Na China, bikes compartilhadas são abandonadas e formam montanhas de desperdício

Parece uma obra de arte mas é, em verdade, desperdício e símbolo dos excessos do capital. Depois que, no ano passado, as bicicletas compartilhadas passaram a fazer um imenso sucesso na China, dezenas de empresas inundaram as cidades com magrelas coloridas, prontas para serem utilizadas e pedaladas por todo o país. Acontece que a infraestrutura e a legislação local não estava pronta para tamanha oferta e tanto serviço – e, com isso, muitas dessas empresas viram seu estoque empacar em depósitos que hoje mais parecem cemitérios de bicicletas.

Com a maior população do mundo, passando de 1.4 bilhões de pessoas, tudo que diz respeito à produção, oferta e demanda no país é monumental – e, da mesma forma, é o desperdício quando um negócio não dá certo.

Com isso, os usuários começaram a abandonar as bicicletas, assim como as empresas, criando essas imensas pilhas, como teias de rodas, em diversas cidades do país. Bicicletas abandonadas, quebradas, amontoam-se como um símbolo inconteste da especulação e de um mercado que pode ajudar a salvar o planeta, desde que feita de forma razoável.

As bicicletas compartilhadas seguem populares na China, e o mercado ainda promete crescer, mas certamente tal crescimento terá de acontecer de forma mais sustentável. Por enquanto o que restam são essas incríveis imagens que, fossem feitas por artistas, seriam obras de arte de beleza e força – mas, sendo feitas pelo capital fora de controle, se tornam signos perfeitos do desperdício desenfreado que o mercado pode provocar, independentemente de ideologia, orientação política ou sistema de governo.

© fotos: reprodução/fonte:via

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O milionário chinês que dedica seu tempo livre a recolher lixo das ruas

O compromisso com o meio ambiente é independente de nossa condição social, nível de estudos ou origem. Um grande exemplo nesse sentido é o do milionário chinês Zhong Congrong, que se dedica a recolher o lixo das ruas em seu tempo livre.

O hábito incomum começou há cerca de três anos, quando o empreendedor conheceu uma professora aposentada que recolhia o lixo das praias diariamente durante anos.  Zhong ficou tão impressionado que decidiu adotar a ideia.

A princípio, suas expedições de coleta de lixo eram vistas pela mídia chinesa como uma excentricidade ou mesmo uma jogada de marketing, segundo mostra um vídeo publicado pelo Sixth Tone. Com o tempo, entretanto, o milionário passou a ser reconhecido pelo seu comprometimento com o meio ambiente.

Quando está na missão de coletar lixo, Zhong utiliza uma camiseta laranja que busca conscientizar as pessoas sobre o impacto de despejar seus resíduos em qualquer lugar. Em seus negócios, que incluem empreendimentos imobiliários, na área automobilística e indústrias processadoras de materiais, os funcionários são multados caso joguem lixo no lugar errado.

Em entrevista, o milionário declara que sabe que sua atitude sozinha não irá resolver o problema do lixo no país. Mas, se cada um fizer a sua parte, pode ser que um dia consigamos diminuir significativamente o impacto destes resíduos.

Por sinal, espia só esses perfis do Instagram que vão te mostrar como produzir menos lixo só depende de nós.

Foto: Reprodução/SixthTone/fonte:via

Prédio vivo e que ‘dança’: Teatro na China tem fachada-cortina que se move

A arquitetura chinesa vem se caracterizando pela exploração de formas e soluções realmente inesperadas, experimentais e até radicais na concepção de seus edifícios. Um dos exemplos mais belos e surpreendentes é a fachada do prédio da Fundação Fosun, em Shangai. Trata-se de uma prédio cinético, o que, em outras palavras, quer dizer que a fachada se move. E não somente: o faz com graça e elegância, feito o prédio estivesse vivo e lentamente dançando.

A referência à dança ou as artes performáticas em geral sobre o movimento da fachada da Fundação não é por acaso: a proposta arquitetônica dos escritórios envolvidos na concepção do prédio foi de fato inspirada nos palcos e principalmente nas cortinas dos tradicionais teatros chineses. O incrível trabalho foi realizado pelos escritórios britânicos Foster+Partners e Heatherwick Studio.

A “cortina” é formada por 675 tubos de metal semelhantes a imensos bambus, cobertos por temas e padrões chineses. O movimento forma uma espécie de cortina translúcida, que revela justamente um teatro dentro da Fundação, que funciona como um centro cultural, recebendo espetáculos, exposições e eventos.

Com quatro andares de altura e ainda mais quatro andares subterrâneos, mas principalmente com sua incrível fachada “viva”, a verdade é que o próprio prédio é provavelmente a mais impactante obra de arte exposta por lá.

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Prédio na China ganha cascata com queda de 108 metros de altura

A tendência de se construir edifícios inusitados em formas inesperadas na China transformou o mais novo arranha-céu em construção na cidade de Guiyang em uma imensa cachoeira artificial. Intitulado Liebian International Building, o prédio tem 121 metros de altura, e inclui em sua fachada uma dramática queda d’água de 108 metros de extensão. Trata-se da mais alta cachoeira artificial em um prédio em todo o mundo.

A cascata utiliza quatro grandes bombas que trazem a água de um reservatório subterrâneo composto por água da chuva e de escoamento superficial. O custo de seu funcionamento é bem alto – cerca de 500 reais por hora – e por isso a queda d’água só foi ligada seis vezes desde sua instalação.

O prédio ainda não está completo, por isso maiores detalhes sobre tanto seu funcionamento quanto sobre a própria cachoeira ainda não foram revelados.

Sabe-se, no entanto, que o local terá escritórios e hotéis de luxo, além de outra torre a ser construída. Como Guiyang é uma cidade de montanhas e árvores cheia de prédios imensos, a ideia é de trazer um pouco de água e sublinhar a sensação de uma floresta para o cenário urbano. O prédio está sendo construído pelo grupo Ludi Industry.

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O Airbnb criou um quarto na Muralha da China e ele é simplesmente incrível

A Grande Muralha da China é um dos monumentos mais icônicos da história da humanidade. Construída por volta do ano 220 a.C., possui mais de 8 mil quilômetros de extensão, tendo demorado quase 20 séculos para ser finalizada.

A construção foi ideia do imperador Qin Shihuang, que resolveu erguê-la para proteger a região da invasão de nômades vindos do norte.

Se as informações iniciais são de tirar o fôlego, imagine só passar a noite em um quarto montado em uma de suas torres? Loucura? Que nada, o Airbnb acaba de firmar parceria com  arquitetos e historiadores para construir um quarto luxuoso dentro da Muralha da China.

“É uma honra trabalhar com historiadores e outros entusiastas de Pequim para criar esta experiência única. Estamos muito orgulhosos com os resultados deste esforço coletivo”, declarou o co-fundador do Airbnb na China Nathan Blecharczyk.

A ideia é aproveitar o máximo da arquitetura rústica do espaço, por isso são poucas as intervenções. Com capacidade para um casal, o quarto oferece uma cama espaçosa, mesa de jantar e aposta na luz baixa para que os clientes possam aproveitar o máximo da luminosidade do céu.  Por isso nada de teto, você vai dormir ao relento, olhando para as estrelas. 

A cultura chinesa também está no pacote. Além de noções sobre costumes tradicionais do país oriental, os vencedores vão viver a experiência de um jantar de comida gourmet da China.

Por se tratar de um patrimônio da humanidade, os interessados vão ter que respeitar uma série de regras. Nem pense em colocar música alta e muito menos escalar a parte de fora do muro.

Ficou interessado? Para ser selecionado é preciso acessar a página do Airbnb e responder porque você acredita ser importante romper barreiras entre culturas. Respostas são aceitas até dia 11 de agosto. A suíte de luxo vai ser aberta a partir de setembro. O prazo máximo de hospedagem é de quatro noites.

Fotos: reprodução/fonte:via

Este hotel-barco na China parece saído de um sonho

O rio Fuchun corre pela província chinesa de Zhejiang e reserva uma bela surpresa aos seus visitantes.

Além da paisagem natural do entorno, quem visita a região também pode aproveitar a incrível estrutura oferecida pelo Fuchun New Century Wonderland Resort.

O resort conta com cinco casas de madeira que funcionam como verdadeiros barcos – e inclusive reproduzem a estrutura das embarcações tradicionais usadas para a pesca. Dois terços da estrutura flutuam sobre a água e permitem uma completa sintonia com a natureza.

Do seu quarto, os hóspedes podem ter uma vista completa da região repleta de natureza. As cabanas foram criadas pelo Design Institute of Landscape and Architecture China Academy e são feitas de vidro e madeira, segundo o site Ignant.

O vídeo abaixo promete te transportar diretamente para esse paraíso. Vem ver!

Fotos © Aoguan Performance of Architecture/fonte:via

2 anos após a adoção, chinesa descobre que seu cachorrinho era um urso

Que atire a primeira pedra quem nunca foi enganado por uma oferta tentadora demais para ser verdade. Foi o que aconteceu com a chinesa Su Yun, mas de uma forma bem mais bizarra que o normal: ela comprou um urso acreditando que fosse um cachorro.

O fato aconteceu em 2016, e só dois anos depois ela e a família entenderam o engano. Su Yun, que vive em um vilarejo na província de Yunnan, estava de férias quando um vendedor lhe ofereceu um filhote de Mastim Tibetano, uma raça de cães muito admirada na China, por um preço bem mais convidativo que o comum.

Ela levou o animal para casa, e, ironicamente, o batizou com um nome que, em português, significa Pretinho. A família logo estranhou o apetite voraz do bicho, que comia uma caixa de frutas e dois baldes de macarrão por dia, mas não chegou a suspeitar que ele não fosse um cão.

O Pretinho acabou crescendo assustadoramente – muito mais que o Masim Tibetano, raça de grande porte – e começou a andar sobre duas patas, o que, aliado à sua aparência obviamente cada vez mais parecida com a de um urso, fez com que a família se convencesse de que algo estava errado.

Su Yun entrou em contato com o Centro de Resgate da Vida Selvagem de Yunnan, que confirmou que Pretinho era um urso-negro-asiático, espécie ameaçada de extinção por causa do interesse de mercadores ilegais, que o utilizam em receitas gastronômicas e até com fins medicinais.

Mas o destino de Pretinho vai ser diferente: ele já está vivendo no Centro de Resgate da Vida Selvagem de Yunnan, onde especialistas ainda estudam seu comportamento para decidir se ele poderá ser reintegrado à natureza ou se, por causa da criação que teve junto aos humanos, precisará viver em santuários animais.

 

Fotos via China News /fonte:via