Aos 11, ela teve a perna amputada por conta de um câncer. E virou modelo 20 anos depois

A vida nunca é fácil, mas para algumas pessoas ela pode ter momentos extremamente difíceis, onde somos obrigados a tomar decisões que irão nos marcar para sempre. A norte americana Tessa Snyder, tem 29 anos e, aos 11 tomou a dura decisão de amputar sua perna inteira, para aumentar suas chances de sobreviver após um câncer. Hoje, ela é modelo e uma verdadeira inspiração para as pessoas.

Ao site Bored Panda, ela conta que começou a sentir dores na perna, no ano de 2000, mas os médicos disseram que eram dores normais de crescimento. Um dia, ela acordou e não conseguia mais dobrá-la e, foi então que, foi diagnosticada com câncer no fêmur direito.

Depois de dois meses de quimioterapia, a garota se sentia cada vez mais fraca, já havia perdido o cabelo e foi obrigada a largar a escola, pois já não tinha força para nada. A ideia de amputar a perna surgiu dos pais, ao verem que a filha não estava respondendo bem ao tratamento, que ao mesmo tempo que pode nos curar, nos enfraquece em vários outros aspectos.

Pouco tempo depois, ela teve sua perna amputada e deu início a uma nova vida. Se a adolescência já é difícil por si só, imagina para uma garotinha com uma prótese na perna? Lidar com esta nova realidade não foi fácil, mas hoje ela conta sua história com orgulho da decisão que tomou e, tem inspirado muita gente que passa por algo parecido.

Tessa hoje é casada, modelo e tem 2 filhos. Tem dias em que não quer usar a prótese, pois incomoda e muitas vezes, machuca. Quase 20 anos depois, ela aprendeu a conviver com ela, que é o que permite que ela leve uma vida normal: Mas uma coisa eu percebi é que eu não poderia continuar vivendo minha vida odiando algo que eu não poderia mudar. Minha prótese é uma parte de mim e é quem eu sou“.

Fotos: Tessa Snyder /fonte:via

Tragédia: Agrotóxico da Monsanto está exterminando as abelhas, aponta estudo

A Monsanto é uma ameaça ao meio ambiente. O Roundup, vendido pela empresa norte-americana de agrotóxicos, é responsável pelo extermínio das abelhas. Um estudo feito pela Universidade do Texas, aponta que o glifosato presente no produto está afetando o microbioma intestinal das abelhas, as deixando vulneráveis à infecções.

Os pesquisadores dizem que o agrotóxico mais usado do mundo possui um princípio ativo chamado N-(fosfonometil)glicina, que contribui para a morte das abelhas. A artigo publicado no Proceedings of National Academy of Sciences explica que, assim como em seres humanos, a saúde das abelhas depende de um ecossistema de bactérias que vivem em seu trato digestivo.

O problema é que o glifosato inibe o desenvolvimento destas bactérias, causando um desequilíbrio que reduz a capacidade do inseto de combater infecções. O princípio ativo do Roundup age ao ser absorvido pela folha das chamadas plantas de crescimento rápido, o popular mato, impossibilitando a existência destas enzimas.

“Diretrizes atuais consideram que as abelhas não são prejudicadas pelo herbicida. Nosso estudo mostra que isso não é verdade”, explica Erick Motta – estudante de pós-graduação que liderou a pesquisa, ao lado da professora Nancy Moran.

O resultado foi possível por meio da realização de testes que expuseram as abelhas a níveis encontrados em plantações e jardins. Três dias depois de serem liberadas, os pesquisadores notaram uma redução da microbiota intestinal saudável nas abelhas.

Para se ter ideia dos efeitos, das oito espécies dominantes de bactérias saudáveis, quatro foram consideradas menos abundantes. O grupo mais atingido foi o da Snodgrassella alvi.

“Estudos em humanos, abelhas e outros animais mostraram que o microbioma intestinal é uma comunidade estável que resiste à infecção por invasores oportunistas. Se você interromper a comunidade normal e estável, estará mais suscetível a essa invasão de patógenos”, conta Nancy Moran.

O estudo integra uma longa lista de acusações contra a Monsanto. Há poucos meses, a companhia especializada em agrotóxicos foi condenada na Justiça dos Estados Unidos a pagar 290 milhões de dólares a um jardineiro com câncer terminal. A decisão foi considerada história e representa uma ameaça ao modo de operação de uma das empresas mais controversas do mundo.

Fotos: Creative Commons/fonte:via

Cão com tumor cerebral ganha crânio 3D e tecnologia poderá ser usada em humanos, dizem médicos

Patches é um salsicha canadense (Foto: Michelle Oblak/University of Guelph)

Quando tinha nove anos de idade, o pequeno Patches foi diagnosticado com um tumor osteocondrossarcoma multilobular, que de tão grave chegou a esmagar parte do cérebro, além de afetar a órbita ocular do cão.

O animal da raça Daschund, o famoso salsicha, estava num beco sem saída, pois segundo os médicos a retirada do tumor seria perigosa, pois o animal não tem condições de ficar muito tempo anestesiado.

Daí que a tecnologia exerceu um grande papel no processo de recuperação do cachorro. Os médicos conseguiram desenvolver um novo procedimento que, além de garantir a rápida recuperação do cão, pode ser aplicado em seres humanos no futuro.

Patches foi diagnosticado com tumor no cérebro aos nove anos (Foto: Michelle Oblak/University of Guelph)

O crânio 3D foi criado por um engenheiro, que utilizou titânio para moldar o objeto. Para isso, veterinários da Universidade de Guelph mapearam a localização exata do tumor para aplicação da placa craniana, já que 70% do topo do crânio do animal precisava ser substituído.

O procedimento cirúrgico durou cinco horas e o cachorro permaneceu “alerta e olhando para os lados” 30 minutos depois. “Fui capaz de fazer a cirurgia antes mesmo de entrar na sala cirúrgica”, explicou em comunicado Michelle Oblak, oncologista do Colégio Veterinário de Guelph.

Molde 3D do crânio de Patches (Foto: Michelle Oblak/University of Guelph)

Para especialistas, o caso envolvendo o cachorro salsicha vai ajudar a entender a incidência de câncer em humanos. A oncologista do Colégio Veterinário Guelph acredita que a tecnologia, em um futuro próximo, poderá ser usada em seres humanos.

Patches ficou livre do câncer, mas infelizmente foi diagnosticada com uma hérnia de disco, que paralisou suas patas traseiras.

Crânio 3D de titânio que foi implantado em Patches (Foto: Michelle Oblak/University of Guelph)

Foto: Michelle Oblack/University of Guelph/reprodução/fonte:via

Jovem fotografa seu rosto todos os dias após passar por reconstrução facial e registra recuperação

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A vida muitas vezes nos pega de surpresa e, por mais doloridas que algumas coisas sejam, no fim das contas tudo acaba sendo um grande aprendizado. Desta vez quem nos ensina é a britânica Jen Taylor, que após descobrir um sério câncer nos ossos no ano passado, teve seu rosto completamente reconstruído. Porém, muitas vezes a saída para a dor é o enfrentamento dela mesma e foi exatamente isso que ela fez, ao registrar seu processo de recuperação.

Sua cirurgia durou cerca de 16 horas e ela precisou tirar parte da mandíbula, de uma bochecha, da órbita ocular e do crânio. Os médicos usaram ossos de sua omoplata e músculos das costas para dar um novo céu da boca à jovem, que depois de uma dolorosa recuperação, precisou reaprender a mastigar.

Os registros foram feitos diariamente e, segundo ela, foi isso que a ajudou a não entrar em desespero, por perceber as pequenas melhoras em seu rosto. Foram semanas de dor e medo, mas compartilhar sua frustração com os outros através de um blog que ela criou na época, a ajudou a superar.

Hoje, os médicos têm quase certeza de que o câncer foi 100% retirado, mas ela precisa fazer diversos exames com bastante frequência. A lição que fica? O importante é estar viva!

Reprodução / Facebook

Fotos: Jen Taylor / arquivo pessoal / BBC/fonte:via

Cientistas vencem Nobel de Medicina por revolução no tratamento contra o câncer

Nesta edição, o Prêmio Nobel de Medicina premiou o trabalho de dois cientistas para encontrar uma terapia mais efetiva contra o câncer.

James P. Allison e Tasuku Honjo ganharam o prêmio de R$ 4 milhões por terem descoberto uma terapia que incentiva o ataque de células de defesa do organismo contra os tumores.

Apesar de terem conduzido as pesquisas separadamente, o norte-americano e o japonês conseguiram entender o funcionamento de duas proteínas produzidas por tumores – a CTLA-4 e a PD-1 – que acabam paralisando o sistema imune do paciente durante o tratamento do câncer.

A grande sacada foi quando o imunologista James P. Allison, de 70 anos, funcionário da Universidade do Texas, descobriu que a criação de um bloqueio da proteína poderia sabotar o freio sobre os linfócitos T, permitindo que as células atacassem o tumor novamente.

“Os tumores produzem as proteínas, chamadas de checkpoints, que bloqueiam o linfócito T, que é a célula mais importante do sistema imune que ataca o tumor. Essas drogas [pesquisadas] retiram esse bloqueio e recuperam o poder de ataque dos linfócitos que estavam paralisados por essas proteínas”, disse ao G1 o oncologista Fernando Maluf, diretor associado do Centro de Oncologia da Beneficência Portuguesa de São Paulo.

O também imunologista, Tasuku Honjo, 76, da Universidade de Kyoto, no Japão, encontrou na proteína PD-1, uma resposta para sua atuação sobre o linfócitos T. Ele se valeu de experimentos em laboratório e em 2012 conseguiu demonstrar eficácia no tratamento de pacientes com vários tipos de câncer.

Em entrevista à Deutsche Welle, Allison disse ter tentado “compreender a biologia das células T, essas células incríveis que viajam pelo nosso corpo e trabalham para nos proteger”

As pesquisas trouxeram otimismo e Klas Kärre, membro do comitê do Nobel, diz acreditar em “curar o câncer com isso”.

Em tempo, esta não foi a primeira vez que o Nobel reconhece os esforços de cientistas em busca de uma cura para o câncer. O tratamento hormonal contra o câncer de próstata (1966) e o transplante de medula para tratar leucemia (1990), já foram premiados. Desta vez, a grande diferença é o peso da descoberta de Allison e Tasuku. Para se ter ideia, há mais de 100 anos os cientistas tentam acionar o sistema imune para lutar contra o câncer.

Foto: reprodução/fonte:via

O corpo deste atleta após nadar mais de 200 Km vai te deixar impressionado

Todos os atletas costumam desafiar os limites de seus corpos na busca pela superação ou da tão sonhada medalha. Porém, algumas vezes eles encontram obstáculos muito mais difíceis do que um concorrente e, foi exatamente isso que aconteceu com o nadador holandês Maarten van der Weijden.

Maarten já fazia natação desde pequeno e tinha planos de continuar na carreira, mas aos 19 anos lutou contra a leucemia, que, entanto, nunca o fez desistir de seu sonho. Apenas 2 anos após ter vencido a doença, ele voltou a nadar e ganhou medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008.

Mas a verdadeira superação veio recentemente, quando ele se dispôs a nadar uma distância de 200 km no canal Elfstedentocht, na Holanda. Infelizmente ele “apenas” conseguiu completar a distância de 163 km, já que a água era poluída demais e ele começou a passar mal.

A prova, que foi programada para levar 3 dias, acabou levando 55 horas e fazia parte de uma campanha de arrecadação de fundos para pesquisas sobre o câncer. Observe seu corpo depois de 55 horas nadando em água suja e inapropriada. Muito mais do que um competidor, Maarten é um verdadeiro vencedor e a campanha arrecadou mais de 4 milhões de dólares!

Fotos:

1, 3, 4, 9, 10: MvdWFoundation

2: beter.nu

5: Evelien de Bruijn

6, 7, 8 hartvannederland.nl

11: like2swimrotterdam.nl /fonte:via

Monsanto é condenada a pagar indenização bilionária para jardineiro com câncer terminal

A Monsanto, conhecida por ser uma das principais fabricantes de substâncias utilizadas em agrotóxicos, sofreu um revés na Justiça. A gigante norte-americana foi condenada a pagar 290 milhões de dólares, por volta de 1 bilhão de reais, a um homem vítima de um herbicida de glifosato.

Dewayne Johnon entrou com ação depois de se desenvolver um linfoma não-Hodgkin incurável, que segundo ele, se manifestou depois de utilizar produtos da empresa em terrenos de escolas na cidade de Benicia, na Califórnia.

Johnson tem 46 anos e diz ter usado os agrotóxicos Round Up e Ranger Pro na escola onde trabalhou entre 2012 e 2014. O Juíz responsável pelo caso baseou sua decisão em primeira instância em conclusões do Centro Internacional de Pesquisa do Câncer, agência membra da Organização Mundial da Saúde, que em 2015 classificou o glifosato como ‘provavelmente cancerígeno’.

Para o magistrado, a Monsanto agiu com ‘malícia’ e que o Round Up e o Ranger Pro contribuíram para a doença terminal de Johnson. A companhia norte-americana disse ter baseado seu recurso em estudos científicos que afastam os riscos de contração de câncer por meio da utilização das pesticidas.

“A decisão de hoje não muda o fato de que mais de 800 estudos e revisões científicas, além de conclusões da Agência de Proteção Ambiental dos EUA, dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA (NIH) e das autoridades reguladoras do mundo todo, respaldam o fato de que o glifosato não causa câncer e não causou o câncer do Sr. Johnson”, afirmou Scott Partridge, vice-presidente da Monsanto.

Apesar de não gozar de boa reputação, esta é a primeira vez que a Monsanto enfrenta uma condenação. Para especialistas, o fato pode abrir caminho para surgimento de novos processos. Vale lembrar que a empresa foi adquirida recentemente pela Bayer por 66 bilhões de dólares, mais de 250 bilhões de reais.

Foto: Reprodução/fonte:via