Visitantes de zoológico ferem crocodilo com pedras para ‘saber se ele era real’

O misto de prepotência e ignorância costuma mover a humanidade às maiores ou mais desnecessárias crueldades, especialmente contra outros animais. Foi o caso do que fez um grupo de visitantes do zoológico de Xiamen, na província chinesa de Fujian. Diante de um crocodilo de grande porte residente do local, que estava sem mover há bastante tempo, o grupo decidiu atirar pedras contra o animal, a fim de descobrir se ele era ou não “real”. Se a realidade dos zoológicos já é triste, ter de lidar com a ignorância dos que os visitam parece ser ainda pior.

Acontece que os crocodilos costumam de fato ficar imóveis por horas, seja para absorver calor (especialmente no inverno), como medida defensiva, ou simplesmente se preparando para capturar uma presa – trata-se de um hábito normal desses animais. Batizado de Xiao He, o réptil sofreu ferimentos na cabeça e nos pés. A ausência de câmeras de segurança no local vem complicando o trabalho da polícia para identificar os agressores.

Com 5,8 metros e 1,2 toneladas, Xiao He é o maior crocodilo da Ásia, e levará duas semanas para se recuperar do ocorrido. Segundo representantes do zoológico, o hábito de permanecerem imóveis faz com que seja costumeiro que os visitantes pensem que os crocodilos não são reais.

© fotos: reprodução/fonte:via

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Moradores de vilarejo afastado constroem estrada entre falésia com as próprias mãos

Quem vive em grandes centros urbanos nem imagina que ainda existem pessoas que são obrigadas a atravessar 8 vilarejos ou, se aventurar no meio de um penhasco para chegar na cidade mais próxima. Era essa a realidade dos moradores de Shenlongwan, uma vila isolada na província de Shanxi – norte da China. Insatisfeitos com a dificuldade de chegar à civilização, eles decidiram construir uma estrada com as próprias mãos, em 1985.

Com 1526 metros de comprimento, ela é uma verdadeira maravilha da engenharia, construída de maneira rudimentar, porém milagrosa. A estrada, que passa entre as falésias, levou 15 anos para ficar pronta, após muito esforço da comunidade, que não contou com a ajuda do governo. Agora, no entanto, ela vem atraindo milhares de turistas para a região.

Desde a inauguração, em 2000, a região tornou-se um um importante polo de turismo da província. Somente no ano passado, mais de 300 mil turistas sedentos por passar pela estrada mágica, viajaram para Shenlongwan, que há poucos anos era apenas uma vila remota e sem recursos do norte da China. Hoje, a vila saiu da pobreza graças à estrada, que já injetou mais de U$ 7 milhões na economia do local.

Fotos: News.cn /fonte:via

Operação salva 120 cachorros de serem mortos para consumo ilegal de carne

O hábito de comer carne de cachorro em alguns países asiáticos causa polêmica,desta vez, uma operação de sucesso aconteceu em Chengdu, na China. A polícia local encontrou cerca de 120 cachorros presos por comerciantes de carne ilegal dos animais. Os cães foram achados amontoados, usando coleiras e focinheiras.

Roubados, eles foram levados para centros de proteção, como o Sichuan Qiming Small Animal Protection Center, que agora busca pelas famílias originais ou pessoas interessadas em adotar os animais.

Irene Feng é diretora da Animals Asia Cat and Dog Welfare e elogiou os esforços de autoridades e da polícia para combater a prática ilegal. “Nós precisamos agradecer a polícia por seu trabalho excelente em capturar a gangue brutal suspeita de ter roubado os animais de companhia de suas casas amorosas. Todos os cães estão à salvo e graças a vontade das autoridades em colaborar, grupos locais agora podem trabalhar no que eles fazem de melhor – cuidar dos animais e ajudá-los a encontrar seus guardiões originais.”

Apesar da insistência no consumo de carne de cachorro, o número de organizações de bem estar animal vem crescendo na última década. Para se ter ideia, em 2006 existiam apenas 30 grupos e atualmente são mais de 200 instituições criadas para a proteção dos animais.

Ao lado de autoridades e da polícia, elas trabalham pelo desenvolvimento de políticas avançadas de guarda legal dos cachorros ameaçados.

Apesar dos esforços o comércio ilegal de carne de cachorro ainda é forte na China. A Animals Asia diz receber denúncias atestando a prática em diversas regiões do país. Ao menos 250 relatos foram repassados às autoridades responsáveis, o que salvou a vida de milhares de cachorros.

O principal obstáculo é o Yulin Dog Meat Festival, que incentiva o consumo deste tipo de carne. Cerca de 10 mil cachorros são mortos por causa do festival de 10 dias. Ou seja, o evento representa por volta de 1% do total dos cães sacrificados.

O nível de preocupação sobe ao analisar os maus-tratos sofridos pelos pets. Os cachorros são mantidos em gaiolas e, em alguns casos, cozidos vivos.

Fotos: Reprodução/fonte:via

Com maior ciclovia suspensa do mundo, China se abre para desenvolvimento sustentável

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Por muito tempo, a China colocou o crescimento econômico à frente do meio ambiente. Com isso, o país asiático se transformou em um dos grandes responsáveis pelo aumento nos índices de poluição no planeta.

Mas, a partir de 2014 tudo mudou e desde então, a China corre atrás do prejuízo e tenta se equilibrar em uma filosofia que contempla o desenvolvimento sustentável. “Vamos declarar guerra à poluição, assim como declaramos guerra à pobreza”, declarou o primeiro-ministro Li Keqiang.

Em fevereiro, a cidade de Xiamen inaugurou a primeira ciclovia elevada da China. Com oito quilômetros de extensão, a construção se tornou a maior ciclovia elevada do mundo.

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O processo foi impulsionado pelo governo municipal de Xiamen, que pretende oferecer aos cidadãos opções saudáveis de deslocamento, que contribuem para a diminuição dos congestionamentos e a melhoria do ar.

Abraçando conceitos que estimulam a integração entre bicicletas e transporte público, a ciclovia apresenta 13 conexões ao longo do trajeto. Com isso, os moradores de Xiamen podem desembarcar em três centros financeiros e cinco bairros residenciais.

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Importante ressaltar que 11 destes centros de intermodalidade estão no trajeto dos ônibus BRT. As outras duas se encontram com o metrô. Espera-se que 3,5 milhões de pessoas utilizem a ciclovia entre às 6h30 e 22h30.

O projeto foi desenvolvido pelo escritório dinamarquês Dissing + Weitling, responsável também pela passarela Bicycle Snake, inaugurada em 2014, em Copenhague. A ideia, segundo os designers, é propor “uma visão que inspira as pessoas a priorizarem as alternativas sustentáveis, como a bicicleta, em vez do automóvel.”

Fotos: Reprodução/fonte:via

Na China, bikes compartilhadas são abandonadas e formam montanhas de desperdício

Parece uma obra de arte mas é, em verdade, desperdício e símbolo dos excessos do capital. Depois que, no ano passado, as bicicletas compartilhadas passaram a fazer um imenso sucesso na China, dezenas de empresas inundaram as cidades com magrelas coloridas, prontas para serem utilizadas e pedaladas por todo o país. Acontece que a infraestrutura e a legislação local não estava pronta para tamanha oferta e tanto serviço – e, com isso, muitas dessas empresas viram seu estoque empacar em depósitos que hoje mais parecem cemitérios de bicicletas.

Com a maior população do mundo, passando de 1.4 bilhões de pessoas, tudo que diz respeito à produção, oferta e demanda no país é monumental – e, da mesma forma, é o desperdício quando um negócio não dá certo.

Com isso, os usuários começaram a abandonar as bicicletas, assim como as empresas, criando essas imensas pilhas, como teias de rodas, em diversas cidades do país. Bicicletas abandonadas, quebradas, amontoam-se como um símbolo inconteste da especulação e de um mercado que pode ajudar a salvar o planeta, desde que feita de forma razoável.

As bicicletas compartilhadas seguem populares na China, e o mercado ainda promete crescer, mas certamente tal crescimento terá de acontecer de forma mais sustentável. Por enquanto o que restam são essas incríveis imagens que, fossem feitas por artistas, seriam obras de arte de beleza e força – mas, sendo feitas pelo capital fora de controle, se tornam signos perfeitos do desperdício desenfreado que o mercado pode provocar, independentemente de ideologia, orientação política ou sistema de governo.

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O milionário chinês que dedica seu tempo livre a recolher lixo das ruas

O compromisso com o meio ambiente é independente de nossa condição social, nível de estudos ou origem. Um grande exemplo nesse sentido é o do milionário chinês Zhong Congrong, que se dedica a recolher o lixo das ruas em seu tempo livre.

O hábito incomum começou há cerca de três anos, quando o empreendedor conheceu uma professora aposentada que recolhia o lixo das praias diariamente durante anos.  Zhong ficou tão impressionado que decidiu adotar a ideia.

A princípio, suas expedições de coleta de lixo eram vistas pela mídia chinesa como uma excentricidade ou mesmo uma jogada de marketing, segundo mostra um vídeo publicado pelo Sixth Tone. Com o tempo, entretanto, o milionário passou a ser reconhecido pelo seu comprometimento com o meio ambiente.

Quando está na missão de coletar lixo, Zhong utiliza uma camiseta laranja que busca conscientizar as pessoas sobre o impacto de despejar seus resíduos em qualquer lugar. Em seus negócios, que incluem empreendimentos imobiliários, na área automobilística e indústrias processadoras de materiais, os funcionários são multados caso joguem lixo no lugar errado.

Em entrevista, o milionário declara que sabe que sua atitude sozinha não irá resolver o problema do lixo no país. Mas, se cada um fizer a sua parte, pode ser que um dia consigamos diminuir significativamente o impacto destes resíduos.

Por sinal, espia só esses perfis do Instagram que vão te mostrar como produzir menos lixo só depende de nós.

Foto: Reprodução/SixthTone/fonte:via

Prédio vivo e que ‘dança’: Teatro na China tem fachada-cortina que se move

A arquitetura chinesa vem se caracterizando pela exploração de formas e soluções realmente inesperadas, experimentais e até radicais na concepção de seus edifícios. Um dos exemplos mais belos e surpreendentes é a fachada do prédio da Fundação Fosun, em Shangai. Trata-se de uma prédio cinético, o que, em outras palavras, quer dizer que a fachada se move. E não somente: o faz com graça e elegância, feito o prédio estivesse vivo e lentamente dançando.

A referência à dança ou as artes performáticas em geral sobre o movimento da fachada da Fundação não é por acaso: a proposta arquitetônica dos escritórios envolvidos na concepção do prédio foi de fato inspirada nos palcos e principalmente nas cortinas dos tradicionais teatros chineses. O incrível trabalho foi realizado pelos escritórios britânicos Foster+Partners e Heatherwick Studio.

A “cortina” é formada por 675 tubos de metal semelhantes a imensos bambus, cobertos por temas e padrões chineses. O movimento forma uma espécie de cortina translúcida, que revela justamente um teatro dentro da Fundação, que funciona como um centro cultural, recebendo espetáculos, exposições e eventos.

Com quatro andares de altura e ainda mais quatro andares subterrâneos, mas principalmente com sua incrível fachada “viva”, a verdade é que o próprio prédio é provavelmente a mais impactante obra de arte exposta por lá.

© fotos: reprodução/fonte:via