Inovações e tragédias constituem a história desta casa erguida sobre uma cascata

Para algumas pessoas, não basta apenas ter uma vista para uma cascata, é preciso viver sobre ela.

Foi essa a ousada ideia que levou o arquiteto americano Frank Lloyd Wright a erguer uma residência que foi responsável por alçar sua carreira.

A construção da Fallingwater começou nos anos 30, quando o arquiteto passava a ser visto como antiquado diante de seus contemporâneos – entre os quais, destacam-se Bauhaus, Le Corbusier e Mies van der Rohe.

Na mesma época, o empresário Edgar J. Kaufmann solicitou a Wright uma casa com vista para a cascata Bear Run, nos Esrados Unidos. O arquiteto, no entanto, foi taxativo e insistiu que a casa deveria ser feita sobre a cascata e não de frente para ela.

Assim surgia a casa mais incrustada na natureza que alguém poderia imaginar. Parte da rocha sobre a qual a residência se eleva ocupa a sala de estar. Após o término do projeto, em 1938, foi destaque na revista Time, que a considerou a mais bela obra do arquiteto.

Infelizmente, nem tudo é perfeito na história do imóvel…

Liliane Kaufmann, esposa de Edgar, se suicidou na Casa da Cascata em 1952. O marido faleceu apenas três anos depois, deixando o imóvel ao filho do casal, Edgar Jr., aprendiz de Wright nos anos 30.

Hoje, a Fallingwater não serve mais como residência, mas como um centro de visitantes, com café e uma loja de souvenirs, abertos ao público desde em 1981. As estradas para o espaço custam US$ 10 e é possível realizar visitas guidas no local, que podem ser reservadas a partir de US$ 12.

Fotos: Domínio Público/fonte:via

Anúncios

Conheça o ar condicionado de 4 mil anos atrás

Lidar com as condições climáticas impostas pela natureza é uma missão que a humanidade enfrenta desde que começou a se espalhar pela Terra. Localizado numa região onde as temperaturas costumam passar dos 40°C no verão e com uma rica história que data de milênios, o Irã guarda relíquias históricas (e atuais) desse desafio.

Falamos do badgir, palavra persa que significa literalmente “apanhador de vento”, mas também pode ser traduzida como “torre de vento”. É um tradicional elemento arquitetônico usado para criar ventilação natural nos edifícios e tem sido usado há pelo menos quatro mil anos nas construções iranianas.

O badgir é uma estrutura alta, que lembra chaminés, e está presente em muitas casas antigas no Irã, especialmente em cidades mais próximas ao deserto de Lute, considerado o lugar mais quente da Terra.

O seu funcionamento segue um conceito relativamente simples e que está explicado no nome: ele “capta” a brisa e a redireciona para o interior das casas, às vezes até os cômodos por onde as pessoas circulam, às vezes para o subsolo, onde os alimentos costumam ser guardados.

estudos que indicam que o badgir é capaz de reduzir a temperatura interna em até 10 graus Celsius. As torres de vento são encontradas especialmente no Irã, mas também em países como Egito, Paquistão e Índia, além de outros locais do Oriente Médio.

Aliás, a origem do badgir é alvo de “disputa” entre egípcios e iranianos. Há pinturas datadas de 1300 A.C que mostram uma estrutura parecida com a torre de vento na casa do Faraó Nebamun. Já ruínas de um templo persa datadas de 4000 A.C têm estruturas parecidas com chaminés, mas sem nenhum tipo de cinza, o que faz estudiosos iranianos acreditarem que se tratam de badgires.

Como o ar frio desce e o ar quente sobe, o badgir não apenas faz com que a brisa exterior entre nas edificações, como também conta com uma abertura para fazer com que o ‘bafo’ interior saia. Assim, a torre é capaz de resfriar as casas mesmo quando não está ventando.

Apesar de eficientes (e de não consumirem energia elétrica), as torres de vento tem sido cada vez mais deixadas de lado, já que muitas moradias tradicionais são deixadas para trás em troca de apartamentos modernos e com aparelhos de ar-condicionado que conhecemos.

Muitas das casas antigas foram compradas e demolidas. Por outro lado, várias outras seguem preservadas, sendo que muitas se tornaram hotéis ou pousadas que têm como mote oferecer ao visitante uma espécie de visita ao passado.

Fotos via Wikimedia Commons/fonte:via

Designer se especializa em arquitetura interplanetária para casas em outros planetas

Já não é de hoje que o homem está em busca de vida em outros planetas, seja para uma possível mudança caso a vida na Terra se torne impossível, ou mera curiosidade. Se algumas pessoas nem sequer conseguem imaginar como seria a vida em outro planeta, o arquiteto iraniano Nader Khalili passou a vida se dedicando a fazer construções em contexto de emergência, desenvolvendo uma arquitetura completamente diferente de tudo que você já viu até hoje.

Um dos seus mais icônicos modelos de casa são as ‘SuperAdobe’, construídas a partir de um sistema revolucionário que utiliza poucas ferramentas e materiais como sacos de terra e de areia como sustentação. Nader morreu em 2008, mas entre todo o seu legado deixou uma organização sem fins lucrativos, o Instituto de Arquitetura da Califórnia (CalEarth), que até hoje dedica-se a construir este tipo de habitação.

A Super Adobe, não somente passou por difíceis testes de terremoto, como provou ser a melhor candidata caso a humanidade decida mudar para Marte, por exemplo, chegando até chegou a ser apresentada no simpósio 1984 da NASA, Bases Lunares e Atividades Espaciais do Século XXI.

Inspiradas na arquitetura tradicional dos desertos iranianos, com estas casas até podemos imaginar como seria viver em outro planeta. Porém, no início de seu trabalho, o que inspirou o arquiteto a desenvolver este tipo de construção foi sua infância pobre e a necessidade de se pensar em uma moradia mais acessível, rápida e barata.

Com casas Super Adobe espalhadas no mundo inteiro – inclusive no Brasil,  é possível até alugar uma através do Airbnb, na Califórnia. Interessou?

Fotos: CalEarth /fonte:via

É do Brasil: Escola na Amazônia disputa prêmio internacional de arquitetura

Um dos mais prestigiados prêmios de arquitetura do mundo, o Riba International Prize anunciou seus quatro finalistas para sua edição de 2018 – e entre eles está um prédio brasileiro. Mas não é qualquer prédio esperto em um centro urbano: trata-se de uma incrível escola na Amazônia, feita quase toda em madeira, no coração da floresta.

A escola atende à população local, e foi feita quase que inteiramente com madeira local reaproveitada, integrando o edifício ao cenário natural, promovendo a sustentabilidade econômica e ambiental. Dormitórios, salas, varandas e espaços comuns foram projetados tendo os próprios alunos como colaboradores, a fim de inclui-los como parte da escola desde o projeto original.

A escola da Fazenda Canuanã já existe há 44 anos, na Zona Rural de Formoso do Araguaia, a 320 km de Palmas, no Tocantis, mas o novo prédio transformou o local em um alojamento conhecido como Moradias Infantis.

No início do ano o prédio, projetado pelo arquiteto Marcelo Rosenbaum junto do escritório Aleph Zero Arquitetura, recebeu o prêmio de Melhor Edifício de Arquitetura Educacional do Mundo da Building of The Year Foto, e agora concorre a mais um prêmio. Seja qual for o resultado, para além da estonteante beleza e da preocupação com a região, oferecer um prédio funcional e de qualidade para que crianças possam estudar e até mesmo viver é a maior das conquistas. O resultado será anunciado ainda esse ano.

© fotos: reprodução /fonte via

Prédio vivo e que ‘dança’: Teatro na China tem fachada-cortina que se move

A arquitetura chinesa vem se caracterizando pela exploração de formas e soluções realmente inesperadas, experimentais e até radicais na concepção de seus edifícios. Um dos exemplos mais belos e surpreendentes é a fachada do prédio da Fundação Fosun, em Shangai. Trata-se de uma prédio cinético, o que, em outras palavras, quer dizer que a fachada se move. E não somente: o faz com graça e elegância, feito o prédio estivesse vivo e lentamente dançando.

A referência à dança ou as artes performáticas em geral sobre o movimento da fachada da Fundação não é por acaso: a proposta arquitetônica dos escritórios envolvidos na concepção do prédio foi de fato inspirada nos palcos e principalmente nas cortinas dos tradicionais teatros chineses. O incrível trabalho foi realizado pelos escritórios britânicos Foster+Partners e Heatherwick Studio.

A “cortina” é formada por 675 tubos de metal semelhantes a imensos bambus, cobertos por temas e padrões chineses. O movimento forma uma espécie de cortina translúcida, que revela justamente um teatro dentro da Fundação, que funciona como um centro cultural, recebendo espetáculos, exposições e eventos.

Com quatro andares de altura e ainda mais quatro andares subterrâneos, mas principalmente com sua incrível fachada “viva”, a verdade é que o próprio prédio é provavelmente a mais impactante obra de arte exposta por lá.

© fotos: reprodução/fonte:via

Arquitetura impossível é tema de série de colagens surrealistas de artista alemão

O designer gráfico alemão Matthias Jung passou boa parte de sua infância no laboratório de fotografia de seu pai, onde se aventurava fazendo os mais diversos recortes e colagens, sempre beirando o impossível. Como a afinidade com a arquitetura sempre existiu, em 2015 ele passou a trabalhar em sua série de edificações impossíveis e imaginárias e o resultado é tão enigmático quanto encantador.

Através de fotografias de viagens, o artista cria efeitos surrealistas com o uso do Photoshop e, ainda afirma que, “a grande vantagem de usar o programa de edição é poder voltar atrás se alguma coisa der errado”.

Com um misto de fantasia e realidade, ele se aproveita de algumas lembranças de sua infância, criando efeitos únicos, como este telhado de ovelhas: “Eu amo ovelhas. Tê-las na cobertura simboliza uma reconciliação com a natureza”.

Suas composições são definidas por ele mesmo como “pequenos poemas arquitetônicos” e suas casas flutuantes são verdadeiras metáforas, onde ele mistura sonho, realidade, paisagens e muita criatividade!

Fotos: Matthias Jung /fonte:via

A decoração desta casa feita por um aclamado artista de upcycling é puro caos e inspiração

Upcycling é o ato de reaproveitar materiais que iriam para o lixo, transformando-o em um objeto de valor igual ou maior do que o original. Um dos artistas mais conhecidos do ramo, o designer Michael Jude Russo, decidiu unir a técnica à arquitetura e criou uma casa incrível.

A residência fica em Wilton Manors, pertinho de Fort Lauderdale, na Flórida, e conta com várias entradas de luz natural – que também servem para observar o ambiente ao redor -, dois quartos e dois banheiros, mas o que a destaca mesmo são as esculturas e outras obras de arte criadas por Michael Russo que compõem a decoração.

A inspiração para o projeto veio da minha antiga crença na circularidade do bom design, onde não há ‘saídas mortas’, e na importância da integração com a natureza”, conta Russo. A casa, de cerca de 130 metros quadrados, está à venda por US$1,2 mi, equivalentes a cerca de R$4,6 mi.

Fotos: Reprodução /fonte:via