Arquitetos suecos querem transformar ponte antiga em parque e prédio horizontal

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A Escandinávia é conhecida pelos incríveis projetos de design e arquitetura, mas este consegue superar todas as expectativas. A prefeitura de Estocolmo, capital da Suécia, estava prestes a derrubar a ponte Gamla Lidingöbron, construída na década de 1920 mas em desuso nos dias de hoje, quando um escritório de arquitetura apresentou o projeto de transformá-la em parque e prédio horizontal.

A ideia do Urban Nouveau é aproveitar a imensa estrutura da ponte, para construir 50 apartamentos luxuosos e um parque nas alturas, estilo High Line Park, em Nova Iorque. O projeto faz parte de uma petição criada para protestar contra a demolição da ponte e propõe que a venda dos apartamentos financiem a restauração dela, que já serviu como conector ferroviário e pedestre entre Estocolmo e a ilha de Lidingö.

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A prefeitura de Lidingö negou a proposta, dizendo que ela ofereceria riscos e atrasos, mas os arquitetos responsáveis já se uniram com engenheiros estruturais, que disseram que ela é “estruturalmente sólida e totalmente viável”. O projeto, além de ter o objetivo de oferecer um parque incrível para a capital sueca, promete fazer a prefeitura economizar mais de 110 milhões de coroas, o equivalente a 11 milhões de euros.

Fotos: Urban Nouveau /fonte:via

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Bauhaus: icônica escola de design abre quartos para hospedagem na Alemanha

A mais antiga e importante escola de design e arquitetura do mundo agora passará a receber e hospedar viajantes em seus quartos. Fundada em 1919 e estabelecida em 1926 na cidade de Dessau, na Alemanha, onde permanece até hoje, a Escola Bauhaus foi eleita Patrimônio Cultural da Humanidade, e é uma das mais influentes instituições de ensino do século XX. É em um dos pilares do modernismo não só no design, mas também na arquitetura e nas artes plásticas que agora se pode ficar hospedado.

Desde sua fundação que os estudantes podiam não só trabalhar como viver no conjunto de 28 estúdio de 20 metros quadrados junto da escola. O prédio histórico foi reformado em 2006 a fim de justamente reconstruir e manter o estilo original, com quartos bem iluminados, geométricos e funcionais. Há em cada andar uma pequena cozinha a ser compartilhada, e na Bauhaus funciona também um museu, um centro cultural e educativo, oferecendo programação intensa com workshops, cursos e residências artísticas.

A escola foi fundada em 1919 por Walter Gropius ainda na República de Weimar, e em 1933 foi fechada por conta das perseguições do governo nazista na Alemanha. As acomodações custam entre 40 e 65 euros por dia, em variação de acordo com o dia da semana e a categoria, e as reservas podem ser feitas por um formulário online.

© fotos: reprodução/fonte:via

Fotógrafo comprova que pequeno país une as belezas da Bolívia e de uma capital europeia

Um dos menores países do mundo, capaz de caber 19 vezes dentro do estado da Califórnia, em que 60% de seu território é composto por desertos, Israel é também um dos mais importantes – e belos – locais do planeta. Estão lá, é claro, alguns dos mais icônicos pontos turísticos e religiosos do mundo e, mesmo tendo somente 70 anos como um estado independente, sua história remonta há mais de 3000 anos. Foi para sublinhar as belezas e as virtudes da única democracia liberal em meio a uma das mais turbulentas regiões do mundo que o fotógrafo Noam Chen decidiu registrar as paisagens de seu país.

Sua premissa é apontar para as belezas naturais e arquitetônicas de uma Israel um tanto desconhecida para o grande público, acostumado a pensar no país como um local de disputas e guerras, e nada mais. “Olhando somente para essas fotos, provavelmente ninguém adivinharia onde são”, ele escreveu. Para além da influência política, Noam quis fotografar as belezas de seu país de nascimento que, segundo ele, “rivalizam com qualquer outro país do mundo”. O fotógrafo registra as paisagens e construções de Israel desde os 10 anos de idade.

Trata-se de um local que reúne campos de flores que mais parecem na Holanda, ruas e cidades que lembram a beleza de algumas capitais europeias, florestas como que tropicais, neve e mares como no mediterrâneo, cavernas, ruínas, castelos e até mesmo metrópoles modernas e urbanas – além, é claro, da beleza estonteante dos desertos. Esquecendo um pouco o caos político da região, Israel de fato traz um pouco da beleza do mundo todo.

© fotos: Noam Chen/fonte:via

Inovações e tragédias constituem a história desta casa erguida sobre uma cascata

Para algumas pessoas, não basta apenas ter uma vista para uma cascata, é preciso viver sobre ela.

Foi essa a ousada ideia que levou o arquiteto americano Frank Lloyd Wright a erguer uma residência que foi responsável por alçar sua carreira.

A construção da Fallingwater começou nos anos 30, quando o arquiteto passava a ser visto como antiquado diante de seus contemporâneos – entre os quais, destacam-se Bauhaus, Le Corbusier e Mies van der Rohe.

Na mesma época, o empresário Edgar J. Kaufmann solicitou a Wright uma casa com vista para a cascata Bear Run, nos Esrados Unidos. O arquiteto, no entanto, foi taxativo e insistiu que a casa deveria ser feita sobre a cascata e não de frente para ela.

Assim surgia a casa mais incrustada na natureza que alguém poderia imaginar. Parte da rocha sobre a qual a residência se eleva ocupa a sala de estar. Após o término do projeto, em 1938, foi destaque na revista Time, que a considerou a mais bela obra do arquiteto.

Infelizmente, nem tudo é perfeito na história do imóvel…

Liliane Kaufmann, esposa de Edgar, se suicidou na Casa da Cascata em 1952. O marido faleceu apenas três anos depois, deixando o imóvel ao filho do casal, Edgar Jr., aprendiz de Wright nos anos 30.

Hoje, a Fallingwater não serve mais como residência, mas como um centro de visitantes, com café e uma loja de souvenirs, abertos ao público desde em 1981. As estradas para o espaço custam US$ 10 e é possível realizar visitas guidas no local, que podem ser reservadas a partir de US$ 12.

Fotos: Domínio Público/fonte:via

Conheça o ar condicionado de 4 mil anos atrás

Lidar com as condições climáticas impostas pela natureza é uma missão que a humanidade enfrenta desde que começou a se espalhar pela Terra. Localizado numa região onde as temperaturas costumam passar dos 40°C no verão e com uma rica história que data de milênios, o Irã guarda relíquias históricas (e atuais) desse desafio.

Falamos do badgir, palavra persa que significa literalmente “apanhador de vento”, mas também pode ser traduzida como “torre de vento”. É um tradicional elemento arquitetônico usado para criar ventilação natural nos edifícios e tem sido usado há pelo menos quatro mil anos nas construções iranianas.

O badgir é uma estrutura alta, que lembra chaminés, e está presente em muitas casas antigas no Irã, especialmente em cidades mais próximas ao deserto de Lute, considerado o lugar mais quente da Terra.

O seu funcionamento segue um conceito relativamente simples e que está explicado no nome: ele “capta” a brisa e a redireciona para o interior das casas, às vezes até os cômodos por onde as pessoas circulam, às vezes para o subsolo, onde os alimentos costumam ser guardados.

estudos que indicam que o badgir é capaz de reduzir a temperatura interna em até 10 graus Celsius. As torres de vento são encontradas especialmente no Irã, mas também em países como Egito, Paquistão e Índia, além de outros locais do Oriente Médio.

Aliás, a origem do badgir é alvo de “disputa” entre egípcios e iranianos. Há pinturas datadas de 1300 A.C que mostram uma estrutura parecida com a torre de vento na casa do Faraó Nebamun. Já ruínas de um templo persa datadas de 4000 A.C têm estruturas parecidas com chaminés, mas sem nenhum tipo de cinza, o que faz estudiosos iranianos acreditarem que se tratam de badgires.

Como o ar frio desce e o ar quente sobe, o badgir não apenas faz com que a brisa exterior entre nas edificações, como também conta com uma abertura para fazer com que o ‘bafo’ interior saia. Assim, a torre é capaz de resfriar as casas mesmo quando não está ventando.

Apesar de eficientes (e de não consumirem energia elétrica), as torres de vento tem sido cada vez mais deixadas de lado, já que muitas moradias tradicionais são deixadas para trás em troca de apartamentos modernos e com aparelhos de ar-condicionado que conhecemos.

Muitas das casas antigas foram compradas e demolidas. Por outro lado, várias outras seguem preservadas, sendo que muitas se tornaram hotéis ou pousadas que têm como mote oferecer ao visitante uma espécie de visita ao passado.

Fotos via Wikimedia Commons/fonte:via

Designer se especializa em arquitetura interplanetária para casas em outros planetas

Já não é de hoje que o homem está em busca de vida em outros planetas, seja para uma possível mudança caso a vida na Terra se torne impossível, ou mera curiosidade. Se algumas pessoas nem sequer conseguem imaginar como seria a vida em outro planeta, o arquiteto iraniano Nader Khalili passou a vida se dedicando a fazer construções em contexto de emergência, desenvolvendo uma arquitetura completamente diferente de tudo que você já viu até hoje.

Um dos seus mais icônicos modelos de casa são as ‘SuperAdobe’, construídas a partir de um sistema revolucionário que utiliza poucas ferramentas e materiais como sacos de terra e de areia como sustentação. Nader morreu em 2008, mas entre todo o seu legado deixou uma organização sem fins lucrativos, o Instituto de Arquitetura da Califórnia (CalEarth), que até hoje dedica-se a construir este tipo de habitação.

A Super Adobe, não somente passou por difíceis testes de terremoto, como provou ser a melhor candidata caso a humanidade decida mudar para Marte, por exemplo, chegando até chegou a ser apresentada no simpósio 1984 da NASA, Bases Lunares e Atividades Espaciais do Século XXI.

Inspiradas na arquitetura tradicional dos desertos iranianos, com estas casas até podemos imaginar como seria viver em outro planeta. Porém, no início de seu trabalho, o que inspirou o arquiteto a desenvolver este tipo de construção foi sua infância pobre e a necessidade de se pensar em uma moradia mais acessível, rápida e barata.

Com casas Super Adobe espalhadas no mundo inteiro – inclusive no Brasil,  é possível até alugar uma através do Airbnb, na Califórnia. Interessou?

Fotos: CalEarth /fonte:via

É do Brasil: Escola na Amazônia disputa prêmio internacional de arquitetura

Um dos mais prestigiados prêmios de arquitetura do mundo, o Riba International Prize anunciou seus quatro finalistas para sua edição de 2018 – e entre eles está um prédio brasileiro. Mas não é qualquer prédio esperto em um centro urbano: trata-se de uma incrível escola na Amazônia, feita quase toda em madeira, no coração da floresta.

A escola atende à população local, e foi feita quase que inteiramente com madeira local reaproveitada, integrando o edifício ao cenário natural, promovendo a sustentabilidade econômica e ambiental. Dormitórios, salas, varandas e espaços comuns foram projetados tendo os próprios alunos como colaboradores, a fim de inclui-los como parte da escola desde o projeto original.

A escola da Fazenda Canuanã já existe há 44 anos, na Zona Rural de Formoso do Araguaia, a 320 km de Palmas, no Tocantis, mas o novo prédio transformou o local em um alojamento conhecido como Moradias Infantis.

No início do ano o prédio, projetado pelo arquiteto Marcelo Rosenbaum junto do escritório Aleph Zero Arquitetura, recebeu o prêmio de Melhor Edifício de Arquitetura Educacional do Mundo da Building of The Year Foto, e agora concorre a mais um prêmio. Seja qual for o resultado, para além da estonteante beleza e da preocupação com a região, oferecer um prédio funcional e de qualidade para que crianças possam estudar e até mesmo viver é a maior das conquistas. O resultado será anunciado ainda esse ano.

© fotos: reprodução /fonte via