Existem 75 mil bibliotecas livres pelo mundo e isso é importante e maravilhoso

Não é preciso citar todos os benefícios que os livros trazem para nossas vidas. O mundo cada vez mais tecnológico em que vivemos não impede que os livros continuem a existir e sejam parte essencial de nossa formação enquanto cidadãos e seres humanos. Sabendo da importância e magnitude dos livros, o norte americano Todd Bol desenvolveu o projeto Little Free Libraries (pequenas bibliotecas livres), em 2009.

As bibliotecas nada mais são do que pequenas caixas, que podem ser instaladas em qualquer lugar, garantindo que todo mundo possa ter acesso a um bom livro, sem precisar pagar nada. Um projeto simples, colaborativo e de uma importância imensa, que está sendo levado para diversos países e acaba de instalar sua 75.000 biblioteca, na cidade de Jenks – Oklahoma.

Todd deu início ao projeto montando a primeira biblioteca em seu jardim e em menos de uma década, ele já se estende para 88 países ao redor do mundo, entre eles, México, Síria, China, Porto Rico, Coréia, Rússia e Irã. Qualquer pessoa pode se oferecer para ser administrador de uma biblioteca, que pode ser instalada em jardins particulares ou em algum espaço público, desde que tenha uma pessoa responsável.

O que começou com meia dúzia de livros, hoje possui uma rede imensa e estima-se que, somente neste ano, mais de 54 milhões de livros serão compartilhados. A troca que se faz entre as pessoas também é parte importante da iniciativa, que faz com que milhões de vizinhos se conheçam, estabelecendo não somente conversas relacionadas aos livros que leram, como interações humanas e relações de amizade.

 Vermont Journal /fonte:via

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Bulgária cria biblioteca ‘portátil’, aberta e de madeira para ser instalada na rua

As pessoas estão cada vez menos lendo livros, seja pela altíssima oferta de informações que a internet  oferece, falta de tempo ou até mesmo, de incentivo. A questão ainda é mais evidente quando eles são impressos, já que muita gente hoje em dia prefere ler em tablets ou smartphones, mas se depender da cidade de Varna – na Bulgária, a realidade não precisa ser exatamente esta.

Uma equipe de arquitetos e designers desenvolveu uma biblioteca de rua simplesmente incrível, com um design moderno e prático, facilitando o acesso para os leitores, que podem até se sentar e, de vez em quando, assistir a um show, já que o local também possui um pequeno palco para apresentações de artistas de rua.

O formato é vazado e semicircular, feito para entrar a quantidade perfeita de luz, proporcionando um ambiente agradável e convidativo à leitura. A estrutura é portátil e tem capacidade para até 1500 exemplares, que serão muito bem aproveitados pela sortuda população da cidade.

Apelidada de ‘Rapana’, a equipe chegou a testar mais de 20 variações antes de decidir por este modelo, que se assemelha a um caracol marinho, já que a cidade está próxima ao mar e é conhecida por ser a capital marítima da Bulgária.

Quem não gostaria de ter a sua disposição uma biblioteca dessa?

Fotos: Rapana Library  /fonte via

Maior biblioteca de magia e ocultismo do mundo digitaliza seu acervo

Fundada em 1957, a Biblioteca de Ritman, ou Bibliotheca Philosophica Hermetica, só foi aberta ao público em 1984. Seu fundador, Joost Ritman, começou a juntar livros raros sobre espiritualidade quando ainda era adolescente, iniciando com uma edição do século 17 de Aurora, do filósofo alemão Jakob Böhme.

Em junho de 2016, Dan Brown, escritor e autor de livros como O Código Da Vinci e Anjos e Demônios e que havia feito várias pesquisas por lá durante seus processos criativos, anunciou uma doação de 300 mil euros para que a Biblioteca pudesse digitalizar seu acervo e tornar as obras acessíveis a um público maior.

Dos cerca de 4600 livros da Biblioteca de Ritman, pouco mais de 2100 já estão disponíveis online e podem ser acessados através do site Embaixada da Mente Livre. Há diversos estudos sobre temas como alquimia, astrologia, magia e outros temas caros ao ocultismo.

É importante ressaltar que as obras estão escritas em diferentes idiomas europeus, com predominância para textos em latim. Há também livros em inglês, francês, alemão e holandês, e a forma mais fácil de filtrar as buscas no catálogo é selecionar por Lugar de Publicação.

Imagens: reprodução/Bibliotheca Philosophica Hermetica /fonte  via

Encontraram uma biblioteca pública ‘perdida’ há 2 mil anos na Alemanha

Pesquisadores encontraram uma estrutura de dois mil anos na Alemanha, durante escavações para a construção de um centro comunitário de uma igreja. Com 20 metros por 9 metros, após análises e comparações com outras estruturas antigas, a conclusão encontrada pelos pesquisadores foi de que se tratava de uma biblioteca pública, capaz de abrigar cerca de 20 mil pergaminhos.

Inicialmente o local sugeria se tratar de um pátio público, mas uma série de aberturas de 50 a 80 centímetros na parede, similares a outras construções do mesmo tipo feitas em Alexandria e na Roma antiga, a conclusão foi se tratar de uma biblioteca. “Elas são bem particulares em bibliotecas. É possível ver outras do tipo na biblioteca da antiga cidade Éfeso”, afirmou Dirk Schmitz, do Museu Romano-Germânico de Colônia. “Levamos um tempo para identificar os paralelos – nós podíamos ver que as aberturas eram muito pequenas para guardar estátuas. Mas elas eram um tipo de depósito para os pergaminhos”, afirmou.

O fato da estrutura estar localizada no centro da cidade alemã de Colônia foi um dos fatores que levaram os pesquisadores a concluírem se tratar de prédio público – uma biblioteca aberta à visitação. “A estrutura fica no meio de Colônia, no centro comercial, um espaço público no meio da cidade. A construção foi feita com materiais de excelente qualidade, e esse tipo de prédio, por ser tão grande, tende a ser público”, concluiu Schmitz. Diante da descoberta, a equipe do museu agora trabalha pela preservação da estrutura, construída entre 150 e 200 d.C.

© fotos: reprodução/fonte:via

Biblioteca é projetada com inspiração nos mares para representar oceano de conhecimento

Os moradores e visitantes da cidade chinesa de Tianjin já podem mergulhar em um oceano de conhecimento. A oportunidade é uma visita à Biblioteca de Tianjin Binhai, que faz parte do projeto de um centro cultural no distrito ao lado de outros quatro edifícios desenhados por renomados arquitetos internacionais.

A construção chama a atenção por sua inspiração nos mares, com ondas de livros que emergem do piso ao topo do edifício. No coração da biblioteca, um auditório em formato de um olho esférico serve como centro e parece guiar a maneira como as estantes são dispostas dentro do espaço. Além de abrigar 1,2 milhão de livros, as estantes também servem como cadeiras e degraus para acessar os cinco níveis da construção.

O projeto foi desenhado pelos arquitetos da MVRDV em parceria com o Instituto de Design e Planejamento Urbano de Tianjin. Graças à sua estrutura inovadora, as imagens da biblioteca se tornaram virais nas redes sociais chinesas, onde foram compartilhadas milhares de vezes.

Com 33.700 m², o centro cultural já se tornou uma das principais atrações da cidade desde sua abertura, em outubro deste ano. Apesar disso, a imponente construção foi erguida em apenas três anos, um tempo recorde para um projeto desta proporção. Mesmo com tanta rapidez, as imagens da biblioteca são inspiradoras e prometem levar você a um verdadeiro mergulho no conhecimento.

Com informações de Arch Daily e MVRDV

Todas as fotos © Ossip Van Duivenbode /fonte:via

Real Gabinete Português de Leitura (RJ): a quarta biblioteca mais bonita do mundo

Da beleza paradisíaca à desigualdade social infernal, o Rio de Janeiro é uma cidade essencialmente em paradoxo. Dona uma das geografias mais bonitas do planeta em contraste com a desigualdade social extrema, a antiga capital do império e da república hoje se vê em terrível abandono.

Da praia ao asfalto sujo, da montanha ao trânsito infernal, do verde das matas à violência, o Rio de Janeiro é uma cidade de extremos, e o centro do Rio é um dos símbolos desses paradoxos, onde o passado e o presente se cruzam constantemente, entre a miséria e o luxo, como que significando a própria cidade em verdade.

 

Em meio ao centro do Rio, no número 30 de uma rua apropriadamente batizada de Luis de Camões, o abandono da cidade se encontra com aquilo de mais rico que a humanidade pode possuir – literal e simbolicamente. Um dos mais belos edifícios da cidade, o Real Gabinete Português de Leitura, como uma das joias da coleção de prédios antigos do centro, se contrasta em absoluto com a deselegância das novas construções, a sujeira e a pobreza que também compõe hoje o ecossistema da cidade. Quando se entra nele, porém, tudo se transforma, como o lugar mágico que é.

 

Eleito em 2014 a quarta biblioteca mais bonita do mundo, o Real Gabinete tem sua fachada inspirada no monumental Mosteiro dos Jerônimos, em Lisboa – feita com pedras trazidas de navio de Portugal para o Rio – e, como muitos dos prédios mais antigos do centro do Rio, tudo em sua arquitetura e decoração lembra Portugal – foi aqui, afinal, que a corte portuguesa desembarcou em massa para fugir de Napoleão, em 1808, com cerca de 15 mil pessoas.

O Real Gabinete em 1887, ano da conclusão do edifício

Em 1837, quando a instituição foi fundada, o Rio de Janeiro já não era há 16 anos capital do reino de Portugal, e o Brasil era independente há 15 anos, mas a influência portuguesa e a transformação da cidade já estavam mais do que dadas. Foi quando um grupo de 43 imigrantes decidiu por criar uma biblioteca para troca e ampliação de conhecimentos de seus sócios e dar oportunidade aos portugueses residentes de rememorar, ilustrar e viver o espírito lusitano no Rio.

O busto de Luís de Camões com o Real Gabinete ao fundo

A construção do edifício só foi concluída em 1887, e o Real Gabinete Português tornou-se um marco arquitetônico e cultural da presença aqui de Portugal. Assim, as quatro estatuas que recebem os visitantes na fachada do edifício não poderiam ser outras: Pedro Álvares Cabral, Luís de Camões, Infante Dom Henrique e Vasco da Gama. Na mesma fachada, quatro medalhas lembram grandes escritores lusitanos: Fernão Lopes, Gil Vicente, Alexandre Herculano e Almeida Garrett.

O prédio foi aberto à visitação pública em 1900, e o elenco de corriqueiros visitantes ilustres do passado não deixa também à desejar – era comum encontrar nomes como Machado de Assis, Olavo Bilac e João do Rio percorrendo suas prateleiras atrás de volumes ou livros raros.

Não por acaso, as cinco primeiras sessões oficiais da Academia Brasileira de Letras, fundada por Machado de Assis, foram realizados no Real Gabinete. Além de possuir o maior acervo de obras portuguesas fora de Portugal – e uma extensa coleção de livros raros – o local é, por dentro, ainda mais espetacular e belo do que por fora; é, portanto, um excelente cenário para qualquer reunião.

O silêncio dominante no interior do prédio se contrasta com a beleza gritante de sua decoração. Para além da beleza que naturalmente uma enorme coleção de livros em prateleiras traz para qualquer lugar, cada mesa, cadeira, cada adorno, cada prateleira de madeira esculpida, cada quatro na parede traz ao lugar a aura de um verdadeiro museu – e não é por acaso, pois o local abriga, além dos mais de 350 mil livros estrangeiros e nacionais, uma vasta coleção de pinturas.

Antes de procurar qualquer livro dentro do Real Gabinete, porém, a primeira recomendação ao visitante, ao adentrar o salão de leitura, é olhar para cima: além de um candelabro espetacular adornando o teto do salão, uma incrível claraboia em ferro e vidro – reza a lenda ser a primeira desse tipo no Brasil – transforma ainda mais a experiência de visitar essa biblioteca em uma experiência única, como observar os vitrais das mais belas igrejas europeias.

É nesse necessário que diariamente cerca de 150 pessoas encontram a tranquilidade de um outro tempo para estudar, pesquisar e trabalhar, tendo à mão o acervo todo informatizado do local, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18hs, com a ajuda dos bibliotecários e bibliotecárias profissionais. A visita e a consulta ao acervo de modo geral pode ser feito por “qualquer um do povo”, como uma espécie de lema da biblioteca pública que é o Real Gabinete Português.

A consulta é realizada no Salão da Biblioteca. Localizado muito próximo à Praça Tiradentes e ao Largo do São Francisco (assim como da Av. Passos e da Rua da Carioca), são diversos os ônibus que passam próximos à biblioteca. As estações de metrô da Uruguaiana e Presidente Vargas ficam, cada uma, a pouco mais de 300 metros do local.

É claro que, tendo em seu acervo livros como um exemplar da primeira edição de Os Lusíadas, de Camões (publicado em 1572) além de diversos outros livros portugueses do século XVI e muitos manuscritos importantes (incluindo o manuscrito da comédia Tu, Só Tu, Puro Amor, de Machado de Assis), nem todos os volumes da biblioteca podem ser acessados diretamente. Ainda assim, com a devida autorização especial, é possível que investigadores e especialistas acessem também tais raridades do acervo.

 

Pelo título de “depósito legal” da literatura portuguesa conferido ao local – o único, hoje em dia, fora de Portugal que possui tal encargo – , anualmente o Real Gabinete recebe um exemplar de cada obra publicada em Portugal para seu acervo. São em média 6 mil novos exemplares por ano para ampliar ainda mais a biblioteca como de fato a maior embaixada da literatura portuguesa no mundo.

 

Mais do que a quarta biblioteca mais bonita do mundo e de possuir esse impressionante acervo, o Real Gabinete Português é também um centro de estudos, e por esse motivo oferece uma porção de cursos, conferências e palestras, em sua maioria ligadas à literatura, com especial enfoque na cultura e na produção luso-brasileira. Além de visitar ou estudar, é possível se associar à instituição, como pessoa física ou jurídica, e com isso ganhar uma série de privilégios, como usar a biblioteca, participar dos cursos e atividades, votar na assembleia, além de poder levar para casa exemplares do acervo por até 15 dias, contato que tenham sido publicados depois de 1950 – além, é claro, de manter viva essa joia da cultura e da arquitetura no coração do Rio de Janeiro.

 

Ao fim da visita, sair do edifício e voltar a circular pelo centro do Rio é se confrontar novamente com a dura e incrível realidade da cidade, bela e pobre, violenta e espetacular, que rodeia o Real Gabinete Português. Porém, da mesma forma que nunca se sai de um livro da mesma forma que se entrou, uma visita a esse que é um dos mais interessantes, importantes e bonitos locais de uma cidade tão cheia de pontos turísticos e histórias é sempre um passeio transformador, como uma viagem no tempo ao passado que formou, para o bem e o mal, o Rio de Janeiro, Portugal e o Brasil – e, ao mesmo tempo, para o futuro que essa cidade verdadeiramente merece.

 

© fotos: divulgação/Fonte:[ via ]

Clementinum: por dentro de uma das mais lindas bibliotecas do mundo

O mundo está cheio de bibliotecas incríveis, mas uma delas se destaca das demais. É a biblioteca barroca localizada no complexo Clementinum, em Praga, na República Tcheca. Eleita pelos leitores do Bored Panda como a mais bonita do mundo, ela foi construída em 1722 e pode muito bem fazer parte de um roteiro turístico pela cidade.

Foto via

O complexo fica próximo da Ponte Carlos, um dos principais pontos turísticos da cidade, no centro histórico de Praga (por sinal, dá para comer um doce incrível por lá!). A construção histórica ocupa uma área de 2 hectares e é considerada um dos maiores complexos arquitetônicos da Europa. Erguido em estilo barroco, o edifício abriga cerca de 20 mil livros.

Em 1781, o diretor Karel Rafael Ungar criou no local uma coleção com as mais importantes obras da literatura tcheca, que ficou conhecida como Biblioteca Nationalis. Alguns dos livros raros da coleção foram até mesmo enviados para o Google para fazer parte do Google Books, onde devem estar disponíveis em breve. Além das paredes repletas de literatura, o teto também ganhou um toque de arte com os afrescos do pintor Jan Hiebl.

Fotos: Klementinum

Foto: Bruno Delzant

Descubra mais sobre esta incrível biblioteca, clicando aqui./fonte:via