Ilustrador cria universo distópico e prevê como seria um ‘apocalipse robô’

Para muito além da ameaça bíblica de fim de mundo, o apocalipse se multiplicou e pode hoje ter muitas caras – do zumbi ao ambiental, passando pelo mais real e ameaçador de todos, que é o apocalipse político do ódio e da intolerância. Um dos mais clássicos mundos distópicos anunciados pela ficção, porém, é o apocalipse robô – e é inspirado nessas histórias que o artista sueco Simon Stalenhag desenvolve suas pinturas digitais.

Tendo crescido nos arredores da capital Estocolmo, Simon costumava pintar com guache os bucólicos cenários naturais com os quais estava acostumado em seu país. Foi quando conheceu os filmes Star Wars, Alien e Blade Runner que, em tais cenários, começou a aparecer a ameaça robô – e sua arte se transformou, e ele abandonou as tintas reais para passar a usar tintas digitais. Pintando com precisão quase fotográfica, Simon imagina como seria o mundo dominado por robôs, no qual os humanos estariam escravizados e lobotomizados.

Hoje o tema tomou conta da arte do sueco, que já lançou três livros (um deles, The Electric State, teve os direitos comprados por Hollywood), dois discos de música eletrônica e um jogo de RPG, também localizado em um cenário robótico-apocalíptico, passado na década de 1980. Diferentemente das previsões de suas obras, o futuro parece promissor para Simon.

©artes: Simon Stalenhag/fonte:via

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O acampamento de sobrevivência zumbi que prepara pessoas para o apocalipse

O apocalipse zumbi não tem chamado tanta atenção como há alguns anos, o que pode ser terrivelmente prejudicial em caso de um surto de mortos-vivos vagando pelo planeta. Como os humanos saudáveis farão para se defender? Haverá preparo suficiente?

Pelo menos no Canadá, há gente preocupada com isso. Desde 2013, um grupo de amigos realiza um acampamento temático para ensinar técnicas de sobrevivência aos interessados. São diversas técnicas ensinadas ao longo de um fim de semana.

Manejo de arco e flecha, táticas de posicionamento, uso de armas como lanças e espadas e combate mano a mano estão na lista, assim como o ensino de primeiros socorros, de técnicas para acender fogueiras, criar abrigos, fazer nós e encontrar alimento na floresta.

No domingo, os participantes passam por uma simulação de apocalipse zumbi em que precisam pôr em prática tudo que aprenderam. Além da diversão, os organizadores garantem que o acampamento é capaz de melhorar a sintonia e o trabalho em equipe, recebendo grupos de empresas para participar.

O Zombie Survival Camp fica na província de Ontário, e os eventos são realizados com intervalo de alguns meses entre um e outro (os próximos acontecerão em agosto e outubro de 2018). O custo gira entre 125 e 300 dólares canadenses por pessoa, dependendo do tipo de acampamento, o que equivale a algo entre 360 e 870 reais.

Fotos: reprodução/Zombie Survival Camp/fonte:via