Art Institute of Chicago libera acesso gratuito a milhares de obras de arte em alta definição

Poucos efeitos da tecnologia são tão legais para os admiradores das mais diversas formas de arte como a possibilidade de ter milhares ou milhões de grandes obras ao alcance de alguns cliques, algo que antes exigiria várias visitas a museus e galerias – e uma memória sobre-humana.

O Art Institute of Chicago seguiu a linha de vários museus mundo afora e disponibilizou milhares de obras de seu acervo em alta definição, para serem baixadas e usadas como quiser, já que estão listadas como conteúdo de domínio público.

A coleção pode ser acessada através do site do Instituto, e inclui obras famosas, como Quarto em Arles, de van Gogh, American Gothic, de Grant Wood, Nighthawks, de Edward Hopper, e O Velho Guitarrista Cego, de Pablo Picasso.

Michael Neault, diretor-executivo de Experiência Digital do museu, declarou que o processo de digitalização foi aprimorado, para que o público possa apreciar as obras em detalhes, e que a equipe desenvolveu um sistema de recomendações para tornar artistas menos renomados, mas incrivelmente talentosos, mais conhecidos do grande público.

Fotos: Domínio Público (Creative Commons CC0)/fonte:via

Artista recria personagens da Disney como pinturas a óleo e o resultado é de cair o queixo

Estamos tão acostumados a ver os clássicos personagens da Disney com efeitos de tecnologia gráfica, que não paramos para pensar como eles seriam se fossem pinturas a óleo, como os quadros de antigamente. Pois foi exatamente isso que a artista norte americana, Heather Theurer, fez ao associar personagens como Dumbo e Pequena Sereia a uma estética renascentista.

Em busca de novos significados para estes desenhos, seu objetivo não foi fazer simples releituras, mudando apenas o suporte, mas, sobretudo, ressignificar estes personagens e nos mostrar que, a percepção que temos deles também pode mudar.

É mais fácil imaginar e se aproximar de Alice ou Rapunzel, elas sendo mulheres retratadas por um pintor renascentista, do que desenhos animados. Aproveitando certas características físicas dos personagens, essenciais para que os reconheçamos, o objetivo de Heather foi o de mostrar o lado humano deles, evidenciando suas lutas, derrotas e esperanças.

Peter Pan e Wendy

Sr. Sapo

Tiana

Bela

Ariel

Dumbo

Lilo & Stitch

Merida

Mulan

Elsa, Anna e Olaf

Alice

Cinderela

Rapunzel

Fotos: Heather Theurer /fonte:via

Artista revela a tristeza e solidão por trás da fama das pessoas mais conhecidas do mundo

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Você consegue imaginar como seria sua vida se você fosse um astro mundialmente conhecido? Ser célebre a este ponto implica muito mais do que ‘apenas’ a falta de liberdade. A vida editada que estamos acostumados a ver nas redes sociais das celebridades, não é a vida como ela é, cheia de medos, frustrações e muita solidão. É exatamente isso que o artista visual Saint Hoax quis mostrar em sua série, “MonuMental”.

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Através de suas pinturas a óleo, seu objetivo é retratar a efemeridade da fama e mostrar que, na verdade, o que vemos são os personagens que as pessoas incorporam, até para conseguirem lidar com a fama, pois a essência nós nunca saberemos.

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Sua arte é ácida e, ele mesmo se define como politicamente incorreto. Fred Mercury, Lady Di, Michael Jackson e até a rainha Elisabeth II fazem parte de sua série. Pegando nos pontos fracos destas pessoas, Hoax nos faz refletir sobre a fama e nossa própria humanidade, afinal, somos todos iguais! Sua série será exibida a partir da próxima semana, em uma galeria de arte, em Beirute.

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Fotos: Saint Hoax /fonte:via

Essas fotos submersas mais parecem pinturas barrocas

A artista Christy Lee Rogers nasceu em Kailua, no Havaí. A água sempre foi parte de sua vida e se tornou o meio ideal para perseguir uma obsessão: romper com as convenções da fotografia contemporânea.

Seus trabalhos chamam a atenção à primeira vista e são comparáveis aos de grandes pintores barrocos. As cores, formas e movimentos são cheias de energia, e Christy afirma que um de seus objetivos é combinar a exaltação do vigor humano à beleza da vulnerabilidade de nossas vidas.

Os ensaios da artista são realizados durante a noite, e os efeitos de luminosidade são criados brincando com a refração da luz através da água. “É perigoso às vezes, pois a água não perdoa. (…) Ela te move para onde quiser, e as roupas dançam em seu próprio ritmo”, afirma a fotógrafa.

“O que eu quero mais que qualquer outra coisa é expressar e inspirar esperança e liberdade, uma sensação de maravilha e tranquilidade, criar um espaço seguro para sonhar de forma selvagem, e, mais importante, instigar a ideia que ainda há coisas misteriosas e impossivelmente belas na Terra – não apenas em nossa imaginação”, declara.

Além das fotografias, que já foram expostos em galerias ao redor do mundo (incluindo em São Paulo), Christy também gosta de fazer vídeos mostrando um pouco do processo artístico.

Todas as fotos © Christy Lee Rogers /fonte:via

A lenda (e a foto) do encontro épico entre Frida Kahlo e Josephine Baker

A pintora mexicana Frida Kahlo e a cantora e dançarina francesa Josephine Baker foram duas das artistas mais importantes do século XX. Mas as semelhanças entre as trajetórias das duas vão muito além da paixão pela arte, e desembocam num encontro em Paris que, quase 80 anos depois, segue sustentando rumores sobre o que rolou entre as duas.

Tanto Frida quanto Josephine foram o tipo de artista que não fascina apenas por suas obras, mas por toda a postura de vida e o desafio aos padrões impostos em suas épocas.

Josephine nasceu nos Estados Unidos, mas sentia que seu talento artístico era constantemente reprimido no país. Negra, ela sofria resistência para ser reconhecida como cantora e dançarina, e decidiu se mudar para a França, e gostou tanto do que viveu por lá que até se naturalizou.

Já a mexicana Frida, vinda de uma infância pobre e tendo sofrido um acidente que a deixou com dores nas costas por toda a vida, sempre fez questão de deixar o sofrimento transparecer em seus autorretratos, sem vontade alguma de maquiar a realidade.

Ambas se casaram cedo, tiveram relacionamentos conturbados, tiveram gravidezes difíceis, que resultaram em aborto, e foram politicamente atuantes. Frida teve laços com Leon Trotsky, enquanto Josephine atuou como espiã na França durante o período em que os nazistas ocuparam o país.

O único registro do encontro entre as duas é uma fotografia de 1939. Frida viajou até Paris para divulgar uma exposição de suas obras no Louvre. A admiração mútua entre as artistas é notável, e é a partir de outra similaridade entre as duas que surgiu um rumor que ainda fascina.

Frida era abertamente bissexual, tendo se relacionado com algumas mulheres durante sua vida. Os relacionamentos de Josephine não eram tão expostos, mas até seu filho e biógrafo, Jean-Claude Baker, confirmou que ela teve affairs com algumas mulheres.

O filme Frida, de 2002, até mostra Salma Hayek, que interpreta a mexicana, se relacionando amorosamente com Karine Plantadit, que interpreta Josephine. Naturalmente, isso reacendeu os boatos sobre as duas, dando um ar de confirmação sobre o laço entre elas.

Apesar disso, o filme mistura ficção e realidade, não podendo ser considerado uma biografia propriamente dita. O podcast Queer as Fact, que pesquisa fatos históricos sobre o universo LGBT, fez uma investigação no ano passado para tentar descobrir o que há de concreto sobre o caso.

As duas principais biografias sobre as artistas. Josephine: O coração faminto, escrito por Jean-Claude Baker, cita algumas mulheres com quem a cantora se relacionou, mas o nome de Frida jamais é mencionado.

Algo parecido acontece com Frida – A Biografia, escrita por Hayden Herrera. O livro também aborda a bissexualidade da mexicana, mas jamais confirma que ela e Josephine foram amantes, nem mesmo por uma noite.

Assim, o que temos de fato é mesmo apenas a fotografia de Paris em 1939, em tempos em que pouquíssimos momentos eram eternizados para a história. O resto fica por conta de nossa imaginação, tão aguçada pelo talento artísticos de pessoas como Frida e Josephine.

Fotos: Reprodução/fonte:via

Artista Yayoi Kusama vai estrear um novo – e maior – espelho infinito em Londres

Quando as salas de espelho de Yayoi Kusama abriram na galeria Victoria Miro, em Londres, foi um frisson só: as pessoas ficavam em longas filas por horas só para dar uma olhada nelas. Imagens de visitantes refletidas em sua obra inundaram as mídias sociais e a exposição viajou pelo mundo, fazendo o maior sucesso por onde passou.

Em outubro, a arte de Kusama volta à galeria londrina, espaço que exibe seu trabalho há duas décadas. A grande exposição contará com um novo trabalho do artista, incluindo pinturas, esculturas e – talvez com as filas de 2016 em mente – um “Infinity Mirror Room” (Sala de Espelhos Infinitos) de grande escala, criado especificamente para esta mostra.

O espelho infinito de Yayoi Kasuma é um sucesso por onde passa

O Infinity Mirror Room irá envolver os visitantes da galeria em uma grande sala espelhada com lanternas de papel cobertas de bolinhas penduradas no teto. A ideia da instalação é transmitir “a ilusão de ser desatrelado em um espaço infinito” imergindo totalmente qualquer um que entre ali.

Kusama, agora perto de seu aniversário de 90 anos, ainda tem que desacelerar sua produção artística, continuando a criar novos trabalhos, bem como expandir os mais antigos. Isso inclui My Eternal Soul, uma série de pinturas que estão em andamento e apresentam olhos, rostos e, é claro, os pontinhos pelos quais ela é tão aclamada.

A obra "My Eternal Soul", de Yayoi Kasuma

A abóbora – que existe na obra da artista desde o final da década de 1940 – vai voltar na forma de esculturas de bronze pintadas de vermelho, amarelo e verde, cobertas de pontos pretos. O simbolismo por trás da abóbora remonta à infância de Kusama, já que sua família ganhava a vida cultivando sementes de plantas, e a abóbora kabocha ocupava os campos em volta de sua casa. Ela explicou em seu livro Infinity Net: the Autobiography of Yayoi Kusama: “Parece que abóboras não inspiram muito respeito. Mas eu me encantei com a forma charmosa e cativante delas. O que mais me atraiu foi a generosa despretensão da abóbora. Isso e seu sólido equilíbrio espiritual”.

Yayoi kusama e sua inspiração nas abóboras da infância

As flores também são importantes para o trabalho de Kusama, que, segundo Victoria Miro, “refletem o dualismo entre o natural e o orgânico encontrado em toda a sua arte”. Flores em grande escala feitas de bronze e pintadas adornarão o jardim à beira da galeria numa tentativa de “transpor uma linha entre a natureza e o exuberante artifício”.

As obras de Kusama também serão incluídas na mostra de outono Space Shiffers, da Hayward Gallery. Com inauguração marcada para setembro, a obra “Narcissus Garden” – atualmente instalada em Nova York – será exibida na exposição dedicada a “alguns dos principais artistas internacionais cujo trabalho altera ou perturba nosso senso de espaço e reorienta nossa compreensão do que nos cerca”. Em outubro, o filme Kusama – Infinity também será lançado nos cinemas, proporcionando um documentário que irá explorar sua carreira, desde sua criação conservadora no Japão, passando pelo tempo que passou em Nova York em meio ao movimento de vanguarda da cidade, até ascender à fama internacional.

A exposição de Yayoi Kusama fica em cartaz no Victoria Miro, em Londres, de 3 de outubro a 21 de dezembro de 2018.

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Artista ilustra seu dia a dia como mãe e só quem tem filhos vai entender

Jyldyz Bekova é uma artista talentosa e mãe dedicada de duas lindas crianças, Arina e Kamilla, que decidiu mostrar suas alegrias e lutas diárias em ilustrações em aquarela divertidas e adoráveis. A artista de Bishkek, no Quirguistão, pinta como pequenos momentos da vida, como cozinhar, ir ao banheiro ou simplesmente dormir, parecem quando você é responsável por esses pequenos seres humanos – e aqueles que têm filhos vão se identificar na hora. Role para baixo para descobrir mais:

Arte: Jyldyz Bekova /fonte:via