Encontraram uma igreja de 16 mil anos submersa em lago na Turquia

A humanidade sempre nos surpreende. Nós temos o costume de exaltar a época em que vivemos, achando que somos responsáveis pelas melhores invenções, mas esta descoberta irá te deixar de queixo caído. Uma igreja datada de 390 d.C foi encontrada submersa no lago Iznik, na Turquia, pelo arqueólogo Mustafa Sahin, da Universidade BursaUludağ.

A equipe já procurava a estrutura desde 2014 e precisou usar uma técnica de aspiração para retirar a areia em torno, em busca de artefatos da época. Foi quando eles encontraram várias moedas que remetem aos imperadores romanos Valente e Valentiniano II que governaram entre 364 a 392 d.C., o que indica que a igreja tenha sido construída depois de 390 d.C.

Túmulos humanos também foram encontrados abaixo das paredes da basílica. A teoria do arqueólogo é de que esta imensa estrutura tenha sido construída em homenagem ao santo Neophytos do Chipre, que foi morto pelos romanos em 303 d.C. e que a igreja foi destruída devido a um terremoto, cerca de 400 anos após sua construção.

Se todas essas informações já são impressionantes por si só, a equipe afirmou que a igreja é apenas uma parte desta importante descoberta da história da humanidade. Eles acreditam que ela tenha sido construída em cima de um templo pagão dedicado ao deus grego Apolo, pois há registros de que o imperador Cómodo, que governou o império romano entre 180 e 192 d.C. construiu uma estrutura do tipo homenageando o deus naquela região! Incrível, não é mesmo?

Fotos: Mustafa Şahin/Lake Iznik Excavation Archive/fonte:via

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Altar maia de 1,5 mil anos revela disputa por poder ao estilo ‘Game Of Thrones’

Em um sítio arqueológico localizado na Guatemala descoberto recentemente, um altar de 1,5 mil anos coberto de inscrições ancestrais revelou uma série de tramas, negociatas e acordos políticos na disputa pelo poder do reino Maia – em um enredo que mostra que aquilo que parece pura ficção em Game Of Thrones pode ser um retrato fiel da realidade. O altar, de 1,46 metro por 1,2 em calcário, foi encontrado nas ruínas de La Corona, nos arredores da fronteira com o México e Belize. As inscrições revelam as estratégias da dinastia Kaanul para conquistar o poder.

Segundo as inscrições, o rei Chak Took Ich’aak é mostrado “sentado e segurando um cetro do qual emergem dois deuses protetores da cidade”. Segundo os pesquisadores, as descobertas indicam que o rei Chak Took Ich’aak governou também a cidade peruana de El Peru-Waka e mostrou as artimanhas que a dinastia Kaanul, conhecida como Reino da Serpente, desenvolveu para derrotar seus rivais no ano de 562 para em seguida dominar as terras baixas maias por dois séculos.

O movimento aconteceu através de alianças com pequenas cidades próximas a Tikal, culminando em um casamento entre uma princesa Kaanul e um Rei da Coroa. “É uma obra de arte de alta qualidade que nos mostra que eles eram governantes entrando em um período de grande poder e que estavam se aliando a outros para competir, neste caso, com Tikal”, disse Tomás Barrientos, co-diretor das escavações. A expansão do Reino da Serpente se deu a partir de sua capital, Dzibanche, até o norte da Guatemala, Belize e o estado mexicano de Campeche. A derrota viria muitos anos depois, para justamente Tikal.

“O altar nos mostra uma parte da história da Guatemala e neste caso, aproximadamente há 1,5 mil anos, diria que uma versão de Game of Thrones da história maia”, explicou Barrientos. Bem, pensando bem, não seria nada mal se criassem uma série dessas, né?

© fotos: reprodução/fonte:via

Encontraram uma biblioteca pública ‘perdida’ há 2 mil anos na Alemanha

Pesquisadores encontraram uma estrutura de dois mil anos na Alemanha, durante escavações para a construção de um centro comunitário de uma igreja. Com 20 metros por 9 metros, após análises e comparações com outras estruturas antigas, a conclusão encontrada pelos pesquisadores foi de que se tratava de uma biblioteca pública, capaz de abrigar cerca de 20 mil pergaminhos.

Inicialmente o local sugeria se tratar de um pátio público, mas uma série de aberturas de 50 a 80 centímetros na parede, similares a outras construções do mesmo tipo feitas em Alexandria e na Roma antiga, a conclusão foi se tratar de uma biblioteca. “Elas são bem particulares em bibliotecas. É possível ver outras do tipo na biblioteca da antiga cidade Éfeso”, afirmou Dirk Schmitz, do Museu Romano-Germânico de Colônia. “Levamos um tempo para identificar os paralelos – nós podíamos ver que as aberturas eram muito pequenas para guardar estátuas. Mas elas eram um tipo de depósito para os pergaminhos”, afirmou.

O fato da estrutura estar localizada no centro da cidade alemã de Colônia foi um dos fatores que levaram os pesquisadores a concluírem se tratar de prédio público – uma biblioteca aberta à visitação. “A estrutura fica no meio de Colônia, no centro comercial, um espaço público no meio da cidade. A construção foi feita com materiais de excelente qualidade, e esse tipo de prédio, por ser tão grande, tende a ser público”, concluiu Schmitz. Diante da descoberta, a equipe do museu agora trabalha pela preservação da estrutura, construída entre 150 e 200 d.C.

© fotos: reprodução/fonte:via

Arqueólogos encontraram o mais antigo registro do épico ‘Odisseia’, de Homero

Uma das capas da Odisseia

A Odisseia é um dos dois principais poemas épicos da Grécia Antiga. Acredita-se que seja uma sequência da Ilíada, também tida como obra de Homero. Os dois textos são poemas elaborados ao longo de séculos de tradição oral. A Odisseia relata o regresso de Odisseu, (ou Ulisses, como era chamado no mito romano), que leva dez anos para chegar à sua terra natal, Ítaca, depois da Guerra de Troia, que também havia durado dez anos. Por isso a paravra Odisseia em português tem o sentido de viagens longas e épicas.

Não é o texto completo, mas treze versos onde Odisseu conversa com seu amigo Eumaeus

Arqueólogos desenterraram uma antiga placa gravada com 13 versos da Odisséia na antiga cidade de Olímpia, no sul da Grécia. Este pode ser o registro mais antigo do poema épico, disse o Ministério da Cultura da Grecia. Acredita-se que a placa de argila tenha sido escrita no século 3 dC, durante a era romana. Se esta data for confirmada, a peça pode ser o mais antigo registro escrito do trabalho de Homero já descoberto na Grécia”, anunciaram. O trecho, tirado do livro 14, descreve o retorno de Ulisses à sua ilha natal de Ítaca.

A placa foi descoberta após três anos de escavações de superfície pelos Serviços Arqueológicos Gregos, em cooperação com o Instituto Alemão de Arqueologia. A relíquia foi encontrada perto das ruínas do Templo de Zeus, onde aconteciam os Jogos Olímpicos, na península Peloponeso.

Uma das capas da Odisseia

Composto oralmente durante o século VIII aC, o poema épico foi transcrito durante a era cristã para o pergaminho, do qual apenas alguns fragmentos foram descobertos no Egito. Os pesquisadores comemoram o que chamaram de “uma grande peça arqueológica, epigráfica, literária e histórica”.

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Nesta cidade inglesa a busca por dinossauros é atração turística

A cidadezinha inglesa de Lyme Regis, com menos de 5 mil moradores, não deve estar no topo de sua lista de lugares para visitar, mas mesmo assim o turismo está entre as principais fontes de renda dos moradores locais por um motivo bem específico: milhares de pessoas viajam para lá em busca de fósseis.

Localizada no litoral sudoeste da Inglaterra, Lyme Regis fica numa região conhecida como Heritage Coast (“Costa da Herança”), ou Costa Jurássica, graças às enormes formações rochosas com origens nos períodos Triássico, Jurássico e Cretáceo.

Trata-se de um tesouro geológico com mais de 185 milhões de anos, cujo símbolo em Lyme Regis são as falésias de argilito e arenito conhecidas como Blue Lias. Conforme a lenta e constante erosão derruba pedaços das falésias, pedaços de rochas caem na praia, carregando consigo fósseis de diferentes tamanhos.

Assim, a praia é conhecida não por turistas vestindo roupas de banho, mergulhando ou tomando sol, mas por viajantes que caminham pela areia procurando minuciosamente por fósseis de pequenos animais extintos milhares ou milhões de anos atrás, ou, com alguma sorte, uma parte de enormes dinossauros.

Os especialistas explicam que as rochas marinhas, como as do Blue Lias, que acredita-se ter estado submerso no passado, são propícias para a conservação de fósseis, já que os restos mortais ficam cobertos por lama e sem oxigênio, que oxida e decompõe o material orgânico.

Na cidade, há várias pessoas que coordenam expedições em busca por fósseis, incluindo o Lyme Regis Museum, que também exibe alguns dos achados mais importantes feitos por ali (embora os de maior destaque tenham sido levados para o Museu de História Natural, em Londres). Além das expedições, fósseis grandes ou raros são vendidos em diferentes lojas.

Por ali viveu Mary Anning (1799-1847), uma paleontóloga sem educação formal que encontrou os primeiros fósseis de ictiossauro e plesiossauro de que se tem notícia – dois répteis marinhos gigantescos que viveram no período Jurássico -, além de um exemplar de rhomaleosaurus.

Hoje, localizar partes de dinossauros já não é tão fácil. Mais provável encontrar amonites, moluscos que acredita-se terem sido extintos junto dos dinossauros, belemnites, animais parecidos com lulas, ou crinoides, animais marinhos que parecem plantas e ainda existem na natureza, sob o oceano. Ainda assim, milhares de turistas visitam Lyme Regis para ter pedaços da história da vida na Terra em suas mãos.

Fotos: Reprodução/fonte:via

Nossos antepassados se relacionaram com neandertais – e há um pouco deles em cada um de nós

Encontrar os primeiros passos dados na trilha que a humanidade traçou até os dias de hoje é um dos desafios mais intrigantes da ciência. Grandes pesquisadores têm se dedicado a essa questão há séculos, e, embora ainda estejamos longe de decifrar o enigma, algumas certezas vão se confirmando. E uma delas é que os Homo Sapiens e os Neandertais fizeram sexo muito tempo atrás.

A imagem básica que se tem da evolução é aquela linha em que primatas foram se tornando bípedes até se tornarem o que conhecemos como humanos, mas a ciência sabe que se trata de um caminho muito mais complexo, com diferentes espécies se desenvolvendo e extinguindo, até que sobramos nós, os Homo sapiens.

Entre teorias descartadas e outras que continuam sendo consideradas, a mais aceita indica que o Homo Sapiens e os homens de Neandertal surgiram a partir de um ancestral comum na África, e depois seguiram caminhos distintos (Diferentemente do que algumas pessoas pensam, o Homo Sapiens não é uma evolução dos Neandertais).

Paleontologistas tentam desvendar o motivo que fez com que os neandertais tenham se extinguido, enquanto os Homo Sapiens seguem vivos até hoje – com uma população que deve ultrapassar os 10 bilhões de habitantes nas próximas décadas.

Se há algum tempo o darwinismo sugeria a hipótese de que os neandertais fossem menos desenvolvidos cognitivamente, a ideia tem caído por terra graças a achados arqueológicos que mostram que a espécie também era capaz de criar ferramentas, usar ornamentos e até de desenvolver práticas funerárias.

Como dito, a ideia mais aceita dentro da comunidade científica é a de que os Homo Sapiens e os Neandertais surgiram de um ancestral comum na África há cerca de 500 mil anos. Os neandertais teriam migrado para a Europa e continuado a evoluir por lá, depois se expandindo rumo à Ásia, enquanto os Homo Sapiens permaneceram na África por um bom tempo.

Um dos grandes desafios para quem tenta decifrar a humanidade é o fato de que nossos feitos só começaram a ser registrados há cerca de seis mil anos, o que deixa os arqueólogos e paleontólogos com um intervalo enorme a ser investigado.

E a análise do DNA de fósseis tem representado um grande salto para a ciência. E é graças à genética que podemos saber que, ao longo dos milhares de anos em que neandertais e Homo Sapiens coexistiram, eles se encontraram, se relacionaram, fizeram sexo e reproduziram.

Estima-se que os encontros eram raros, mas deixaram um traço genético que permanece presente até hoje. Todos os humanos modernos, excetuando aqueles de ancestralidade 100% africana, têm de 1% a 2% de traços genéticos de neandertais.

É difícil precisar quando essas relações aconteceram, mas os cientistas estimavam que os encontros rolaram há 50 mil anos, graças à análise do DNA de um fóssil de neandertal encontrado numa caverna na Croácia. Ele compartilhava mutações genéticas com os europeus e asiáticos de hoje.

Uma unha de neandertal encontrada na Sibéria, cuja análise genética encontrou material relacionado ao dos Homo Sapiens, mudou o paradigma científico: estima-se que o indivíduo tenha vivido há 100 mil anos, o que pode indicar que houve uma migração de Homo Sapiens muito antes do que é imaginado.

Ainda há muito mais dúvidas do que certezas, mas o avanço da ciência e da análise genética indicam que, nos próximos anos, devemos encontrar muitas outras peças do quebra-cabeças da humanidade. Inclusive que expliquem melhor o neandertal que há em cada um de nós.

Imagens: Museu de História Natural/fonte:via

‘Mensagem do além’ é encontrada em cemitério descoberto no Egito

Nas grandes cidades ancestrais, que foram cenários do apogeu de antigas civilizações, um buraco mais fundo pode significar a descoberta de grandes tesouros arqueológicos. Localizada ao sul da capital Cairo, uma escavação recente na cidade egípcia de Menia revelou uma grande necrópole com mais de 2 mil anos e 40 sarcófagos. Dentre joias, cerâmicas, máscaras, estatuetas, jarros e outros artefatos, um colar vem se destacando pela singeleza de um detalhe: uma inscrição onde se pode ler “Feliz ano novo” em hieróglifos.

Segundo os arqueólogos, trata-se literalmente de uma mensagem enviada do além – curiosamente a descoberta aconteceu justamente na virada do ano passado para 2018. Para além da simpática mensagem, trata-se de uma descoberta realmente imensa: mais de 40 múmias, jarros com órgãos internos mumificados dentro, oito tumbas e mais de 1000 estatuetas já foram encontradas na necrópole.

Acredita-se que o cemitério seja de um importante sacerdote egípcio de Toth, o antigo deus da lua e da sabedoria, assim como de sua família. Espera-se que as descobertas ajudem a aquecer o turismo no país, tão importante para a economia do Egito, que vem sofrendo uma queda radical desde as turbulências políticas de 2011 para cá.

Trata-se, no entanto, somente do início da descoberta: a equipe de arqueólogos ligada ao Ministério das Antiguidades do Egito garante que serão precisos ao menos 5 anos para que o trabalho seja realmente concluído.

São muitos anos-novos ao longo de 5 anos: quem sabe ao longo do trabalho, novas mensagens também não aparecem ao longo desse tempo.

 

© fotos: Reuters/EPA/fonte:via