Conheça o trabalho de Arata Isozaki, o vencedor do Prêmio Pritzker de 2019, o “Nobel” da Arquitetura




Ampliando estilos e categorias e renovando a arquitetura desde os anos 1950, o japonês Arata Isozaki foi anunciado como vencedor do celebrado Prêmio Pritzker de 2019. Reconhecido como o “Nobel” da arquitetura, o Pritzker premia os grandes nomes da área desde 1979, oferecendo o título, um medalhão comemorativo de bronze e ainda um montante de 100 mil dólares como prêmio.

Arata Isozaki

Arata Isozaki é o 46º arquiteto laureado com o Pritzker, e o oitavo de origem japonesa. Celebrando seu “profundo conhecimento da teoria e da história da arquitetura”, através de prédios de vanguarda que “desafiam estilos e seguem evoluindo, sempre criados com frescor”, Isozaki foi apontado como um exemplo de “talento, visão e compromisso” com uma produção “consistente e significativa” que contribui com a humanidade através da arquitetura.

Acima, o Domus, museu em La Coruña, na Espanha; abaixo, o prédio do Museu de Arte Contemporânea, em Los Angeles

Tendo iniciado sua carreira nos anos 1950, entre seus trabalhos mais reconhecidos estão o Museu de Arte Contemporânea de Los Angeles, o Kyoto Concert Hall e o centro esportivo Palaus Sant Jordi, construído em Barcelo para os Jogos Olímpicos de 1992.

Acima, a sala da orquestra sinfônica de Xangai, na China; abaixo, o Centro Nacional de Convenções do Qatar

Em 1988, Oscar Niemeyer foi o primeiro brasileiro a receber o prêmio, e em 2006, Paulo Mendes da Rocha também foi premiado. A cerimônia de entrega do Pritzker 2019 acontecerá em maio, na cidade de Paris.

Acima, o centro de convenções de Nara, no Japão; abaixo, o Palau Sant Jordi, em Barcelona

© fotos: divulgação/fonte:via

Casinha de cachorro sustentável tem teto verde e ventilador movido a energia solar

Seus conceitos sobre o que é uma casinha de cachorro incrível provavelmente irão mudar depois de conhecer esta incrível casa de catíoros sustentável. Desenvolvida pela empresa californiana, Studio Schicketanz, ela possui teto verde com sistema de irrigação, ventilador movido a energia solar e é 100% feita com materiais ecológicos.

Os arquitetos responsáveis criaram esta mansão dos sonhos com o objetivo de ser funcional e sustentável ao mesmo tempo, sem esquecer jamais que o foco são os cachorros. Além de janelinha para que eles possam observar a vida lá fora, ela possui uma espécie de gaveta, onde os donos podem guardar alguns objetos ou até mesmo sacos de ração.

As boas ideias não param por aí! Pensando também em facilitar a vida dos donos, os brilhantes arquitetos desenvolveram um sistema de dreno interno, que fica embutido no chão e ajuda muito na hora de fazer aquela faxina.

Pensando também nos dias de calor, o telhado verde possui um jato de água para refrescar os bichinhos, mas sem desperdício, pois o bebedouro também está conectado a este sistema.

Apaixonou? Nós também! Esta maravilha da arquitetura já está sendo exibida no Concurso Carmel Canine Cottages –  na Califórnia e será leiloada logo depois, com os fundos destinados à Sociedade para a Prevenção da Crueldade contra os Animais (SPCA).

Fotos: Studio Schicketanz  /fonte via

Projeto capacita mulheres de baixa renda em serviços de construção para promover autonomia






Após uma pesquisa feita para o mestrado, a arquiteta Carina Guedes, de Belo Horizonte, teve a ideia de criar o projeto Arquitetura na Periferia, com o objetivo de capacitar mulheres de baixa renda a construírem ou reformarem a própria casa.

Primeiro, as alunas passam por um processo onde são apresentadas as práticas e técnicas de projeto e planejamento de obras. Todas recebem um kit contendo trena, prancheta, lápis, papel branco, um roteiro de trabalho e uma máquina fotográfica, entre outros itens.

Após essa etapa, as moradoras recebem incentivo através de um microfinanciamento, para que assim possam construir ou reformar com autonomia e sem desperdícios as próprias casas. “Ao invés de oferecer um produto, buscamos favorecer a autonomia das participantes, ampliando sua capacidade de análise, discussão, prospecção, planejamento e cooperação, o que por fim leva a um aumento de sua autoestima e confiança”, diz o site do projeto.

O Arquitetura na Periferia funciona com o apoio da comunidade, através de doações feitas no Abrace o Brasil, campanha da BrazilFoundation para arrecadar fundos para projetos e causas sociais. Para ajudar, é só entrar aqui.

Imagens © Reprodução Facebook /fonte:via

Este grupo de amigos construiu uma vila suspensa de cabanas no meio da floresta

De saco cheio da cidade grande, buscando inspiração para construir uma casinha diferente, talvez até num ônibus ou van? Que tal essa casa de madeira no meio da floresta construída pelo norte-americano Jeff Waldman?

Jeff e a companheira, Molly Fiffer, passaram dois anos investindo no projeto, que começou com uma espécie de cabana no meio da floresta de Santa Cruz Mountains, na Califórnia, e acabou se transformando num tipo de vila com decks de madeira construídos a cinco metros do chão.

Além de trabalhar para recuperar a madeira usada na construção, Jeff criou um ofurô com aquecimento à base de madeira e um chuveiro ao ar livre. As portas e janelas da casa foram resgatadas de construções abandonadas e reaproveitadas.

Imagens: Reprodução/fonte:via

Arquitetos suecos querem transformar ponte antiga em parque e prédio horizontal

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A Escandinávia é conhecida pelos incríveis projetos de design e arquitetura, mas este consegue superar todas as expectativas. A prefeitura de Estocolmo, capital da Suécia, estava prestes a derrubar a ponte Gamla Lidingöbron, construída na década de 1920 mas em desuso nos dias de hoje, quando um escritório de arquitetura apresentou o projeto de transformá-la em parque e prédio horizontal.

A ideia do Urban Nouveau é aproveitar a imensa estrutura da ponte, para construir 50 apartamentos luxuosos e um parque nas alturas, estilo High Line Park, em Nova Iorque. O projeto faz parte de uma petição criada para protestar contra a demolição da ponte e propõe que a venda dos apartamentos financiem a restauração dela, que já serviu como conector ferroviário e pedestre entre Estocolmo e a ilha de Lidingö.

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A prefeitura de Lidingö negou a proposta, dizendo que ela ofereceria riscos e atrasos, mas os arquitetos responsáveis já se uniram com engenheiros estruturais, que disseram que ela é “estruturalmente sólida e totalmente viável”. O projeto, além de ter o objetivo de oferecer um parque incrível para a capital sueca, promete fazer a prefeitura economizar mais de 110 milhões de coroas, o equivalente a 11 milhões de euros.

Fotos: Urban Nouveau /fonte:via

Bauhaus: icônica escola de design abre quartos para hospedagem na Alemanha

A mais antiga e importante escola de design e arquitetura do mundo agora passará a receber e hospedar viajantes em seus quartos. Fundada em 1919 e estabelecida em 1926 na cidade de Dessau, na Alemanha, onde permanece até hoje, a Escola Bauhaus foi eleita Patrimônio Cultural da Humanidade, e é uma das mais influentes instituições de ensino do século XX. É em um dos pilares do modernismo não só no design, mas também na arquitetura e nas artes plásticas que agora se pode ficar hospedado.

Desde sua fundação que os estudantes podiam não só trabalhar como viver no conjunto de 28 estúdio de 20 metros quadrados junto da escola. O prédio histórico foi reformado em 2006 a fim de justamente reconstruir e manter o estilo original, com quartos bem iluminados, geométricos e funcionais. Há em cada andar uma pequena cozinha a ser compartilhada, e na Bauhaus funciona também um museu, um centro cultural e educativo, oferecendo programação intensa com workshops, cursos e residências artísticas.

A escola foi fundada em 1919 por Walter Gropius ainda na República de Weimar, e em 1933 foi fechada por conta das perseguições do governo nazista na Alemanha. As acomodações custam entre 40 e 65 euros por dia, em variação de acordo com o dia da semana e a categoria, e as reservas podem ser feitas por um formulário online.

© fotos: reprodução/fonte:via

Fotógrafo comprova que pequeno país une as belezas da Bolívia e de uma capital europeia

Um dos menores países do mundo, capaz de caber 19 vezes dentro do estado da Califórnia, em que 60% de seu território é composto por desertos, Israel é também um dos mais importantes – e belos – locais do planeta. Estão lá, é claro, alguns dos mais icônicos pontos turísticos e religiosos do mundo e, mesmo tendo somente 70 anos como um estado independente, sua história remonta há mais de 3000 anos. Foi para sublinhar as belezas e as virtudes da única democracia liberal em meio a uma das mais turbulentas regiões do mundo que o fotógrafo Noam Chen decidiu registrar as paisagens de seu país.

Sua premissa é apontar para as belezas naturais e arquitetônicas de uma Israel um tanto desconhecida para o grande público, acostumado a pensar no país como um local de disputas e guerras, e nada mais. “Olhando somente para essas fotos, provavelmente ninguém adivinharia onde são”, ele escreveu. Para além da influência política, Noam quis fotografar as belezas de seu país de nascimento que, segundo ele, “rivalizam com qualquer outro país do mundo”. O fotógrafo registra as paisagens e construções de Israel desde os 10 anos de idade.

Trata-se de um local que reúne campos de flores que mais parecem na Holanda, ruas e cidades que lembram a beleza de algumas capitais europeias, florestas como que tropicais, neve e mares como no mediterrâneo, cavernas, ruínas, castelos e até mesmo metrópoles modernas e urbanas – além, é claro, da beleza estonteante dos desertos. Esquecendo um pouco o caos político da região, Israel de fato traz um pouco da beleza do mundo todo.

© fotos: Noam Chen/fonte:via