A incrível árvore que dá livros ao invés de frutos

Quando a árvore em frente à casa da artista Sharalee Armitage Howard precisou ser cortada, ela soube exatamente o que fazer: transformá-la em uma biblioteca. O espaço se tornou parte do movimento Little Free Library, uma iniciativa que já espalhou mais de 75 mil bibliotecas livres pelo mundo.

Este projeto ainda não está pronto, mas não posso esperar para compartilhá-lo. Tivemos que remover uma grande árvore que tinha mais de 110 anos, então eu decidi transformá-la em uma Little Free Library, como sempre quis“, escreveu ela em uma publicação no Facebook.

Embora a copa da árvore tenha sido removida, seu tronco foi usado como estrutura para a biblioteca e ela ganhou até mesmo uma portinha, por onde os interessados podem entrar para escolher quais livros levar para casa. A ideia é que, além de pegar obras emprestadas, as pessoas também deixem novos títulos no local.

A árvore não é a única biblioteca construída de forma criativa. Em Nova York, uma empresa de design criou um espaço para o empréstimo de livros em que os interessados podem realmente entrar no mundo da literatura enquanto escolhem o que ler. No Brasil, o projeto conta com diversas bibliotecas compartilhadas no Rio Grande do Norte, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e no Rio Grande do Sul.

Veja mais detalhes da árvore que deixou de dar sombra para dar livros:

fonte:via Fotos: Sharalee Armitage Howard/Reprodução Facebook

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Estas incríveis mesas criam a ilusão de animais emergindo da água

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Enquanto a maioria das mesas existentes no mundo consistem em uma base simples com um tampo de madeira ou vidro simples, o designer Derek Pearce decidiu revolucionar este conceito de mobiliário.

Suas criações, as chamadas “Mesas de água”, retratam de forma impressionante animais com parte de seus corpos mergulhados na água. De hipopótamos e golfinhos a patos, ele projeta as mesas para que os animais possam ser vistos ‘mergulhando’ dentro e fora do vidro, que representa a superfície da água.

As peças são funcionais e irresistíveis para quem ama tanto animais quanto arte. Com uma estética lúdica latente, Pearce esculpe suas mesas de água desde 1997 e as peças têm sido vendidas em lojas pelos Estados Unidos, Europa e Japão.

Confira alguns de seus trabalhos:

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Todas as fotos© Derek Pearce fonte:via

A história dos gatos determinados que nunca desistem de tentar entrar neste museu

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Os gatos são mesmo seres incríveis. Incapazes de serem totalmente domados pelos seres humanos, eles são inteligentes, misteriosos e têm muito a nos ensinar sobre as relações. Porém, Ken Chan e Gosaku, superam todas as expectativas. Decididos a entrar no Museu de Arte da cidade de Hiroshima – Japão, há 2 anos eles vão diariamente até a porta do museu, sem sucesso.

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Porém, a determinação da dupla é tão grande, que os próprios funcionários do estabelecimento fizeram a fama dos felinos, agora famosos na internet. Diversos vídeos e fotos publicados no Twitter estão sendo compartilhados e as pessoas estão se perguntando de onde eles vêm e porque cismaram em visitar o museu.

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A história começou em 2016, na estreia da exposição Cats – Mitsuaki Iwago Photography Exhibition, quando Ken-chan – o gato preto, mostrou que também gosta de arte e foi até a porta na esperança de ser convidado. Sem sucesso e com uma insistência que muita gente inveja, depois de 2 anos ele decidiu pedir a ajuda de seu amigo, Tom Gosaku – de cor champagne, que passou a participar da missão.

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Não sabemos o motivo de tanta vontade para entrar neste museu, mas uma coisa podemos afirmar: gatos são mesmo incríveis!

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Fotos: Onomichi Museu/ fonte:via

Mistério e poesia na ilustrações de María Medem

Muitos artistas usam as ilustrações para dar vazão a seus sentimentos, outros para nos provocar e fazer refletir. Já a espanhola María Medem gosta mesmo de confundir os sentidos do público e nos tragar para seu universo onírico.

María desenha tiras sem falas, mas isso não quer dizer que elas não tenham histórias para contar. “Gosto de prestar atenção em tudo que envolve storytelling. Não quero que minhas tramas acabem com soluções clichê, nem que elas percam o ritmo ou suas mensagens se tornem indecifráveis”, diz.

María conta ainda que gosta de histórias íntimas e paradoxais, capazes de provocar estranhamento em quem as lê. “Eu realmente gosto de criar cenários misteriosos, tento torna-los tão sutis quanto for possível. Meu objetivo na maior parte das vezes é criar uma atmosfera capaz de alterar levemente o estado de consciência de quem vê as histórias. E gosto de usar cores vibrantes para me ajudar nessa tarefa”, relata a artista.

Fotos: Reprodução/María Medem /fonte:via

Desenho inédito de da Vinci deve ser vendido por mais de US$ 15 milhões

Leonardo da Vinci foi um gênio muito à frente de seu tempo. Alguns de seus projetos só conseguiram sair do papel graças a mais de 500 anos de desenvolvimento tecnológico, e os frutos de seu talento continuam sendo descobertos até hoje.

O caso mais recente é de um desenho datado de 1492, quando o artista tinha 40 anos, que só foi descoberto em 2016, enquanto um especialista em da Vinci vasculhava uma coleção particular francesa.

Obra recém-descoberta de da Vinci será leiloada em breve

A obra é bem representativa da versatilidade do genial italiano: de um lado há a ilustração, feita de caneta e tinta, de São Sebastião amarrado a uma árvore. No verso, da Vinci anotou resultados de experimentos científicos sobre a luz de velas.

Em 2016, a casa de leilões Tajan avaliou a obra em cerca de US$15,8 milhões, mas o valor estimado cresceu bastante nos últimos tempos, especialmente depois que a pintura Salvator Mundi, que passou séculos sendo considerada perdida, foi leiloada por incríveis US$450 milhões, aumentando a expectativa pelo valor do desenho de São Sebastião.

‘Salvator Mundi’ fez multiplicar o interesse pelas obras inéditas de da Vinci

O nome de da Vinci será ainda mais lembrado no mundo da arte que o normal a partir de 2019: entre 24 de outubro do ano que vem e 24 de fevereiro de 2020, o Louvre vai realizar uma “exposição sem precedentes” das obras do renascentista, em homenagem aos 500 anos de seu falecimento.

Fotos: Reprodução/Wikimedia Commons/fonte:via

13 artistas que trabalham técnica milenar e delicada de cortes em papel




De formas dobradas a instalações gigantescas, a arte em papel é milenar, mas continua a inspirar os artistas até hoje. As dobraduras e o papel machê estão presentes desde a infância, criando brincadeiras, bonecos e esculturas. Mas uma prática que se tornou particularmente popular – e segue impressionando – é o Paper Cutting. A técnica de cortes minuciosos em papel produz obras incríveis e em dimensões bastante variadas.

Embora hoje muitos artistas explorem a prática do corte de papel, alguns se destacam, como as autodidatas Vanshika Agarwala, da Índia, e a brasileira Ariádine Menezes, que transformam folhas de papel inteiras em obras ou Patrick Cabral e Peter Callesen, com trabalhos que abusam da tridimensionalidade. Quer estejam usando uma tesoura simples, estilete ou bisturi, esses artistas provam as infinitas possibilidades oferecidas pelo papel.

No caso de Ariádine, o interesse pelo Paper Cutting surgiu das colagens. “Fui pegando gosto por cortar cada vez mais detalhado, usando até tesourinhas cirúrgicas. Com o tempo conheci pessoas que usavam o estilete de precisão, bisturi, e quando comecei com ele fui largando os outros materiais e focando mais no entalhe do papel como meio de expressão”, conta a artista. Seu processo de aprendizado foi de forma autônoma, na base da tentativa e erro. “Não haviam muitas referências dessa técnica no Brasil, então eu estudava na internet um pouco do que já havia sido explorado e testava sozinha coisas ‘novas’”, explica.

1. Ariádine Menezes

Ariádine começou de forma autodidata a trabalhar com papper cutting

Ariádine começou de forma autodidata a trabalhar com paper cutting

A primeira exposição individual de Ariádne, Prazerosa, aconteceu em São Paulo e reuniu um apanhado de obras com bastante geometria e abstração. Nela estavam trabalhos da série ‘Busca’, estilo que ela focava mais no início da carreira, e também da série mais atual, ‘Toque’, que explora a autonomia sexual feminina, o empoderamento e confiança adquirida através do auto-prazer.

“Acho que dentro de todas as discussões do feminismo ainda precisamos muito falar daquilo que podemos fazer por nós mesmas independente do que a sociedade espera. A exposição acabou me rendendo mais convites ligados à discussões feministas, como bate-papos, parcerias e até ilustrações de um livro que deve sair no início do ano que vem”, comemora.

Para conhecer mais as possibilidades do Paper Cutting, separamos aqui 13 artistas que vale conhecer e amar. As três primeiras dicas são da própria Ariádine. Confira:

2. Peter Callesen

Admiro pela tridimensionalidade que aplica nas peças, parecendo sempre que tem algo tomando vida no papel e vindo na sua direção.

3. Swoon (Caledonia Curry)

Artista mulher que usa Papper Cutting com vários outras técnicas como lambe, xilogravura, pintura e leva a delicadeza do recorte pra rua, pra arte urbana, um ambiente efêmero que contrasta com o afinco exigido na produção das obras.

4. Kako Ueda

Artista japonês (onde está berço da técnica) que faz instalações que trazem o papel pra algo bem orgânico e corpóreo até. Bem único o trabalho dele.

5. Vanshika Agarwala

Ela é uma artista autodidata e suas peças de arte são criadas em um processo orgânico de desenhar em grandes folhas de papel e fazer cortes com uma faca. Fortemente inspirada em viagens e arquitetura, ela adora adicionar elementos extravagantes e de conto de fadas ao seu trabalho. Os motivos são muitas vezes relacionados com plantas e folhas.

6. Kiri Ken

Conhecido como Cutting Sword (espada de corte), o artista japonês Kiri Ken cria recortes que vão desde criaturas marinhas a retratos expressivos. Inspirado em ilustrações com tinta, sua arte em papel exibe as linhas finas e os mínimos detalhes tipicamente encontrados nos desenhos.

7. Rogan Brown

Conhecido por seus peculiares microorganismos de papel, o artista anglo-irlandês usa “o prisma da imaginação” para criar suas obras de arte. Com cortes à mão e à laser, suas peças são feitas com uma impressionante atenção aos detalhes e mostram as principais fontes de inspiração de Brown: desenho científico e modelismo.

8. Patrick Cabral

Artista das Filipinas que cria retratos tridimensionais em papel de animais ameaçados de extinção. Com camadas de papel inspiradas em rendas, as elaborados obras mostram as interpretações estilizadas de cada animal.

9. Pippa Dyrlaga

A artista inglesa transforma lindamente pedaços de papel em elaborados recortes cheios de detalhes. Usando nada além de um lápis e uma faca, Dyrlaga é capaz de fabricar cenas inspiradas em seus arredores rurais. De pássaros e insetos a flores e penas, o assunto explorado mostra a vida selvagem britânica.

10. Tahiti Pehrson

Ao contrário de muitos outros artistas de corte de papel que se especializam em peças figurativas, este californiano trabalha em abstrato. Inspirado pelo guilloche, uma antiga técnica de gravura, ele fabrica hipnotizantes instalações de papel. Com padrões geométricos e motivos sinuosos em espiral, cada uma de suas peças esculturais apresenta a abordagem delicada do artista à forma de arte.

11. Suzy Taylor

A artista faz delicadas criações de papel inspiradas tanto pelo seu gosto pela arte folclórica quanto pelos motivos florais. Embora seja obsessivo, esse processo demorado atrai Taylor, que também trabalha com argila e como ilustradora.

12. Parth Kothekar

Inspirado pela vida cotidiana, o artista indiano cria recortes em pequena escala que se parecem com desenhos de linhas ou esboços estampados. Embora cada peça pareça inegavelmente precisa, sua abordagem artística é surpreendentemente fluida. “Se é um desafio, isso me motiva. A coisa com papercuts é que não se sabe o resultado final até o final. Eu tenho uma suposição do que pode parecer e é com isso que eu trabalho. É a curiosidade de descobrir se tenho aquilo que me faz continuar”, relatou no site Bored Panda.

13. Riu

O artista japonês autodidata é especialista em arte dos cortes em papel com formas geométricas e padrões repetitivos. Abrangendo uma variedade de influências, incluindo mandalas simbólicas e motivos Art Nouveau, as peças elaboradas exibem o interesse do artista em alcançar o equilíbrio e promover a harmonia através de sua arte.

Fotos destaque: reprodução/Ariádine Menezes/fonte:via

Com 19 obras pela cidade, Kobra é eleito personalidade do ano em NY

Boas notícias para fechar 2018, Kobra foi eleito personalidade do ano em Nova York. Nada mais justo, pois o artista paulistano possui 19 murais na cidade norte-americana. O último de sua autoria homenageia um personagem fundamental da cultura novaiorquina, Jean-Michel Basquiat.

A escolha de Eduardo Kobra foi chancelada pelo guia cultura Time Out. De acordo com a publicação, Nova York se transformou numa cidade mais viva graças ao talento do paulistano. Kobra enfeitou a Big Apple com suas cores e figuras como Michael Jackson, Madre Teresa de Calcutá e Mahatma Gandhi.

Basquiat lutando pela arte nas ruas de Nova York

Kobra, que passou cinco meses por lá em 2018, explicou a Veja SP a sensação boa do trabalho reconhecido.

Viva a arte de Kobra!

“A Time Out falou em alguns momentos sobre meu trabalho, mas não esperava fazer parte da lista. É muito gratificante, porque é uma publicação importante da área artística em Nova York”.

Ele explica ainda que possui uma conexão forte com a cidade e forma encontrada para trabalhar. “A base do meu trabalho é o respeito. Antes de chegar, eu faço uma pesquisa sobre o lugar e sobre a arte pública ali existente. Só depois vou para o muro. Pintar é a parte mais fácil”.

Niemeyer observando atento o movimento. Por Eduardo Kobra

Em São Paulo, Eduardo Kobra tem pelo menos oito paineis enfeitando a cidade cinza. Destaque para obra gigante com o rosto de Oscar Niemeyer em um prédio da Avenida Paulista.

Fotos: Reprodução/fonte:via