte[NewScientist  via ]