Esta equipe de basquete feminino da década de 1920 é apenas maravilhosa

Acredita-se que o basquete feminino tenha iniciado em 1892 na Smith College, nos Estados Unidos, durante as aulas da professora de educação física Senda Berenson.

Senda teria adaptado as regras do esporte criadas por James Naismith. Entretanto, a primeira partida de basquete feminino entre univeridades ocorreu apenas quatro anos depois, no dia 4 de abril de 1896. O jogo ocorreu entre a Universidade de Stanford e a Universidade da Califórnia.

Flash forward para 1920, já era possível encontrar equipes de basquete formadas apenas por mulheres poderosas, que usavam toda a sua agilidade para arremessar a bola ao cesto. Uma foto de um time deste período ficou conhecida ao ser compartilhada no Flickr pelo usuário Lynee’s Lens.

Embora não haja muita informação sobre a imagem, é possível notar nove orgulhosas jogadoras, provavelmente após ganhar uma competição. Segundo a descrição da rede social, as mulheres pertenceriam ao Sparks, mas não há evidências de que essa informação seja verdadeira.

Elas não são maravilhosas?

Foto: Lynee’s Lens /fonte:via

Rainha Hortência é eleita a maior jogadora de basquete de todos os tempos

Hortência diz que demissão de Ênio Vecchi foi motivada por questões de planejamento

Para os fãs de basquete, Hortência já era considerada uma das principais atletas do esporte. Agora, a máxima está chancelada pelo reconhecimento da FIBA, que elegeu a rainha como a maior da história dos Mundiais organizados pela instituição internacional.

Líder de seleção brasileira campeã Mundial de 1994, Hortência foi escolhida por meio de votação popular organizada pela Federação Internacional de Basquete com 85% dos votos.

A disputa foi acirrada e Hortência bateu nomes como Lisa Leslie e Maya Moore, nomes de peso da WNBA. A segunda mais votada foi a australiana Lauren Jackson.

Não custa lembrar que Hortência foi a grande responsável por um dos maiores títulos da história da seleção masculina de basquete. A rainha anotou 32 pontos na vitória emblemática sobre os Estados Unidos por 110 a 107 na semifinal. Não nos esqueçamos, claro de Magic Paula. 

Dois anos depois, Hortência foi para nos Jogos Olímpicos de Atlanta. A Rainha do Basquete é a maior pontuadora o time brasileiro, com mais de 3 mil pontos em 127 partidas (média de 24,9 por jogo).

Foto: reprodução/fonte:via

A primeira juíza mulher da NBA e sua história de resistência

Eu sabia que todo mundo estava esperando que eu errasse”. É com essas palavras que Violet Palmer descreve a sensação que sentiu ao fazer sua estreia como juíza de um jogo da NBA, se tornando a primeira mulher a alcançar o feito na principal Liga de Basquete dos EUA e do mundo.

Segundo Violet, quando criança, ela amava ser uma garota, mas não conseguia gostar do que era imposto a ela como ‘coisas de menina’. Mas, quando conseguia praticar esportes, sentia que estava fazendo o que realmente a agradava.

Ela se formou na escola em um período em que o esporte feminino ganhava cada vez mais terreno nos EUA, e conseguiu uma bolsa de estudos para jogar basquete na universidade.

Para ganhar um dinheiro extra durante as férias, Violet começou a fazer parte da mesa de arbitragem durante jogos de basquete masculinos, marcando o placar e as faltas. Algumas vezes os árbitros não compareciam, e foi assim que ela decidiu colocar o uniforme e assumir as responsabilidades de juíza.

O passo seguinte foi atuar como árbitra em jogos femininos na Liga Universitária de Basquete dos EUA. A NBA a convidou para os testes de recrutamento de novos juízes no final de 1995, e ela passou mais de um ano se preparando até a estreia, em 1997.

Foram 18 temporadas, tendo atuado em 919 jogos, até a aposentadoria em 2016. E é claro que o caminho foi repleto de desafios. Violet conta que sentia que muitos juízes se sentiam desconfortáveis com sua presença, achando que teriam de agir diferente ao trabalhar com ela ou que uma mulher não daria conta do recado.

Em 2007, depois de uma década provando jogo após jogo que estava à altura da responsabilidade de ser juíza, Violet esteve no meio de uma grande controvérsia. O ex-jogador e então comentarista de basquete Cedric Maxwell chegou ao absurdo de dizer no ar que ela deveria “voltar para a cozinha” e “trazer ovos com bacon”.

O absurdo repercutiu e fez com que Cedric se retratasse dias depois. “Eu acho que aquilo realmente me deu mais motivação para sair, aprender mais, trabalhar bem, ser profissional e mostrar a todo mundo que eles teriam de se calar, porque eles veriam que eu posso fazer aquilo, assim como qualquer juiz homem nas quadras”, diz Violet.

Lesões nos joelhos foram responsáveis pelo fim da carreira dela nas quadras, mas, após ‘pendurar o apito’, Violet passou a atuar como coordenadora de arbitragem na liga profissional de basquete feminino dos EUA, além de dirigir um curso que forma outras mulheres que querem atuar como juízas.

Além disso, as boas atuações de Violet abriram as portas para outras mulheres que desejavam ser árbitras na NBA. A segunda foi a já aposentada Dee Kantner, e a terceira Lauren Holtkamp, que ainda está na ativa. Quem sabe em breve uma das alunas do curso de Violet não seja a próxima a ocupar esse espaço importante.

Fotos: Reprodução/fonte via

Esta quadra de Paris é tudo que quem gosta de basquete sonhou

Quem andava com pressa pela região do 9º arrondissement de Paris podia não perceber que, cravada entre dois prédios residenciais, fica uma das quadras de basquete de rua mais legais de que se tem notícia. Mas agora ficou mais difícil de não vê-la.

A quadra foi batizada de Duperré, seguindo o nome da rua em que fica localizada. Stephane Ashpool, um fashionista parisiense fã de basquete e dono da marca Pigalle, foi quem assumiu as reformas da quadra, em parceria com a Nike e a agência de design Ill-Studio.

A pintura mais recente da quadra tem cores vivas, com o piso variando entre azul e fúcsia, e as paredes no entorno incluindo também amarelo e laranja. A grade que separa a quadra da rua foi trocada por uma que permite a visão por parte dos pedestres, e a Duperré tem ainda a particularidade da escada de um dos prédios tomar um corredor na lateral.

“Através dessa nova quadra queremos explorar a relação entre esporte, arte e cultura, e sua importância como um indicador sociocultural de um determinado período de tempo”, declarou a equipe que comandou a reforma ao fazer a reinauguração da Duperré.

 Fotos © Sebastien Michelini /fonte:via