Encontraram uma fábrica de queijo com 7,2 mil anos na Croácia

Se já é uma tarefa um tanto complicada imaginar o que era a humanidade há mil anos, imagina então há 7,2 mil anos? Uma resposta nós já temos: eles já sabiam fabricar queijo! Arqueólogos fizeram esta descoberta a partir de peças de cerâmica encontradas em escavações, que datam do período neolítico na costa da Dalmácia – na Croácia.

Mais do que uma curiosidade, este dado transforma completamente a noção que tínhamos, de que os produtos lácteos fermentados tenham sido feitos apenas cinco séculos depois que o leite foi armazenado pela primeira vez.

Os potes de cerâmica encontrados não eram apenas usados para beber e comer, pois pequenos furos mostraram que eles funcionavam como peneiras no processo de fabricação do queijo. Dessa forma, a dieta da época era muito mais rica do que pensávamos, incluindo queijos e iogurtes.

Foi após um processo por radiocarbono feito nas sementes e ossos encontradas nos arredores que a equipe responsável descobriu se tratar de utensílios fabricados há pelo menos 7,2 mil anos: “Esta é a mais antiga evidência documentada de resíduos lipídicos para laticínios fermentados na região do Mediterrâneo, e entre os mais antigos documentados em qualquer lugar até hoje”, disseram os pesquisadores envolvidos.

Transformar leite em queijo representou um avanço imenso na história da humanidade, não somente por causa da fabricação destes artefatos, mas devido ao fato de que, com alimentos conservados, eles finalmente podiam viajar distâncias mais longas. Surpreendente, não é mesmo?

Foto 1: Sibenik City Museum

Fotos 2 e 3: Unsplash/fonte:via

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Artista japonês recria objetos em cerâmicas ‘pixelizadas’ incríveis

O universo gráfico dos antigos videogames de 8-bits, em que tudo era tão caracteristicamente pixelado e chapado em duas dimensões, ganha fisicalidade e profundidade pelas mãos do artista japonês Toshiya Masuda. Utilizando uma técnica e um material ancestral como a cerâmica, Masuda cria pares de tênis, ovos fritos, bolas de beisebol e xícaras de café feito fossem imagens digitais pixeladas que ganharam as três dimensões da vida real.

O resultado provoca até certo estranhamento visual, feito fosse uma ilusão de ótica, em que um tipo de imagem que estamos perfeitamente acostumados a compreender em somente duas dimensões e em natureza digital, ganha esse contorno de algo físico. Se hoje a fronteira entre a realidade e o virtual anda cada vez mais borrada, é através dos borrões dos objetos pixelados que Masuda faz tal fronteira praticamente desaparecer – ao menos aos nossos olhos.

© arte: Toshiya Masuda /fonte via