Esta casa na árvore na Noruega parece saída de um sonho

Quando pensamos em uma casa na árvore, imaginamos de modo geral algo próximo de uma tenda, ou uma casinha feita de tábuas como nos filmes, sem nada por dentro, para que as crianças possam brincar. Pois essa casa em uma árvore na Noruega, oferecida para ser alugada no site Glamping Hub, atualiza toda e qualquer definição de casa na árvore: ao mesmo tempo minimalista e elegante, com uma espetacular vista para os fiordes noruegueses, trata-se de uma pedida perfeita para se isolar do mundo e se deliciar com a natureza.

Como toda casa na árvore, o espaço é pequeno porém muito bem aproveitado – com uma cama e um colchão, uma rede, banheiro e cozinha compactos, e um espaço com duas confortáveis poltronas e uma mesinha, para admirar a vista. Trata-se do mais próximo que uma casa na árvore, sem perder sua essência, pode chegar de ser um lugar de luxo. O local fica próximo da cidade de Sandane, centro administrativo do município de Gloppen.

O preço, é claro, não é brincadeira de criança, com a diária custando cerca de 250 dólares (algo em torno de R$ 1.000,00). O local oferece diversas atividades ao ar livre, como trilhas, passeios de bike, canoagem, observação de pássaros e muito mais. Se seu plano é fugir de verdade das grandes cidades para o mais longe possível e se deliciar com a natureza (e se seu bolso permitir) nada pode ser mais perfeito do que uma incrível casa na árvore na Noruega.

© fotos: reprodução/fonte:via

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Com 12 anos, ele já tinha plantado 1 milhão de árvores. E sua meta agora é plantar mais 1 trilhão

Se alguém pode falar sobre a força da juventude fazendo do mundo um lugar melhor – e mais verde -, esse alguém é o alemão Felix Finkbeiner. Desde os 9 anos que Felix faz parte de um verdadeiro exército de “embaixadores do clima” que plantam árvores e militam pela salvação do planeta e contra as mudanças climáticas provocadas pela ação humana. Quando ainda era uma criança ele ajudou a fundar a Plant For The Planet, um movimento global jovem que recruta garotos e garotas pelo mundo para plantar e conscientizar – mas agora, dentro da ONU, ele quer muito mais.

O movimento possui cerca de 100 mil jovens entre 9 e 12 anos, e somente Felix plantou cerca de 1 milhão de árvores até completar 12 anos. Hoje, com 20, ele comanda o que era chamado de Billion Tree Program, um programa da ONU que originalmente visava plantar um bilhão de árvores e que, pelas mãos do jovem alemão, se transformou numa campanha por um trilhão de árvores plantadas nos próximos 30 anos – o programa passou a se chamar Trillion Trees.

Para se ter uma ideia da dimensão dos planos de Felix, hoje no mundo existem estimadas 3 trilhões de árvores vivas. Em um cálculo médio, para alcançar sua meta será preciso plantar o equivalente a 150 árvores por pessoa no planeta.

Felix, ainda criança, à época em que fundou sua organização

“Pare de falar e comece a plantar” é o seu mote, lembrando que há muito o que pode ser feito para melhorar a situação na Terra, mas que todos podem pessoalmente ajudar.

Seu programa conta com a parceria de organizações como World Wildlife Fund e a Wildlife Conservation Society para conseguir alcançar suas ambiciosas metas. Felix é a prova viva que não há idade para se salvar o planeta – basta, ao invés de falar, começar a plantar.

© fotos: reprodução/fonte:via

As árvores de São Francisco são (quase) esculturas naturais

A fotógrafa Kelsey McClellan, conhecida por sua série Wardrobe Snacks, captura as extravagantes árvores do subúrbio de São Francisco. Residente na cidade californiana há 2 anos, a artista americana fotografa essas criações incríveis da natureza – verdadeiras esculturas de plantas. Caminhando pelas ruas, ela descobre arbustos maravilhosos com formatos cada vez mais excêntricos.

Conheça a série de imagens:

Fotos: Kelsey McClellan /fonte:via

Nova espécie de árvore é possivelmente o mais pesado organismo vivo descoberto em 2017


Uma nova espécie de árvore, nativa de uma pequena área de Mata Atlântica do Espírito Santo, pode ser o organismo vivo mais pesado descoberto em 2017. Conhecida localmente como jueirana-facão, ela pode chegar a 40 metros de altura e pesar até 62 toneladas.

A descoberta é da equipe liderada pelo britânico Gwilym Lewis, do centro para ciência Kew, do Royal Botanic Gardens, em parceria com sua colega Hannah Banks, o brasileiro Geovane Siqueira, da Reserva Natural Vale, e a canadense Anne Bruneau, da Universidade de Montreal.

A espécie recebeu o nome científico de Dinizia jueirana-facao G.P. Lewis & G.S. Siqueira e faz parte da família das leguminosas. Criticamente em Perigo de extinção, só foram encontrados 25 exemplares dela no mundo – o que explica como um organismo tão grande permaneceu desconhecido na literatura científica até hoje.

Todos os anos, são descritas 2 mil novas espécies de plantas e 10% destes estudos vêm do Kew. Porém, a maior parte dessas publicações são referentes a diferenças em níveis moleculares ou de reclassificação de espécies, que podem ter sido classificadas com o gênero errado, e não espécies ainda não nomeadas. “Se espécies gigantescas como essa estão sendo descritas como novas para a ciência no século 21, imagine quantos organismos menores ainda estão aguardando serem descobertos?”, escreve Lewis no blog do Kew.

Colaboração internacional

A Dinizia jueirana-facao foi coletada pela primeira vez em flor, há pouco mais de uma década, por Renato Jesus, então gerente de biodiversidade da Reserva Natural Vale. “Eu venho trabalhando com leguminosas por muitos anos, então Renato enviou um espécime para Kew para que eu analisasse, com a sugestão original de que a árvore talvez pertencesse ao gênero de legumes Parkia”. Aquela tinha sido a primeira vez, nos 27 anos de Jesus na reserva, que a árvore tinha florescido, então não era possível saber se o exemplar tinha chegado à maturidade ou tinha tempos de floração e frutificação não regulares ou anuais.

Logo ficou evidente que as flores analisadas em Kew não faziam parte do gênero Parkia e foi iniciado o processo de reunir mais dados. “No ano seguinte, as frutas foram enviadas do Brasil para Kew. Elas são grandes gotas lenhosas, com quase meio metro de comprimento, e se parecem muito com a bainha de couro de uma machete”. É nas frutas que o nome popular foi inspirado.

O DNA da planta foi, então, analisado por Anne Bruneau, em Montreal, que concluiu que a nova árvore tinha uma proximidade muito grande com a Dinizia excelsa Ducke (angelim-vermelho), largamente encontrada na Amazônia e que pode chegar a até 60 metros de altura. Especialista em pólen, Banks descobriu que os grãos produzidos pela nova espécie eram diferentes da sua irmã amazônica. Geovane Siqueira enviou, então, ainda mais materiais de pesquisa, como imagens e observações, tornando possível afirmar que eles haviam, de fato, descoberto uma nova espécie.

“Fornecer um nome científico a essa espécie magnífica irá garantir que possa ser registrada apropriadamente e ajudar a destacar o seu estado ameaçado”, afirma Lewis. Ele tem esperanças que a divulgação do estudo ajude a preservar a planta e o seu habitat.

O estudo foi descrito apenas na revista Kew Bulletin, publicada pelo próprio Royal Botanic Gardens.

fonte:[via][Kew Science, Phys.org]

Africanos se unem para criar muro de árvores 8 mil km de comprimento e 15 km de largura

Enquanto alguns poderosos se elegem prometendo construir muros para separar povos e países (e nem de fato se mostram capazes de cumprir sua horrenda e inviável promessa) outros países decidem botar a mão na massa, e construir por uma boa causa um outro tipo de muro: um muro de árvores.

Onze países africanos se reuniram para construir uma enorme barreira verde, cruzando o continente de leste a oeste, a fim de amenizar os efeitos das mudanças climáticas.

O processo de plantio teve início em 2007, e a ideia é que o muro atinja 8 mil quilômetros de cumprimento e 15 quilômetros de largura – só no Senegal já são 11 milhões de árvores plantadas.

Faltam anos ainda para o muro realmente ficar pronto, mas uma parceria entre o Banco Mundial, a ONU e os Jardins Botânicos do Reino Unido começaram uma campanha pela arrecadação de fundos para que o plantio seja completado. O custo de toda a barreira é de cerca de 8 bilhões de dólares. Sudão, Niger, Mali e Mauritânia são alguns dos outros países envolvidos.

 

Lideranças locais, no entanto, garantem que, passados 10 anos do início do plantio, as diferenças já são sensíveis, e alguns processos de desertificação já começaram a ser revertidos. E mais: oportunidades de emprego, e até mesmo de vida, passaram a circular ao redor da muralha verde. Com a sombra e a umidade, há menor necessidade de água, e mais vida onde antes era seco – e eis um muro que não só realmente traz melhorias efetivas a todos, como, ao invés de separar, reúne as pessoas.

© fotos: divulgação/fonte:via

O impressionante fenômeno da natureza em que as árvores evitam tocar umas nas outras

Crown Shyness, ou Coroa Tímida, em português, é um fenômeno natural que ocorre com algumas espécies arbóreas, onde as coroas das árvores não se tocam, deixando uma espécie de lacuna entre elas.

Observado pela primeira vez em 1920, até hoje os cientistas não descobriram o motivo do fenômeno, que pode ser visto apenas em alguns lugares do mundo. Uma das teorias para que as árvores vizinhas e da mesma altura mantenham este espaço entre si é a quebra de galhos durante tempestades e ventos fortes.

Há ainda cientistas que creditam o fato a uma medida preventiva contra a falta de luz, para permitir que a fotossíntese continue acontecendo, e os que sugerem que o fenômeno é uma espécie de proteção contra larvas de insetos que destroem as folhas. Independente da causa, o resultado é esse fenômeno incrível que mais parece um verdadeiro bordado no céu, confira:

 

Imagens © This is Colossal/fonte:via

Árvores extraordinárias 21 de SETEMBRO DIA DA ÁRVORE

Árvores estão constantemente competindo por comida, lutando para deixar descendentes, escapando de predadores. Elas podem escalar as outras para chegar à luz, enganar animais para dispersar suas sementes, e, em último caso, chegam até a matar.

Assim como os animais, as árvores precisam se alimentar, e fazem de tudo para chegar à sua principal fonte de comida: a luz. As sequoias são as maiores árvores do mundo e podem ter mais de 100 metros de altura. General Sherman, uma sequoia de aproximadamente 2.100 anos possui um peso equivalente a dez baleias-azuis.

Na tentativa de chegar ao topo, algumas espécies foram ao extremo e podem até matar. A figueira mata pau começa a crescer em cima de outras plantas. No processo acaba abraçando sua hospedeira, que não consegue mais transportar água e nutrientes, e acaba morrendo.

Algumas delas estão na Terra há tanto tempo que presenciaram o nascer do sol mais de um milhão de vezes. As bristocne pines têm mais de 4.600 anos, e já estavam aqui quando as pirâmides do Egito foram erguidas ou quando Cristóvão Colombo chegou à América. Outras, como as cerejeiras e os ipês, não vivem tanto, mas possuem flores vistosas que embelezam os campos e as cidades pelo mundo.Infelizmente a maior ameaça a esses seres vivos é o desmatamento. Mas, na luta pela sobrevivência, as árvores desenvolveram estratégias extraordinárias e farão qualquer coisa para continuar existindo.

Confira a galeria especial para o dia da árvore (21 de setembro)

 Baobá, um ecossistema em uma única árvore

Baobá, um ecossistema em uma única árvore

O baobá pode sustentar a vida de incontáveis criaturas. Dos minúsculos insetos que perambulam por suas cavidades até o elefante, o maior mamífero terrestre, que procura a água estocada no tronco para sobreviver às duras condições dos desertos da África. Aves fazem seus ninhos nos galhos, babuínos devoram suas frutas, morcegos bebem o néctar de suas flores. É um mundo em forma de planta.

 Cerejeira, a beleza e a fragilidade da natureza

Cerejeira, a beleza e a fragilidade da natureza

A floração das cerejeiras anuncia o início da primavera no Japão. Entre março e maio o país é tomado por diferentes tons de branco e rosa que transformam a paisagem de forma deslumbrante. As árvores ficam floridas durante uma semana aproximadamente, e suas flores simbolizam a beleza e a fragilidade da natureza e da própria vida.

 Bristocone pines, as árvores mais antigas da Terra

Bristocone pine, a árvore mais antiga

Bristocone pine é uma espécie de pinheiro que vive no limite. Localizados a três mil metros de altitude, nas California’s White Mountains, nos EstadosUnidos, suportam temperaturas congelantes e ventos tão fortes que só conseguem crescer durante seis semanas por ano. São as árvores mais antigas da Terra. O indivíduo mais velho, Methuselah, foi descoberto em 1957 e acredita-se que tenha aproximadamente 4.600 anos. A localização dessa relíquia é mantida em segredo para evitar vandalismo.

 Ipê, uma explosão de cores

Ipê, uma explosão de cores 

A floração dos ipês anuncia a primavera no Brasil. No final de agosto ou começo de setembro, as cidades e os campos são tomados por uma sucessão de cores. Primeiro são os roxos, depois os amarelos (foto), brancos e finalmente os rosas. Cada árvore fica florida durante uma semana, aproximadamente. Então as flores caem, dando um colorido especial ao chão.

 Figueira mata pau, a árvore assassina

Figueira mata pau, a árvore assassina

A figueira mata pau é dispersa por aves e macacos. Quando eles defecam, as sementes frequentemente caem em um galho de outra árvore e começam a se desenvolver. As folhas procuram a luz enquanto as raízes buscam o solo. Durante o processo a árvore hospedeira é envolvida em um abraço mortal. A pressão exercida pela figueira é tão grande que a outra planta não consegue mais transportar seiva e acaba perecendo.
Ela pode ser encontrada em regiões tropicais pelo mundo, incluindo o Pantanal, a Mata Atlântica e Amazônia.

 9Sequoia gigante, a maoir árvore do mundo

Sequoia gigante, a maior árvore do mundo

General Sherman é o nome da maior árvore do mundo em volume segundo o Guinness, o livro dos recordes. A sequoia de 82,6 metros de altura, 25,9 metros de diâmetro, 1.814 toneladas e aproximadamente 2.100 anos se encontra no Sequoia National Park, California, Estados Unidos. Teria madeira suficiente para a produção de cinco bilhões de fósforos. Mas convenhamos, seria um desperdício cortar esse gigante só para acender o fogão de casa.

 Cipreste mexicano

Cipreste mexicano, a árvore mais larga

A planta mais “gordinha” do planeta é um cipreste mexicano. Com 36 metros de cintura, a Árvore de Santa María del Tule, localizada no estado de Oaxaca, México, ganhou um lugar no  Guinness, o livro dos recordes, como a árvore com maior circunferência do mundo.

 Castanheira, a prova de que tudo na natureza está conectado

Castanheira, a prova de que tudo na natureza está conectado

O fruto da castanheira (do Pará), chamado de ouriço, abriga sementes ricas em gordura e nutrientes em seu interior. No entanto, sua casca é tão dura que é impossível de ser aberta pela maioria dos animais. Porém, um pequeno mamífero de dentes fortes é capaz de fazer um buraco nessa armadura impenetrável. A cutia pode encontrar até 30 castanhas lá dentro, o que é muito para comer de uma vez só. As sobras são enterradas na terra, para uma refeição posterior. Mas a memória do pequeno roedor não é perfeita: algumas sementes são esquecidas no solo da floresta amazônica e darão origem a uma nova geração. O ouriço é deixado no chão e, quando começa a temporada de chuvas, se enche de água – a partir do buraco deixado pela cutia – e se transforma em um berçário para sapos e insetos. Nada é desperdiçado.

 Embaúba, a pioneira

Embaúba, a pioneira

Quando uma clareira é aberta na floresta, as embaúbas são as primeiras árvores a ocupar o espaço. Possuem folhas largas, capazes de captar muita luz, aumentando a taxa de fotossíntese e, consequentemente, de crescimento. Seus frutos são atraentes para muitas espécies de aves e macacos. Na base de cada folha existe uma glândula de açúcar, um atrativo para formigas, que acabam se instalando no tronco oco da planta. Em troca, o exército de pequenos insetos irá proteger a planta contra os herbívoros.A embaúba é encontrada desde o México até o norte da Argentina.

 Maior cajueiro do mundo, em Pirangi do Norte, Rio Grande do Norte

Cajueiro, o gigante de Piragi 

O Cajueiro de Piragi é o maior do mundo. Uma mutação genética faz com que sua copa cresça sem parar. Hoje seu tamanho é equivalente a um campo de futebol. A árvore dá cerca de 70 mil frutos ao ano e é uma atração imperdível em Natal, Rio Grande do Norte.