Alguém notou que as botas espaciais de Louis Armstrong não batem com pegadas na Lua

A primeira missão tripulada à Lua vai completar cinco décadas no ano que vem, e, junto com o aniversário, serão cinquenta anos de teorias conspiratórias que duvidam que Louis Armstrong e Buzz Aldrin (e dez outros astronautas) realmente pisaram no satélite.

E, mesmo após tanto tempo de debates com argumentos dos dois lados, ainda é possível que surjam novos fatos para dar suporte à tese de que tudo não passou de uma grande fraude. Mas talvez eles não sejam tão factuais assim.

A teoria, que tem circulado na internet, compara uma foto das botas de Neil Armstrong, que foram exibidas junto de outras partes do traje no Museu do Ar e Espaço, em Washington, às famosas imagens das pegadas de Neil e Buzz na Lua.

As imagens são claras: não é possível que as botas de solas lisas de Armstrong tenham deixado marcas com listras, como são as pegadas (que, diga-se, estão na Lua há quase 50 anos e só sairão de lá caso outra pessoa mexa nelas, já que não há vento para mover o material da superfície lunar).

Mas há mais sobre essa história do que as duas fotos indicam: na verdade, o traje espacial exibido no museu não está completo. Para voltar à Terra, os astronautas deixaram para trás alguns objetos que significariam um peso desnecessário na nave espacial.

Foram mais de cem itens deixados, incluindo lentes de câmeras (usadas para transmitir a chegada à Lua na Terra), fluídos corporais (isso mesmo que você está pensando) e… um complemento das botas, chamado Overboot.

Se trata de nada mais que uma bota usada sobre outra bota para dar mais proteção contra o risco de rasgos ou a entrada de poeira da superfície lunar no traje espacial. Tudo devidamente documentado por relatórios da NASA desde a década de 60.

Fotos via NASA/fonte:via

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Mulher bate recorde dos EUA de permanência no espaço: um recorde que era dela mesma

A astronauta norte-americana Peggy Whitson gosta mesmo de bater um recorde, ainda que ele seja dela mesma. No último fim de semana, Peggy retornou à Terra, após uma missão de 288 dias no espaço.

Com isso, ela soma 655 dias em missões espaciais, se tornando a astronauta dos Estados Unidos que passou mais tempo fora do planeta. O recorde anterior era dela mesma, e havia sido conquistado em abril deste ano, após ultrapassar a quantidade de dias no espaço do astronauta Jeff Williams.

Além de ser a astronauta norte-americana com mais tempo “de espaço”, Peggy, que tem 57 anos, também ostenta outros títulos de dar inveja a muito astronauta por aí: tem o recorde mundial da mulher que passou mais tempo no espaço, da mulher que passou mais tempo fazendo caminhadas no espaço, foi a primeira mulher a ser comandante da Estação Espacial e a primeira mulher a comandar a ISS por duas vezes.

O atual recorde mundial de tempo no espaço pertence ao astronauta russo Gennady Ivanovich Padalka, que permaneceu 879 dias em órbita. Alguém duvida que em breve Peggy irá bater esse recorde também?!

 

Imagens © NASA/fonte:via