Fotos raras mostram o dia a dia dos Panteras Negras nos anos 1960 e 1970

Era 1967 e Stephen Shames ainda era um jovem fotojornalista dedicado a usar seu talento com a câmera para chamar atenção para questões sociais que precisavam ser debatidas. E um encontro com Bobby Seale foi fundamental para impulsionar a carreira de Stephen.

Bobby foi um dos fundadores do Partido dos Panteras Negras, uma organização para defesa dos direitos de pessoas negras nascido durante o Movimento dos Direitos Civis.

Foi Bobby quem pediu que Stephen se tornasse fotógrafo oficial dos Panteras, documentando as atividades diárias do grupo com um grau de intimidade que nenhum outro fotojornalista conseguiu atingir – o jovem era a única pessoa de fora do Partido com acesso direto aos ativistas.

À Vice França, Stephen declarou que seu objetivo era “mostrar os Black Panthers a partir de dentro, não simplesmente a documentar as suas lutas, ou a intenção de pegar em armas”, para “revelar o que acontecia nos bastidores e fornecer um retrato mais completo dos ‘Panteras’”.

Algumas das icônicas fotografias clicadas por Stephen estão em exibição em Lille, na França, dentro de ume vento chamado Power to The People. Confira algumas imagens que a Galeria Steven Kasher liberou para divulgar a obra de Stephen Shames.

Fotos por Stephen Shames (Cortesia da Steven Kasher Gallery)/fonte:via

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Garota indígena de 13 anos é indicada ‘Nobel infantil’ da paz

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Ela tem apenas 13 anos, mas já está fazendo história ao ser nominada para nada menos do que o Global Children’s Peace Prize, considerado o ‘Nobel infantil da paz’. Natural da reserva indígena de Wikwemikong, em Ontário, no Canadá, Autumn Peltier se destaca pelo trabalho em defesa do meio ambiente.

Mesmo com pouca idade, a jovem já acumula uma ficha curricular que inclui encontro com alguns dos principais líderes mundiais. Peltier esteve na linha de frente de uma marcha em defesa da água, além de ter sido responsável por introduzir o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, na Assembleia Geral das Nações, em 2016.

“Eu gosto de dividir a minha ideia de que a água é sacralizada. A Mãe Terra não precisa da gente, nós é que precisamos dela”, disse a pequena ativista.

O mar de inspirações navegado por Autumn é vasto. Em novembro do ano passado, por exemplo,  ela convidou as pessoas para bloquearem uma estrada no Canadá. O objetivo era chamar a atenção justamente para a proteção da água.

A braveza desta jovem índia se fez valer e, durante o encontro com o premiê canadense, aproveitou para manifestar seu descontentamento com as escolhas do mandatário. A iniciativa surtiu efeito, pois segundo ela, Justin prometeu mudar sua postura.

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“Disse que estava muito brava com as escolhas dele. Ele me respondeu dizendo compreender. Eu comecei a chorar e pensar na água”, falou ao Huffington Post Canadá.

O Prêmio Internacional da Criança elege anualmente uma criança que tenha oferecido contribuição significativa para a defesa dos direitos das crianças e melhorado a vida das que vivem em situação de vulnerabilidade.

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O honraria foi lançada em 2005, durante o Encontro Mundial de Prêmios Nobel da Paz, em Roma, que contou com a presença da UNICEF e da Anistia Internacional. A cerimônia já foi apresentada por nomes como Desmond Tutu e Bob Geldof.

Foto: Reprodução/fonte:via

Hípica de Brasília cria polêmica ao colocar crianças para rabiscar cavalo

A Sociedade Hípica de Brasília, os defensores dos animais e representantes da Escola de Equitação da Hípica estão em um imbróglio envolvendo maus-tratos aos animais e novos métodos de ensino. Tudo se inicia a partir da denúncia da advogada e ativista Ana Paula Vasconcelos contra a adoção de um exercício de ‘rabiscar’ um dos cavalos do local.

“Eles tiveram a brilhante ideia de colocar o cavalo como tela de pintura, dizendo que seria atividade pedagógica. Disseram que era um cavalo resgatado, mas isso não justifica. A crueldade é a mesma”, declarou Ana Paula ao G1.

Em sua defesa a hípica argumenta que a atividade, considerada pedagógica, não agride o animal. Segundo a instituição de ensino esta é uma prática adotada em diversos países do mundo e utiliza tinta atóxica, que sai com água.

A Escola de Equitação da Hípica ressalta que o ato de pintar um cavalo com tinta faz parte das atividades de equoterapia da colônia de férias e incentiva a interação da criança com o animal. O objetivo é trabalhar com jovens que tenham necessidades especiais.

Por outro lado ONGs enxergam o exercício como maus-tratos e resolveram acionar fiscais do Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), que estivera na escola e não constataram os abusos.

Até o momento a Hípica foi notificada pelo Ibama, mas não autuada. O Ibama pediu a apresentação de um plano pedagógico para decidir se autua ou não. A instituição se pronunciou dizendo que vai apresentar um laudo veterinário para atestar as boas condições dos cavalos.

Foto: Reprodução/Ana Paula Vasconcelos/fonte:via

Arábia Saudita emite primeiras carteiras de motorista para mulheres

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A Arábia Saudita é único país do mundo a não permitir que uma mulher dirija. Contudo esta lei machista e conservadora está prestes a cair, isso pois o governo acaba de anunciar a emissão das primeiras carteiras de motoristas para mulheres em décadas.

De início a lei vai beneficiar um grupo de 10 mulheres que já estavam habilitadas para dirigir em outros países e que partir de 24 de junho vão poder guiar pelas ruas do país árabe. Por meio de comunicado o governo federal confirmou a expedição do documento para este pequeno grupo, além de detalhar como vai funcionar o processo de emissão.

“A Direção Geral de Tráfego começou a substituir as habilitações reconhecidas internacionalmente por carteiras sauditas. Oficialmente em 24 de junho a decisão de permitir que mulheres dirijam na Arábia Saudita será efetivada”, disse o órgão à agência de notícias oficial SPA.

A notícia foi recebida com alegria pelas mulheres sauditas que iniciaram cursos de autoescola em todo o país. De acordo com levantamento oficial a expectativa é que 2 mil vão poder emitir a carteira nas próximas semanas.

O anúncio faz parte dos planos herdeiro saudita Mohammed bin Salman de modernizar a sociedade. Por muito tempo a Arábia Saudita foi um dos países mais reclusos do mundo e por causa de diversas restrições, como a de comandar a própria locomoção, as mulheres eram obrigadas a ter um motorista particular ou um familiar homem que as ajudasse nas tarefas cotidianas.  

É importante ressaltar que o movimento se consolida principalmente pela pressão exercida por ativistas pelos direitos das mulheres, responsáveis por campanhas durante anos contra a proibição. O fato levou o rei Salman bin Abdulaziz al-Saud a comunicar o fim do impedimento em 2017.

Foto: Unsplash/fonte:via